Antidepressivos e ansiolíticos ou yoga, crochet, livros e autocontrolo?
Estou empenhada em resolver a minha adição por compras e conhecer-me sem este vício. Sei que não será um percurso fácil e que não o devo fazer sozinha. Por isso mesmo, consultei uma nova psiquiatra esta semana.
Para contexto: sou acompanhada em psiquiatria desde 2020, por causa da ansiedade e depressão. Faço, ainda que de forma intermitente, terapia há quase 10 anos. Tomo meio comprido de alprazolam (0,5mg) de manhã e um comprimido de escitalopram (10mg) também de manhã. Tomo esta medição há 6 anos, embora a quantidade tenha vido a mudar.
A medicação ajuda-me a ser uma pessoa menos reativa, mas não a quero tomar ad aeternum. A nova psiquiatra é da opinião que até a devia aumentar e incluir, ainda, um estabilizador de humor. Percebo o propósito, mas quero resolver o problema de forma estrutural e não localizada.
Assim sendo, quero apostar na terapia com uma profissional com uma abordagem especializada em adições, mas não quero aumentar a dose dos medicamentos. Gostaria até de reduzir a medicação, uma vez que vou ter a ajuda da terapia.
Faz-vos sentido? Sei que estou a ser ambiciosa e que a muleta dos medicamentos ajudaria muitíssimo a lidar no curto prazo com a minha compulsão por compras e, eventualmente, atenuar a depressão. Mas não haverá opções mais saudáveis e que funcionam a longo-prazo: terapia, exercício físico, hobbies, meditação...
PS: até agora vi duas psiquiatras. Nenhuma me diagnosticou com nenhuma transtorno. Sou ansiosa, mas está controlado. Só a adição é que não e eu sei que é um sintoma da depressão e ansiedade.