
Professores ou recursos humanos? O ReCAP e a managerialização da profissão docente | Opinião
O texto do professor Teodoro está muito bom. Sugiro a leitura.

O texto do professor Teodoro está muito bom. Sugiro a leitura.
Bom dia,
Existe forum onde professores procuram e partilhar oportunidades de aluguer de casa/quartos?
Acredito que é sempre desafiante encontrar boa casa e condições ainda mais perto da escola de serviço.
Bom dia, concorri a duas ofertas de escola e entretanto fui selecionada para uma delas. No entanto, estou mais interessada na outra candidatura. Caso não aceite esta colocação, fico impedida de aceitar outra posteriormente ou sujeito a alguma penalização?
No próximo sábado, 16 de Maio, vai realizar-se uma Manifestação Nacional de Professores e Educadores, convocada pela Fenprof. Entre os motivos que justificam esta iniciativa, a maior federação nacional de docentes afirma que “estão em causa a possível eliminação do corpo especial da carreira, a substituição dos atuais quadros de escola e de agrupamento por mapas de pessoal e a criação de novos procedimentos concursais que põem em risco os atuais concursos nacionais”, em comunicado do passado dia 5 de Maio. Reforçando esta mensagem foi divulgada uma apresentação em modo de perguntas e respostas, na qual se especificam as razões da desconfiança em relação às propostas ministeriais.
Como réplica, depois de um comunicado anterior a tentar contrariar o que seria a desinformação a circular sobre o processo negocial relativo ao Estatuto da Carreira Docente, o Ministério da Educação enviou uma carta a todos os docentes a clamar pela pureza e boa-fé das suas propostas. Afirma que a “carreira docente é e continuará a ser uma carreira especial, com um Estatuto (…) próprio e regras próprias que a distinguem das restantes carreiras da Administração Pública”. Acrescenta que “o recrutamento e colocação de professores vão continuar a ter como base procedimentos nacionais e centralizados (…) e sempre sob a tutela da área governativa da Educação”.
Esta resposta, que é envolvida numa retórica bastante amigável, termina com uma comovente manifestação de confiança, que se pretende mútua: “confio em si para continuar a melhorar a vida de milhares de crianças e jovens. E garanto-lhe que pode confiar em mim para o ajudar nessa nobre missão”.
Qual o problema? A semântica. Desde logo porque a classe docente ainda é, de acordo com o seu Estatuto, um “corpo especial” não uma carreira especial. É apenas um detalhe terminológico? Então porque não se mantém a presente designação que está no artigo 34.º da versão em vigor do ECD?
A mesma coisa acerca dos “procedimentos nacionais e centralizados (…) sob a tutela governativa da Educação”. São demasiadas palavras que diluem o sentido de algo que poderia ter uma formulação muito mais simples, como “concurso nacional centralizado”. O plural dos “procedimentos” levanta reservas, porque até pode abrir caminho para várias “centralidades”.
Por outro lado, é curioso que na carta se ignore uma questão que até acharia menos problemática, a dos “mapas de pessoal”, porque sempre achei que por essa designação se entenderia a lista de funcionários em exercício num organismo do Estado, fossem do seu quadro ou com outra origem (por exemplo, mobilidade interna). Perante as reservas levantadas por várias organizações sindicais, é estranho que não se tenha querido esclarecer de forma cabal que “mapas de pessoal” são uma coisa e “quadros de agrupamento/escola” são outra e que não são alternativos, mas diferentes formas de organizar, em termos administrativos e não de vínculo, o pessoal docente.
O ministro pede que confiemos nele. Infelizmente, esse comboio já caiu do penhasco há muito tempo. E foi empurrado por gente que, antes ou depois, também garantiu que tudo não passava de detalhes semânticos.
Eu estou no segundo semestre pedagogia. Que segunda licenciatura era bom eu fazer quando terminasse e que pós graduação