a segunda vida
Parte 5 — O Despertar
Arthur olha ao redor.
O prédio está completamente destruído. Ele consegue sentir um calor intenso vindo de algum lugar e, depois de alguns segundos, percebe que o edifício está em chamas.
Se subisse, provavelmente acabaria indo direto para a parte incendiada do prédio.
Então, decide descer.
Enquanto caminha pelos corredores destruídos, Arthur vê uma mulher caída no chão. Morta.
Ele continua andando.
Pouco depois, encontra o corpo de um rapaz. Depois, outro. E mais outro.
Havia corpos espalhados por todos os lados.
Homens.
Mulheres.
Pessoas que ele sequer conhecia.
Arthur finalmente chega à saída do prédio.
Ele não pensa duas vezes.
Apenas sai correndo.
E então vê.
Uma cidade completamente destruída.
Prédios estavam caídos por todos os lados. Algumas regiões estavam em chamas. Outras estavam cobertas por água.
Havia corpos espalhados pelas ruas.
Centenas.
Talvez milhares.
Arthur sente um arrepio percorrer seu corpo.
Aquilo não parecia uma cidade.
Parecia o fim do mundo.
Ele olha para um lado.
E vê um único homem de pé.
Um homem de cabelos loiros.
O mais impressionante era que ele não possuía sequer um arranhão no corpo.
Arthur conhecia o perigo.
Seu instinto gritava para que não ficasse parado observando aquele homem.
Então, contrariando todos os seus instintos de luta, Arthur corre.
Não tão rápido quanto gostaria.
Mas corre.
Até que—
BOOM!
Um ataque insano atravessa o local.
Um gigantesco raio de luz atinge Arthur.
Seu corpo é destruído em um instante.
Enquanto perde a consciência, Arthur percebe algo estranho.
Aquele homem não havia lançado o ataque.
Na verdade, o gigantesco raio de luz havia surgido de um objeto que saiu da própria terra.
Arthur tenta compreender o que aconteceu.
Mas não importa.
Ele está morrendo.
Mais uma vez.
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Quando abre os olhos, Arthur encontra novamente aquele mesmo lugar.
Artemis está diante dele.
— Desculpa.
Arthur apenas encara o deus.
— Eu estava um pouco distraído — continua Artemis. — Acabei mandando você para um futuro um pouco mais distante do que deveria.
Arthur não responde.
Artemis já havia conversado com ele anteriormente, então não havia muito o que explicar dessa vez.
— Bem... vamos tentar novamente.
Logo depois, Artemis leva Arthur para sua segunda vida.
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Dessa vez, Arthur abre os olhos em um lugar completamente diferente.
Ele está cercado por crianças.
Muitas crianças.
Depois de observar o local por alguns segundos, percebe que está dentro de um orfanato.
Estranhamente, ele está vestindo exatamente as mesmas roupas que usava naquele futuro distante.
Antes que consiga pensar melhor sobre aquilo, sua atenção é chamada por uma mulher mais velha que as crianças.
— Lortus!
Arthur não reage.
A mulher se aproxima e o chacoalha levemente.
— Ei! Lortus!
Arthur finalmente pisca.
— Como assim... Lortus?
A mulher parece surpresa.
— Finalmente! Você finalmente criou consciência!
Arthur franze a testa.
— Consciência?
— Normalmente, as crianças despertam a consciência quando completam seis anos. É como se levassem um choque de realidade e, de repente, começassem realmente a compreender o mundo.
Ela cruza os braços.
— Mas você demorou um ano a mais. Já estava começando a ficar assustada. Pensei que talvez você tivesse alguma deficiência.
Arthur fica em silêncio.
A mulher continua falando, aparentemente sem perceber o peso de suas próprias palavras.
— Se uma criança nasce com alguma deficiência, somos obrigados a executá-la.
Ela fala aquilo em tom de brincadeira.
Mas Arthur percebe imediatamente.
Não era uma brincadeira.
— Por quê?
A mulher fica em silêncio por alguns segundos.
— É uma longa história.
Ela então suspira.
— Meu nome é Laura.
Depois disso, simplesmente se afasta.
— Vá se enturmar com as outras crianças.
Arthur permanece parado.
Agora ele finalmente percebe uma coisa.
Ele estava conversando em uma língua que nunca havia aprendido.
E, ainda assim, conseguia entendê-la.
Mais do que isso.
Conseguia falar.
Era como se tivesse passado anos aprendendo aquela língua.
Como se tivesse vivido ali durante sete anos.
Mas não se lembrava de absolutamente nada.
Nenhuma memória.
Nenhum rosto.
Nenhum acontecimento.
Nada.
Arthur olha para as próprias mãos.
Então percebe que, naquele mundo, seu nome era Lortus.
A partir daquele momento, aquele seria o nome que representaria sua nova vida.
Arthur ainda era quem estava por trás daquela consciência.
Mas agora ele era Lortus.
E, depois de tudo o que havia acontecido, uma coisa era certa.
Ele precisava de conhecimento.
Muito conhecimento.
Se aquele mundo possuía regras diferentes das do seu antigo mundo, ele sequer conseguia imaginar...
Então ele precisava descobrir tudo.
E, dessa vez, não cometeria o erro de simplesmente aceitar as coisas sem questioná-las.
Continua...
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«Fiquei bastante tempo sem postar porque estava planejando este primeiro arco. Pode-se dizer que foi a primeira vez que realmente foquei toda a minha mente em uma única história, tentando fazer com que esse começo ficasse o mais interessante possível.
Espero que tenha ficado do agrado de vocês!
Por favor, deixem um like e comentários. É muito legal para mim poder ver quem está acompanhando e curtindo a história. ❤️»