Desejo superar o modo de pensar da Esquizoanálise (Deleuze e Guattari). Se é que tem como... Sou um católico brasileiro.
Por favor, alguém poderia me ajudar a superar o modo de pensar da Esquizoanálise (Deleuze e Guattari)?!
Sou um católico brasileiro de 28 anos, reconvertido há uns 8 meses, após anos de um ateísmo prático buscando uma vida de sátiro dionisíaco do niilismo ativo. Sou cheio de dúvidas que julgo serem, em algum grau, legítimas. Pensadores como Bataille, Foucault, Lacan, Derrida, Deleuze, Whitehead e Chardin acabam me fazendo flertar às vezes com o agnosticismo ou com outras religiosidades alternativas (peço para que tentem não demonizar tais filósofos e escolas, vide que sempre tento ser maduro e discernir o que dá pra salvar de verdadeiro de seus escritos).
Autores que me tornaram mais propensos ao ceticismo, pensamento crítico, humanismo social cristão (existencialismo cristão) e impossibilidade de posicionar-se com confiança do ponto de vista espiritual). Como manter a fé Cristã (seja católica ou até mesmo dentro de uma perspectiva gnóstica) após passar por esses caras? Estou no quarto ano do curso de psicologia, e tenho dificuldade de aceitar de bom grado o modus operandi escolhido por Deus, que às vezes beira masoquismo, exagero e falta de garantias (provas cabais para que eu me comprometa). Eu, se dependesse apenas de mim, escolheria que Deus fosse real - tenho necessidade e desejo disso (porém há tendências em mim que querem que ele seja extremamente misericordioso, com uma moral sexual mais flexível/relativista). Muito embora minha sede pela Verdade está disposta a me levar até onde as evidências mais razoáveis apontarem. Mesmo que a verdade seja a cosmovisão naturalista ateísta (niilismo cósmico). Não quero ser enganado, viver em função de uma mentira. Quero a verdade, somente isso, custe o que custar, mesmo que ela seja o pesadelo mais tenebroso e indigesto que possamos imaginar.
Há tantas dissonâncias dentro da própria Igreja que fica difícil saber em quem confiar e onde está Deus nisso tudo, qual grupo está menos errado. Se o Catolicismo tivesse uma voz uníssona, seria mais digno de crédito - eu confiaria com mais facilidade.