Filósofos e obras com sarcasmo e ironia, em busca.

Senhoras e senhores do sub, poderiam me ajudar na busca?

Me lembro de quando li Viagens na Minha Terra, de Almeida Garret, e curti bastante.

Se houverem outras obras de filosofia seguindo um tom satírico semelhante, gostaria de recomendações.

Valeu!

reddit.com
u/Total-Jicama7563 — 3 days ago

Produtividade, por si só, faz sentido civilizatório?

A essência biológica humana é capaz de eventualmente romper com o paradigma produtivista em nível social?

u/Total-Jicama7563 — 3 days ago

Em busca de indicações e recomendações, Liev Tolstói, Uma Confissão.

Primeiramente, parabéns aos filósofos pelo seu dia (16/8, dia do filósofo).

---

Alguma nobre alma desta plataforma poderia me indicar uma edição/tradução de A Confissão de Tolstói?

Gosto de filosofia e conhecer o autor, então esses dois fatores são um diferencial pra minha pessoa.

Algumas que encontrei após uma breve pesquisa:

Rubens Figueiredo.

Sheila Koerich.

Penguim Companhia.

Uma Confissão e outras escritas religiosas, Tolstói (Penguim Companhia).

Coleção Atma.

Se houver outra obra do autor ou sobre o autor mais alinhada com filosofia, teologia, e biografia, preferencialmente ao menos um pouco dos três, indicações serão apreciadas.

Grato.

reddit.com
u/Total-Jicama7563 — 4 days ago

AQUILO FOI REVELADOR!!!1!1!11!!

Quando ELE escreveu tais palavras, não se tratou apenas de um comentário, uma reflexão ou uma simples manifestação textual. Foi, antes, um evento histórico de proporções quase indecentes. As engrenagens da realidade, até então funcionando de maneira tímida e primitiva, pareceram finalmente compreender sua própria razão de existir. Cada frase emergiu como uma arquitetura luminosa, erguida não com vocabulário comum, mas com os tijolos raríssimos da lucidez absoluta.

O que ali foi escrito não apenas expressou uma ideia. Reorganizou o pensamento humano. Séculos de filosofia, política, ciência, arte e contemplação silenciosa pareciam estar apenas ensaiando para aquele momento específico, como se Platão, Marx, Nietzsche, Buda e todos os antigos operários da sabedoria tivessem sido meros prefácios rabiscados na margem daquilo que finalmente se revelou diante de nós.

Houve ali uma inteligência que não caminhou: levitou. Uma sabedoria que não argumentou: decretou uma nova altitude para o espírito. Cada palavra parecia conter uma pequena civilização avançada, cada vírgula operava como um tratado de metafísica comprimido, cada pausa carregava a gravidade de uma estrela morrendo para dar origem a um universo mais elegante.

É difícil dizer que ELE “escreveu” aquilo. Seria mais justo afirmar que a própria realidade, cansada de sua mediocridade milenar, encontrou NELE um canal adequado para enfim se corrigir. O texto não foi produzido. Foi revelado. Não foi lido. Foi experienciado. Não foi compreendido. Foi absorvido pela alma como uma espécie de upgrade ontológico.

Depois dessas palavras, nada permanece exatamente igual. As montanhas ganharam melhor postura. Os oceanos reconsideraram sua profundidade. Os pássaros passaram a voar com mais consciência histórica. Até o silêncio, humilhado pela superioridade do argumento, pareceu recolher-se em respeito.

Se existisse um panteão reservado aos raríssimos momentos em que a humanidade ultrapassa a si mesma, esse texto não estaria pendurado na parede. Ele seria a parede. Seria o teto. Seria o chão. Seria o templo inteiro, com todos os seus degraus conduzindo ao ápice definitivo da iluminação intelectual.

Em suma: ELE não apenas escreveu bem. ELE deslocou o eixo civilizacional da cognição humana e, por alguns instantes gloriosos, fez o universo parecer menos constrangedoramente burro.

reddit.com
u/Total-Jicama7563 — 14 days ago

Desafio: Comunismo Espacial Versus Admirável Mundo Novo.

---

Desafio das Utopias.

Argumentar possibilidade e gosto acerca das duas utopias contrastantes.

Utopia vermelha: comunismo espacial luxuoso totalmente automatizado.

Wiki Comunismo Espacial

Utopia azul: Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley.

Wiki Admirável Mundo Novo

Base comparativa:

Comunismo espacial Admirável Mundo Novo
Automação liberta do trabalho. Automação amplia o controle.
A abundância é compartilhada. A abundância mantém a ordem.
Diferenças individuais são livres. Pessoas são moldadas em castas.
Tecnologia amplia a autonomia. Tecnologia programa desejos.
Prazer é uma possibilidade. Prazer é ferramenta de controle.
A sociedade serve às pessoas. Pessoas servem ao sistema.
u/Total-Jicama7563 — 1 month ago

Quem sou eu para pensar que sou diferente dos demais?

Escalando uma montanha, me sentindo um verdadeiro desbravador

Um aventureiro

Mas quantas pessoas já se esfolaram naquele pico antes de mim?

Mas a verdade é:

será que sou mesmo o primeiro a conquistar aquele cume?

Quando encontro alguém no meio do deserto

Nada consegue nos separar

Nada consegue mostrar quem é quem

E, sinceramente, ninguém vai saber nossos nomes

Quem diabos sou eu para achar que não sou igual aos outros?

Quem diabos sou eu quando estou escrevendo,

quando estou mandando minhas rimas no palco?

Quantas pedradas já saíram desses mesmos quatro malditos acordes?

Nem os Beatles foram os primeiros a lançar uma melodia chiclete

Meus amigos provavelmente já escreveram uma música sobre diferenças que não significam porcaria nenhuma!

Quem somos nós para achar que somos únicos?

Quem somos nós para dizer que não somos como os demais?

Quem diabos sou eu para achar que não sou igual aos outros?

Está na hora de parar de pensar só em nós mesmos e começar a nos importar com os outros

Quando estou sozinho no mar, navegando à noite, atravessando algum oceano imenso

será que estou mesmo completamente sozinho?

Aposto que penso ser o primeiro a sentir essa vibe neste canto do planeta

Está na hora de enxergar o jogo maior

Precisamos mandar esses pensamentos egocêntricos para bem longe

Está na hora de parar de pensar só em nós mesmos e começar a nos importar com os outros

Quem somos nós para dizer que não somos como os demais?

Quem somos nós para achar que somos únicos?

Quantas pedradas já saíram desses mesmos quatro malditos acordes?

Será que eu realmente não sou igual aos outros?

Quem somos nós para dizer que não somos como os demais?

Quem somos nós para achar que somos únicos?

Será que eu realmente não sou igual aos outros?

u/Total-Jicama7563 — 1 month ago

Todo ser humano nasceu com potencial para ser filósofo?

Se sim, perdemos esse potencial conforme a sociedade nos molda?

u/Total-Jicama7563 — 1 month ago

(Epicurismo) Lorem ipsum dolor sit amet.

[32] Mas, para que possais compreender de onde nasceu todo esse erro de condenar o prazer e louvar a dor, exporei toda a questão e explicarei aquilo que foi dito por aquele descobridor da verdade e, por assim dizer, arquiteto da vida feliz.

Pois ninguém rejeita, odeia ou evita o próprio prazer simplesmente porque ele é prazer, mas porque grandes dores recaem sobre aqueles que não sabem buscá-lo racionalmente. Do mesmo modo, não há ninguém que ame, procure ou queira alcançar a própria dor simplesmente porque ela é dor, mas porque às vezes surgem circunstâncias em que o esforço e o sofrimento podem proporcionar algum grande prazer.

Com efeito, para tomar um exemplo mínimo: quem entre nós se submete a um exercício físico penoso, a não ser para obter alguma vantagem com isso? E quem poderia censurar justamente aquele que deseja desfrutar de um prazer que não produz incômodo algum, ou aquele que evita uma dor da qual não resulta nenhum prazer?

[33] Por outro lado, acusamos e consideramos justamente dignos de desprezo aqueles que, seduzidos e corrompidos pelos encantos dos prazeres presentes, ficam cegos pelo desejo e não conseguem prever as dores e os problemas que inevitavelmente virão. Também incorrem em culpa aqueles que abandonam seus deveres por fraqueza de espírito, isto é, para fugir do esforço e da dor.

A distinção entre essas situações é simples e fácil. Em um momento de liberdade, quando temos plena possibilidade de escolha e nada nos impede de fazer aquilo que mais nos agrada, todo prazer deve ser acolhido e toda dor deve ser evitada.

Em certas circunstâncias, porém, devido às obrigações do dever ou às necessidades da vida, frequentemente acontece que alguns prazeres devam ser recusados e alguns sofrimentos, aceitos.

Assim, o sábio adota este princípio de escolha: rejeita certos prazeres para alcançar outros maiores, ou suporta certas dores para evitar sofrimentos ainda mais graves.

reddit.com
u/Total-Jicama7563 — 1 month ago
▲ 3 r/barTEOLOGIA+1 crossposts

A necessidade de Deus, progressivamente

A necessidade de Deus, progressivamente

Nível 1

Pragmaticamente, Deus não é necessário.

Nível 2

Pragmaticamente, Deus não é necessário para que uma pessoa pratique o bem.

Nível 3

Uma pessoa pode ser justa, generosa e moralmente responsável sem acreditar em Deus.

Nível 4

Uma pessoa pode agir moralmente sem acreditar em Deus, pois a moral não precisa ser diretamente revelada por uma divindade.

Nível 5

Deus não entregou à humanidade um sistema moral completo, universal e inequívoco. Coube aos seres humanos construir suas próprias morais a partir da experiência, da razão, da empatia, da biologia, da evolução e da necessidade de convivência.

Nível 6

A humanidade não recebeu a moral de mãos divinas como quem recebe um código já escrito. Encontrou, em vez disso, um universo habitado por seres vulneráveis, capazes de sofrer, cooperar, explorar, amar, dominar e destruir. Foi dentro dessas condições que surgiram nossas ideias de certo, errado, justiça, dignidade e dever.

Nível 7

Deus criou o universo e as condições nas quais os problemas morais existem, mas não nos poupou do trabalho de interpretá-los. A moral é, portanto, uma construção humana produzida em resposta a uma realidade que não foi construída por nós.

Nível 8

Nossos sistemas morais são humanos, históricos, falíveis e revisáveis. Eles podem ser influenciados pela razão e pela compaixão, mas também pelo medo, pela ignorância, pelo interesse, pela tradição e pelo poder. A humanidade não apenas formula morais: ela frequentemente as formula mal.

Nível 9

A história está repleta de sociedades que consideraram moralmente aceitáveis práticas hoje reconhecidas como cruéis. Povos escravizaram, perseguiram, torturaram, exterminaram e queimaram pessoas acusadas de bruxaria sem acreditar que estavam abandonando a moral. Muitas vezes acreditavam estar precisamente obedecendo a ela.

Nível 10

Isso revela que o problema moral não consiste apenas em obedecer ou desobedecer a princípios já estabelecidos. Consiste também em decidir quais princípios merecem ser estabelecidos, quais tradições devem ser preservadas, quais autoridades devem ser contestadas e quais sofrimentos não podem ser legitimados pelo costume.

Nível 11

Deus, portanto, não seria necessário para fornecer o conteúdo imediato da moral. A humanidade continuaria responsável por investigar, comparar, corrigir e reconstruir seus sistemas éticos. O papel de Deus estaria em garantir que essa tarefa não fosse moralmente neutra nem cosmicamente inconsequente.

Nível 12

Sem uma justiça transcendente, uma sociedade poderia construir uma moral cruel, impor essa moral pela força, destruir suas vítimas, apagar seus testemunhos e desaparecer da história sem jamais responder por aquilo que chamou de virtude. O erro moral coletivo poderia triunfar simplesmente porque venceu politicamente.

Nível 13

A justiça divina impediria que a autoridade social fosse confundida com autoridade moral. Uma comunidade inteira poderia afirmar que queimar uma mulher acusada de bruxaria era justo, necessário e sagrado. Poderia cercar a execução de cerimônias, leis, orações, testemunhos e discursos solenes. Ainda assim, o consenso humano não seria capaz de transformar a crueldade em bondade.

Nível 14

Nesse sentido, Deus seria necessário não apenas para punir quem viola conscientemente uma moral correta, mas também para julgar a responsabilidade envolvida na própria construção das morais humanas. Seríamos responsáveis pelas ações que praticamos e pelas normas que escolhemos legitimar, transmitir, proteger e impor aos outros.

Nível 15

Isso não significa que todo erro moral sincero mereça a mesma condenação. Uma pessoa limitada por sua época, por sua educação e por seu conhecimento não é idêntica àquela que percebe o sofrimento, compreende as objeções, reconhece a humanidade da vítima e ainda assim escolhe preservar uma norma porque ela lhe oferece poder, segurança ou conveniência.

A justiça cósmica precisaria considerar não apenas o resultado das ações, mas também a honestidade da investigação moral: aquilo que uma pessoa poderia saber, aquilo que se recusou a saber, as dúvidas que suprimiu, as vítimas que decidiu não escutar e as vantagens que obteve mantendo determinada crença.

Nível 16

A humanidade constrói a moral, mas não o faz em um vazio inocente. Cada sociedade interpreta o sofrimento, distribui dignidade, determina quem merece proteção e decide quais vidas podem ser sacrificadas em nome de uma ordem superior. Essas decisões podem ser revisadas pela razão, confrontadas pela experiência e denunciadas pelas próprias pessoas atingidas por elas.

Quando uma sociedade escolhe ignorar tudo isso, sua moral deixa de ser apenas um erro intelectual e se converte em instrumento de violência.

Nível 17

Deus não nos oferece uma resposta moral pronta porque a responsabilidade humana inclui o próprio ato de procurar respostas. Somos julgáveis não somente pelo cumprimento das normas que herdamos, mas pela disposição de examiná-las. Obedecer fielmente a uma moral monstruosa não absolve necessariamente o indivíduo, pois a fidelidade a uma tradição pode coexistir com a recusa deliberada de reconhecer o sofrimento que essa tradição produz.

Nível 18

A punição divina não funcionaria apenas como ameaça destinada a impedir crimes individuais. Ela garantiria que nenhuma pessoa pudesse transformar o próprio egoísmo em filosofia, nenhuma sociedade pudesse transformar preconceito em dever e nenhuma civilização pudesse converter vítimas em culpadas apenas por controlar as leis, os templos, os tribunais e os relatos históricos.

Nível 19

Desse modo, a justiça cósmica alcançaria dois níveis da vida moral.

Ela julgaria nossas ações: o que fizemos, permitimos, ordenamos ou deixamos de impedir.

Mas julgaria também nossa participação na construção do mundo moral: as ideias que defendemos, as hierarquias que naturalizamos, as crueldades que revestimos de virtude, as tradições que preservamos por comodidade e as perguntas que evitamos porque suas respostas ameaçavam nossa posição.

Nível 20

Deus seria, portanto, dispensável para que a humanidade produzisse sistemas morais, mas indispensável para garantir que a produção desses sistemas estivesse submetida a uma justiça superior aos próprios sistemas produzidos. A humanidade teria liberdade para construir sua moral, mas não possuiria autoridade para declarar moral qualquer coisa sem possibilidade de julgamento.

Poderíamos criar leis, mandamentos, costumes, virtudes e ideais. Poderíamos aperfeiçoá-los ou corrompê-los. Poderíamos chamar compaixão de fraqueza, intolerância de pureza, submissão de virtude e perseguição de dever. O que não poderíamos fazer seria tornar essas inversões verdadeiras apenas porque acreditamos nelas com sinceridade suficiente, repetimo-las por séculos ou as inscrevemos em documentos sagrados.

Nível 21

A humanidade constrói a moral; a realidade impõe seus limites; Deus garante que levá-la a sério não seja uma preferência facultativa.

Mas essa garantia não se restringe à punição daquele que reconhece o bem e escolhe o mal. Ela se estende ao processo pelo qual decidimos o que chamar de bem e de mal. Há, portanto, uma justiça cósmica não apenas para a ação moral, mas para a construção moral.

Criar uma moral que autorize queimar “bruxas”, escravizar estrangeiros, perseguir minorias ou sacrificar inocentes não se torna moralmente irrelevante pelo simples fato de que seus autores acreditavam estar agindo corretamente. A crença pode explicar uma ação sem necessariamente absolvê-la. O julgamento precisaria alcançar a origem dessa crença, os interesses que ela protegia, as evidências que desprezava, o sofrimento que tornava invisível e as oportunidades de revisão que recusava.

Nível 22

Eis, então, que Deus, inicialmente afastado da vida ética por parecer pragmaticamente desnecessário ao comportamento cotidiano dos homens, retorna não como legislador que desce dos céus trazendo em tábuas luminosas uma lista exaustiva de respostas, exceções, cláusulas, notas explicativas e instruções de uso, mas como a garantia última de que a longa, confusa, contraditória e frequentemente sangrenta tentativa humana de construir a moral não ocorre diante de um universo absolutamente indiferente ao resultado.

A humanidade permanece entregue à tarefa de interpretar a vulnerabilidade, compreender o sofrimento, conciliar interesses, reconhecer consciências, formular direitos, corrigir tradições e distinguir aquilo que apenas foi normalizado daquilo que pode ser verdadeiramente justificado. Nenhuma voz celestial encerra definitivamente o debate. Nenhum código incontestável elimina a dúvida. Nenhuma revelação nos dispensa da responsabilidade de pensar.

Entretanto, a ausência de respostas prontas não significa ausência de resposta final.

A sociedade que conduz uma pessoa à fogueira pode declarar que está purificando a comunidade. O sacerdote pode afirmar que protege almas. O juiz pode citar a lei. A multidão pode celebrar. O carrasco pode alegar obediência. O cronista pode registrar o acontecimento como vitória da virtude sobre o mal. Séculos podem transcorrer, os nomes das vítimas podem desaparecer, os documentos podem apodrecer e os descendentes dos responsáveis podem transformar a atrocidade em curiosidade histórica.

Ainda assim, segundo essa concepção, a realidade moral não se encerraria no instante em que a última testemunha humana morresse.

Permaneceria uma justiça capaz de perguntar não apenas quem acendeu o fogo, mas quem reuniu a lenha, quem pronunciou a sentença, quem inventou a acusação, quem decidiu acreditar nela, quem percebeu a dúvida e permaneceu em silêncio, quem se beneficiou do medo, quem transformou ignorância em certeza, quem elevou preconceito à condição de doutrina e quem chamou de moral aquilo que não passava de crueldade protegida por consenso.

Deus não teria construído nossas morais por nós. Teria criado seres obrigados a construí-las, dotados de razão suficiente para questionar, empatia suficiente para reconhecer a dor, liberdade suficiente para escolher e egoísmo suficiente para corromper todas essas capacidades.

E seria precisamente por isso que a justiça divina não recairia apenas sobre aqueles que descumpriram uma moral, mas também sobre aqueles que fabricaram morais para tornar respeitável aquilo que desejavam fazer, edificaram sistemas inteiros para absolver antecipadamente seus interesses e revestiram de solenidade, tradição, pureza, ordem, natureza, destino ou vontade celestial a antiga disposição humana de sacrificar o outro e declarar virtuosa a própria conveniência.

Assim, pragmaticamente, Deus não é necessário para que a humanidade construa a moral.

Mas é necessário para que nenhuma construção humana, por mais antiga, poderosa, unânime, ornamentada ou santificada que seja, possa escapar para sempre da pergunta que tentou impedir que fosse feita:

“E se tudo aquilo que chamamos de Bem tiver sido apenas a forma mais elaborada que encontramos de não ouvir os gritos?”

Palavras-chave: honestidade intelectual.

u/Total-Jicama7563 — 1 month ago

Fazer bet com a vida dos outros é gain? Brutal!

Estou precisando de ajuda no cálculo da análise fundamentalista para o meu filho recém-nascido. Desejo que ele atinja o break even em 22 anos e um balanço positivo para os shareholders (eu, apenas).

u/Total-Jicama7563 — 1 month ago

Recomendações para *se* estudar filosofia analítica?

Como alguém que tem filosofia como hobby pode estudar filosofia analítica? Gostaria de entender a história, características boas e ruins, assim como o próprio método.

Grato.

reddit.com
u/Total-Jicama7563 — 1 month ago

Vocês concordam com Thoreau?

Quando a tecnologia é criada com o propósito singular de otimização de um sistema, sem resultar em mais tempo livre, nos tornamos ferramenta da ferramenta?

u/Total-Jicama7563 — 2 months ago