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Farioli: "Se não vierem com a mesma fome, é melhor procurarem uma alternativa"

>Treinador revelou a mensagem que passou aos jogadores antes das férias. Excertos de um Media Day que levou jornalistas de toda a Europa ao Dragão. O JOGO acompanhou a iniciativa na qual o técnico do FC Porto não deixou nada por responder. Defender o título e voltar à Champions aumenta a exigência para todos e obriga a ajustes.

>Francesco Farioli dedicou quase um dia inteiro à Imprensa. Um Media Day que levou ao Estádio do Dragão e ao Museu do clube dezenas de órgãos de comunicação social de toda a Europa e no qual O JOGO também participou. Com muita paciência, o treinador do FC Porto não deixou nada por responder.

>"Até há duas ou três semanas, vivia com um grande ponto de interrogação sobre a minha cabeça, vindo de fora. E agora há um ponto de exclamação que precisa de ser confirmado e provado. A expectativa sobe e temos de ser mais exigentes", afirmou o treinador italiano, com "a prioridade no próximo passo, a Supertaça", mas focado nas cinco provas, sendo que uma delas, a Liga dos Campeões, "todos dizem que é um desporto diferente". "Tenho de entrar novamente num modo de aprendizagem total para estar preparado". E daqui surgiu outra pergunta: será Farioli capaz de rodar a equipa entre campeonato e Champions, como fez com a Liga Europa? "No papel, poderia ser uma solução, mas temos três meses de mercado que nos ajudarão a entender melhor quem somos e o que podemos fazer", respondeu o italiano, reiterando que essa rotação não significou priorizar uma competição em lugar de outra, mas "sim uma estratégia fria para tentar ganhar os três títulos", na qual é pedido aos jogadores que "abdiquem de 5% do ego a favor da equipa".

>Certo, não obstante, é que será necessária "uma melhoria em termos estruturais". "Alguns jogadores que adoraríamos manter talvez fiquem sob ataque de diferentes clubes. Será importante tentar convencê-los a ficar e o que aconteceu no último dia ajuda-nos a isso, porque não é comum ver certas coisas e acho que toda a gente adoraria repetir este sentimento uma e outra vez", explicou o treinador, para quem já seria "um passo significativo redefinir algumas posições". "Vamos construir em cima de algo, com uma pré-época completa para desenvolver as coisas. Acredito que a Champions nos vai exigir algumas adaptações", sintetizou.

>Na mesma linha de ambição, a última mensagem de Farioli para os jogadores, num jantar realizado na segunda-feira à noite, não poderia ter sido mais clara. "Temos de ter a exigência interna de fazer melhor. Vi algumas entrevistas com muita emoção lá dentro. Às vezes a boca fala um bocado demais e, no FC Porto, não é aceitável. Disse-lhes para aproveitarem as férias e que, no dia 1 de julho, sabem o que lhes espera e o que vamos esperar deles. Disse-lhes que, se não vierem com a mesma fome, é melhor procurarem uma alternativa. As exigências vão ser maiores para os jogadores e para mim também. Ou estamos todos na mesma página ou teremos um problema", sublinhou o treinador dos campeões nacionais.

Fonte: https://www.ojogo.pt/futebol/artigo/farioli-se-nao-vierem-com-a-mesma-fome-e-melhor-procurarem-uma-alternativa/18086238

O nossos meninos foram avisados... quando voltarem, tem de vir com ainda mais vontade de comer relva!

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u/JuveTech — 3 days ago
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Entrevista Gabri Veiga ao Jornal OJogo

EDIT: Maltinha, a ideia deste post é compilar toda a entrevista do Gabri num só post, e poderá existir a necessidade de ir editando o post conforme eles vão libertando mais partes da noticia.

>Gabri Veiga e as declarações de Varandas: "Não vou mentir, transformou-se numa grande gasolina"

>ENTREVISTA, PARTE I - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Com seis golos, 12 assistências e grandes exibições, Gabri Veiga foi um dos protagonistas do título nacional que o FC Porto venceu e que amanhã terá a consagração com a entrega do troféu e a festa na cidade. Antes, o espanhol recebeu O JOGO para falar de todos os momentos marcantes de uma época que não esquecerá.

>As declarações do presidente do Sporting ao longo da época também vos serviram de motivação?
-Sim. Não vou mentir, foi algo que se transformou numa grande gasolina. Além do que tínhamos de fazer por nós, o que se disse de fora... todos sabem o que foi dito, e foi o provar a todos que havia aqui algo tão forte que podia falar quem quisesse, que nós íamos estar focados em nós até ao título.

>Foi por isso que, na festa do título, se dirigiu a ele?
-Sim, como disse, gosto da rivalidade, tendo respeito, porque não faltei ao respeito a absolutamente ninguém. Foi algo que ficou ali, foi um bom momento, engraçado e nada mais. Não há que falar muito mais dessa parte, porque já está. O momento é de celebrar.

>O melão que foi atirado, tinha ou não, a cara de Frederico Varandas?
-Não, não me recordo, o melão acho que era normal.

>O Sporting foi o principal rival ao longo da época?
-Foi uma luta a três, porque o Benfica, afinal, não perdeu em todo o campeonato e há que dar esse mérito. Tem um grande treinador, sabíamos que, quando o Mourinho foi para lá, ia ser "lixado", por tudo o que ele representa. E o Sporting sabemos de onde vinha, de duas grandes épocas. Esta época fez uma boa época na Champions. Respeitamos todos, mas sabíamos o que tínhamos de fazer, acho que somos claramente merecedores do título, mas também temos de valorizar os rivais, porque não foi nada fácil. E isso diz muito bem também do futebol português, que está no auge e estamos contentes por ter a oportunidade de representar Portugal na Liga dos Campeões.

>Gabri Veiga: "O FC Porto está de volta e isso pode chatear determinadas pessoas"

>ENTREVISTA, PARTE II - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Com seis golos, 12 assistências e grandes exibições, Gabri Veiga foi um dos protagonistas do título nacional que o FC Porto venceu e que amanhã terá a consagração com a entrega do troféu e a festa na cidade. Antes, o espanhol recebeu O JOGO para falar de todos os momentos marcantes de uma época que não esquecerá.

>O FC Porto esteve em primeiro desde o início, mas mesmo assim foi criticado porque o futebol não era bonito, porque não marcava muitos golos ou porque era líder sem justiça. Consegue compreender esse tipo de crítica?
-Consigo, porque quando levas anos em que o FC Porto não está no patamar que merece - e agora está num nível elevado, o FC Porto está de volta, por assim dizer - em algum ponto isso pode chegar a chatear determinadas pessoas. Chateia um pouco que o FC Porto esteja a este nível, que tenha voltado com mérito, porque não é fácil passar de uma má época, com as trocas do verão, com novas incorporações que podem sair bem, mas nunca tens a certeza total. Tudo correu muito bem, com mérito da parte diretiva, do treinador e da nossa parte, e isso é um pouco inveja, por assim dizer, de que está tudo a correr bem.

>Qual foi o jogo, a vitória ou o momento que considera decisivo na época?
-Para mim são vários momentos. O falecimento do Jorge, que foi um momento mais de união da equipa, sobretudo no início; depois a derrota com o Casa Pia... Numa equipa sem tanta personalidade, sem esse trabalho por trás, confiança e união, nunca saberias onde poderia ir depois dessa derrota. E com todo o mundo a dizer que o Sporting ia recuperar o primeiro lugar, etc., etc.; depois, acho que também foi muito importante a vitória contra o Braga, que foi um dos rivais que mais me surpreendeu, dos que mais gostei - uma palavra para eles que fizeram um jogo, pelo menos contra nós, admirável -; finalmente, a vitória com o Estoril. O Sporting tinha um jogo a menos e, se perdêssemos, era um momento em que nos podiam ultrapassar. O Estoril era também uma equipa muito forte, algo que me surpreendeu nas equipas portuguesas, o nível realmente está muito alto. Foram essas vitórias, esses acontecimentos e, sobretudo, o não cair.

>A derrota com o Aves SAD mancha a vossa caminhada?
-Não, não acredito. Inclusive esta quarta-feira tivemos outro exemplo ao mais alto nível, o Barcelona, que há dois dias estava a celebrar, perdeu com um Alavés que lutava pela permanência. O Aves não jogava para nada e nós tínhamos essa vontade de igualar o recorde de pontos, além de objetivos pessoais, mas são coisas que podem acontecer. É uma aprendizagem para saber que, quando não estamos a 100 por cento, se baixarmos um bocadinho, todas as equipas são competentes o suficiente para nos fazer passar uma má tarde. É algo que temos de aprender e não baixar o nível no ano que vem.

>Gabri Veiga: "Pepê deveria rebentar com a baliza"

>ENTREVISTA, PARTE III - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Se quase todos os portistas apontam Froholdt como a maior surpresa da época, Gabri Veiga ficou rendido a outro companheiro de equipa, que até já está há muitos anos no Dragão, Pepê, a quem pede "mais números". Elogios ainda para o experiente Thiago Silva e o irreverente Pietuszeswki.

>Que companheiro é que o surpreendeu?
-O Pepê. É muito chato, mas digo-lhe sempre: com a qualidade que tu tens, se tens mais números... É algo que sou muito crítico com ele, porque com a qualidade que tem, deveria rebentar com a baliza. Para mim, é um jogador de outro patamar, sei que as pessoas às vezes são críticas com ele, mas estou aqui todos os dias e sei a qualidade que tem e quando ele está no seu momento, é de um patamar muito elevado.

>Como foi ter um jogador de 41 anos como o Thiago Silva no balneário?
-É um prazer, porque foi um tipo com quem cresci, um tipo incrível. Começando pela sua humildade, pela sua liderança, só pelo andar dele já sabes o líder que é, o respeito que todos têm por ele. É mais um ser humano incrível, poderia ter chegado aqui e dizer quem é este ou quem é aquele? Desde o primeiro momento que foi o contrário, sempre a ajudar, preocupando-se com todos, a rir. Foi uma grande contratação do presidente, esperemos que fique mais tempo connosco. Está a ser um autêntico prazer compartilhar com ele, com um tipo que cresci, um dos melhores centrais que vi.

>Quando ele começou a jogar, o Oskar Pietuszewski ainda nem tinha nascido...
-Se calhar nem eu.

>Faltava alguém como o Oskar Pietuszewski no balneário, um irreverente?
-Também me surpreendeu muito, porque vinha do Jagiellonia, ninguém conhecia. Era uma aposta do presidente, do scouting, não sei, não quero dar méritos errados, mas imagino que será deles. Às vezes brinco com ele, que vai toda hora no um para um, não se cansa, é insistente, isso para os rivais é muito difícil, sobretudo neste campeonato que se calhar é mais tático, não tanto de duelo e tal. Veio aqui e rebentou um pouco essa estabilidade que tínhamos, ele desequilibra num abrir e fechar de olhos, é algo que nos dá muito, tem que continuar a crescer. Claro, com 17 anos é incrível o que já fez, a adaptação que teve, porque no início sei que não foi fácil para ele, ficou fora da Liga Europa, mas desejo-lhe o melhor, que continue como é, dentro e fora do campo.

>Com 17 anos teve a maturidade para fazer aquele golo na Luz...
-Sim, isso foi algo incrível, a calma que ele teve. Eu, com 17 anos, não era assim, então só tenho palavras de bem para ele, que continue assim.

>Gabri Veiga: "Tínhamos o slogan no balneário, muita gente não o viu, de ganhar por Jorge Costa"

>ENTREVISTA, PARTE IV - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Gabri arrepiou-se ao recordar um dos momentos que partilhou com Jorge Costa, a quem o grupo se agarrou para conquistar o título.

>De que forma ficou marcado pelo desaparecimento de Jorge Costa?
-Acho que não era necessário viver muito tempo com ele para perceber a magnitude que tinha cá dentro. Tive a sorte de visitar o museu com ele; aliás, a minha chegada aqui foi sempre com ele. À parte da lenda do futebol, do que fez em campo pelo FC Porto e pela Seleção Nacional e de tudo o que representava como jogador, era o respeito que aqui dentro se via por ele. Foi algo que me deixou assombrado, porque esse respeito tinha de ter sido ganho de alguma forma. Não tive o prazer de estar com ele como outras pessoas do clube, mas, desde o primeiro momento, foi alguém que estava pronto para ajudar, com um sorriso, sempre a tranquilizar. Foi algo duro ver o presidente e as pessoas que estavam aqui com esses sentimentos ... Foi duro de gerir. Não tanto pelo tempo que passei com ele, mas pelo que ele representava cá dentro. Deixou um vazio enorme, mas, afortunadamente, este título também vai para ele.

>Recorda algum episódio ou palavras em particular com ele?
-Até fico um pouco arrepiado... As últimas que recordo foram num jogo da pré-época. Levei um cartão vermelho [com o Twente] e cumpri contra o Famalicão num particular. Eu já conhecia a Liga portuguesa, mas começámos a falar das equipas que eram difíceis de bater e ele dizia que o Famalicão era sempre uma equipa difícil. Falámos também do Gil Vicente, de todas essas equipas que jogam bem futebol e que não são tão conhecidas. Fizemos um resumo de toda a Liga e foi algo que também me serviu para depois perceber que, além dos grandes, também havia equipas fortes. Tenho esse pequeno episódio com ele, que mostra como ele vivia o futebol português e o FC Porto.

>Serviu também de grande motivação ao longo da época, jogaram também por ele?
-Sim. A escassos dias de começar uma época tão esperançosa, que parecia que ia correr tudo de uma maneira diferente do ano anterior, foi como... um empurrão para baixo no início. Ficámos todos em choque, com uma tristeza incrível, foram dias... o funeral... muito difíceis. Mas é vida, e a melhor forma que tínhamos de o representar no campo era ir, pelo Jorge, até ao título. Tínhamos o slogan no balneário, muita gente não o viu, mas era o nosso slogan sempre que saíamos antes de jogar, de ganhar por ele. Foi algo que marcou a época e, felizmente, pudemos ganhar esse título.

>Esse terá sido um dos segredos deste título, que outros é que consegue identificar?
-A união, sem dúvida. Por exemplo, depois do Casa Pia, por ser a primeira derrota, e depois tínhamos o Sporting aqui em casa, que poderia ser uma espécie de tropeção que te empurra para baixo. Mas nós convertemos isso numa pequena pedra no caminho. Serviu de aprendizagem para não perder muitos pontos mais. Foi isso: regularidade, união, trabalhar um pelo outro e a confiança que nos deram desde o princípio de que tínhamos nível para ser campeões. E acreditar até ao fim.

>A palestra de Farioli no início também terá sido impactante. Tanto ele como o clube vinham de épocas duras e partilhavam uma dor...
-Há que aprender sempre. Na verdade, acho que nunca perdes: quando não podes ganhar, aprendes. Para ele foi uma época difícil, por essa vantagem que tinha no Ajax, que não estava no seu melhor momento. O FC Porto, com essas similaridades de que também não estava no seu melhor momento, vinha de uma época dececionante. Foi como um ponto de encontro que tivemos com ele. Os dois tivemos isto no passado, mas os dois queremos muito trabalhar no presente para poder celebrar no futuro. E assim foi.

>Falou-se muito ao longo da época do fantasma do Ajax. Sentiram isso no balneário? Falavam sobre isso?
-Sim, mas mais em forma de brincadeira. Os fantasmas vimos na porta do estádio... É acreditar no trabalho que fazemos, no nível que temos, no bons que somos. Quando estamos no nosso melhor momento, somos uma equipa difícil, muito difícil de defrontar. Os rivais podem dizer melhor do que eu. Nesses maus momentos, temos de nos abraçar, juntar-nos, confiar uns nos outros e continuar a trabalhar.

>Gabri Veiga: "A vontade é continuar no FC Porto, sem dúvida"

>ENTREVISTA, PARTE V - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Com o escudo de campeão ao peito, o FC Porto iniciará 2026/27 com as mesmas ambições, mas sabendo que as dificuldades vão aumentar. Gabri pretende ficar para ajudar a equipa a renovar as conquistas.

>O FC Porto vai ser o alvo a abater na próxima época, por ser campeão?
-Para ser sincero, quando começas uma época e se não há muitas mudanças, o alvo a abater é sempre o campeão. Este ano era o Sporting, porque vinha de dois campeonatos seguidos, era obviamente o alvo a abater. Quando fomos a Alvalade foi como um primeiro teste para saber onde estávamos realmente. Esse também foi um ponto importante para saber que estávamos aí, não tão longe dos rivais como no ano passado, e também nos deu muita moral.

>Vai ser, portanto, uma época mais difícil?
-Bom, há sempre grandes contratações e há grandes vendas também. O nível surpreendeu-me muito este ano porque nenhum jogo foi fácil, fosse contra quem fosse. Inclusive, o Aves agora está a mostrar um nível muito bom. A competição aqui é muito alta. Qualquer equipa dá tudo. Qualquer equipa tem bons jogadores que podem jogar a bola, que podem defender, que são físicos. Estamos sempre preparados para o que temos na frente, mas também há que olhar muito para nós, porque nós sabemos que, quando estamos ao nosso nível, somos uma equipa muito difícil.

>O Gabri vai continuar no FC Porto?
-Sim, tenho contrato. Na verdade, nunca se sabe com o mercado, ninguém pode dizer onde vai estar na próxima época, ninguém tem a certeza. Mas estou muito contente cá, como disse, encontrei um FC Porto que superou as minhas expectativas.

>A vontade é continuar?
-Sim, sim, sem dúvida.

>O nível de rivalidade do FC Porto com o Benfica e o Sporting surpreendeu-o?
-Não, porque já sabia. Nas camadas jovens, quando eu jogava pelo Celta contra o FC Porto, já se via uma competitividade nos miúdos que não era algo que, em Espanha, estivéssemos habituados. Eram fortes nos duelos, um pouco até a jogar no limite das regras. Mas já sabia que havia aqui um sentimento de Lisboa-Porto muito grande, e que a rivalidade, sobretudo o FC Porto-Benfica, era muito importante. Já demonstrei que gosto desse tipo de momentos, porque faz parte do bonito do futebol, dentro do respeito, que às vezes é ultrapassado. Acho que é algo positivo, se se sabe levar de uma forma correta e, sobretudo, quando o que passa no campo fica no campo.

>Afinal, é o que apaixona os adeptos...
-Sim, mobiliza muita gente, muitos adeptos. A presença que tivemos no Dragão foi incrível e estamos muito gratos por isso.

>Gabri Veiga: "Sinto-me um jogador à Porto, fui entendendo essa mística"

>ENTREVISTA, PARTE VI - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Gabri chegou ao FC Porto na janela especial de mercado proporcionada pelo Mundial de Clubes e, um ano depois, sagrou-se campeão nacional num clube e numa cidade que lhe dizem muito.

>Há pouco menos de um ano, assinou pelo FC Porto. Que balanço faz a nível pessoal?
-Foi uma boa época, com boa nota, sobretudo com o objetivo cumprido e, de uma maneira muito especial, pelas circunstâncias que tivemos. Pelas mudanças que tivemos ao nível diretivo, equipa técnica e jogadores, queríamos mudar o que tinha corrido mal na época anterior e fazer do FC Porto campeão. Devolver o FC Porto ao sítio onde tem que estar. Estamos muito felizes por ter conseguido.

>E a nível individual?
-Bom, sempre com momentos melhores, outros piores, mas acho que, sobretudo, acabei muito bem, num muito bom momento. Tivemos bons momentos na temporada, mas pode-se sempre fazer melhor. Mas acho que, tanto em estatísticas como a nível de jogo, melhorei muito. Digo sempre que o importante de cada época é acabar melhor do que começaste. Não tenho dúvidas de que sou melhor jogador agora do que quando voltei do Mundial de Clubes, por exemplo. Por isso, estou contente. O objetivo para o ano que vem é fazer melhor.

>Villas-Boas disse que, quando o Gabri assinou pelo FC Porto, abdicou de 90% do salário. Por que razão o fez?
-As percentagens deixo-as nas mãos dos meus agentes, dos meus gestores, mas, obviamente, foi um fator que tive que reduzir pelo status que tinha lá. Como disse anteriormente, o FC Porto foi um clube que superou todas as minhas expectativas, porque é muito parecido com o que tinha vivido no Celta de Vigo, o ambiente, as pessoas muito próximas, uma cidade que sente muito o futebol, as pessoas que vivem para o futebol, uma cidade trabalhadora... É algo que me representa muito, que me identifica. Estou muito cómodo aqui, assim como a minha família. Sou feliz aqui.

>Foi quase um ano a conversar; sentir-se desejado também foi importante?
-Sim, digo sempre que o presidente foi a peça mais importante de todo o processo, porque, desde que começamos a falar, estava o Vítor Bruno, depois chegou o Anselmi, depois veio o Farioli... Digamos que os treinadores foram mudando, mas o desejo dele era ter-me aqui, de valorizar-me muito, já vinha desde novembro de 2024. Isso foi um fator determinante, a sua vontade de ter-me aqui. Que um grande homem do futebol se interessasse tanto por ti é algo a ter em conta. Foi uma das razões pelas quais estou aqui.

>Sente-se um jogador à Porto?
-Sim, se calhar fui melhorando com o tempo, entendendo um pouco o sentimento, essa mística do FC Porto. Acho que sou um tipo inteligente, que sabe perceber bem as dinâmicas e tudo. Obviamente não um jogador à FC Porto de nascimento, mas com esse sentimento.

>Um pouco relacionado com a identidade da Galiza e do Porto...
-Para mim é quase como não passar a fronteira, e passo muitas vezes, porque vou muitas vezes lá, mas não tem qualquer tipo de diferença. Se calhar só o idioma, mas quem fala galego ou português para mim é quase igual. Foi algo que também me motivou muito na decisão de vir para cá, porque sabia que a adaptação ia ser quase imediata e assim foi.

>Gabri Veiga: "Ficar no top-8 da Liga dos Campeões seria incrível"

>ENTREVISTA, PARTE VII - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Gabri Veiga já tem uma Champions no currículo, a asiática, ganha ao serviço do Al Ahli, mas só agora é que se vai estrear na Liga dos Campeões. As ambições são grandes.

>Na Liga Europa, o FC Porto caiu nos quartos de final com o Nottingham Forest, numa eliminatória cheia de episódios. Sentiam que podiam ter ido até a final?
-Realmente, fiquei muito chateado. No primeiro jogo lá, na fase inicial, senti que eles estavam num patamar muito bom. Tinham trocado de treinador e senti que era muito difícil batê-los. Mas nesta eliminatória senti que éramos muito mais equipa. Se vamos do Dragão com um 2-0 ou 3-0 seria normal, mas o futebol é bastardo. Quando não matas, ficas tu morto. Correu tudo mal nessa eliminatória. Inclusive lá, com 11 contra 11, tinha a noção de que estávamos ali e íamos passar por cima deles. Fiquei chateado porque tínhamos muita ilusão de seguir em frente, estávamos num lado bastante difícil, primeiro com um Estugarda muito forte, depois o Nottingham. Nunca se saberia se chegaríamos à final, mas acho que merecíamos, pelo menos em 11 contra 11, e inclusive depois com 10 contra 11, ter passado. No global, fomos superiores a eles e fica um pouco a mágoa.

>Já se imagina a ouvir o hino da Champions?
-Por acaso, no outro dia, ouvi. Estávamos a jantar e puseram o hino da Champions. Para mim será algo novo, só tinha ouvido o hino da Champions asiática, que não é a mesma coisa. Desde miúdo sonhas em ouvir essa música, estar nesses grandes estádios cheios, frente a grandes equipas. Estamos muito entusiasmados, mas ainda faltam meses para estar lá.

>Quais são os mínimos para o FC Porto nessa prova?
-Para mim, é um objetivo passar a fase de liga, se puder ser no top-8, seria incrível. Adoraria. Temos o exemplo do Sporting, que defrontámos, e ambos somos equipas de grande nível. Podemos chegar lá, claro, mas há muito trabalho pela frente. Tem muito mérito o que fez o Sporting, ninguém o tira, mas acredito que nós também somos capazes de fazer isso.

>Falando em Sporting, outra eliminatória que marca esta época é da Taça de Portugal nas meias-finais, também com muitas incidências...
-Sim, particularmente não gostei que os jogos fossem tão separados no tempo, porque perde-se um pouco as dinâmicas de equipa. Por norma, em todas as competições que são de "knock-out", os jogos são muito perto um do outro. Foi um pouco estranho. Depois, os jogos tiveram jogadas polémicas, que todo o mundo viu. Às vezes o futebol é assim, nem sempre podes sair vitorioso.

>Gabri Veiga: "Para mim, Anselmi é um grande treinador. Explicou tudo tão bem..."

>ENTREVISTA, PARTE VIII - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Gabri apanhou a transição de Martín Anselmi, de quem só tem bem a dizer, para Francesco Farioli, um treinador que o fez entender melhor o jogo. Sente que evoluiu, mas não quer estagnar e sabe o que tem de fazer.

>Chegou na janela de mercado criada para o Mundial. Como foi a experiência nessa prova?
-Foi bom para saber o momento em que estava, para voltar às dinâmicas da Europa, depois de dois anos na Arábia Saudita. Acho que não correu como toda a gente esperava, mas, no fim, ficam momentos como jogar contra o Messi e representar o FC Porto num cenário que era novidade. Foi bom estar lá, porque significava que tinhas feito bem as coisas nas competições europeias. Não correu tudo bem, mas também foi um ponto de partida para mudar as coisas. Depois, num ápice, estávamos na pré-época e começámos a trabalhar de outra maneira, ainda com as feridas na pele, como diz muito o míster, sobretudo pelo que havia passado na época anterior. Mas, já começámos a ser outra equipa.

>O que falhou com Martín Anselmi, afinal?
-Sempre disse e sempre o defendi quando me perguntavam por ele, porque, para mim, é um grande treinador. Partilhava muitas coisas da sua maneira de ver o futebol. Vou contar um episódio: numa das reuniões que tive com ele, acabou o seu discurso, que foi, na verdade, muito bom, e depois perguntou-me se tinha alguma dúvida. Não tinha nenhum tipo de dúvida, porque explicou tudo tão bem. Tinha bem claro como queria que a sua equipa jogasse, o que via nas minhas características e o que podia acrescentar à equipa. Também foi importante para que eu viesse para aqui, só tenho palavras de agradecimento para ele. Diz-se que tens de estar no momento certo, no lugar certo... se calhar falhou um pouco de timing. Não sei como explicar, mas pelo Mundial de Clubes só tenho palavras de agradecimento.

>Depois chegou Farioli. Em que mudou o Gabri com ele?
-Mudou um pouco a recuperação dessa mística do FC Porto, de correr uns pelos outros, de que o importante era a equipa. Sobretudo, melhorei muito nos duelos, no entendimento do jogo, no associar-me mais. As suas reuniões, desde o início, chamaram-me muito a atenção, porque também me identificava muito com o que dizia sobre ler o jogo, sobre como saltar o rival, fazer "assim ou assado" na sequência do que faz o rival, encontrar os espaços, atacar profundidades, todos esses movimentos que acho que, para a gente que entende de futebol, ele tem na pele. Também lhe estou muito agradecido, porque era um jogador no início da época e agora sinto-me melhor.

>Particularmente, em que sente que evoluiu?
-Acho que, no entendimento do jogo, por exemplo, nas bolas paradas, dei um passo à frente. Nunca estive nesse patamar de ter essa importância nas bolas paradas, nas movimentações, nas relações uns com os outros: se o extremo puxa, tenho de fazer a corrida, todo esse tipo de coisas... No nível defensivo, ser muito agressivo, ganhar duelos... de que quanto melhor estiveres no nível defensivo, melhor vais estar no aspeto ofensivo. O sacrifício pela equipa, as corridas para trás de gente que gosta de ter a bola, mas que se sacrifica...

>E o que é que ainda pode melhorar?
-Se calhar, um pouco mais de golos, de jogar mais regularmente, como agora no final. Que não seja um jogo sim, um jogo não, porque acho que quanto mais vezes estás em campo, num jogador como eu, melhor, porque ganhas confiança, ritmo de jogo e físico.

>Gabri Veiga: "Rodrigo Mora? Muitas vezes brincávamos nos treinos sobre jogar juntos..."

>ENTREVISTA, PARTE IX - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>O Gabri termina a época como o jogador com mais assistências na equipa. Isso deve-se à confiança que refere ou à importância nas bolas paradas?
-Uma mistura de tudo. Há uma parte importante das bolas paradas, que é um aspeto em que melhorei muito. Depois, também a maneira de jogar que temos. A nível de golos, gostaria que fossem mais, veremos se no sábado [amanhã] posso aumentar um pouco. Mas gostaria de algo mais, embora não sejamos uma equipa goleadora, de 5-0, somos mais eficazes, mais de controlo do jogo. As assistências deixam-me muito contente, porque bati um recorde meu por muito; acho que o máximo tinham sido seis ou sete assistências na minha carreira. Sem ter um recorde de minutos, consegui fazer um bom rácio de participações de golo. E vamos ver se no sábado [amanhã] posso fazer mais.

>Farioli já disse que não é muito amante dos remates de longe. Isso condiciona?
-Depende também da confiança. Quem tem bom remate pode chutar e, por muito bem que o faça, às vezes bate num ou noutro. Contra blocos baixos, pode ser uma boa ação. São momentos, não? Marquei muitos golos de fora da área no Celta, este ano não tanto, mas tive bons remates, não tive sorte. É algo que também quero melhorar, porque é uma boa arma - se o míster me permite, e acho que às vezes permite - para desbloquear o jogo.

>Nunca foi titular com o Mora ao mesmo tempo. Não podem jogar juntos?
-Não sei... Sei que é uma questão que os adeptos reclamam muito. Os dois partilhamos posição e ficaria encantado. Muitas vezes brincávamos nos treinos sobre jogar juntos, mas é algo que, na verdade, sucedeu em escassos minutos. As coisas correram bem e, se o míster decidiu assim, há que respeitá-lo. Mas o meu desejo, claro, seria jogar com o Mora o mais tempo possível, porque é um grande jogador.

>Gabri Veiga e as arbitragens: "Se calhar, algumas decisões... mas não acredito em má-fé"

>ENTREVISTA, PARTE X - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Que lhe pareceram as arbitragens? O FC Porto fez algumas críticas ao longo da época...
-Realmente é um pouco típico dizer isto, mas os árbitros também são seres humanos, podem errar, nós erramos. Se calhar, algumas decisões... mas não acredito em má-fé. São pessoas normais que cometem erros. Estou seguro de que, se pudessem fazer tudo perfeito, seriam os primeiros a fazê-lo. No futebol também há erros. Tens que saber que isso pode acontecer. Se há algo com que não estás de acordo, tem de haver muito respeito com o árbitro. Todos temos que melhorar, nós como jogadores, eles como árbitros, a Federação com as suas coisas. Como eu espero ser melhor na próxima época, também desejo que os árbitros possam melhorar no sentido em que eles considerem e fazer do futebol português algo ainda melhor.

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>Vai ser mais calmo com eles na próxima época?
-Eles são críticos... Se falo com qualquer árbitro, dizem que "chato que é este tipo". Mas é dentro do respeito, de saber que eles realmente são bons, mas às vezes também podem falhar. Quero que falhem o menos possível, assim como o meu treinador quer que eu falhe o menos possível.

>Seleção é sonho sem obsessão para Gabri Veiga: "Sou muito de clubes..."

>ENTREVISTA, PARTE XI - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Depois do Mundial, haverá um novo ciclo em Espanha e Gabri não esconde que gostaria de entrar nos planos. Mas está consciente da qualidade que existe no meio-campo da "Roja". Por isso, prefere concentrar-se no FC Porto. "Todos os espanhóis têm esse sonho, de representar o seu país. Mas sou muito de clubes, depois, se o selecionador acredita que também posso ajudar, serei o tipo mais feliz. Mas primeiro tenho que render no clube para que ele considere. Não é nada fácil com o meio-campo que Espanha tem. Ele tem muita sorte de poder escolher quem quiser, que terá um nível incrível. Quero conseguir um espaço, mas, sobretudo, focado no dia a dia para ajudar o FC Porto".

>Gabri Veiga, do lavagante ao cabelo de Borja: "Já nem tento, ele é meio maluco..."

>ENTREVISTA, PARTE XII - Em exclusivo a O JOGO, o médio conta os segredos do título, faz um balanço da época e já projeta a próxima, com a presença na Liga dos Campeões. Do falecimento de Jorge Costa, à união, passando pelo combustível em que foram transformadas as declarações de Frederico Varandas, o espanhol atira sem rodeios: "Estamos de volta e isso chateia alguns".

>Quanto tempo demora o Borja a arranjar o cabelo?
-Bom, falando de recordes, é um dos maiores que vi porque a quantidade de, não sei o quê, laca, ou lá o que mete no cabelo... Fica perfeito, nunca vi um tipo que ficasse tão perfeito. Gosto muito de brincar com isso, mas a verdade é que tenho o seu mérito, e aí não lhe posso dizer nada.

>Ninguém lhe pode tocar, nem o Gabri?
-Não, fica chateado. Eu já nem tento, porque ele é meio maluco.

>É ele o mais vaidoso do plantel?
-Sim, sim. O Nehuén também, mas é diferente. O Borja passa muito tempo assim, a pentear-se...

>Consegue cabecear e o cabelo fica intacto...
-Sim. Só quando chove, aí sofre um pouco.

>E o mais divertido do plantel, quem é?
-Eu estou lá, ninguém me diz, não sei porquê, mas depois riem todos comigo. O Zaidu é muito engraçado. Adoro-o.

>Qual a comida que mais gosta de comer em Portugal?
-Arroz de lavagante.

>E francesinha, já experimentou?
-Experimentei quando fiz a recuperação cá. Sinceramente, é muito condimento para mim. Não gosto muito de molhos. Respeito, porque a verdade é que na imagem fica muito bem, mas depois não me diz nada especial. Tenho de tentar outra vez. Sou mais de marisco.

>Já lhe falaram, ou já imaginou, como será a festa na cidade?
-Não e a verdade é que não quero ver nenhum vídeo, quero que seja tudo uma surpresa, mas sei que espero um grande ambiente, sobretudo com nossos adeptos, que são malucos no bom sentido. Esperamos começar com a vitória, primeiro de tudo, e depois festejar com eles.

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reddit.com
u/JuveTech — 8 days ago
▲ 135 r/fcporto

Empresário de Pietuszewski afirma que "seria um erro" sair do FC Porto agora

>Mariusz Piekarski garante que o extremo polaco está feliz no FC Porto e assegura que ficará, no mínimo, mais uma temporada. "Pietuszewski precisa claramente de passar este ano em Portugal", apontou

>Oskar Pietuszewski vai continuar no FC Porto na temporada 2026/27, uma garantia deixada pelo empresário do jogador. "Penso que sim. Não acredito que aconteça alguma coisa. Há um interesse enorme, mas não vamos [mudar nada]. Falei com ele, está feliz no FC Porto. Seria um erro mudar agora. Ele foi para ganhar experiência, aprender, e daqui a um ano, se jogar na Liga dos Campeões e no campeonato português, haverá uma avaliação e poderá decidir o que fazer a seguir. Não é certo que tenha de sair daqui a um ano. Pode até ser daqui a dois. Ele precisa claramente de passar este ano em Portugal", afirmou Mariusz Piekarski.

>Questionado sobre o potencial elevado de marketing que o extremo de 17 anos, adorado na Polónia, tem, o agente polaco disse não estar preocupado. "É inteligente rodearmo-nos de pessoas mais inteligentes do que nós. Se chegarmos à fase em que existam propostas - e elas já existem - vamos recorrer a empresas especializadas nisso. Não tenho qualquer preocupação com o Oskar. É um típico rapaz positivo de Podlasie, sempre sorridente, genuíno, ambicioso, analisa muito, quer alcançar algo grande no futebol, mas continua a ser natural", elogiou.

>Outro tema discutido na entrevista ao canal polaco "Foot Truck" foi a mudança de Oskar Pietuszewski para o FC Porto no mercado de janeiro, quando os adeptos do Jagiellonia Białystok pediam que tivesse acontecido apenas no final da época.

>"Porque é que decidimos pelo FC Porto quando nos sentámos para conversar? No inverno, os relvados [na Polónia] iam estar terríveis. Falei com a mãe dele sobre porque seria melhor mudar de clube já. Os relvados só começariam a ficar bons depois da paragem de seleções, no início de abril. Não haveria onde treinar", explicou, referindo que não queria Pietuszewski a treinar em relva sintética, correndo o risco de sofrer lesões. "Disse-lhe: 'vais aprender um pouco da língua, um estilo de jogo diferente. Nestes seis meses vamos ganhar terreno, adiantarmo-nos'. Havia preocupação com a escola, com os exames finais, com a forma de conciliar tudo isso, mas acabou por correr tudo perfeitamente e eles ganharam o campeonato", acrescentou.

ojogo.pt
u/JuveTech — 10 days ago
▲ 40 r/fcporto

André Villas-Boas vai jantar com deputados portistas na AR

>A confraternização está a ser organizada pelo deputado social-democrata Hugo Soares.

>André Villas-Boas estará na noite de quarta-feira na Assembleia da República para um jantar convívio com os deputados que são adeptos do FC Porto. Um momento que servirá para celebrar a recente conquista do campeonato nacional, num jantar marcado para as 20h00 e que terá lugar no restaurante do novo edifício da AR.

>A confraternização está a ser organizada pelo deputado social-democrata Hugo Soares.

Sinto que isto vai dar comunicados por parte dos restantes clubes...

ojogo.pt
u/JuveTech — 10 days ago

Maltinha, finalmente fiz o real upgrade ao meu setup e passei de um portátil com uma 3050 mobile 4GB para uma torre com uma 5060 8GB.

E além de ainda estar na fase de "tenho tanta merda para jogar e não sei o que" voltei a um dos meus jogos favoritos, The Division 2... Por isso, gostava de saber se alguém joga e se quer juntar para fazer PvE.

reddit.com
u/JuveTech — 16 days ago
▲ 46 r/fcporto

>Um raríssimo caso no futebol: ser campeão nacional como treinador e como presidente. Habituado a ser disruptivo, líder do FC Porto repetiu o feito do mítico Franz Beckenbauer pelo Bayern Munique. Desafios da próxima época já no horizonte e uma ideia clara para a SAD.

>A segunda época à frente dos destinos do FC Porto trouxe o primeiro campeonato para André Villas-Boas, que aos 48 anos igualou um feito raríssimo no futebol: ter um título nacional no currículo como treinador e outro como presidente.

>A época 2010/11, curiosamente, também foi a segunda como técnico principal, depois da estreia na Académica, e ficou gravada a ouro na história dos dragões, que com o técnico de, na altura, 33 anos, venceram Supertaça, I Liga, Taça de Portugal e Liga Europa. Villas-Boas também foi campeão russo no banco do Zenit, mas cumpriu o que tinha projetado publicamente nos primeiros tempos como "míster": essa carreira começou cedo, mas não ia ser longa. Desta feita, a 2 de maio de 2026, os punhos fechados foram erguidos na cadeira de presidente, igualando o feito de Franz Beckenbauer.

>Nos anos 80, o Kaiser virou treinador quase por acidente, uma vez que nem sequer tinha o curso e passava como "team manager". Mas não só pegou no comando da seleção alemã como a conduziu ao título mundial em 1990 - o que também já tinha conseguido como jogador! Quatro anos depois, já era vice-presidente do Bayern quando foi a solução interina encontrada em 1994, conquistando a Bundesliga por um ponto, e voltou a saltar do gabinete para o banco na época seguinte, vencendo a Taça UEFA. Por fim e em definitivo, assumiu a presidência do clube e ganhou tudo o que havia para ganhar.

>Casos de campeões como jogador-treinador e até jogador-presidente, como Rui Costa, no Benfica, por exemplo, são bem mais fáceis de encontrar do que este que caminho que foi trilhado primeiro por uma das figuras mais icónicas do futebol alemão e agora por André Villas-Boas no FC Porto, com 15 anos de diferença entre o banco e o gabinete.

>Manter a base contra o assédio dos tubarões

>Atingido o grande objetivo da temporada ainda com duas jornadas por disputar, o 31.º título (são agora 87 troféus no palmarés dos azuis e brancos), a SAD do FC Porto já pensa na próxima temporada, como é natural. De uma maneira global, a intenção da Direção é clara, manter a base de uma equipa vencedor e criar bases para o futuro, mas, no Dragão, todos antecipam bastante assédio por alguns jogadores no mercado de verão que se aproxima, ao mesmo tempo que o clube sabe que é necessário realizar algum encaixe, em nome de uma recuperação financeira ainda em curso.

>Em fevereiro, em entrevista ao "Zerozero", José Pereira da Costa, administrador financeiro da sociedade, admitiu que "sem uma participação muito positiva na Liga Europa e sem venda de jogadores até 30 de junho, dificilmente este exercício vai ter resultados positivos", mas também assegurou que, mesmo que isso aconteça, a SAD vai "cumprir as regras da UEFA".

>Já o "contrapeso" do FC Porto face à cobiça alheia passa por algo que tem duas orelhas muito grandes e todos querem disputar: a Liga dos Campeões, competição na qual o clube é cliente assíduo, mas o plantel, genericamente, nem tanto. Claro que praticamente todos os tubarões endinheirados também andarão pela Champions, mas o ponto é aliciar este grupo, unido e plenamente alinhado com as ideias de Francesco Farioli, a desafiar-se por mais uma temporada num nível mais exigente. Victor Froholdt, por quem seguramente chegarão propostas, já deu o mote no sábado, ainda no relvado: "Adoraria continuar aqui na próxima época, jogar a Champions pelo FC Porto".

>Champions: do hábito à estreia

>Após duas épocas de ausência, o FC Porto vai voltar à Liga dos Campeões para a 28.ª participação. Um número apenas superado por três monstros: Real Madrid (30), Barcelona (30) e Bayern Munique (29). Além deste trio e dos dragões, outros oito já têm lugar assegurado na prova milionária, cujo novo formato vai ser experimentado pelo FC Porto pela primeira vez, que tem duas "orelhudas" no museu. Por outro lado, se tomarmos como referência o onze do último jogo, que ditou a conquista do título, Alberto Costa, Bednarek, Gabri Veiga, Deniz Gul e Pietuszewski seriam estreantes na Champions, assim como Farioli e os suplentes utilizados Martim Fernandes, Mora, Fofana e Borja Sainz.

ojogo.pt
u/JuveTech — 18 days ago
▲ 37 r/fcporto

>Diogo Costa colocado na lista de alvos do Liverpool.

>De acordo com a imprensa inglesa, o capitão do FC Porto estará à frente numa lista de quatro potenciais alvos.

>Com a época a caminhar para o final, começam os rumores de mercado. Esta terça-feira, Diogo Costa foi associado ao Liverpool.

>Os "reds" estarão ativos na procura do sucessor de Alisson, cujo futuro em Anfield Road estará em causa.

>De acordo com a imprensa inglesa, o capitão do FC Porto estará à frente numa lista de quatro potenciais alvos, embora os outros nomes não sejam revelados.

ojogo.pt
u/JuveTech — 24 days ago
▲ 42 r/PTCGP

I was thinking this would be great to see... So, I have this question: Would you guys like to see the new pack image used as the new intro screen?

u/JuveTech — 24 days ago