
O Brasil possui uma quinta coluna instaurada pelas redes sociais.
Há alguns anos, seria absolutamente impensável admitir que uma parcela considerável da população aceitaria a intromissão de outro país de maneira anunciada e flagrante.
Hoje, podemos cravar com segurança que 30% da população não apenas é indiferente, mas torce pela submissão.
Quem abandonou o navio na primeira leva de ameaças infantilóides e mentirosas do pedófilo in Chief dos EUA, deixou pra trás 40% que simplesmente torce pela intervenção (~30%) ou não se importa (10%).
O que diferenciou a sociedade dos anos 2010 da sociedade atual? As redes sociais. A partir de meados de 2010, as redes começaram um processo de formatação da mentalidade dos usuários, impulsionando conteúdos que interessam à elite tecnológica para um demográfico mentalmente vulnerável, que se mostrou receptivo por mais idiotizados que pudessem ser.
Dos ecossistemas isolados: Antivax, Terra Plana, negacionismo do Holocausto, revisionismo histórico, negacionismo climático; ao mainstream social as redes sociais empurraram com liberdade a Janela de Overton e hoje como sociedade estamos não apenas levando a sério essa parcela da população, mas elegendo seus representantes.
E, sim, isso culmina na permeabilidade das ideias de submissão a outros países. Não apenas no Brasil, mas Argentina (que discute o leilão de terras a outros países - Israel), Colômbia, El Salvador, Venezuela, e os próprios EUA, que discutem a participação ativa de Israel em sua política e no seu Orçamento.
E 30% da população estar de acordo com isso em todos esses países não é uma coincidência. É uma característica social.