r/Psiconautas

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Joe ferton /dicas / primeira vez

Queria dicas de quem já usou esse e dicas pra uma primeira trip com lsd , já usei cogumelos e curto bastante o que foi um dos fatores que me motivaram a me aventurar pelo lsd tmb 🥴🥴 kkk a princípio e um Joe ferton com 320 ug o que eu acho bem forte ainda mais pra uma primeira então microdosando acho que fica massa , enfim , contem as experiências de vcs 🫶

u/ConversationDense547 — 12 hours ago

O Que Rodava na Sua Época?

Tenho pensado bastante sobre a história recente dos blotters e “doces” que circularam pelo Brasil, e percebo que muita coisa acaba se perdendo no tempo, ficando apenas na memória de quem viveu determinadas épocas.

Seria muito interessante construir, coletivamente, uma espécie de memória histórica da cena psicodélica brasileira. Não para glamourizar nada, mas para registrar relatos, contextos, mudanças de época e percepções de quem acompanhou tudo isso de perto.

Queria convidar quem viveu diferentes fases da cena a compartilhar lembranças e informações sobre perguntas como:

Quando começaram a circular os Húngaros? Principalmente artes como Jesus e Fly Pig.

• Em que período o Gamma Goblin começou a aparecer com frequência no Brasil?

• Quando começaram a circular os “Medicinas Sagradas”?

• Antes dessas artes e produtores ficarem conhecidos, o que era mais famoso ou mais comum nas cenas e festivais?

• O pessoal mais antigo costuma dizer que, anos atrás, a frequência de NBOMe era muito maior do que hoje. Na percepção de vocês, isso procede? Como vocês lembram dessa época?

• Quais artes, nomes ou linhas marcaram diferentes gerações?

• Como vocês enxergam a mudança da qualidade e do acesso ao LSD ao longo dos anos no Brasil?

A ideia aqui é reunir relatos, memórias e perspectivas diferentes, quase como uma arqueologia psicodélica construída pela própria comunidade.

Se tiverem histórias, lembranças, fotos antigas de artes, relatos de época ou qualquer informação interessante, compartilhem. Acho que muita gente vai gostar de conhecer melhor essa linha do tempo que raramente é documentada.

u/HumbertoBrunoSilva — 1 day ago

Card Porco Voador

Rpz peguei esse card recentemente e ele esta com a arte meio desbotada e nao esta tao forte quanto os outros fly q ja tomei, alguem sabe oque pd ter acontecido? ele fica amargo por uns 2 segundos quando coloca na lingua.

u/Pitiful_Ad92 — 21 hours ago

Falsificação Seuss

rapeize, vocês já ouviram algum relato do seuss que fosse muito distante do que já ouviram? Eu acredito que o Seuss ainda não esteja passando por falsificação pesada, aqui no sub mesmo não acho relato de alguém contrapondo a massa de experiência positiva que o ácido está criando.

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u/otiktaalik — 22 hours ago

Critical trip 400ug - pure mind

primeira vez que experimento esse cristal, pelos relatos me pareceu uma boa droprar um # inteiro, mais tarde volto com os relatos... 💨

u/psychocrackhead1 — 1 day ago

Card Dr. Seuss

Boa tarde galera! Vi que geralmente os cards do Dr. Seuss vem com a arte completa.
Alguém já pegou algum card dessa maneira?
Sabe dizer se é LSD ou nbome

u/PresentEnough817 — 2 days ago
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A Influência de Owsley Stanley na Música Psicodélia dos anos 60

Quando a história da música psicodélica dos anos 60 é contada, normalmente aparecem nomes como Beatles, Grateful Dead, Jimi Hendrix ou Jefferson Airplane. Mas existe uma figura que quase nunca estava no palco e, mesmo assim, atravessou praticamente todos os momentos importantes daquela geração: Augustus Owsley Stanley III.

Bear ficou conhecido por produzir LSD de alta pureza em escala sem precedentes para a época. Sua produção chegou a milhões de doses ao longo dos anos 60, alcançando jovens por todo os Estados Unidos e tornando-se uma das principais fontes de LSD da contracultura. O impacto não ficou restrito a pequenos grupos ou artistas famosos; milhares de estudantes, músicos, hippies e participantes da cena underground tiveram suas primeiras experiências psicodélicas através de ácido produzido por ele. Sua influência acabou se espalhando pela Costa Oeste e atravessando o país.

Um aspecto importante é que Bear não funcionava como um traficante tradicional. Embora parte de sua operação envolvesse grandes produções clandestinas, ele frequentemente distribuía LSD gratuitamente. Sua visão era de que a substância poderia expandir a percepção humana e deveria circular amplamente. Para muitas pessoas da época, o ácido era visto quase como um sacramento cultural.

Isso ficou evidente em janeiro de 1967 durante o Human Be-In, um dos eventos mais importantes da contracultura hippie.

Mais de vinte mil pessoas reuniram-se no Golden Gate Park em São Francisco. Timothy Leary, Allen Ginsberg, Richard Alpert, Jerry Rubin e outras figuras importantes estavam presentes. No palco tocaram grupos como o Grateful Dead, Jefferson Airplane e Quicksilver Messenger Service.

Para esse período, Bear havia produzido uma nova variedade de LSD chamada White Lightning, distribuída amplamente e em muitos casos gratuitamente. O Human Be-In acabou funcionando como uma abertura simbólica para o Summer of Love e ajudou a consolidar a união entre música, psicodelia e cultura hippie.

O Grateful Dead surgiu diretamente dentro desse ambiente, especialmente através dos Acid Tests organizados por Ken Kesey e pelos Merry Pranksters. Nessas experiências, música, luzes, performances e LSD eram misturados em encontros que mudaram a relação entre banda e público.

Mas a influência de Bear não se limitava ao Grateful Dead. Jefferson Airplane e Quicksilver Messenger Service estavam entre os grupos mais próximos da cena psicodélica de Haight-Ashbury e recebiam regularmente LSD vindo da rede ligada a Bear. Aquela cena inteira compartilhava os mesmos palcos, casas, festas e experiências.

Outra banda importante ligada indiretamente a Bear foi a Blue Cheer. O próprio nome do grupo provavelmente surgiu de uma variedade de LSD produzida e promovida por Owsley chamada Blue Cheer, que por sua vez havia recebido esse nome de uma marca de detergente popular na época. A banda se tornaria uma das precursoras do heavy metal e do hard rock psicodélico.

Enquanto São Francisco desenvolvia sua revolução psicodélica, os The Beatles atravessavam a fase mais experimental de sua carreira. Entre Revolver, Sgt. Pepper's e Magical Mystery Tour, a banda mergulhava em novas formas de composição e percepção.

Relatos ligados a Bear afirmam que LSD produzido por ele chegou diretamente a John Lennon durante esse período. Também existem semelhanças frequentemente apontadas entre Magical Mystery Tour e a experiência dos Merry Pranksters: uma viagem coletiva, imprevisível e centrada mais na experiência do que no destino.

Bear também aparece em histórias envolvendo Jimi Hendrix. Segundo relatos presentes em Owsley and Me, Hendrix tomou LSD produzido por Bear durante o período do Monterey Pop Festival, incluindo a variedade Monterey Purple.

Em outra ocasião, Bear gravou Hendrix durante uma longa sessão de guitarra sob efeito de LSD. Ao terminar, Hendrix pegou a fita e a destruiu. Algum tempo depois, durante uma gravação de sua versão de Day Tripper para a BBC, Hendrix deixou uma pequena referência pública:

"Oh Owsley, can you hear me now?"

A presença de Bear na cultura psicodélica também aparece no documentário Revolution, filmado durante o Summer of Love em San Francisco. O filme registra a vida cotidiana da cena hippie, a relação dos jovens com LSD e a atmosfera cultural que havia surgido em Haight-Ashbury, justamente o ambiente que Bear ajudou a construir.

Bear raramente aparecia na frente das câmeras. Mesmo assim, seu nome surge repetidamente nos bastidores dos acontecimentos mais importantes da música psicodélica dos anos 60. Ele não influenciou apenas bandas; ajudou a moldar toda uma cultura.

u/HumbertoBrunoSilva — 3 days ago

Tomar LSD em público: já tiveram essa experiência?

Tenho estado com uma ideia completamente arriscada: tomar Lsd em público ao ir num show de luzes num parque.

Pode ser por volta de 100ug. Iria com uns amigos (eles não estariam na brisa, o que pode virar uma bola de neve) e a ideia é literalmente ver aqueles show de luzes à noite com o leve misto caleidoscópico proporcionado pelo LSD.

O problema é que como é preciso andar para ver as exposições, eu não sei se eu estaria apto a tal.

Já tive experiência com 100ug e fiquei extremamente racional, não foi como uma trip de cogumelos que me tirou de mim.

Vocês já tiveram experiências parecidas? Gostaria de dicas (ou óbvias repreensões!).

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u/annoymousredditguy — 3 days ago

Lsd space rockett é bom?

alguem ja tomou esse lsd? queria experimentar (minha segunda vez usando acido, a primeira foi nbome) ouvi dizer que eh bom e da uns visual massa

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u/Z0NERWEED — 3 days ago

Ego Death em um concerto de musica classica: 2g de Golden Teacher e Orquestra Sinfônica ao vivo

Já tomei cogumelos antes. Conheço o come-up, aquela ansiedade da subida, costumo ter frio, conheço os fractais. Achei que sabia o que esperar.

Amo música clássica e já tripei nesse exato mesmo cenário algumas vezes, então estava bem confortável. Existe algo de ser apenas um dentre mil pessoas que torna confortável tripar. Ninguem esta reparando em você, e se repararem, jamais imaginarão que você esta tripando. Talvez te achem meio estranho.
O local é a Sala São Paulo, uma das salas de concerto mais acusticamente perfeitas do mundo, construída dentro de uma estação de trem restaurada no centro da cidade de São Paulo. Só o teto tem quase 30 metros de altura, cheio de vitrais. Um verdadeiro colírio para os olhos durante uma trip! Quando uma orquestra inteira toca ao vivo, você não apenas ouve a música, você sente a pressão do ar ao seu redor. Na segunda fileira, você está perto o suficiente para ver as mãos do maestro tremerem, perto o suficiente para sentir o palco vibrar através do chão até os seus pés. Não há distância entre você e o som. É profundamente imersivo e, sob efeito, você não tem outra opção a não ser se entregar à música.

Cheguei sozinho, de jejum por quase 24 horas (sempre faço isso antes dos cogumelos, pois estômago vazio significa uma trip mais limpa e rápida), e mandei 2g de Golden Teacher em pó direto na boca, como um suplemento, empurrando com água, cerca de 20 minutos antes do programa começar.
Eu sou do tipo que sente muito frio na trip e tenho aquela sensação de ondas geladas no come-up, quando o corpo ainda não sabe muito bem o que está acontecendo e decide te fazer tremer por precaução.
Minhas coxas já estavam tremendo involuntariamente quando encontrei meu lugar, na terceira fileira, cercado de pessoas dos dois lados, sem cadeiras vazias.
A primeira peça foi “Oiseaux exotiques”, Pássaros exóticos, de Olivier Messiaen. Messiaen foi um compositor francês que também era um ornitólogo aficionado e sinestésico. A música dele sobre pássaros são transcrições reais do canto das aves. Ele passou décadas no campo com um caderno anotando as notas exatas, ritmos e timbres de espécies específicas de pássaros, e depois reconstruía isso para piano e orquestra, explorando os pássaros como matéria musical. O resultado não soa como nada que exista na música clássica. É bastante intenso, como um ataque de pássaros, mas da melhor maneira possível.

Sob o efeito dos cogumelos, os pássaros bateram de um jeito mais intenso do que eu esperava. Eles estavam por toda parte. Meus visuais de olhos fechados estavam cheios de penas, bicos e asas. Temático, obviamente, considerando a música, mas extraordinariamente vívido: pássaros geométricos laranjas e cobres se dissolvendo uns nos outros contra um fundo preto absoluto. Lindo. Mas o frio, o tremor nas pernas e os estranhos muito próximos fizeram tudo parecer um pouco intenso demais. Um come-up bem desafiador.
Depois teve o Concerto para piano nº 11 de Haydn. Não me lembro muito bem. Era bonito, porem pouco imersivo. Eu estava basicamente esperando o intervalo chegar.

Eu tenho um Mighty, um vaporizador portátil de ervas secas, um dispositivo que aquece a maconha a uma temperatura específica sem combustão, produzindo vapor em vez de fumaça. Parece um walkie-talkie gordinho. Tem cheiro de uma loja de chás recém-aberta. Ninguém num concerto de música clássica reconhece o que é aquilo.

Fui lá para fora vaporizar. Tinha outro cara vaporizando maconha também, o que é raríssimo! Trocamos olhares e tivemos uma conversa de dois minutos sobre vaporizadores que eu lembro de ter sido surpreendentemente lúcida, dadas as circunstâncias.

Depois, voltei lá pra dentro.
Encontrei um lugar diferente. Segunda fileira. Menos gente colada em mim, vista mais clara do palco e do maestro Thierry Fischer. Sentei e percebi que provavelmente estava no pico da trip.

A próxima peça era “Un sourire”, Um sorriso, composta por Messiaen em 1989 como uma homenagem ao bicentenário da morte de Mozart. Tem cerca de 10 minutos de duração. Não é dramática no sentido convencional, pois não constrói um clímax do jeito que uma sinfonia clássica faz. Ela se move em acordes lentos e longos, sustentados por longos períodos e em som baixo e suave, que se dissolviam uns nos outros, harmonias que não deveriam se resolver, mas de alguma forma se resolviam, ondas de som de cordas que subiam e desciam como uma respiração.

Eu não fazia ideia do que estava por vir. Esperava algo parecido com a primeira peça dos pássaros: estranho, angular, exigente. Em vez disso, o primeiro acorde bateu e simplesmente soou lindo e misterioso.

Fechei os olhos.

Os fractais eram laranjas. Mandalas laranjas vívidas, geométricas, fractais-dentro-de-fractais que pulsavam no ritmo das harmonias. A cada mudança de acorde, elas se reformavam em novas configurações. Eu não estava apenas assistindo a elas, eu estava dentro delas. A música não estava mais vindo do palco. Estava vindo de todos os lugares. De dentro de mim. Não havia distinção entre o som e o que quer que eu fosse.
Comecei a pensar: como?
Como isso está acontecendo? Como isso existe? Como um ser humano escreve algo que faz isso?
Os "comos" continuaram vindo, cada vez mais devagar, cada um carregando cada vez menos de um "eu" e de significado por trás. Então, virou apenas "como?", sem uma pergunta depois. Era um questionamento de tudo, e nada ao mesmo tempo. E os intervalos entre os comos ficaram mais longos. E mais longos. Até que não houve um próximo "como".

Eu deixei de existir.

Não sei de que outra forma explicar isso. Não existia um "eu". Não existia um corpo em uma cadeira, nem sala de concerto, nem passado, nem futuro. Eu não sentia corpo. Havia música, havia energia e havia algo como uma consciência pura. Entrega total. Sem medo, nem o menor sinal de medo. Apenas liberdade. Uma liberdade absoluta do espaço e do tempo para a qual eu não tenho base de comparação e que nunca tinha sentido antes.

Por alguns minutos, eu não estava lá.

Refletindo depois sobre essa dissolução, um conceito sobre o qual li semanas atrás começou a fazer sentido. A Cabala, a tradição mística judaica, descreve Deus em camadas. As dez Sefirot são atributos divinos: Sabedoria, Compaixão, Força, Beleza, entre outros, emanações através das quais o Deus infinito se faz conhecível e relacional no mundo. É literalmente Deus em momentos reais: um flash de amor genuíno entre duas pessoas, um ato de graça, um segundo de pura presença. Deus filtrado em algo que uma mente finita pode tocar.
Eu já meio que acreditava nessa parte. Você não precisa de uma experiência mística para sentir isso. Você só precisa ter amado alguém completamente por um momento sem defesas e reconhecido que algo ali era grande demais para ser explicado apenas pela neuroquímica. Tenho certeza de que a maioria de vocês já passou por isso.

O que eu não conseguia alcançar era o conceito de Ein-sof. Significa literalmente "sem fim". Deus como o tudo puro, infinito e indiferenciado, antes de qualquer atributo, antes que o primeiro atributo o filtre em algo compreensível. O aspecto da divindade que é, por definição, inacessível a qualquer mente que ainda tenha um "ego" fazendo o acesso.

Eu não acreditava muito nisso. Você não pode chegar ao Ein-sof através do pensamento. O infinito é inatingível em nosso universo finito.

Mas por alguns minutos naquela sala de concerto, não havia "eu". Toda a arquitetura cabalística clicou depois: eu entendi porque tinha acabado de estar nesse território de energia pura e infinita.

A música começou a recuar de seu pico. O volume caiu, as harmonias afinaram, e senti meu corpo novamente, devagar, como a sensação retornando a um membro dormente. Não foi repentino, mais como a maré voltando.

Quando finalmente me movi para aplaudir, todas as sensações bateram simultaneamente. Calor. Suor. O peso dos meus próprios braços. E — essa é a parte que preciso esclarecer imediatamente — uma sensação muito convincente de que eu tinha, simultaneamente, ejaculado, urinado e defecado na minha cadeira.
Quero deixar claro: eu não tinha.

Mas o orgasmo de corpo inteiro da dissolução do ego pós-morte é real e uma experiência comum. Não é sexual, é mais como se todos os nervos do seu corpo disparassem um sinal de conclusão ao mesmo tempo. Um relaxamento completo do corpo, inclusive do meu c#! Por isso, o desespero momentâneo!

Eu chequei de forma muito discreta. Tudo seco, ainda bem. Só suor (e bastante)

O concerto ainda não tinha acabado. A Sinfonia nº 5, de Mendelssohn, veio a seguir. Muito dramática, e tempestuosa. Começa com o chamado "Amém de Dresden" e termina no apogeu com o coral de Lutero. Depois de uma morte do ego, sentado ali como alguém que brevemente se tornou o nada, essa sinfonia pareceu quase violenta em quão presente e física ela era. Heroica e imponente. Meu coração estava acelerado. O drama daquilo tudo pareceu quase excessivo, mas da melhor maneira possível, como levar um banho de água gelada depois de uma sauna.

Mantive meus olhos abertos a maior parte do tempo dessa vez. A segunda fileira é muito bem iluminada. Os músicos estavam logo ali. Eu me senti absolutamente microscópico. E, ao mesmo tempo, completamente parte de tudo aquilo. É incrível de assistir de pertinho também! Você sente a conexão entre os músicos, mas ao mesmo tempo a separação de instrumentos.

Voltei para casa de táxi, já no comedown, conversando normalmente. Minha namorada estava acordada me esperando para ouvir o relato da trip. Ela infelizmente não pode vir comigo dessa vez.

Hoje, dois dias depois, me sinto mais leve. Menos ansioso. Mais conectado com o meu próprio corpo do que estive em meses. É a clássica janela de clareza pós-psilocibina e estou tentando não desperdiçá-la.

Mas a coisa à qual eu continuo voltando não são os fractais, nem a experiência física, nem mesmo a morte do ego em si. É a pergunta que eu estava fazendo logo antes de parar de conseguir fazê-la.

Como?

Eu não acho que exista uma resposta, e estou muito bem com isso.

TL;DR: 2g de Golden Teacher, jejum de 24h, segunda fileira na Sala São Paulo. Vaporizei uma flor no intervalo que me empurrou pro pico bem quando a peça Un sourire do Messiaen começou. Morte do ego durante a música: vários minutos de completa dissolução, sem ego, sem corpo, apenas a música e o que quer que esteja por baixo da consciência. Voltei gradualmente enquanto a peça terminava, chorei durante os aplausos, fiquei brevemente convencido de que tinha me mijado/cagado/gozado nas calças (não tinha). A 5ª Sinfonia de Mendelssohn bateu como um trem de carga logo em seguida. Voltei para casa. Me sinto genuinamente transformado.

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u/thiagod9821 — 4 days ago

Espécie de 🍄+ dosagem

Hey folks, alguém sabe me dizer que espécie de cogumelos são esses e qual seria uma dose boa para ter visuais além do sensorial? Já tomei 6G dele, mas esqueci a espécie e a trip teve um visual clean :)

u/Simple_Candle6023 — 5 days ago

Dr seuss pode ser qualquer LSD de rua

A galera fica babando ovo de Dr seuss a ponto de quase se engasgar falando que é o melhor doce que existe, sendo que a coisa mais facil do mundo é encontrar o blutter dele pra vender na net, dps so meter qualquer tubo e pronto, ja pode meter a facada falando que é uma amostra com 99,2% de pureza

Todas as minhas experiências com ele foram super normais e eu diria ate subdosadas pra 125ug e 200ug

u/aneRandread — 6 days ago

8g de TAT - Efeito quase nulo

Essa é minha terceira experiência com cogumelos p. cubensis. E pela terceira vez, sinto certa frustração.

A primeira foi com 2,5g. Fiz o chá com água a 60°C, adicionei mel e 2 limões. Tomei tudo e ingeri os sólidos que sobraram.

Senti um efeito apenas de relaxamento, mas ainda assim bastante leve, muito mais leve que, por exemplo, dar um trago (mal dado) em cannabis.

Segunda, foram 3g e, depois de duas horas, mais 3g. Ambas as vezes bebi e ingeri os sólidos. Senti basicamente a mesma coisa. Um relaxamento, pouca coisa mais acentuado. Ainda assim, mais leve que um trago de cannabis.

Terceira, 8g. Também chá e novamente com limão e mel e, também, ingeri os sólidos. Tomei tudo em um intervalo de 20-30min. Senti um relaxamento um pouco mais profundo, mas nada no ponto que eu esperava. Senti muito levemente os visuais, mas eu precisei ficar um bom tempo imóvel, encarando um ponto fixo, pra que sentisse algo. Ainda assim não foi o suficiente pra refletir.

Sei que medicações interagem negativamente com a psilocibina, mas 8g é uma dose alta, pensei que ao menos daria pra refletir mais, aproveitar melhor a experiência e ter visuais.

Eu tomo paroxetina às tardes, 20mg, e 15g de mirtazapina às noites.

Nos dias dos chás eu tomei a paroxetina à tarde e o chá somente à noite, cerca de 7h depois.

Alguém já teve experiência similar, de tomar dose alta e ela ser "anulada" por conta de medicações?

Como contornaram? Acaso ficaram alguns dias sem as medicações?

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u/xsatro — 5 days ago

Psiconáutica como estudo sistemático

Bom dia a todos. Eu tenho 21 anos e descobri o nome "psiconáutica" ontem, mas eu sempre tentei estudar o meu maquinário perceptivo: Eu li o experimento do homem voador de Avicena e decidi me enterrar na areia da praia por 2 horas para ter algo análogo a uma câmara de privação sensorial e sentir a minha alma; Eu usava cogumelos na primavera e no verão para tentar contemplar a artificialidade da realidade e os meus mecanismos de crença; quando menor eu conseguia meditar e meu objetivo naquela época era tentar alcançar a sensação de inexistência e etc. Ano passado eu decidi que a minha meta era "enlouquecer", mas quando comecei a ter surtos psicóticos eu decidi parar por um tempo.

Escrevo este texto aqui pq eu sempre quis encontrar pessoas que fazem as mesmas coisas que eu com o objetivo de ESTUDAR o próprio maquinário perceptivo e, por consequência, especular sobre metafísica e outros temas filosóficos. Eu queria começar a sistematizar meus experimentos, mas seria muito interessante achar mais pessoas assim.

Existem comunidades de troca com esse objetivo? N quero me envolver com gente viciada no efeito recreativo do lsd, quero pessoas q façam experimentos verdadeiros e q se interessem por filosofia formal, msm q a filosofia formal tente invalidar esse tipo de experimento.

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u/Zelus-Longipes — 5 days ago