Moto 0 km teve uma falha grave, concessionária quer reparar. Não sei o que fazer
Comprei uma Bajaj Dominar NS160 2026 0 km, e a moto estava com aproximadamente 5.000 km quando aconteceu o problema.
Levei a moto à concessionária para a segunda revisão, de 5.000 km. A revisão incluía a troca de óleo.
Depois de retirar a moto da concessionária, comecei a voltar para casa. Durante o trajeto, a moto perdeu potência, deu um estralo muito alto, acendeu uma luz de advertência no painel e, em seguida, a roda travou. Fiquei parado na rodovia e precisei chamar um guincho para levar a moto de volta à concessionária no mesmo dia.
Minha suspeita desde o início foi de que a moto teria saído da revisão sem a quantidade adequada de óleo, possivelmente até sem óleo. Eu tinha inclusive registrado em vídeo a condição do visor do óleo.
Quando a moto voltou para a concessionária, expliquei tudo o que tinha acontecido. Eles não assumiram diretamente que esqueceram de colocar óleo. Disseram que precisariam verificar o motor.
A concessionária acabou fazendo uma análise que, na minha visão, foi bastante superficial. O mecânico abriu apenas a tampa lateral da embreagem e informou que encontrou aproximadamente 400 ml de óleo.
O problema é que, segundo o próprio mecânico, não foram desmontados e verificados o cilindro, pistão, camisa, biela, virabrequim e outros componentes internos do motor.
A justificativa apresentada foi de que não havia limalha/“malha de ferro” no óleo e, por isso, não seria necessário abrir o motor completamente.
Em vez de fazer uma desmontagem completa, colocaram óleo e fizeram a moto funcionar novamente.
Foi nesse momento que perdi completamente a confiança no diagnóstico. Para mim, uma moto que apresentou perda de potência, um estralo forte, luz de advertência e travamento depois de uma revisão que envolvia troca de óleo não deveria simplesmente receber óleo novamente e ser considerada resolvida sem uma inspeção completa do motor.
Pedi os laudos técnicos, diagnóstico completo, relação das peças verificadas ou substituídas, procedimentos realizados e testes feitos.
A concessionária disse que forneceria essas informações e chegou a informar que a moto estaria pronta para retirada.
Eu fui até a concessionária, conversei com os responsáveis e recusei retirar a moto. Registrei a conversa. Expliquei que não me sentia seguro em pegar novamente uma moto que apresentou uma falha desse nível e cujo motor poderia ter sofrido danos internos que sequer foram investigados.
Minha intenção não é simplesmente ficar com uma moto quebrada ou ganhar vantagem em cima da situação. Eu comprei uma moto 0 km justamente para ter confiabilidade, e depois desse episódio perdi a confiança tanto no veículo quanto no diagnóstico realizado.
Agora, recentemente, um dos gerentes entrou em contato comigo para tentar resolver o problema de forma amigável.
A proposta final apresentada por ele foi disponibilizar um mecânico da CF Motos para fazer uma nova avaliação/reparo na motocicleta e trocar todas as peças que forem consideradas necessárias.
Ou seja, a proposta atual é basicamente fazer um reparo completo, com outro mecânico, assumindo os custos das peças que forem necessárias.
O problema é que eu não quero mais essa moto. Minha pretensão é conseguir a substituição por uma motocicleta nova, porque não me sinto confortável em continuar com uma moto que passou por uma falha grave logo depois de uma revisão e que poderá ter o motor desmontado/reparado.
Ao mesmo tempo, estou tentando resolver tudo de forma amigável antes de partir para uma medida judicial. Eles podem alegar que eu estou dificultando a resolução do problema? Eu deveria acionar judicialmente, tendo em vista que eles não vão querer substituir minha moto?