Desabafo

 

Estou cansado, sabes?

Não daquele cansaço que se cura com uma noite de sono,
nem do que o trabalho deixa nos ossos.
Não.

Estou cansado de uma fadiga sem nome,
daquela que se instala na alma
e faz de cada manhã uma batalha silenciosa.

As noites chegam vazias de promessas,
carregadas apenas de perguntas
que o dia nunca teve coragem de responder.

Levanto-me porque a vida insiste,
não porque a esperança me acompanhe.
Visto os mesmos gestos,
as mesmas palavras,
como quem representa um papel
que há muito deixou de acreditar.

Estou cansado de procurar sentido
em dias que se repetem,
de esperar por um amanhã
que chega sempre vestido de ontem.

Porque existir pesa.
Pesa mais quando se vê demasiado,
quando se sente em excesso,
quando o coração continua a bater
mesmo depois de perder o rumo.

E, ainda assim, continuo.

Não por coragem.
Talvez por hábito.
Ou porque até desistir
exige uma certeza
que nunca encontrei.

Estou cansado, sabes?

Não da vida.

Mas do peso imenso
de continuar a existir dentro dela.

 

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u/Living_Double_1146 — 20 hours ago

Desabafo

 

Estou cansado, sabes?

Não daquele cansaço que se cura com uma noite de sono,
nem do que o trabalho deixa nos ossos.
Não.

Estou cansado de uma fadiga sem nome,
daquela que se instala na alma
e faz de cada manhã uma batalha silenciosa.

As noites chegam vazias de promessas,
carregadas apenas de perguntas
que o dia nunca teve coragem de responder.

Levanto-me porque a vida insiste,
não porque a esperança me acompanhe.
Visto os mesmos gestos,
as mesmas palavras,
como quem representa um papel
que há muito deixou de acreditar.

Estou cansado de procurar sentido
em dias que se repetem,
de esperar por um amanhã
que chega sempre vestido de ontem.

Porque existir pesa.
Pesa mais quando se vê demasiado,
quando se sente em excesso,
quando o coração continua a bater
mesmo depois de perder o rumo.

E, ainda assim, continuo.

Não por coragem.
Talvez por hábito.
Ou porque até desistir
exige uma certeza
que nunca encontrei.

Estou cansado, sabes?

Não da vida.

Mas do peso imenso
de continuar a existir dentro dela.

 

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u/Living_Double_1146 — 20 hours ago
▲ 25 r/Madeira

Vista da rua Imperatriz D. Amélia. Ao lado direito, o cemitério de Nossa Senhora das Angústias, freguesia da Sé, Funchal - 1870-1880

Cemitério que mudou de onde atualmente é o Parque de Santa Catarina (campas, jazigos e portão) e que em 1946 mudou novamente, desta vez para a localização atual.

u/Living_Double_1146 — 1 day ago
▲ 16 r/Madeira

CTT são 5 estrelas

Encomenda marcada como em distribuição e entrega durante o dia. Ao fim desse mesmo dia, aparece como dificuldade na entrega. Vou averiguar e está no Centro de Distribuição da Ponta de Sol.

Perfeito. Bom serviço de rastreamento informático.

Só é pena mesmo que eu moro na outra ponta da ilha...

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u/Living_Double_1146 — 4 days ago
▲ 31 r/Madeira

Postal - Início do Séc. XX

Pormenor curioso, antes da abertura da atual Rua 5 de Outubro, o edifício onde hoje se situa o Instituto do Vinho, possuía uma arcada que fazia amurada com a própria ribeira.

u/Living_Double_1146 — 8 days ago
▲ 56 r/Madeira

Vista da baía do Funchal a partir da Quinta da Vigia, actual Pestana Casino Park Hotel - 1872/1885

u/Living_Double_1146 — 9 days ago
▲ 57 r/Madeira

Zona da Ajuda - Sem data patente

Ao centro, o Hotel América, mais tarde Apartamentos América, atual zona do Amparo.

u/Living_Double_1146 — 15 days ago