Sonhos lúcidos
Tenho sonhos lúcidos praticamente todas as noites. Sempre conheço pessoas que nunca vi na vida, em lugares que nunca pisei. Lembro o nome das pessoas. É como se fosse uma outra realidade.
Alguém pode me explicar isso melhor?
Tenho sonhos lúcidos praticamente todas as noites. Sempre conheço pessoas que nunca vi na vida, em lugares que nunca pisei. Lembro o nome das pessoas. É como se fosse uma outra realidade.
Alguém pode me explicar isso melhor?
Aos oitenta anos, Arthur carregava no peito a doçura de uma vida plena: o riso constante dos filhos e netos na sala, os primeiros passos do bisneto no jardim e o amor aquecido de décadas vividas ao lado de Marta.
O crepúsculo perfeito de uma longa e feliz jornada.
Foi ao atravessar o corredor para o quarto que algo chamou toda a sua atenção: a parede, ou, mais especificamente, o quadro.
Era uma paisagem banal — um campo de girassóis com montanhas ao fundo, mas havia algo errado. As flores pareciam tremer, como se um vento inexistente as açoitasse. As pinceladas se desfaziam e se refaziam, oscilando entre o visível e o invisível no mesmo piscar de olhos, como uma falha na própria matéria do mundo.
— O que tem de errado com esse quadro, Marta? — perguntou ele, a voz cansada, o peito apertado por um mal-estar súbito.
Marta sequer ergueu os olhos do tricô no sofá.
— Que quadro, meu bem? A gente nunca teve quadro nenhum.
Arthur deu um passo para trás, o pânico subindo pela garganta. Ao olhar ao redor, viu a sala inteira oscilar. A mesa de jantar, o relógio de pêndulo, as paredes — tudo se desfazia e se reagrupava em um ciclo frenético. Levou as mãos ao rosto, mas o horror só se multiplicou: suas próprias mãos enrugadas sumiam e voltavam, desfazendo-se em transparência antes de moldarem a pele novamente.
A consciência o atingiu como um raio em um dia ensolarado: nada daquela vida era real.
Sem querer, Arthur piscou.
Abriu os olhos.
A luz era branca.
O cheiro de álcool e a sensação de lençóis macios na pele.
Máquinas apitavam numa cadência monótona.
Havia um tubo na sua garganta, agulhas nos braços.
Tentou mover-se e sentiu um corpo que não era o seu, leve, estranho, sem as dores da velhice.
Uma voz falou perto dele: · Ele acordou depois de dois anos em coma! Chama o médico!
Dois anos?!
As palavras flutuaram como cinzas tóxicas do inferno.
Alguém segurou sua mão e ele viu, no reflexo de uma janela escura, o rosto de um rapaz de vinte e dois anos.
Cabelo escuro.
Pele lisa.
Olhos assustados que eram seus e não eram!
Não lembrava de nada dali.
Não sabia o nome da enfermeira, não reconhecia a mulher que chorava ao lado da cama chamando-o de filho, não tinha ideia de onde ficava aquele hospital, aquele corpo.
Sua memória era um outro lugar.
Uma outra vida.
A casa.
Marta.
Os girassóis.
Os filhos, os netos e o bisneto.
Lembrava das tantas rugas que não tinha mais.
Do peso dos oitenta anos que nunca viveu.
Do amor de uma vida que se acabou em um piscar de olhos!
Os médicos vieram com termos técnicos e sorrisos animados.
Falaram em milagre.
Em recuperação.
Em jovem com a vida inteira pela frente.
Paulo. Era esse o nome que deram a ele, um nome ao qual ele não respondia. Tentou se explicar. Contou sobre o quadro que se desfez, sobre a esposa que tricotava, sobre a sua vida e sobre não pertencer a esse mundo.
Mas as palavras eram insuficientes e o olhar de piedade nos rostos à sua volta lhe disse tudo: eles acharam que era confusão mental, efeito colateral, trauma.
Ele parou de falar.
Ficou dias em silêncio.
Depois semanas.
Os exercícios de fisioterapia, as sessões com psicólogos, as visitas da família que diziam ser a sua, tudo lhe chegava como através de um espelho distorcido que não mostrava a realidade.
Ele não pertencia àquele corpo.
Não pertencia àquele mundo.
O mundo dele tinha ficado para trás, desmanchando como um quadro que ninguém mais via.
À noite, quando as luzes se apagavam, fechava os olhos e tentava desesperadamente e de todos os jeitos voltar.
Tentava lembrar o cheiro do bolo de fubá, a textura da manta de tricô, a voz de Marta. Mas era tudo em vão.
Os detalhes escoavam.
Os rostos tornavam-se sombras.
A única coisa que permanecia era a certeza insuportável de que aquela vida fora mais real do que qualquer coisa que lhe ofereciam agora.
Os psiquiatras anotaram nos prontuários: delírio dissociativo, síndrome de falsa memória, recusa de identidade. Deram-lhe remédios que embotavam o pensamento, mas não apagavam a saudade.
Arthur, o verdadeiro, o que existiu por oitenta anos, começou a crescer de dentro do rapaz de vinte e dois.
Um jovem com alma de velho que não sabia mais quem era.
Que chorava por uma esposa que nunca existiu.
Que olhava para as mãos jovens e tentava desesperadamente enganar a visão para poder vê-las sumir, voltar, sumir, num piscar infinito, e assim retornar para casa.
Ninguém entendia por que ele ria, às vezes, sozinho no quarto.
Nem por que, certa noite, ele se levantou, caminhou até a janela do quarto, no quarto andar, e olhou para o céu sem estrelas, murmurando: · Que quadro, meu amor? Que quadro...
Ele piscou.
Mas desta vez não abriu mais os olhos para este lado.
Talvez tenha voltado para casa.
Talvez finalmente tenha visto o bisneto novamente.
Talvez Marta ainda estivesse lá, no sofá, tricotando, esperando por ele com a paciência com que se espera por alguém que se ama além das camadas do tempo.
Ou talvez não.
Talvez não seja nada disso.
Talvez ele tenha apenas enlouquecido de vez, como diziam os médicos.
Mas no fundo, o que é a vida senão a insistência em habitar um sonho que nos faz feliz?
É engraçado, mas eu já tive vários sonhos onde eu estava pelado na escola, cada sonho eu tô pelado em uma escola diferente, mas todas que eu estudei.
Nos sonhos eu tô na sala de aula, tendo que resolver vários BOs e tô totalmente pelado, fico usando cadernos, cortinas, tudo para poder sair sem verem que estou pelado, nisso acabam me flagrando e chamam os diretores e coordenadores, tento fugir e no final sou encurralado
Eu sempre tive sonhos estranhos, eram monstros , eu falava com meus parentes mortos, eu vou citar alguns exemplos
Meu avô tinha falecido há alguns dias, ai eu tive um sonho que conversava com ele, teve uma hora que eu falei, "vô o senhor morreu" ai ele ficou em duvida, mas do nada ficou serio, ele me levou pra fora da casa me deu um abraço e acabou o sonho
Outro exemplo foi quando tive um sonho violento, eu tava em casa eu acho, ai vi um jornal e tinha uma foto de uma arquibancada, no fundo tinha um silhueta com olhos brancos, quando eu olhei eu meio que acordei na minha casa e senti algo me puxando com muita força pra parede, ai bati cai no chão e acordei do sonho de verdade, com as costas doendo
Eu sempre tive esses sonhos, mas minha duvida era sobre um monstro que aparecia pra mim, um homem de chapeu preto, ele ficava me encarando, nunca vi ele, alguem ja conversou com ele?
Esses sonhos conversando com falecidos aconteceu 2 vezes, e sonhos violentos acontecem uma vez perdida. Tenho mais história
Olá Reddit, eu tenho sempre andando a acordar com os olhos inchados e com umas olheiras muito marcadas, já era comum ficar com elas mais marcadas devido a ter bronzeado a pele, mas ficam super notáveis e com as pálpebras inchadas e não sei a razão. Eu costumo dormir de 8-10h por noite, acordo algumas vezes porque tenho ansiedade e dificuldade a entrar no sono profundo mas de resto é tranquilo. Help me out 🙏