u/Inner-Coffee-1647

▲ 1 r/family

Sometimes I wanna runaway

Hi, I’m not really the type of person who posts things like this, but today I feel like if I don’t let this out somehow, I’m going to explode.

I’m 23 years old and I live with my parents (F40/M43), my grandmother (65), and my younger brother (14). Last year, in August, on my exact birthday, my brother started feeling intense pain and had to be hospitalized. A few days later, we got the diagnosis: cancer (high-risk B-ALL). Since then, our lives have been completely turned upside down.

I quit my job and stayed home with my mom (who also quit everything) to take care of him. My dad has missed many days of work over the past few months, and all of us are just trying our absolute best. But it’s simply exhausting.

Living with the fear of losing someone you love, feeling the pressure of knowing that the life of someone you care about so deeply depends on you… and realizing that everything can matter. Food can matter, the floor he walks on can matter, whether or not he drinks soda can matter, stress can matter. Especially hygiene and care.

One of the things people least understand about living with cancer is how much it destroys your immune system. How a simple flu can become pneumonia. How an insect bite can turn into skin necrosis. How every meal has to be freshly prepared because storing food can allow bacteria to grow. Life really is fragile.

And during treatment, you end up connecting with other families who also have children going through similar things. Week after week, you sit beside the same child in the chemotherapy room… until one week they just don’t show up anymore. Then the news comes that they didn’t make it.

In these past months, that has already happened more times than I can count on one hand. Every single time, it feels like another piece of me dies too.

And on top of all of that, I feel like I’m slowly losing the essence of who I am. I feel lost inside my own head. Nothing I do during the day is for me anymore. My mom and I live entirely for this family now.

I carry so much weight. And during the very few times I leave the house to spend time with friends, I try to take at least one hour for myself — even if it’s just to cry — but at the same time, I feel guilty because I know I’m putting even more pressure on my mom.

My brother suffers a lot from the chemotherapy side effects, as well as anxiety and panic attacks. So even when he’s not throwing up or in physical pain, sometimes he’s struggling to breathe and terrified of being alone.

I simply can’t talk about these things with anyone, because it feels like nobody knows what to say once the word “cancer” is involved.

I feel alone. I already struggled with depression during my teenage years, and there are days when I feel a thousand times worse than I did back then. But even back then, when I couldn’t get out of bed because I had no energy, now I have to get up. I have to do my best for my brother — and I do.

You have no idea: every time he smiles, part of me is terrified that it might be the last time I ever see that smile. And when I lie down in bed at night, I honestly feel like I can’t take it anymore.

To add some context:

- We are brazilian

- My grandmother has some health issues so we can’t really rely on her help for certain things.

- My dad works for a farm seven days a week and is almost never home except late at night.

- My mom worked and studied Dentistry for four years, and it was incredibly hard on her. So at the beginning of last year, we all agreed to help support her financially so she could quit her job during her final year and focus entirely on finishing school.

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u/Inner-Coffee-1647 — 12 days ago

Estou cansada de fingir que sou forte o tempo todo

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Oi, eu não sou muito de postar nada, mas hoje sinto que, se não colocar isso pra fora de alguma forma, vou acabar explodindo.

Tenho 23 anos e moro com meus pais (F40/M43), minha vó (65) e meu irmão mais novo (14). Ano passado, em agosto, no exato dia do meu aniversário, meu irmão começou a sentir muitas dores e foi internado. Alguns dias depois veio o diagnóstico: câncer (LLA-B de alto risco). Desde então, nossa vida virou de cabeça pra baixo.

Eu saí do emprego e fiquei em casa com a minha mãe que também largou tudo para cuidar dele. Meu pai faltou muitos dias no trabalho nos últimos meses, e todos nós estamos tentando ao máximo fazer o nosso melhor. Mas é simplesmente muito cansativo.

Viver com o medo de perder alguém que você ama, com a pressão de sentir que a vida de alguém tão importante depende de você… e perceber que tudo pode influenciar. A comida pode influenciar, o piso onde ele anda pode influenciar, tomar ou não refrigerante pode influenciar, o estresse pode influenciar. Principalmente a higiene e os cuidados.

Uma das coisas que as pessoas menos consideram sobre a vida de alguém com câncer é o quanto isso afeta a imunidade. Como qualquer gripe pode virar pneumonia. Como uma picada de inseto pode necrosar a pele. Como toda comida precisa ser preparada na hora, porque armazenar pode proliferar bactérias. A vida é realmente frágil.

E, fazendo tratamento, a gente acaba se conectando com outras famílias que também têm crianças passando por coisas parecidas. Semana após semana, você senta ao lado daquela criança na sala da quimioterapia… até que, em uma semana, ela simplesmente não aparece mais. E então chega a notícia de que ela não resistiu.

Nesses meses, isso já aconteceu mais vezes do que consigo contar nos dedos de uma mão. Toda vez sinto como se mais uma parte de mim morresse também.

E, além disso tudo, sinto que estou perdendo cada vez mais a essência de quem eu sou. Fico perdida dentro da minha própria cabeça. Nada do que faço no meu dia é por mim ou para mim. Minha mãe e eu vivemos em função dessa família.

Eu sinto muito peso. E todas as poucas vezes em que saio de casa para fazer alguma coisa com amigos, tento tirar pelo menos uma hora para mim — nem que seja só para chorar —, mas ao mesmo tempo sinto que estou colocando ainda mais peso sobre a minha mãe.

Meu irmão sofre muito com os efeitos colaterais da quimioterapia, além da ansiedade e das crises de pânico. Então, mesmo quando ele não está vomitando ou sentindo dores, às vezes está com falta de ar e com medo de ficar sozinho.

Eu simplesmente não consigo falar sobre essas coisas com ninguém, porque parece que ninguém sabe o que dizer quando escuta uma história que tem a palavra “câncer” no meio.

Eu me sinto sozinha. Já lutei contra a depressão na minha adolescência, e tem dias em que me sinto mil vezes pior do que naquela época. E mesmo naquela época, quando eu não conseguia sair da cama sem energia, hoje eu preciso levantar. Preciso fazer o meu melhor pelo meu irmão — e eu faço.

Você não tem noção: toda vez que ele sorri, uma parte de mim sente medo de que seja a última vez vendo aquele sorriso. E, quando deito na cama à noite, eu simplesmente sinto que não aguento mais.

Pra adicionar um pouco de contexto:

- Minha vó é passa por problemas de saúde então não dá pra contar com a ajuda dela no dia a dia

- Meu pai trabalha para uma fazenda de domingo a domingo e praticamente nunca está em casa, exceto no fim da noite.

- Minha mãe trabalhou e estudou (Odontologia) por 4 anos, e foi muito pesado. Então, no início do ano passado, combinamos que todos nós ajudaríamos financeiramente para que, no último ano da faculdade, ela pudesse sair do trabalho e focar apenas nos estudos.

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u/Inner-Coffee-1647 — 12 days ago

Estou cansada de fingir que sou forte o tempo todo

Oi, eu não sou muito de postar nada, mas hoje sinto que, se não colocar isso pra fora de alguma forma, vou acabar explodindo.

Tenho 23 anos e moro com meus pais (F40/M43), minha vó (65) e meu irmão mais novo (14). Ano passado, em agosto, no exato dia do meu aniversário, meu irmão começou a sentir muitas dores e foi internado. Alguns dias depois veio o diagnóstico: câncer (LLA-B de alto risco). Desde então, nossa vida virou de cabeça pra baixo.

Eu saí do emprego e fiquei em casa com a minha mãe que também largou tudo pra cuidarmos dele. Meu pai faltou muitos dias no trabalho nos últimos meses, e todos nós estamos tentando ao máximo fazer o nosso melhor. Mas é simplesmente muito cansativo. O tratamento é gratuito pelo SUS, mas é em outra cidade então temos que pegar a estrada sempre.

Viver com o medo de perder alguém que você ama, com a pressão de sentir que a vida de alguém tão importante depende de você… e perceber que tudo pode influenciar. A comida pode influenciar, o piso onde ele anda pode influenciar, tomar ou não refrigerante pode influenciar, o estresse pode influenciar. Principalmente a higiene e os cuidados.

Uma das coisas que as pessoas menos consideram sobre a vida de alguém com câncer é o quanto isso afeta a imunidade. Como qualquer gripe pode virar pneumonia. Como uma picada de inseto pode necrosar a pele. Como toda comida precisa ser preparada na hora, porque armazenar pode proliferar bactérias. A vida é realmente frágil.

E, fazendo tratamento, a gente acaba se conectando com outras famílias que também têm crianças passando por coisas parecidas. Semana após semana, você senta ao lado daquela criança na sala da quimioterapia… até que, em uma semana, ela simplesmente não aparece mais. E então chega a notícia de que ela não resistiu.

Nesses meses, isso já aconteceu mais vezes do que consigo contar nos dedos de uma mão. Toda vez sinto como se mais uma parte de mim morresse também.

E, além disso tudo, sinto que estou perdendo cada vez mais a essência de quem eu sou. Fico perdida dentro da minha própria cabeça. Nada do que faço no meu dia é por mim ou para mim. Minha mãe e eu vivemos em função dessa família. Não temos dinheiro pra nada, se não fosse as cestas básicas do hospital com certeza estaríamos sofrendo muito mais.

Eu sinto muito peso. E todas as poucas vezes em que saio de casa para fazer alguma coisa com amigos, tento tirar pelo menos uma hora para mim — nem que seja só para chorar —, mas ao mesmo tempo sinto que estou colocando ainda mais peso sobre a minha mãe.

Meu irmão sofre muito com os efeitos colaterais da quimioterapia, além da ansiedade e das crises de pânico. Então, mesmo quando ele não está vomitando ou sentindo dores, às vezes está com falta de ar e com medo de ficar sozinho.

Eu simplesmente não consigo falar sobre essas coisas com ninguém, porque parece que ninguém sabe o que dizer quando escuta uma história que tem a palavra “câncer” no meio.

Eu me sinto sozinha. Já lutei contra a depressão na minha adolescência, e tem dias em que me sinto mil vezes pior do que naquela época. E mesmo naquela época, quando eu não conseguia sair da cama sem energia, hoje eu preciso levantar. Preciso fazer o meu melhor pelo meu irmão — e eu faço.

Você não tem noção: toda vez que ele sorri, uma parte de mim sente medo de que seja a última vez vendo aquele sorriso. E, quando deito na cama à noite, eu simplesmente sinto que não aguento mais.

Pra adicionar um pouco de contexto:

- Minha vó passa por seus próprios problemas de saúde, então não dá pra contar muito com a ajuda dela no dia a dia.

- Meu pai trabalha para uma fazenda de domingo a domingo e praticamente nunca está em casa, exceto no fim da noite.

- Agora em 2026 minha mãe vem tentado trabalhar alguns dias por semana pra conseguir mais dinheiro, mas isso deixa a rotina ainda mais sobrecarregada pra gente.

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u/Inner-Coffee-1647 — 12 days ago