Dessexualizar o pensamento permite a entrada do erotismo
Hoje na hipersexualização maioritariamente visual, esconde-se a travessura da solitude que nada mais é que um alívio. O desejo e o erotismo perdem-se na medida em que despe se a roupa mais depressa do que se entrega a alma. Neste despir de roupa não existe um desejo, nem existe prazer. Dá-se um alívio momentâneo que representa a solidão de procurar o que não se encontra sozinho nem no corpo visual.
Entristece-me que nunca tenha vivido o prazer e o desejo, o erotismo na sua profundidade. Receio nunca poder vir a vivê-lo, não neste mundo e não nesta vida.