
O suicida é o mais corajoso dentre nós, mas é ostracizado pelos demais por ser mais fácil criticá-lo do que entender seus motivos
Ignorem a imagem
Ir contra o instinto humano mais básico não é covardia, tampouco fraqueza. É egoísta? Sem dúvida. Porém, isso não muda que, para alguém fazer isso, é na verdade exigido muita coragem. Coragem que muitos de nós jamais teremos. Então temos os demais que insistem em chamar o suicida de covarde, egoísta e fraco.
Egoísta é o único que procede, mas pensem comigo: você querer que alguém não cometa esse ato e continue forçando-se a continuar uma existência miserável pelo simples fato de que VOCÊ não quer se sentir mal seria o quê, se não egoísmo?
Você repete falácias e lavagem cerebral estatal e religiosa de que "a vida é uma merda, mas vale a pena por que blá blá blá" ou "o mundo é uma merda, mas pense na sua família blá blá blá" quando na verdade não passa de uma forma de manter o gado pagador de impostos e peão de xadrez sobre controle.
E temos os adjetivos "covarde e fraco". Claro que chamar alguém que cometeu um ato tão extremo é muito mais fácil do que sentar, refletir e entender os motivos que alguém teve para cometer tal ato. É muito mais fácil criticar e julgar do que entender e ter empatia.
Eu tenho uma opinião bastante polêmica sobre isso, aliás. Eu acho que quem critica aquele que comete suicídio sente inveja. Quem critica gostaria de escapar dessa miséria, dessa desgraça de existência, mas não tem forças para tal. O suicida teve forças, e é ostracizado justamente por isso.
Para quem vier falar que "então vai lá e se suicida" saiba que não preciso disso. Irei morrer daqui um mês, felizmente, graças à um tumor no cérebro descoberto em março. Então, deixarei a natureza tomar seu curso.
Estar vivo é alimentar um sistema que te enxerga como parte um rebanho em caminho de ser sacrificado e consumido. Onde mesmo dentre o rebanho existe o gado que se alia ao abatedouro para chamar a atenção dele e então assumir uma posição dentre.