É triste ver o tanto de gente do meu instituto que se faz de sonso para as pautas da greve
Não esperava que, na USP, veria tanta gente assim. Achei que ia fugir desse pessoal depois do ensino médio, por causa do v&stibul@r, porém não.
O que mais vejo é cara que se faz de sonso sobre os temas da greve e repete frase pronta.
A pessoa sabe que ninguém está querendo que ela não estude, ela sabe que, sem greve, as cotas raciais nunca teriam sido aprovadas, mas ainda assim repete: “Sou a favor das pautas, porém sou contra a greve”; “Eu só quero estudar e estão me impedindo”; “Estão tirando meu direito de estudar, e o do professor de dar aula”.
Uma tristeza. Acho que isso justifica a USP sempre ser uma das últimas universidades a aderir às políticas sociais, como as cotas raciais.
Esse individualismo é um absurdo. Passa a impressão de que a pessoa sabe de tudo o que está acontecendo, que ela pensa que tudo bem existir a possibilidade de a universidade ser sucateada no futuro, já que o importante é que ela vai conseguir se formar antes disso, que não é ela que mora no Crusp ou que depende de 800 reais para viver.
Não consigo engolir a informação de que tem gente na moradia estudantil caindo aos pedaços enquanto está tendo uma reforma enorme de um prédio para receber a Google. Não consigo engolir que tem acervo histórico da Pedagogia sendo destruído por negligência. Principalmente, não consigo engolir que tem aluno que vê tudo isso acontecendo e tem a coragem de dizer que a greve não é legítima, que tem coragem de virar a cara, que se recusa a atrasar que sejam dois meses da graduação.
Eu estou cansado de bater boca com gente assim, então estou postando mais como um desabafo do que como debate. Então, nem vou responder gente que vier brigar aqui.
No fundo, tenho esperança de que tenha gente aqui que pense como eu.