
O fim dos testes em animais está próximo?
A Vivodyne, startup californiana, opera uma dúzia de minilaboratórios robóticos onde células humanas crescem em chips biológicos e se auto-organizam em estruturas com vasos sanguíneos e células imunológicas. A IA projeta experimentos, analisa resultados e cria continuamente novos ciclos de teste. O sistema testa mais de 3 milhões de tecidos humanos por ano — o dobro da capacidade de todos os ensaios clínicos nos EUA somados. Para modificar camundongos geneticamente para um experimento específico, leva-se 1,5 ano. A Vivodyne faz 25 ciclos de teste nesse período. Em 2022, o FDA Modernization Act removeu a obrigatoriedade de testes em animais antes de ensaios clínicos. No curto prazo, os testes em paralelo devem continuar — mas o CEO da Vivodyne acredita que não vai demorar para que se tornem coisa do passado.