u/Funky56
O que fazer pra a faca não cair da bainha?
Obrigado Orubem pela dica. Resolvi com um simples velcro
Como tampar fresta do portão sem ficar feio?
Tentei com a maior cantoneira de alumínio que eu achei, desamassei mas ficou torta. Fui num serralheiro e ele disse que não acha tira desse tamanho reta.
Tampar pelo outro lado (o que fiz com outra cantoneira) atrapalha o portão de abrir
O que te impede de ser feliz
>!Os relatos aqui apresentados são de minha autoria e fazem parte de uma série de (textos) sobre minhas experiências com dupla excepcionalidade, superdotação e autismo. Não deve ser levado como conselho médico ou terapêutico. Se estiver passando dificuldades, recomendo procurar um profissional. Eu me consultava com psicólogos que encontrei no site psymeetsocial, com preços mais em conta!<
(escrevi isso às 3h da manhã, releve qualquer erro. Não contém ia)
Não é incomum ver pessoas com objetivos, ambições, metas e planos. Nessa parte, não sou diferente. O que me diferencia da maioria é que essas metas e ambições criam um cenário ideal, um mundo alternativo, o qual só serei feliz após ter alcançado. O idealismo gera frustrações, pois enquanto não estou vivendo o que acho ser ideal, não posso aproveitar nada do que já conquistei. Seria muito fácil imaginar então que é só conquistar o objetivo que está me frustrando pro sofrimento acabar, porém o que realmente acontece é exatamente o contrário: assim que conquisto o objetivo, um gosto amargo toma conta, todo o esforço pra ter aquilo me faz perguntar se valeu a pena, me faz questionar o porquê precisei sofrer tanto pra chegar até lá. E ainda assim, um novo mundo ideal será pincelado na minha mente, com um novo objetivo, novas ambições, mais metas a serem batidas, mais cobrança, mais frustração, mais sofrimento. Aquela frase que diz “A ânsia de ter, o tédio de possuir” resume esse parágrafo da minha vida.
E pra piorar toda situação, o autismo vem e traz na bagagem a rigidez cognitiva. Sou vendado de enxergar todos os caminhos e alternativas na forma de pensar e enxergo apenas uma maneira, uma saída, um mundo ideal. Se torna extremamente difícil se abrir pra novas ideias quando uma nova ideia de mundo ideal entra na cabeça. É importante estar atento quando gero esses pensamentos e, como aprendi na terapia e com vídeos do Dr. K, se questionar e colocar à prova minhas próprias certezas. Ainda é raro eu perceber, mas é interessante em problemas de curto prazo se questionar como: “Isso é realmente necessário? Preciso comprar isso agora ou consigo usar o que tenho? Algo terrível vai acontecer se eu deixar de consertar isso hoje?”.
Em ambições e objetivos, o cenário de mundo ideal pode ser refutado quando percebo que tudo que eu achava era uma falsa ideia baseada em viés ou completamente infundada. Também uso de evidências para tentar mostrar a mim mesmo que o que estou pensando não é uma realidade. A maioria das conquistas que tenho hoje não vieram ativamente de planejamento a longo prazo, muito menos de ambições. Estive ativamente buscando certas coisas mas o cenário ideal nunca foi realizado. Ou se foi, exigiu muito sacrifício desnecessário que não me trouxe benefícios ou que só causou mais sofrimento. O tempo passa de qualquer forma e todas as ambições fúteis ao longo da vida deixam de fazer sentido.
Quanto mais presente consigo estar no momento atual, na minha vida atual, com tudo que tenho e com as pessoas ao meu redor, mais felicidade consigo sentir. O contrário acontece quando só penso no futuro ou no cenário onde as coisas poderiam ser diferentes ou que preciso de mais coisas. Este último só me causa frustração e sofrimento.
Truque pra aumentar duas mesas
Joguei um pano por cima cobrindo tudo e ninguém percebeu
Algumas criações enquanto o dinheiro pra fazer não aparece
Aplicativo: MOBLO
Armário embutido de mdf pra banheiro
Armário externo de madeira mista com fundo de compensado pra guardar coisas da moto
Baú de pinus ou madeira mista pra área externa, pra organizar materiais e ferramentas
Nota pra essa gambiarra do ex-inquilino?
Ps: minha mão tá suja de tinta spray. Não mencione
Problemas estomacais e intestinais
>!O texto a seguir NÃO CONTÉM IA. Os relatos aqui apresentados são de minha autoria e fazem parte de uma série de (textos) sobre minhas experiências com dupla excepcionalidade, superdotação e autismo. Não deve ser levado como conselho médico ou terapêutico. Se estiver passando dificuldades, recomendo procurar um profissional. Eu me consultava com psicólogos que encontrei no site psymeetsocial, com preços mais em conta.!<
Antes de me descobrir com dupla excepcionalidade, não percebia o quanto eu era seletivo pois dizia que comia de tudo e não ligava pro sabor das coisas. Depois que me identifiquei, percebi o quanto minha alimentação foi afetada por conta da neurodivergencia. Seletividade alimentar não é apenas “não gosto de comer isso”, mas também é escolher o que comer e o que não comer a ponto de se tornar um ciclo repetitivo e vicioso que pode trazer prejuízos sérios na saúde.
Sou péssimo em cozinhar, tenho algumas dificuldades com temperos, tempo de cocção, fritar com óleo, entre outros coisas. Me causam extrema ansiedade e frustrações. Por conta disso, me limitei a comer coisas que fossem o mais fácil possível de fazer que envolvessem o mínimo de “cozinhar” possível. Além disso, me parecia ineficiente cozinhar todo dia, levar 2 horas do dia todo ou mais apenas preparando comida. Dizia ”comeria ração pra humanos se inventassem só pra não perder tempo cozinhando”. Minha dieta era assim: café da manhã fazia um achocolatado e comia biscoito. Almoço, quando eu fazia, macarrão com calabresa. Janta era o mesmo do lanche. Comia muito chocolate diariamente, tomava muito sorvete e refrigerante. Nunca fui gordo, apenas estive um pouquinho acima do peso baseado na imc. Era isso. Nenhuma verdura. Nenhuma fruta. Nenhuma variedade. Nenhuma proteína saudável.
Vivi assim por bastante tempo até que certo dia estava com muita dor no estômago e acordei de madrugada como se estivesse parindo um alien. Fui levado para a UPA onde fui encaminhado pra fazer uns exames. Alguns dias depois descobri que tinha a bactéria H. Pylori no estômago. Ela estava comendo as paredes do meu estômago e formando uma úlcera. Tratei, mudei minha alimentação um pouco mas não muito. Voltei a comer praticamente as mesmas coisas que comia antes, mas casei e agora alguém cozinhava refeições melhores pra mim, não vou entrar em detalhes.
Mês passado, 5 anos depois da H. Pylori, comecei a sentir vários desconfortos estomacais e intestinais. É a vida me cobrando novamente. Marquei consultas e exames e estou no aguardo dos resultados. Nesse meio tempo, fui tentando mudar completamente minha alimentação para apenas frutas, verduras, arroz e carnes magras. Mesmo com essa dieta, o desconforto intestinal não foi embora. Descobri que meu intestino está inflamado e nem fruta posso comer pois fermentam no intestino e pioram a situação. Desde ontem só estou comendo arroz com frango. Macarrão de arroz. Biscoito de arroz. É a única coisa que não está me fazendo mal. Queria terminar esse post com alguma nota de esperança ou recomendações, mas estou passando dificuldades vítima da minha própria seletividade alimentar.
Gostaria de saber de outras pessoas: se já passaram por algo parecido, como foi a experiência e como lidou com a situação?
Essa mesa terá uma boa estrutura?
Queria fazer com pinus pois vi uma mesa que era só de tábuas e era muito resistente. Já trabalhei com pinus antes e fiz vários móveis, mas nunca usei barrote(sarrafo) pra fazer pernas. A mesa teria um frame tipo o engradado de uma cama pra manter as tábuas o mais reta possível e por fora viria uma saia externa pra tampar o buraco do frame.
Minha dúvida é que na mesa da última foto, a saia externa e o frame interno se tocam e são parafusado, o que dá estrutura pra as pernas de tábua, mas como vou fazer de barrote, estou com dúvida se ficará bom. Estou pensando em fazer o frame interno tocando apenas as laterais das saias.
Sugestões?
Como corrigir fresta na porta do congelador?
Seguinte, essa geladeira antiga tava com uma fresta saindo todo o ar gelado do congelador. Resultado era que o motor quase nunca desligava e a conta de energia não aguenta.
Comprei uma gaxeta novinha e troquei mas a fresta da antiga continua no mesmo lugar da gaxeta nova 😭
Alguma salvação?
Depressão e crise existencial no ahsd
⚠️ Alerta de gatilho: continuar a ler abaixo pode provocar uma crise existencial
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O texto a seguir NÃO CONTÉM IA.
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Os relatos aqui apresentados são de minha autoria e fazem parte de uma série de (textos) sobre minhas experiências com dupla excepcionalidade, superdotação e autismo. Não deve ser levado como conselho médico ou terapêutico. Se estiver passando dificuldades, recomendo procurar um profissional. Eu me consultava com psicólogos que encontrei no site psymeetsocial, com preços mais em conta.
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#Tema: Depressão e crise existencial no superdotado
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Sei que é um tópico pesado, por isso serei o mais sensato possível. Ao ahsd, é comum que vivenciem crises existências ainda na infância. O desenvolvimento acelerado da psique, que desenvolve muito antes do emocional, faz com que o raciocínio leve a conclusões negativas sobre o significado da vida. Ainda sobre poucas influências positivas, o ambiente, a falta de conversa com os pais que ainda não sabem que o filho é neurodivergente, e a falta de apoio psicológico, o superdotado se questiona se a vida faz sentido já que possui um fim deterministico e imprevisível. Constantemente se pergunta: “qual o sentido da vida? O que acontece após a morte? Deus existe?”. De fato não há uma única resposta e a sociedade não é preparada pra lidar com o assunto. Os questionamentos se tornam incertezas, as incertezas se tornam ansiedade, a ansiedade gera conclusões, as conclusões se tornam depressão.
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Estive relembrando com minha psicóloga todas as vezes que caí em depressões profundas. A primeira vez foi aos 12 anos. Existiam várias causas que corroboraram pra a depressão juvenil daquela época, mas um pensamento desde criança me provocava a pensar que a vida não passava de um sofrimento, que não havia um propósito. Somente próximo a idade adulta estava determinado em duas verdades que me ancoravam no mundo físico: “não posso morrer antes dos meus pais” e “estou nessa vida para fazer o bem e ajudar o máximo de pessoas possíveis”.
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A visão do mundo que vemos está apenas dentro da nossa imaginação e pode ser influenciada, deturpada e mudada a qualquer momento. Me lembro de ver o mundo como um lugar maligno que só estava a caminho da própria destruição, até começar um tratamento anti depressivo e a visão do mundo mudar pra enxergar as coisas e as pessoas boas ao meu redor, com um sentimento de esperança de que tudo é possível e tudo vai acabar bem. O tratamento não foi nada fácil, mas o vislumbre de uma vida sem sofrimento enquanto estava medicado me fez perceber que projetamos no mundo o que está dentro de nós, e que as conclusões que criamos são apenas reflexos que, portanto, não são verdades absolutas. Após o tratamento, esse novo pensamento perdurou e a vida ganhou um novo sentido que também não era uma explicação verdadeira, porém me fez questionar sempre que um pensamento negativo era produzido e as crises existenciais cessaram completamente.
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Existe um termo que ficou famoso pra descrever o amadurecimento do cortex pré-frontal: “despertar dos 25”. Foi nessa idade que desenvolvi meu emocional e parei de me preocupar tanto com ambições sem sentido. O pensamento que levei até então era de que: “só vou ser feliz se eu tiver isso”. E poderia ser qualquer coisa: um carro, uma moto esportiva, um computador dos sonhos, uma namorada, amigos e por aí vai. Claro, naturalmente conquistei algumas dessas ambições que condicionei como ferramentas que me finalmente me trariam felicidade, e obviamente estava tragicamente errado. Não me trouxeram felicidade, pelo contrário, me trouxeram mais sofrimento. Um carro quebra e precisamos de milhares de reais pra consertar, uma moto esportiva consome muita gasolina, um PC gamer me custaria um rim e teria que trabalhar o triplo pra conseguir, e uma namorada e amigos me trariam preocupações de como zelar o relacionamento pra manter. Foi após o despertar dos 25 que percebi que a felicidade não estavam em coisas. De fato, não estavam em lugar algum, pois felicidade é apenas um conceito. Uma palavra pra descrever quando estamos em sintonia com nosso corpo gerando serotonina, dopamina e outros hormônios numa quantidade ideal, basicamente, sentindo prazer. E mesmo na melhor das hipóteses corporais, podemos olhar dentro de nós mesmos e dizer: “não sou feliz” pelo simples fato de não estarmos sentindo prazer no exato momento da reflexão. Entendi então que a busca por felicidade não era o sentido da vida, muito menos o propósito. Apenas quando toda essa pressão foi embora, pude realmente aproveitar tudo aquilo que já tinha conquistado e me sentir, na teoria da palavra, feliz.
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Não sei se é comum ao superdotado, mas só consegui começar a viver minha vida aos 24 anos, depois que tive muitos acompanhamentos psicológicos e psiquiátricos (e continuo tendo). Só então consegui seguir meus objetivos e planejar meu futuro. Me sinto atrasado em relação a outras pessoas da minha idade que saem da escola, vão pra uma faculdade, começam a trabalhar, criam famílias e conquistam patrimônios. Porém, sei que houve limitações e obstáculos no meu caminho que essas pessoas não tiveram, e não uso isso de muletas. Me identificar como neurodivergente foi um grande marco que me fez repensar tudo que passei e o porquê estou aqui hoje. O autismo nível 1 suporte sem o suporte adequado cria uma desigualdade mas não deve ser usado como comparação, pois é complemente possível viver uma vida funcional com o auto conhecimento e o apoio psicológico. Para quem leu até aqui: não desista.
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Dois clampers em quartos diferentes queimaram na mesma hora
Comprei esse clamper essa semana, torrou do nada. E o menor que era do outro quarto tinha há mais de 5 anos também torrou na mesma hora. Será que teve um surto? Nada no restante da casa deu problema (geladeira, freezer tá normal).
Passei 25 anos dormindo mal - veja o que resolveu
O texto a seguir NÃO CONTÉM IA.
Os relatos aqui apresentados são das minhas experiências com sono, e o que funcionou pra mim. Não devem ser levados como conselho médico. Se estiver enfrentando problemas sérios de sono, procure médicos especializados.
##Passei 25 anos dormindo mal
Sempre considerei meu sono péssimo. Minha rotina de sono era dormir 2h da manhã, acordar 4h pra fazer xixi, acordar 5h30 por algum barulho, acordar 6h com o alarme do vizinho, e finalmente acordar 7h30 pra ir trabalhar e entrar às 8h30 no trabalho. Estive certa vez em tratamento com um psiquiatra que me passou zolpiden pra dormir, acima dos outros 3 remédios que já estava tomando (antidepressivo, ansiolítico e estabilizador). Tomei por uns 10 dias e vi que aquilo não prestava pra mim, meu problema não era sono, era calar os pensamentos que continuavam ativos até enquanto dormia. Além disso, eu sempre acordava de manhã exausto. Dizia: “Dormi parecendo que trabalhei a madrugada toda e depois um caminhão passou em cima de mim”. Alguns anos depois enquanto trabalhava num emprego estressante, cheguei ao ponto de várias vezes acordar de madrugada completamente suado, a cama e o cobertor encharcado, enquanto despertava de um sonho em que estava trabalhando produtivamente e resolvendo problemas que nem aparecera ainda. Quando entendi meus problemas de sono, comecei a usar artifícios que deram uma melhora no meu sono. Sono é essencial para a saúde mental e para funcionar na sociedade, trabalhar e viver uma vida sem estresse. Caro redditor, abaixo vou citar os principais artifícios que usei e melhorou minha vida ao completo. Isso não deve ser levado como aconselhamento médico, são apenas coisas que funcionaram pra mim. Não estão por ordem de importância, se puder, pratique todos e veja o que funciona pra você.
#Devaneio - sonhar acordado
Se você tem dificuldade de calar os pensamentos na hora que fecha os olhos pra dormir, esta pode ser a solução. Antes eu me sentia estranho de inventar histórias na minha cabeça de coisas mirabolantes, pessoas e relacionamentos. Eu sentia como se alguém fosse ler os pensamentos e me achar idiota por estar inventando essas histórias e me colocando como o protagonista. Mas quando comecei a usar isso pra dormir, o horário em que pego no sono mudou completamente (isso bem antes de eu saber que era AHSD). Caso você costumava criar histórias e cenários, o nome disso é devaneio. Cuidado, pois existe o devaneio crônico que não consegue sair das histórias ou controlá-las, dito isso, se você for um ahsd como eu que controla os devaneios e não pensa sobre eles durante o dia, experimente usar o devaneio quando for dormir. Quando começar a pensar demais nos problemas da vida, no que fez errado naquele dia, na besteira que falou no dia 14 de setembro de 2018 pra aquela garota, no que vai fazer amanhã, no que vai fazer daqui 1 ano, 10 anos, 50, quando morrer, pare e volte pra a história que você estava criando na noite anterior. A explicação mais plausível que cheguei pra explicar isso é que quando você está criando histórias, sua mente foca em um lado criativo que é o mesmo que sua mente usa pra gerar sonhos enquanto dorme. Causa um relaxamento e a transição pra dormir é natural.
#Observe o consumo de café e a alimentação antes de dormir
Não sei o motivo, mas AMO cafeína. Meu cérebro faz uma festa quando tomo 473ml de um Monster branco. Porém, aboli cafeína depois que comecei bupropiona, já que é um psicoestimulante por si só. Mesmo que você ache que aquele cafézinho as 12h não vai fazer mal já que tá cedo, os efeitos negativos da cafeína perduram o dia inteiro. Não apenas isto, a cafeína vicia e teu corpo entra no mesmo ciclo de um dependente químico, sempre pedindo por mais e ameaçando não funcionar durante a manhã no trabalho enquanto não receber sua dose diária. Não largue o café de vez, pois o “cold turkey” vai fazer sua cabeça entrar em modo de socorro e vai surgir inúmeros sintomas que vão fazer você voltar rapidinho pro café. Ao invés disso, crie limites pro seu consumo e os respeite. Tome café apenas até 10h da manhã. Passou disso e alguém te ofereceu? Recuse. Comece a reduzir a dose aos poucos. Se você costuma encher uma xícara de café, comece reduzindo pela metade, ou melhor, reduza a xícara, reduza o copo e chegue até um copo de dose de cachaça (50ml), e ainda encha apenas a metade do copinho. Pare de tomar com açúcar pro seu sistema de recompensa entender que não está tomando doce. JAMAIS tome café após 12h.
Esta dica retirei de um livro sobre educação física de um escritor brasileiro. Além do café, o inimigo do sono é a janta tarde da noite, principalmente pratos mais pesados como macarrão, lasanha ou mesmo pizza. Limite-se a jantar pelo menos 2h antes da hora de ir deitar. Tentar dormir de bucho cheio faz com que teu corpo continue ativo digerindo tudo aquilo no estômago, afetando diretamente a qualidade do sono. Se precisa dormir às 22h, prepare a janta às 19h pra comer até 20h. Além disso, evite refrigerantes e comidas muito gordurosas que dão mais trabalho pro seu corpo digerir e podem provocar desconforto intestinal. Na realidade comer gorduras e carboidratos de noite é quase um crime já que nosso corpo não precisa desses nutrientes durante a noite, mas não sou nutricionista pra vir aqui te dar um sermão.
Por fim: a água. Sei que muitas pessoas bebem muita água durante a noite e muitas vezes levam uma garrafinha de água e colocam na cabeceira da cama pra beber durante a madrugada. Acredito que isso esteja associado a dormir respirando pela boca e dá a sensação de boca seca, mas isso é outro problema que não vou abordar aqui. Água antes de dormir significa uma coisa: acordar pra fazer xixi e quebrar completamente a fase do sono REM. Dito isso, evite beber água após ter jantado e se esforce pra fazer xixi antes de deitar pra dormir.
#Melatonina
Quando conheci a melatonina fiquei cético. Parecia ser um farmaco vendido por aqueles vendedores da Hinode prometendo efeitos milagrosos. Comprei a melatonina pra testar pois já estava desesperado, e desde então tem sido minha grande aliada do sono. Vamos começar dizendo que melatonina não é um medicamento, é um suplemento alimentar que não precisou de testes de eficácia e dispensa regulação pela Anvisa, por este motivo posso recomendar aqui. Mas devo alertar que melatonina não é pra todos, ela vem pra complementar uma falta de melatonina que seu corpo deveria produzir naturalmente após o anoitecer, é por esse motivo que muitas pessoas não tem efeito com melatonina. Nosso corpo deveria produzir melatonina quando os olhos enviam os sinais corretos pro corpo de que “não está detectando luz”, mas as telas e as luzes ligada a noite toda dentro de casa fez esse sistema do corpo parar de funcionar adequadamente. Defini que o melhor horário pra a melatonina fazer efeito pra mim é 2h antes de dormir ou 1h30 antes de deitar e pra mim têm funcionado muito bem, mas ela sozinha não faz milagres pois não é um indutor de sono complexo. Eu diria que “não custa tentar”, só vai custar dinheiro mesmo.
#Sons para dormir - ruído branco
Aquele meme do ventilador barulhento pra dormir é real! Se você for uma pessoa mais ansiosa, pode se beneficiar de ruídos na hora de dormir já que abafam outros barulhos que possam despertar o sono. Sempre fui muito ansioso e alerta (não sabia que tinha ahsd), mesmo dormindo. Dizia: “Se cair um pêlo do gato no chão eu escuto e acordo”. De fato até no inverno quando fazia um pouco de frio, ligava meu ventilador Mondial Turbo Max 8 Pás virado pro nada, só pra conseguir dormir com o barulho. Isso pode ser substituído com um aplicativo no telefone, uma playlist no spotify ou um vídeo no youtube (se teu aparelho não esquentar demais ou amanhecer sem a bateria 100%).
#Atividade física
Não poderia faltar, né? Não vou me alongar sobre esse assunto pois muitos aqui ouviram isso a vida toda e não vão seguir esse conselho, mas depois que comecei a fazer atividades físicas regularmente, a qualidade do meu sono melhorou drasticamente. E não é apenas “gastar energia pra ter sono”, é melhorar seu corpo, seu coração, sua circulação. Seu corpo é uma máquina que precisa de cuidados, e levar uma vida sedentária como eu levei durante anos faz com que surjam dores em lugares aleatórios, lesões por esforço repetitivo, circulação insuficiente, entre outras que afetam diretamente a qualidade do sono. Parafraseando a mim mesmo: “Porém, devo alertar que atividade física pra neurodivergente é completamente diferente do neurotípico. AHSD odeia repetição, então academia onde tem uma rotina pré-programa de exercícios ABC que se repetem e fazem o mesmo movimento 36 vezes por exercício é questão de se entendiar fácil. Seria legal pra começar, mas é importante procurar um treinamento funcional dinâmico (como aqueles que as pessoas mais velhas procuram fazer), correr ou andar de bicicleta (onde é possível mudar a rota).“
#Considerações finais
Este post tem pouca citação ao AHSD porque eu não sabia que tinha quando pratiquei esses artifícios, porém eu percebi que muitos dos problemas de sono tem direta relação com o AHSD. Geralmente faço escrevo meus relatos pessoais ao invés de textos diretamente voltados a educar. A grande razão disso é que escrevo pra mim e posto no reddit como um suspiro no meio da ventania que sei que 5 pessoas vão ler, então acho que escrever auto-ajuda é ineficiente.
Como descobri minha dupla excepcionalidade e me auto diagnostiquei (história)
O texto a seguir NÃO CONTÉM IA.
Os relatos aqui apresentados são de minha autoria e minhas experiências com dupla excepcionalidade, superdotação e autismo.
##Como descobri minha superdotação
Sempre soube que eu era diferente, inteligente acima da média, com problemas de convivência, depressão, ansiedade. Sempre achei que minha inteligência era uma maldição, porém, nunca associei isso a neurodivergência já que eu nem conhecia esse termo. Quando eu ouvia “superdotação” só me vinha na mente os meninos gênios que faziam cálculos absurdos de cabeça no Domingo Legal. Com 24 anos que decidi fazer um concurso público após ter uma discussão acalorada com meu patrão, onde nem carteira assinada tinha. Vim de interior onde as pessoas têm pouca educação e informação sobre assuntos atuais. Minha história de descoberta começa aos 27 anos, após ser aprovado e ir para o curso militar como recruta. O curso acontecia na capital do estado e tive contato com pessoas super educadas onde a maioria (cerca de 94%) tinha faculdade, estava cursando ou tinha trancado. Eu era a minoria que só tinha o ensino médio, ainda concluído por supletivo por fatores de depressão que me atrasaram na vida acadêmica. A mente das pessoas da capital era perceptivelmente mais aberta e com um conhecimento sobre assuntos mais complexos e atuais. Logo, foi a primeira vez onde um colega chegou pra mim e falou “Você é autista”.
De início, fiquei em negação. Não era possível eu ser autista. O máximo que conhecia sobre autistas era de uma página de Instagram onde uma mãe cuidava de dois autistas que ficavam pulando em uma bola de yoga enquanto citavam fatos exatos sobre aeronaves comerciais, e minha experiência real com um autista foi de um menino que andava com uma cuidadora, pois ele gostava de morder e bater nos outros colegas se a gente olhasse errado para ele. ”Não sou nem perto de ser autista” - pensava. Apesar disso, contei a experiência para minha esposa e fomos discutindo o assunto. Ela tem TDAH e até o momento não sabíamos que essas neurodivergências faziam parte do mesmo pacote. Algumas semanas depois ela me vem com a bomba: ”Falei com minha psicóloga, você pode ter superdotação e altas habilidades”. O primeiro pensamento foi ”Como sou superdotado se faço coisas tão estúpidas?”. Foi ai que pesquisei no youtube e o primeiro vídeo sobre o tema que assisti foi da Dra. Olzeni Ribeiro. O vídeo era mais específico para como foi a infância de adultos superdotados. TUDO que ela falava era exatamente as experiências que tive na minha infância, como ser o mais inteligente da sala, questões existenciais e depressão e ansiedade durante a vida. Pesquisei mais sobre o assunto da neurodivergência, percebi que tinha superdotação e adotei esse termo na minha vida. Mas ainda faltava algo…
Foi após o curso acabar onde comecei a trabalhar e um colega no 1º dia percebeu que eu era neurodivergente, disse que eu era autista, onde respondi: ”Não sou autista, tenho superdotação, compartilho algumas coisas que o autista também tem”. Ao longo do dias no trabalho este colega me contou que ele tinha TDAH e mãe dele cuidava de crianças autistas, e tudo que eu fazia, falava ou demonstrava indicava autismo. Apesar da negação, resolvi pesquisar sobre o autismo. Voltei aos anéis da neurodivergência e percebi que deixei passar as características do autismo por simples negação. Reconhecimento de padrões, preferência por comunicação direta, diferenças na comunicação, tendência a hiperfoco em pequenos interesses pela vida toda, dificuldade motora. Tudo eu marcava. Apenas algumas coisas que descartei porque conflitavam com a superdotação: Necessidade de rotina completamente estabelecida e dificuldade com pensamento abstrato. É aí onde entra a Dupla Excepcionalidade.
Na dupla excepcionalidade essas características não entram em conflito, elas se complementam. Tenho uma ótima desenvoltura em pensamentos abstratos, o que me traz uma grande criatividade, porém tenho ótima habilidade no pensamento concreto também. Gosto de quebras de rotina e de coisas novas, porém sempre tento prever o que vai acontecer na minha rotina pra me preparar o máximo possível, pois odeio surpresas e estar despreparado. Rotinas repetitivas me entediam e me deprimem. Gosto de ser surpreendido com um novo desafio que vai me tirar da rotina e isso não me desregula sob estresse. Quando pesquisei sobre o assunto, me deparei com os vídeos do excelente Psicólogo Jean Alessandro.
O Jean tem vídeos excelentes sobre superdotação, autismo, tdah e dupla excepcionalidade e explica muito bem sobre como funciona a mente do dupla excepcionalidade. Mesmo vendo todas as semelhanças, tentei procurar neuropsicólogos pra buscar um diagnóstico. Foi aí que vi a realidade do Brasil: O diagnóstico pra autismo segue uma medicina rústica, cheio de sessões e passos desnecessários, com intervenção dos pais/amigos e (em casos de crianças) da escola. É um conglomerado de 3 profissionais pra te dizer o que você sabe já sabe sobre você a vida inteira. Entendendo que isso talvez seja necessário pra pessoas com pouca articulação ou pra crianças, onde podemos minimizar os prejuízos. Porém, para o caso de adultos com autismo só precisava ser necessário ver os prejuízos causados, ver o comportamento e como foi a adaptação com as normas da sociedade neurotípica. Tudo isso põe um valor agregado entre 2.500 e 3.000 reais nos mais baratos que achei. Ainda oferecendo um acompanhamento pós-diagnóstico como se autismo tivesse cura. O diagnóstico só te coloca oficialmente na categoria de “deficiente” no Brasil, podendo ocupar vagas de PCD e ter prioridade em filas de mercado. Por este motivo decidi manter o meu auto-diagnóstico que adquiri através das minhas próprias pesquisas e do conhecimento de mim mesmo. Uma fala do Jean me fez pensar sobre isso: O superdotado conhece muito sobre si mesmo, ele já pratica tudo aquilo que a psicologia tradicional indica. Quando ele marca uma sessão com um psicólogo, ele só quer consultar se aquilo que ele descobriu tem fundamento, e geralmente é uma ou duas sessões. Ele traz pro psicólogo aquilo que ele já descobriu.