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População adepta de Umbanda e Candomblé
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População adepta de Umbanda e Candomblé

População adepta de Umbanda e Candomblé 📿🪭💃🏼

O número de adeptos declarados de religiões afro-brasileiras da Umbanda e do Candomblé mais que triplicou em dez anos no Brasil.

Passaram de 0,3% para 1,05% da população, somando mais de 1,8 milhão de pessoas.

🪘O Rio Grande do Sul lidera proporcionalmente, com 3,19% de sua população declarada adepta dessas religiões, seguidos do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

Entre os adeptos 42,9% são brancos; 33,2% são pardos e 23,2% são pretos.

🏹 Apesar do crescimento recente, o percentual ainda é baixo frente à forte influência das matrizes africanas na cultura do país e à proporção da população preta e parda no Brasil.

Esse cenário reflete não apenas a persistência da discriminação religiosa, mas também a rejeição dessas tradições por parte de parcelas da própria sociedade — inclusive entre pessoas pretas —, evidenciando processos históricos de apagamento cultural e assimilação a outras matrizes religiosas.

u/BrasilemMapas — 6 days ago
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Idade da mãe ao nascimento do primeiro filho

A idade das mulheres ao tornar-se mães, ao nascimento do primeiro filho🤱🏼

As mulheres no Brasil estão tendo seu primeiro filho cada vez mais tarde. A média de idade ao dar à luz o primeiro filho está aumentando gradualmente e chegou a 26 anos em 2024, segundo o dado mais recente.

A idade média aumentou na maioria das unidades da federação durante este período, embora em graus variados.

📅Nos estados com mães mais jovens do Brasil: Amapá e Pará, a média de idade no nascimento do primeiro filho é 21 anos.

Em Goiás, foi observado uma das maiores variações, onde a idade aumentou (+7 anos), de 21 anos em 2017 para 28 anos em 2024.

Os estados do sul, mais Minas Gerais, Paraíba e Distrito Federal possuem as maiores médias, de 29 anos. Em SP houve uma diminuição na variação (-1 ano), de 27 para 26 anos.

Enquanto no RJ, considerado um dos estados com população mais velha, houve uma variação (+4 anos), de 23 anos em 2021 para 27 em 2024.

📈Por outro lado, no Piauí, com uma média de 23 anos, houve um incremento de +5 anos, quando em 2017 era de 20 anos para 25 em 2024, assim como o Ceará com variação de +5 anos, de 22 em 2017 para 27 anos.

Em Santa Catarina também houve aumento de +3 anos, de 26 para 29 anos.

O sul (29 anos), sudeste (27) e c-oeste (27) seguem acima da média nacional (26 anos), nordeste (25,8) e norte abaixo da média.

A média mundial está em 28 anos (2024). A média da Europa é 30 anos, Estados Unidos (27) e China, 28 anos.

🤱🏽Espera-se que no Brasil a média de anos da mulher tornar-se mãe no primeiro parto aconteça entre 28 a 29 anos em 2030. Este dado está cada vez mais próximo, pois tem aumentado o percentual de mulheres que engravidam após os 30 anos.

Além de a primeira gravidez acontecer cada vez mais tarde, o número de filhos por mulher também só tem diminuido em todo o Brasil.

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© 2026 Brasil em Mapas (CCBY) @brasilemmapas

fonte: Estatística do Registro Civil/IBGE (dado 2024), ref.: OCDE, WOID, Eurostat

u/BrasilemMapas — 7 days ago

Feminicídio no Brasil

Brasil registra 1.568 feminicídios em 2025; uma mulher é morta a cada 5 horas. 🏃🏼‍♀️🔪

O Brasil chegou ao fim de 2025 com 1.568 mulheres assassinadas exclusivamente pela condição de ser mulher — uma média de uma vítima a cada 5 horas. Os dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e consideram a população feminina acima de 18 anos.

Em 2025, a taxa nacional ficou em 1,59 por 100 mil mulheres adultas, um número que se mantém estável, mas ainda distante do ideal de tolerância zero.

📈As maiores taxas por 100 mil mulheres adultas foram registradas em estados do Norte e Centro-Oeste. O Acre lidera com 3,37, seguido por Rondônia (3,17) e Mato Grosso (2,88).

Na outra ponta, os menores índices aparecem no Amazonas (1,02), Ceará (1,10) e São Paulo (1,26) — embora o estado paulista concentre o maior volume absoluto de casos: 270 vítimas no ano.

Em números totais, São Paulo, Minas Gerais (177) e Bahia (102) lideram os registros, reflexo direto de suas populações. A região Sudeste, sozinha, responde por 586 mortes, mas é no Norte que a mulher corre mais risco relativo: a taxa da região é a mais alta do país.

⚖️ Dez anos após a lei, avanço lento e desafios persistentes. Em 2015, primeiro ano da tipificação, foram 449 casos. O aumento acumulado até 2025 chega a 249% de mortes motivadas por violência doméstica, menosprezo ou discriminação contra a mulher.

Mesmo após a Lei Maria da Penha (2006) , a Lei do Feminicídio (2015) e a atual pena Antifeminicídio (2024), que elevou a pena para até 40 anos; mesmo com o endurecimento da lei, os números não param de crescer.

O percentual de feminicídios entre os homicídios de mulheres passou de 9,4% em 2015 para 41,2% em 2025, um crescimento de 338,3% ao longo da década. Evidencia a permanência de uma estrutura social que ainda mata mulheres por serem mulheres, e a necessidade urgente de políticas efetivas de prevenção que vão além da punição.

© 2025 Brasil Em Mapas (CC BY-SA) @brasilemmapas

#DiadaMulher #FeminicídioZero #Brasil #Dados #8M

u/BrasilemMapas — 8 days ago
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Renda média real per capita do Brasil

💵 A renda média domiciliar per capita no Brasil percorreu uma trajetória marcada por contrastes ao longo das últimas cinco décadas.

Em valores reais — isto é, já ajustado pela inflação —, o indicador permite observar com mais precisão a evolução do poder de compra da população.

Entre 1975 e 2025, a #renda média saiu de R$ 550 para R$ 2.115, um crescimento acumulado de 284,5%, atingindo o maior nível da série histórica.

O período entre os anos 1970 e início dos anos 1990 foi caracterizado por estagnação e volatilidade, reflexo de crises econômicas recorrentes e da hiperinflação. A renda média oscilava em patamares baixos, com pouca capacidade de avanço sustentado.

💱A partir de 1994, com a estabilização monetária, inicia-se uma nova fase: entre meados dos anos 1990 e 2014, o país experimenta um ciclo de crescimento consistente, intensificado especialmente entre 2003 e 2014, quando a renda avança de forma mais acelerada.

Os dados revelam alguns pontos-chave. A mediana da série (R$ 718) indica que, durante grande parte do período analisado, o Brasil operou em níveis relativamente baixos de renda.

O salto mais expressivo ocorreu a partir dos anos 2000, consolidando um novo patamar acima de R$ 1.000, alcançado em 2009 e, posteriormente, acima de R$ 1.500.

Ainda assim, a trajetória não é linear: após o pico anterior em 2014, observa-se uma queda entre 2015 e 2022, associada à recessão econômica brasileira e à crise sanitária e de custo de vida.

No panorama geral, a trajetória combina longo período de baixo dinamismo, expansão e, mais recentemente, retração com recuperação — refletindo a influência de fatores como estabilidade econômica, emprego e políticas públicas.

Hoje, a renda atinge um novo pico histórico, indicando recuperação consistente.

O desafio é sustentar esse avanço e ampliar seus efeitos sobre as condições de vida, enquanto medidas recentes de alívio tributário devam contribuir para ampliar a renda disponível e influenciar sua trajetória nos próximos anos.

Pesquisa e elaboração © Brasil Em Mapas (CC BY-SA). fonte: IBGE/PNAD, PNAD-C, IPEA histórico.

u/BrasilemMapas — 8 days ago

População que possui casa própria

🏠🔑 O Brasil possui cerca de 67% da população vivendo em 53,1 milhões de domicílios próprios, (casa/apartamento) já pagos e financiado o que corresponde a aproximadamente 149 milhões de pessoas.

Houve um crescimento relativo de 5% em relação ao ano de 2022 quando a proporção era 63% da população.

🏢De um total de 79,305 milhões de domicílios existentes no país. Destes cerca de 47,8 milhões possuem um proprietário com #imóvel totalmente quitado (60,2%)

E 6,8% (5,4 milhões) de domicílios próprios que ainda estão sendo pagos ou financiados. Os dados vêm da PNAD-Continua de 2025.

Como referência a taxa média mundial é 65%, União Européia 70% e EUA 65%.

📈Dentre as unidades federativas, o Maranhão possui o maior percentual, 80,5% da população, seguido de Piauí (78,9%) e Amapá (76,1%).

O Distrito Federal possui a menor taxa, 55,3%, seguido de Goiás (60,5%) e Mato Grosso do Sul (61,3%).

Em termos regionais, o norte possui o maior percentual de proprietários de casa própria, 72,3%. O nordeste (71,0%), sul (68,6%), sudeste (64,4%). O centro-oeste o menor (60,0%).

Fora do percentual de casa própria, existem ainda 23,8% dos domicílios (cerca de 18,9 milhões) em imóveis alugados.

© 2026 Brasil Em Mapas (CC BY-SA) Citação requerida sobre a imagem.

fonte: PNAD-C 2025/ IBGE

u/BrasilemMapas — 8 days ago
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Evolução do PIB Per Capita do Brasil (1960—2026)

Evolução do PIB Per Capita do Brasil (1960—2026)💵📊

Aqui está a evolução do PIB per capita nominal em dólares correntes, visualizados em 70 anos, dentro dos contextos político-econômicos, entre 1960 a 2026, mais projeção até 2030.

▪A década de 1960 a 1980: no começo do Regime Ditatorial no Brasil, o PIB per capita era $254, em 1964. Do chamado "Anos dourados" de 1975, ao final do regime era nada mais que $1.200, similar o de Lesoto, na África, atualmente.

▪ Na década de 1990, com efeitos dos anos de retrocessos da ditadura, seguiu a "Década Perdida" de 1980. A década de 90' iniciou com $2.592 de per capita, similar ao de Congo hoje.

Registrado hiperinflação, confisco das cadernetas de poupança e implantação do Plano Real. O maior aumento da década foi em 1997 ($5.320). 1999 terminou com $3.500, similar a Nicarágua em 2026. A média mundial da época era em torno de $5.500.

▪Na década de 2000 observa-se a $3.750 e uma queda em 2002 para $2.840 - o menor valor da década, com desvalorização do Real, a década fechava 2009 com a Recessão Global com $8.570, equivalente ao per capita de hoje da Jamaica.

▪A década de 2010 começou com $11.340, similar ao de Belarus hoje, com boom de preço das commodities (início de parceria comercial com a China em 2009) e inflação controlada. O país alcança o pico histórico a $13.330, em 2011.

Em meados da década, em meio a Crise Brasileira de 2015, observou-se queda para $8.810, em 2016 (mesmo patamar de 2009). A década fecha em $9.000, em 2019, com alta inflação de dois dígitos e uma crise econômica e institucional.

▪A década de 2020 inicia com $7.060, agravada pela Crise da Covid-19, alta das commodities, alta inflação e redução da renda média.

O ano de 2022 fechou com $9.260, (mesmo 2018), trazendo consigo a Crise do Custo de Vida que se entende até anos recentes — 2025 apresentou um per capita de $10.690 e 2026 a $12.310.

O FMI projeta para 2030 um PIB per capita brasileiro de $14.800. A média mundial atual 2026 é $14.217.

© 2026 Brasil Em Mapas @ brasilemmapas

fonte: FMI, World Bank

u/BrasilemMapas — 8 days ago

Pirâmide do Potencial Consumo das Famílias Brasileiras

🛒💵 O mercado consumidor brasileiro segue gigante e cada vez mais impulsionado pela força da classe média.

Em 2025, o potencial de consumo das famílias no Brasil alcança cerca de R$ 7,54 trilhões, segundo levantamento do Brasil Em Mapas com dados do IPSMaps, IBGE e FGV Social.

🛍️ A estrutura social brasileira mostra forte concentração no centro da pirâmide. A Classe A reúne 6 milhões de pessoas (3% da população) e concentra R$ 1,2 trilhão em potencial de consumo.

Já a Classe B, considerada renda média alta, soma 30,7 milhões de brasileiros e movimenta R$ 3 trilhões — o maior volume entre as classes.

O grande destaque está na Classe C. A renda média brasileira concentra cerca de 130 milhões de pessoas (61% da população) e possui potencial de consumo de R$ 2,6 trilhões, reforçando o peso econômico do consumo popular.

Enquanto isso, as classes D/E (baixa renda), ainda representam 47 milhões de brasileiros e movimentam R$ 738 bilhões.

🤑 Somadas, as classes B e C formam a classe média brasileira, que concentra R$ 5,6 trilhões — cerca de 74% de todo o potencial de consumo nacional.

O dado reforça como o crescimento econômico, o varejo, os serviços e o consumo digital dependem cada vez mais da renda intermediária no país.

Mais do que um dado econômico, o poder de compra, gasto e consumo brasileiro revela um país onde o centro da pirâmide passou a ditar grande parte do ritmo da economia nacional.

© 2026 Brasil Em Mapas @brasilemmapas

Dados: IPSMaps, FGV, IBGE (2025)

u/BrasilemMapas — 7 days ago

Onde a população brasileira está concentrada

𝗟𝗶𝘁𝗼𝗿𝗮𝗹 e 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗿𝗶𝗼𝗿: Onde a população do Brasil está concentrada 🏙️⛱️

A porção interior do país compreende 92,4 milhões de habitantes, 45% da população, incluído a capital do país - Brasília, a faixa de fronteira e mais 10 capitais.

As maiores metrópoles populacionais acima de 2 milhões de habitantes nesta porção são: Brasília, Belo Horizonte e Manaus.

Na faixa litorânea do país vivem 111 milhões de pessoas, 54% ou mais da metade da população do Brasil, em 18% de território aprox. a até 150 km do oceano.

Nesta porção estão localizadas as duas maiores metrópoles do país: São Paulo (11,4M) e Rio de Janeiro (6,2M), além de Fortaleza (2,4M) e Salvador (2,4M) e mais 13 capitais.

🌉 As maiores cidades litorâneas na faixa até 150 km, acima de 1 milhão de habitantes são:

• São Paulo (SP)

• Rio de Janeiro (RJ)

• Fortaleza (CE)

• Salvador (BA)

• Curitiba (PR)

• Recife (PE)

• Porto Alegre (RS)

• Belém (PA)

• Guarulhos (SP)

• Campinas (SP)

• São Luís (MA)

🏙️ As maiores interioranas, acima de 1M hab:

• Brasília

• Belo Horizonte

• Manaus

• Goiânia

A faixa litorânea abrange 17 estados localizados ao longo do Oceano Atlântico. É altamente urbanizada, com praias e intenso turismo. A região nordeste possui o maior percentual vivendo no litoral.

🏖️Pop.Litoral: 111 milhões (54,8%)

Municípios: 279

🏫 Pop.Interior: 92,4 milhões (45,2%)

Municípios: 5.291

O litoral tem historicamente o maior acesso a serviços e infraestrutura, enquanto o interior muitas vezes enfrenta desafios relacionados a esses aspectos e à falta deles.

Embora haja diferenças significativas entre a população da faixa litorânea e do interior do país, ambos desempenham papéis fundamentais na economia e na cultura brasileira.

🇧🇷Você está no litoral ou interior

desse Brasilzão?

pesquisa: © 2026 Brasil Em Mapas

dados: Censo Demográfico 2022 (IBGE).

u/BrasilemMapas — 8 days ago

𝗢𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗱𝘂𝘁𝗼𝘀 𝗳𝗮𝘃𝗼𝗿𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗺𝗶𝗱𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗦𝗵𝗼𝗽𝗲𝗲

📲🛍️ Nesta análise sobre o comportamento de compra de usuários, usamos dados da Shopee para identificar as categorias e produtos mais vendidos em cada estado, considerando o volume de vendas acima da média.

Os dados revelam a diversidade de preferências regionais, os hábitos de consumo específicos e variedade de produtos que ganham popularidade no país.

O norte o destaque é por auto/ moda. O centro-oeste são itens de tecnologia. Maior parte do nordeste é auto & moto. Sudeste prevalece itens de auto e moda e Sul itens de bem-estar.

Em São Paulo, o maior volume de vendas é por areia biodegradável para gatos, no Rio com cortina blackout.

© 2034 Brasil em Mapas • (CCBY-SA) devidos créditos sobre a imagem @brasilemmapas

u/BrasilemMapas — 8 days ago

Quando tempo dura um casamento no Brasil

Em 1985, o casamento médio no Brasil durava 20 anos até o divórcio. Em 2005, caiu para 14,5 anos. Em 2025, a projeção é de 13,7 anos. Em quatro décadas, a união ficou 6,3 anos mais curta.

📃 Em 2025, o tempo médio de um casamento é de 13,7 anos, mas os números revelam contrastes regionais profundos.

O Norte tem os divórcios mais precoces do país, com média de 9,5 anos, seguido pelo Centro-Oeste (10,5) e pelo Sul (11,4), ambos abaixo da média nacional.

Destaque em Roraima lidera com 9,1 anos, acompanhado por Rondônia (9,2), Amapá (9,5), Acre (9,6), Amazonas, Goiás e Brasília, DF, lugares com maior participação de evangélicos.

Enquanto isso, o Nordeste mantém os casamentos mais duradouros, com média de 13,3 anos, e o Sudeste aparece em posição intermediária (11,6).

💍No extremo oposto, os casamentos mais longos estão concentrados no Nordeste: Maranhão (14,2), Piauí (14,1) e Paraíba (14,0), Bahia (13,4), Ceará (13,6) e Pernambuco (13,2) também figuram entre os de maior duração, conhecidos por terem maior % de católicos.

👫 Homens se divorciam, em média, aos 44,5 anos; mulheres, aos 41,6. A diferença reflete a idade média ao casar e a maior expectativa de vida feminina.

A maior autonomia financeira das mulheres, o divórcio direto (Emenda Constitucional 66/2010) e as novas formas de se relacionar são os principais fatores por trás da redução no tempo de união.

O casamento ainda é valorizado, mas a forma como ele é vivido mudou radicalmente. Em 40 anos, o Brasil deixou de lado a ideia conservadora de “para sempre” e passou a encarar a separação com mais naturalidade. O divórcio deixou de ser tabu e se tornou parte da trajetória pessoal.

O que os números mostram é um país em transformação: as uniões ficaram mais curtas, mas também mais autênticas, em novos prazos e formatos. No fim, o dado mais revelador é que o casamento dura menos, mas talvez faça mais sentido enquanto durar.

© 2025 Brasil Em Mapas – projeção 2025 (CC BY) Dados: IBGE Estatísticas do Registro Civil 2024

u/BrasilemMapas — 8 days ago

Os principais destinos das exportações do Brasil (2026 e 2025)

Os principais destinos das exportações do Brasil (2026) 🚢🇧🇷

O Brasil começou 2026 com o pé direito no comércio exterior. Segundo dados MDIC, o país bateu recorde no primeiro trimestre: as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, as importações a US$ 68,2 bilhões.

🇨🇳A #China é o principal destino do Brasil, praticamente todo o centro-sul, maior parte do norte e nordeste, entre 18 estados brasileiros – de 14 em 2025.

🇺🇸Os EUA perderam espaço em São Paulo, Santa Catarina, Paraíba e Sergipe. Agora possui principal parceria apenas em 2 estados (Ceará e Espírito Santo), contra 4 no ano passado.

🇵🇪 Três estados têm como principais compradores países da América Latina, e um país europeu aparece como líder.

🏙️ China ultrapassa EUA e se torna maior parceira comercial de São Paulo. O estado exporta para a China principalmente petróleo, carne e soja, totalizando US$ 9,7 bilhões.

Enquanto isso, do lado chinês, as importações dispararam quase 30% — puxadas por plataformas de petróleo, celulares e herbicidas. De $16,2 bi para $20,9 bi em um ano.

📉Já na relação com os Estados Unidos, as exportações paulistas caíram 2,2%, enquanto as importações subiram 10,2%.

💱 Como o fluxo comercial não pede licença, as tarifas de Trump aceleraram a virada da China: enquanto Washington fechou portas, Pequim abriu crédito. O parceiro comercial chinês virou parceiro de infraestrutura.

🚄A maior fabricante de trens do mundo, a CRRC, instalou fábrica em Araraquara, São Paulo. O BNDES liberou R$ 5,6 bi a mobilidade urbana paulista — incluindo o trem São Paulo-Campinas, 44 trens do metrô e o túnel Santos-Guarujá, com tecnologia, engenharia e capital chinês.

🏭 São Paulo o maior polo industrial da América Latina, detém a maior fatia do comércio exterior brasileiro. Quando a China se torna número 1 do estado mais rico do país, a mudança é nacional.

Com crescimento de 7,1% nas exportações e superávit de US$ 14,2 bilhões, o setor externo brasileiro se fortalece, reafirmando sua relevância global e sinalizando um ano promissor.

© 2026 Brasil Em Mapas (CC BY)

Fonte: MDIC (1T 2026 e 2025)

u/BrasilemMapas — 8 days ago

Índice o Moletom: A partir de quantos graus os estados tem sensibilidade ao frio

🧥🧣O 𝗜𝗻𝗱𝗶𝗰𝗲 𝗱𝗼 𝗠𝗼𝗹𝗲𝘁𝗼𝗺 mostra a partir de quantos graus a população local veste casaco pela sensibilidade relativa ao frio de um estado para outro.

Para chegar a esse parâmetro, o Brasil em Mapas partiu das temperaturas mínimas médias anuais dos estados e capitais com dados do INMET e aplicou ajustes por umidade, vento e aclimatação – porque o corpo se acostuma ao clima onde vivemos.

🔹Ou seja, pela sensação térmica média de 20°, por exemplo, em Curitiba pode ser “calor”, mas em Salvador é relativamente "frio".

Essa relatividade não é só brasileira: acontece no mundo todo.

🗼Em Tóquio, por exemplo, a temperatura mínima média anual fica em torno de 11°C. Um morador de lá só vai pegar um casaco pesado quando o termômetro cai para menos de 5°C – e certamente acharia o 15° de Curitiba (no Índice do Moletom) até agradável, não frio.

🔹O corpo se adapta à média local; por isso, o que é frio relativo ou “frio de verdade” depende de onde você vive.

🌤️Nos estados brasileiros como um todo, qualquer pequena queda já é motivo de agasalho. No Mato Grosso, onde Cuiabá tem temperaturas altas o ano inteiro, a população sente frio com 24°C.

🌦️Em Manaus, a combinação de calor com umidade faz com que uma simples friagem ou chuva fria – a queda de temperatura fica em torno de 22°C a 23°C – leve as pessoas a vestirem casaco.

🌧️Já em Brasília, o clima seco e de altitude faz com que uma chuva ou uma frente fria já baixe a sensação térmica, e os brasilienses tiram o moletom do armário com 19°C.

☁️No Rio de Janeiro, famoso pelo calor, a umidade e o vento sul fazem com que um dia nublado já seja suficiente para os cariocas vestirem casaco por volta dos 18°C.

O mapa do Índice do Moletom, por fim, revela a diversidade térmica e comportamental do Brasil – uma ferramenta simples para entender como cada canto do país sente e veste o frio.

© 2026 Brasil Em Mapas (CC BY Crédito sobre a imagem e pesquisa).

u/BrasilemMapas — 8 days ago
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Crescimento econômico real dos estados do Brasil (1995—2025)

O Brasil cresceu 222% nos últimos 30 anos, mas o desenvolvimento não aconteceu de forma igual no território nacional — quatro estados ficaram abaixo da mediana nacional.

É o que revela o estudo inédito "Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros, 1995–2025", produzido pelo Brasil Em Mapas.

Enquanto Mato Grosso disparou com impressionantes 661% de crescimento, seguido por TO (594%) e MS (486%), estados mais maduros como São Paulo (150%) e RJ (191%) cresceram em ritmo bem mais lento, evidenciando a migração do dinamismo econômico do eixo Sudeste-Sul para o Centro-Oeste-Norte.

A mediana nacional entre as unidades federativas ficou em 190%, considerando o peso real das economias.

Apenas quatro UFs cresceram abaixo desse patamar: Espírito Santo (188%), RS (151%), SP (150%) e DF (127%) — este último um caso à parte; economia fortemente atrelada ao funcionalismo público, baixa diversificação produtiva e dependência da União.

Enquanto isso, novas fronteiras agrícolas como o Tocantins e Rondônia viram sua produção agropecuária moderna decolar, com o Amazonas ancorado no Polo Industrial de Manaus e o Pará com alta indústria de extração mineral.

O Centro-Oeste lidera entre as regiões, com crescimento médio de incríveis 408%, puxado pelo agronegócio do Mato Grosso, MS e GO, demonstra que o Centro-Norte tem feito progresso, concentrando juntos 53% do crescimento do país em três décadas.

O Sudeste registrou a menor média regional, com 184%, vindo de uma base alta, reflete o ritmo mais moderado de economias maduras.

Em 2025, a economia brasileira alcançou R$ 12,7 trilhões, puxada pelo agronegócio com 11,7% de alta (6,1% do PIB). Setor de serviços, 70% da economia, cresceu 1,8%, enquanto a indústria avançou 1,4% — impulsionada pelas indústrias extrativas.

Mais do que um retrato do passado, o estudo se propõe a ser uma ferramenta para análise futura, revela desigualdades regionais e os novos polos de dinamismo; subsídios para políticas públicas e decisões estratégicas a transformar crescimento em desenvolvimento equilibrado e próspero a todos.

📂 Estudo completo em www brasilemmapas com

u/BrasilemMapas — 8 days ago

Índice de Gini: A desigualdade entre estados do Brasil

⚖💵 Desigualdade de renda entre os estados brasileiros: panorama recente e trajetória histórica (1975–2025)

O Índice de Gini é o principal indicador de #desigualdade de renda, variando de 0 a 1 — quanto mais próximo de 1, maior a concentração de renda.

No Brasil, sua evolução reflete transformações econômicas, institucionais e sociais ao longo das últimas décadas, com forte redução a partir dos anos 2000, ainda que em ritmo desigual entre regiões.

A projeção para 2025 indica um Gini nacional em torno de 0,497, consolidando a tendência de queda observada após o pico recente da pandemia (2021).

Apesar do avanço, o país permanece em patamar elevado de desigualdade em comparação internacional.

Dados evidenciam a maior desigualdade estrutural no Nordeste (0,502) e em unidades com forte concentração de renda (como o Distrito Federal, Sudeste, C-Oeste e Norte (0,488–0,489) níveis intermediários e Sul (~0,461) menor desigualdade estrutural.

🔺 5 UF mais desiguais:

Distrito Federal — 0,545

Pernambuco — 0,538

Roraima — 0,534

Alagoas — 0,522

Rio Grande do Norte — 0,520

🔻 5 menos desiguais:

Santa Catarina — 0,435

Rondônia — 0,438

Mato Grosso —0,438

Minas Gerais —0,441

Mato Grosso do Sul — 0,448

Evolução histórica (1975–2025)

1975 (~0,62): desigualdade extremamente elevada durante o período de crescimento concentrador

1985 (~0,59): leve redução, com patamar alto

1995 (~0,60): alta desigualdade no contexto de instabilidade econômica e década perdida

2000 (~0,64): pico de desigualdade

2005 (~0,57): início de queda mais consistente

2015 (~0,52): avanço significativo na redução

2025 (~0,497): consolidação da melhora, com desaceleração recente.

O Brasil apresentou progresso relevante na redução da desigualdade de renda ao longo dos últimos 50 anos, com queda expressiva.

Embora o avanço recente seja mais lento e ainda insuficiente para alterar de forma decisiva o padrão estrutural, indicando uma melhora contínua, porém gradual, e reforçando o desafio de sustentar políticas que promovam maior equidade no longo prazo.

u/BrasilemMapas — 8 days ago

População Inadimplente no Brasil

População Inadimplente no Brasil💳

O Brasil chegou a março de 2026 com 82,8 milhões de inadimplentes — o equivalente a 50,5% da população adulta.

Na prática, 1 em cada 2 brasileiros adultos está com dívidas em atraso. O total já supera R$ 557 bilhões, distribuídos em mais de 338 milhões de contas negativadas.

📊 O Amapá e Espírito Santo lideram, com cerca de 65% da população adulta inadimplente, seguidos por Distrito Federal (62,8%) e Amazonas (60,1%).

Na outra ponta, Santa Catarina (40,5%) e Piauí (41,2%) registram os menores índices — ainda assim elevados.

Em números absolutos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram a maior parte dos inadimplentes do país.

Sudeste (~56,6%) e Centro-Oeste (~55,7%) aparecem entre as regiões mais pressionadas, acima do Norte (~54,4%). O Sul segue com os menores índices (~44,1%).

📉 O avanço vem de longe:

2015: ~57 milhões

2019: ~63 milhões

2022: ~69,4 milhões

2026: 82,8 milhões

Entre 2022 e 2026, nenhum estado reduziu a inadimplência, pós pandemia.

🔺 Maiores altas:

Espírito Santo (+66,1%), Amapá (+27,4%), Mato Grosso do Sul (+26,8%) e Distrito Federal (+24,1%).

Menores altas:

Acre (+7,5%), Goiás (+7,8%), Minas Gerais (+8,6%), Pará (+9,6%).

Entre os principais fatores estão expansão do crédito, aumento do consumo, juros altos, custo de vida pressionado e uso intenso do cartão e crédito rotativo.

A inadimplência deixou de ser exceção e passou a ser um fenômeno estrutural no Brasil.

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fonte: Serasa Experian (2026)

u/BrasilemMapas — 8 days ago

Brasília: a capital da riqueza, da pobreza e desigualdade

O retrato de Brasília, Distrito Federal não poderia ser mais contraditório.🏦💵🏚️

Enquanto a capital do país lidera o ranking nacional com a maior renda per capita do Brasil, R$ 4.538, a base da pirâmide social revela um cenário completamente oposto.

🏚️As regiões mais pobres do DF sobrevivem com míseros R$ 845 por pessoa — é ali que está a comunidade Sol Nascente, a maior #favela do Brasil, há 30 km aprox do centro político do Palácio do Planalto.

🏠O contraste fica ainda mais nítido ao comparar com o Lago Sul, há 25 km, cuja renda per capita fica em torno de R$ 15.780 é cerca de 19 vezes maior.

Esse abismo não é só geográfico, a distante maior é a renda entre a população. Enquanto a renda média per capita de Brasília ultrapassa os R$ 4 mil, grande parte dos trabalhadores do comércio e serviços de Brasília ganha pouco mais de um salário mínimo.

O contraste se acentua com o alto escalão do funcionalismo público, cuja média ultrapassa os R$ 10 mil, revelando a disparidade que convive sob a mesma cidade que não possui o mesmo planejamento de 1960.

🏥A precariedade do serviço público escancara ainda mais essa divisão. A menor parte da população do DF tem acesso a planos de saúde; a maioria depende de um sistema público que acumula mais de 917 mil procedimentos na fila de espera de uma gestão de saúde precarizada.

A situação oncológica é um termômetro dessa crise: em 2025, a fila para tratamento de câncer superou 1.500 pacientes, com centenas morrendo sem tratamento, enquanto cirurgias eletivas se arrastam por longos anos.

📈Este abismo social coloca o DF no topo de um ranking indesejado: a cidade possui o maior Índice de desigualdade do Brasil, pelo índice de GINI, medido em 0,547, do indicador, que vai de 0 a 1, é o termômetro da desigualdade.

Estes números escancaram a dura e escondida realidade de Brasília, a capital do Brasil, riqueza, desigualdade, precários sistemas públicos convivem no mesmo espaço de cidade, mas em bolhas sociais super segregadas — o que levanta a reflexão: a cidade sustenta, de fato, o peso de ser a capital de um grande país?

u/BrasilemMapas — 8 days ago