Buquê (poema)
Como a flor que colho
Eu sinto teu cheiro
E beijo o caule
Separando as pétalas
Em polpas de desejo
Que semeiam um jardim
Sem fim.
Um buquê se forma assim:
Com amor e sacrilégio.
Como a flor que colho
Eu sinto teu cheiro
E beijo o caule
Separando as pétalas
Em polpas de desejo
Que semeiam um jardim
Sem fim.
Um buquê se forma assim:
Com amor e sacrilégio.
Basílica localizada no Centro Histórico de Porto Alegre.
O dia das mães sempre foi uma data difícil pra mim. Eu sinto falta da minha mãe, aquela que eu tenho na memória, que eu achava que podia fazer tudo por mim, mesmo sendo apenas isso: uma memória distante, um sentimento incompleto de carência e dor.
Minha mãe pôde ter tido todos os motivos para se abster, e eu talvez entenda todos eles. Mesmo assim, eu ainda sou um filho sem mãe, que no dia das mães olha pra todos os lados em busca de minha mãe.
Mas eu choro, e ela não vem. Eu a chamo, e a voz ecoa, e eu sou novamente uma criança perdida no shopping, com medo de não conseguir voltar pra casa.
E por vezes eu digo que não ligo, digo que não sinto mais nada. Mas vejo tantos filhos achando a mão de suas mães em dias como o de hoje, e lembro de quando eu fazia apresentações na escola e você não estava lá, mãe. Você nunca vai estar.