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NOVIDADE NO SUB ESPIRITISMO - NOVO APP DE PSICOGRAFIAS!!

Fala, pessoal! É com grande alegria que eu venho anunciar aqui um projeto feito pela comunidade do r/Espiritismo, a gente estava preparando isso fazia um tempo, e agora chegamos aos finalmentes!

O nosso querido amigo Vandré /u/someplayer22 fez um aplicativo de android para ajudar no projeto de comunicação espiritual aqui da sub! O aplicativo se chama Aplicativo dos Espíritos. Lá, vamos postar as mesmas comunicações que aparecem aqui na sub, mas de uma maneira mais dedicada, mais organizada, com mecanismo de busca por autor espiritual, médium, tópico, vai ser um grande arquivo de todo esse nosso projeto e uma plataforma dedicada só pra isso. O aplicativo também tem uma seção dedicada só para quem quer enviar as perguntas ou alguma mensagem aos mentores; lembrando que, até pela questão de ser um ambiente público, não trazemos comunicações de cunho pessoal.

O Aplicativo dos Espíritos é, pra gente, um passo adiante que tentamos dar em direção a atingir mais pessoas, agregar uma comunidade maior, sempre com o principal intuito de promover a discussão da espiritualidade, de modo a levar mais esperança na vida das pessoas, mais curiosidade, mais vontade de viver e, quem sabe, reavivar no meio Espírita o pensamento indagador, investigador, com sorte até científico.

O aplicativo foi inteiramente pensado e desenvolvido de maneira voluntária e profissional pelo Vandré, com intuito de nos ajudar a ter maior visibilidade e atingir esses objetivos até mesmo fora do ambiente fechado do Reddit.

Lembrando sempre, de modo algum nenhum dos médiums voluntários aqui estão escrevendo para serem donos da verdade, senhores da razão, a última palavra em qualquer coisa. Ao contrário, aceitamos essa ideia incrível do nosso amigo da sub justamente porque, tendo essa nova exposição, pensamos que são maiores as chances de encontrarmos novas visões, novas pessoas, com outras experiências e ideias que possam também contribuir para o nosso estudo da espiritualidade. O que nos motiva principalmente é a troca que podemos fazer, sempre em busca de aprender um pouquinho mais sobre o espírito, sobre o mundo e sobre o divino.

Abaixo deixo o link do nosso aplicativo, estejam todos convidados a entrarem lá, mandarem suas perguntas pelo APP pra nos ajudar a estrear, e deixem aqui em baixo as suas opiniões sobre o nosso projeto! Estamos realmente animados em compartilhar isso com vocês.

Link para o Aplicativo dos Espíritos

Pra ajudar na estreia do app, vamos fazendo mais posts ao longo do tempo pra que todo mundo possa ver e contribuir com o projeto como achar melhor!

Um agradecimento especial ao nosso desenvolvedor Vandré, e ao nosso designer Victor também conhecido como /u/oakvictor que fez essa logo incrível pra apoiar o projeto!

u/aori_chann — 1 day ago

Side Quest is so dang GOOD

Like what the heck?? How is it that every other cartoon title when they make sequels or spin offs... it's just a wonky version of the original yk what I mean

But when AT team drops new episodes? It's like FANTASTIC and not only the lore episodes and serious episodes and whatnot... now Side Quests proved that even episodic one off stuff in the hands of these blessed artists can also be EVEN BETTER than the OG material? Are you hecking kidding me?

Like I would love to have some Gumball reboot at this level of quality (do you hear me Cartoon Network?). And okay Regular Show's reboot has not been too shabby... but so far neither of them come close to being better than the OG material. Meanwhile AT is rocking the freaking world with Distant Lands and Fionna and Cake and Side Quests and...!!!!!!

I love the team working on the show maybe even more than the show itself. They're doing legendary work in CN studios. Not to mention they are borderline the only show with gay couple that was not only NOT canceled, but renewed to oblivion and now we have an entire SHOW on the making of the best pride couple ever. Like wtf kind of blessed magic are they cooking in the AT headquarters? They gotta let the other shows team's know. The quality disparity is huge

reddit.com
u/aori_chann — 3 days ago

O Pequeno Obsessor Golpista - Perguntas e Respostas

Pergunta u/favaros :

Às vezes, quando fazemos interações com conteúdo na internet sobre caminhos e relações afetivas (aí vamos ser direto, os pais de poste e o golpe “tem trabalho pra você…”), abordando a real natureza dessas leituras, começa acontecer coisas estranhas e inesperadas. Perturbações mesmo.

Certo de com o que estou mexendo, como se proteger ou resolver esse problema? Pois o mais comum é pegar os mais vulneráveis que estão ao redor. Aliás como essa galera de poste consegue nos encontrar e atrapalhar tanto?

🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹

Resposta Pai João do Carmo:

Salve, meu querido amigo, esta resposta, acredito, se encontra muito mais na parte prática do que na parte teórica.

Em geral, esses anúncios enviesados, desses que prometem o amor de volta em tempo determinado, que prometem dinheiro, emprego, amarração, afastamento, que prometem de tudo e mais um pouco, a quem quer que seja, sob o único critério do pagamento imediato, prometendo resoluções praticamente instantâneas... convenhamos, não vêm de pessoas responsáveis, não vêm de uma espiritualidade sadia. Quando, por acaso, há alguma espiritualidade por trás, ou seja, quando não se trata meramente de enganação e mistificação, é seguro afirmar que quem está por trás do anúncio não está ali de bom coração. Não anuncia essas coisas porque quer ver melhora na vida alheia. Se me permitem a franqueza, quem quer a melhora na vida alheia, muito antes, se coloca à prática da caridade, começando por esclarecer as pessoas ao seu redor da divindade que se encontra em nossas vidas e, a partir daí, seguindo numa sequência lógica que glorifica a irmandade dos espíritos através de pensamentos, sentimentos e ações.

Estas pessoas por trás dos anúncios, das poucas que realmente conhecem de espiritualidade, estão ali com um único objetivo: benefício próprio. Desde o simples ganhar do dinheiro até mesmo o ganhar de outras coisas. Por exemplo, é interessante pensarmos, se uma pessoa dessas pode prometer amor, dinheiro, prosperidade, a qualquer um, com prazos mínimos, por que se contentar a fazer propagandas em postes ou então em locais menos vantajosos da internet? Por que se contentar, de fato, com dar ao outro e não simplesmente dar a si mesmo, uma vez que é claro que o interesse dessas pessoas não é pelo bem-estar do consulente? Porque, a bem da verdade, ninguém pode de fato prometer e garantir caminhos amorosos e financeiros a nenhuma outra pessoa com tamanha certeza e prontidão. Ao contrário, o anúncio funciona para o médium justamente porque ele pega do consulente aquilo que lhe interessa. Pega a energia da pessoa, pega as conexões da pessoa, se aproveita de facilidades, pega o dinheiro, praticamente um assalto espiritual, quando não material.

Mas é claro que o médium não é o único interessado nisso. Se é um médium que consegue algum resultado que mostrar aos seus "clientes", deve haver por trás uma entidade, ou melhor, uma organização espiritual, ou pelo menos um grupo espiritual, que possa orquestrar esses movimentos, tanto os movimentos aparentes para que o cliente se sinta satisfeito, quanto o movimento real, quando eles se põe a sugar ou roubar, ou se aproveitar daquilo que o cliente tem. Assim, é claro, existem tanto os interesses do médium e a fatia dele do negócio, quanto existem os espíritos atrelados e suas fatias do negócio. Mas o médium pode se contentar com o que consegue a cada cliente porque obviamente, ele é um só e os clientes são muitos. Os espíritos, ao contrário, são ainda mais numerosos do que os clientes na maior parte das vezes, e ainda assim querem cada um a sua parte do acordo. O que fazem então?

Pois bem, em cada região em que o anúncio é colocado, eles ficam de olho. Ficam observando as pessoas, vendo quem vai conectar com o anúncio, quem vai se entreter com o anúncio, quem vai dar ponte para contato. Se o contato que você faz mentalmente é receptivo, combativo ou evasivo, ainda assim aconteceu um contato. Você pensou no anúncio, você conectou com a energia, e a partir daí abriu uma porta de entrada para esses espíritos se conectarem em torno com você também. E quanto mais você pensa naquilo, para bem ou para mal, mais oportunidade você dá para que esses espíritos, pelo pensamento, que sempre é uma via de mão dupla, achem você. A partir do momento em que te acham, analisam o seu perfil, analisam a sua vida e tentam achar pontos de exploração fácil. Se podem te encaminhar como clientela pro médium, pronto, problema resolvido, fazem a festa, vão levar tudo e um pouco mais. Se não podem, pelo menos no primeiro dia, talvez na primeira semana se for o caso, vão ficar ali em cima, olhando, insistindo, e tomando para si toda oportunidade que acharem de imediato, sem perda de tempo. Até porque, se competem até com o médium, competem também entre si, e não vão querer que chegue outro para tomar aquilo de quem viu primeiro.

Então é claro, se uma pessoa de espiritualidade sadia dá contato e abre uma porta, mesmo sem querer, eles podem acabar não vendo pontos de entrada na vida dessa pessoa em si, não veem como tirar vantagem fácil. Mas vão pegar as pessoas ao lado, de repente o relacionamento não tá tão bom, ou então os filhos em casa são vulneráveis, às vezes a mãe ou o pai estão mais fracos, menos firmes, ou um colega do trabalho está passando por um momento difícil... a partir do momento em que veem uma oportunidade na qual a vibração de alguém está mais baixa e se apresenta alguma vulnerabilidade, ali eles vão colocar o dedo na ferida e continuar apertando até que tenham domínio o suficiente sobre a pessoa para explorá-la no que quer que sejam seus objetivos.

Existem, é claro, meios de sair dessa vulnerabilidade e meios de não deixar nem nada acontecer logo de princípio. O principal, é claro, é simplesmente ignorar esses anúncios. Nem se faça de ofendido, nem se ofereça como potencial cliente, simplesmente ignore, passa pra frente. Sem oportunidade de contato, sem criar uma ponte energética, esses espíritos na maior parte das vezes nem mesmo vão saber que você leu o anúncio. Eles querem a presa fácil, eles querem a pessoa vulnerável, não querem trabalho difícil. Mas supondo que, sem querer, você acabou criando contato, pois bem, reinforce a sua espiritualidade, ou mesmo, seu auto-conhecimento, seu equilíbrio emocional, seu bem-estar psicológico, reinforce o carinho em suas relações, plante sementes de amor e de conforto para as pessoas na sua vida, faça esse movimento saudável de revitalização. Qualquer movimento que fizerem, por menor que seja, para este tipo de aproveitador, já será o suficiente para espantá-los. Mais do que qualquer coisa, eles têm grande aversão ao esforço. E se você começa a colocar barreiras no caminho deles, logo eles desistem, achando que vão encontrar rapidamente outra pessoa mais vulnerável e mais fácil de explorar.

Isto, claro, falando de maneira geral. Existem casos de raras exceções nas quais o anúncio cobre uma fachada de uma organização realmente trevosa, realmente interessada em dominação, realmente esforçada em manter as pessoas em seu domínio. Neste caso, e no caso de uma pessoa que realmente está numa fase vulnerável e não consegue se proteger nem mesmo do obsessor preguiçoso, é de grande importância que a pessoa se encaminhe para uma casa espiritualista e receba o tratamento adequado, porque podem haver complicações ainda maiores. Ainda assim, são casos raros de fato. Mesmo os consulentes e clientes desses médiuns e enganadores quase nunca estão tão vulneráveis e quase nunca se deparam de fato com uma organização trevosa com força genuína por trás.

Queridos, espero ter esclarecido um pouco sobre como esses anúncios enganadores funcionam, e espero genuinamente que vocês nunca mais lhes deem a menor atenção, tanto por precaução, quanto porque eles não merecem a atenção de vocês.

Fiquem em paz, luz a todos.

🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹🦹

Link para as demais comunicações.

u/aori_chann — 8 days ago

A Linha do Tempo - Perguntas e Respostas

Pergunta u/Philips :

Saudações, venho aqui pois tenho algumas dúvidas que gostaria de sanar que envolvem o conceito de tempo, um tema que vem permeando a minha vida. E gostaria de ouvir e saber de quem está no outro lado.

A minha pergunta é: Como você explicaria por sua perspectiva como funciona o tempo que você vê daí no seu plano e o tempo daqui do plano terreno?

Faço essa pergunta pois venho tentado entender através de estudos de sistemas esotéricos e fico me questionando como é pra vocês aí no outro lado, se usa um tipo de aparelho, se é um tipo de poder divino que foi concedido poder ver coisas desse tipo, se por exemplo pra vocês, não sei, vocês estão tipo no ano 2150, mas tem recursos de estarem tendo contato no ano 2025. Tenho essa dúvida, pois pelo que parece e vi em algumas experiências, vocês aí no outro plano veem coisas de 100 anos ou até mais. Nisso eu fico ainda confuso em entender essa conexão do tempo daí e do tempo daqui, e nisso ver o seu ponto esclareceria muito, e talvez trazer uma visão possa agregar e ajudar de alguma forma, adoraria saber pelo o seu ponto de visão como funciona tempo.

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Resposta Pai João do Carmo:

Salve, meu filho, muito interessante a sua pergunta porque ela toca num ponto que a bem da verdade parece infinitamente mais complicado do que realmente é. Vocês aí encarnados fazem muita confusão ao redor do tempo, sempre medindo, tomando nota, encurtando ou esticando e dando a ele grande importância em suas vidas, principalmente quanto mais tecnológicos vocês se veem.

No entanto cá entra nós, desencarnados, a questão toma outras facetas que para vocês é impossível de perceber, se não raramente através de técnicas de desprendimento do corpo como meditações, projeções, regressões ou outras parecidas, quando, ao invés de o espírito se sincronizar com o cérebro, é o cérebro que se vê forçado a sincronizar com o espírito. Ainda assim, o cérebro retém na memória consciente somente aquilo que para ele fez sentido lógico, somente aquilo que ele tem de estrutura para receber, portanto essa percepção temporal fica realmente mais complicada.

Temos que pensar entre nós em quatro níveis de percepção do tempo, percepção no sentido de experimentar o tempo no dia-a-dia, sem contar o entendimento teórico por trás desta ferramenta. Como disse anteriormente e volto a dizer, o tempo não passa para todos nós de uma ferramenta de aprendizado das relações de causa e efeito, é uma impressão que as gradações da matéria nos imprime à mente para entendermos a lógica das mudanças que vemos ao nosso redor. Ao invés de entendermos, por exemplo, um objeto como simplesmente mudando, mudando e mudando, sem passado nem futuro, somente estando ali e se alterando, passamos a mentalmente colocar essas mudanças uma em relação à outra, sequencialmente, e formamos mentalmente uma "linha do tempo" na qual podemos entender as mudanças de maneira mais abrangente. Por isso podemos entender os estágios de nascimento e crescimento de uma árvore, por exemplo, com maior facilidade, ao invés de tomarmos a presente formatação da árvore como sendo o único estado na qual a consideramos.

Tendo essa ideia em mente, os quatro níveis de percepção do tempo fazem referência, para simplificarmos, com os planos vibracionais de existência. A matéria densa no plano encarnatório, a matéria sutil densificada nos umbrais, a matéria sutil de fato nos planos superiores e a matéria rarefeita (se podemos assim chamar) nas camadas dos planos mentais.

Aí, no plano encarnatório, a matéria densa faz com que o espírito se veja envolvido pela forma ilusória do universo. Estão como se fosse completamente submergidos no mundo das formas e a rigor só percebem o mundo das formas. No mundo das formas, tudo que se pode ver são os estados de cada objeto, de cada criatura, tudo que se pode sentir é a medida interna das mudanças registradas pelo próprio cérebro. Para vocês o maior ponto de referência da existência ou inexistência de algo, do movimento ou da alteração, do ser e do estar, é justamente esses estados que as coisas tomam, justamente as mudanças de um objeto que formam uma linha do tempo. Essa noção de um tempo linear com passado, presente e futuro se torna ainda mais vívida incluso por questão do desenvolvimento do cérebro, que se apoia completamente nessa ferramenta para fazer sentido do mundo. É através da noção do tempo que se determina a velocidade de um corpo, a pressão aplicada e tantas outras coisas que só pela noção do tempo o cérebro consegue interpretar.

Então para os encarnados, o tempo está presente em tudo, o tempo é como uma entidade na qual estão constantemente esbarrando, até mesmo se pensarmos na questão da gravidade, na qual o tempo se adensa fisicamente, no qual as transformações são mais lentas conforme a densidade do objeto, num nível de estruturação do próprio espaço, dos próprios componentes subatômicos e sua repercussão no alredor do super-sistema (universo) em que se encontram. Não é à toa que, por conta dessa propriedade da gravidade, de tornar mais difícil toda mudança desde a estruturação fundamental do universo até o movimento, peso relativo, movimento relativo, etc, que vocês sintam o tempo passar, que fiquem com uma impressão muito forte de uma linha do tempo.

Quando passamos para o nível dos umbrais, seja no umbral denso, no médio ou no alto, a qualidade sutil da matéria é em média a mesma. A diferenciação entre o quociente gravitacional do umbral grosso e o mesmo quociente no umbral alto é negligível, diante da diferença entre a média dos umbrais e o plano encarnatório, por exemplo, e ainda menos se vê notável diante da diferença entre o quociente gravitacional entre a média dos umbrais para com os planos superiores. Para contexto, por quociente gravitacional, estamos aqui falando desse amálgama de forças de interação entre os átomos e partículas subatômicas que geram um campo gravitacional, que em torno acentuam ou atenuam a sensação de uma linha do tempo, quando tentamos entender as mudanças ocorridas em um determinado objeto.

Nesse cenário dos umbrais, o quociente gravitacional já é menor, a matéria tem menos força de atração, entra em campo a força de atração da mente, a força de manipulação da mente. Aí, o ambiente não é mais simplesmente o mundo das formas, existe um balanço apropriado entre formas e ideias, no qual as formas influenciam as ideias e as ideias influenciam as formas de maneira direta. Nesse contexto, a mente não se vê completamente refém de ter como único parâmetro as formas e as suas mutações, ela tem por referência o próprio campo mental que é absoluto. Ainda que no campo mental possam ocorrer flutuações, ou seja, pensamentos e ideias surgem e somem à vontade, a fundação interior do campo mental é uma só; até por isso facilmente sabemos os pensamentos uns dos outros mesmo no umbral, enquanto que no plano encarnatório a matéria, por não se deixar influenciar pela mente de maneira direta, esconde de nossa percepção o campo mental e por consequência os pensamentos alheios. Em comparação um com o outro, é como se, para o morador do umbral, o campo mental fosse um penhasco no qual as formas são como o mar abaixo batendo em ondas que se formam e desformam de pouco em pouco, com a única constância sendo a mudança.

Desse ponto de vista, o tempo para o morador do umbral parece mais maleável, as mudanças dos objetos se tornam inconstância tão grande que acabam se tornando um ruído que é ignorado a maior parte do tempo. O principal ponto de referência se torna o campo mental e as flutuações que acontecem no campo mental. Esse campo tendo um fundamento real por trás, sólido e inalterável, faz com que a experiência do tempo seja um pouco mais relativa do que absoluta.

Vejam bem, enquanto na encarnação o único ponto de referência é a constante mudança sem um fundamento básico e inalterável por trás, a impressão da passagem do tempo se torna muito forte, porque tudo o que se vê é mudança atrás de mudança. Quando, no umbral, o campo mental se revela como uma rocha sólida na qual ter referência, não existe mais só mudança, existe também a permanência. O sentimento que se tem do tempo em relação a essa referência imutável é muito menor, é como se o tempo se tornasse um rio que vemos passar, mas não somos mais carregados por ele.

Vendo o rio de fora, ao invés de por dentro, podemos notar padrões, podemos notar anomalias, podemos notar curvas, podemos ver mais adiante as curvas ou mais atrás com maior facilidade, ainda limitados, mas com muito mais facilidade.

Espero me ter feito entender até aqui, porque a parte difícil de entender é justamente a montagem desse pensamento, de que a constante mudança e os mecanismos internos da própria matéria geram um efeito que causa a impressão do tempo. Espero que, colocando o tempo visto do plano encarnatório em comparação com ele visto do plano umbralino ajude a deixar tudo mais claro.

E daí por diante a "sutilização" da percepção do tempo continua. Conforme a matéria se sutiliza, tendo cada vez menos influência sobre o espírito e portanto tendo cada vez menos influência em sua vivência, mais e mais a rocha sólida da fundação interior do campo mental se revela, e mais também a pessoa se vê menos envolvida com a narrativa do tempo.

Nos planos espirituais superiores, (se bem aí já estejamos caindo numa generalização, mas por hora fiquemos no simples) o quociente gravitacional é ainda menor, ou seja, a matéria tem ainda menos força de atração, e a força de atração da mente do espírito toma cada vez mais liberdade, mais envergadura. Não mais as mudanças das formas são como um rio visto de fora, agora são como um rio visto de cima. A sugestão de um movimento, para nós, revela o movimento por completo. O final mínimo de um movimento nos revela pelo menos a estruturação por trás do movimento. Podemos ver as próprias curvas do rio se alterarem e podemos prever as alterações das curvas do rio. Podemos ver através das mudanças com tal facilidade que o tempo para nós se torna realmente uma ferramenta de previsão, muito mais do que uma vivência, mais do que uma experiência. Se torna um estado de fluxo ao redor da gravitação da qual já temos conhecimento e escopo de visão para acompanhar. Como se, numa dança, soubéssemos uma parte dos passos que precisamos dar, e ao mesmo tempo fôssemos guiados nos passos que não conhecíamos de antemão.

Pode parecer, para vocês, uma visão um pouco mais romântica, talvez incrível do tempo, como se fôssemos conhecedores de tudo, mas me permitam desfazer esse mal-entendido. Presente, passado e futuro, para nós, colapsam momentaneamente quando tentamos entender a figura maior de mutações de um objeto ou indivíduo. Parte a parte, podemos analisar o todo com maior facilidade. Ainda, não podemos analisar o todo por completo, se não o todo daquilo que está diante de nossos olhos, por assim dizer. É como um pintor que consegue entender o processo artístico de um quadro quando vê a pintura pronta e pode imaginar futuros quadros, como pode referenciar obras anteriores. Isso não significa no entanto que esse pintor possa replicar o quadro, que possa alterar o quadro, nem significa de modo algum que conhece todos os estilos e todos os processos e todos os artistas e todas as artes. Significa apenas que, diante de um quadro, ele é capaz de fazer boas afirmações.

Dando ainda outro salto na escalada dos planos de existência, passamos então para o tempo quando visto dos planos mentais (aqui também em generalização). Como podem imaginar pelo nome, nesse estágio o mundo das formas já ficou completamente para trás, ou pelo menos quase, e toda matéria que se encontra nesses planos é mero resquício, como um reflexo condicionado. Temos aqui que partir do princípio que o próprio campo mental, quando da atuação dos espíritos, produz a ilusão de formas a que chamamos matéria. A matéria residual que ali se encontra toma forma a partir do pensamento calculado, do pensamento já conhecido e estudado de cada espírito. Os espíritos ali produzem matéria de maneira proposital para conduzir estudos de causa e efeito. Vejam, já avançamos muito no aprendizado. Antes estávamos imersos no tempo, presos a ter de referência somente causa e efeito. No plano mental, o indivíduo experimenta com causa e efeito por meio de produção da matéria deliberada, produz causa e efeito ali para conduzir um estudo.

Claro, isso não coloca os indivíduos dos planos mentais fora do círculo de causa e efeito. O que estou dizendo é que a relação que eles tem com a ilusão do **tempo** é que já muda, ao invés de estarem numa relação passiva com o tempo, a relação se torna ativa, usando ativamente o tempo como ferramenta de aprendizado, ao invés de se colocarem à disposição do tempo e das circunstâncias. Ali o quociente gravitacional é deliberadamente selecionado e experimentado. Ali a matéria não se interpõe entre o espírito e o campo mental, ali o campo mental é tão limpidamente visível que a matéria somente surge se invocada, se provocada dentro do próprio campo mental.

Numa referência imaginativa, agora não é mais como se a pessoa visse o rio de fora ou como se visse o rio por cima. Agora é como um laboratório que produz água para colocá-la através do encanamento. Não redirecionar água como vocês no sistema de tratamento, mas produzir água para entender então seu fluxo do início ao fim.

Espero que eu tenha me feito entender no meio de um tema tão abstrato, tão complexo. Peço perdão se acabei complicando o entendimento mais do que ajudando. Mas para encerrarmos portanto, respondendo diretamente a alguns questionamentos que o amigo nos propôs:

Quando parece a vocês que um espírito é capaz de ver ou dizer coisas de 100 anos no futuro, é de se esperar que, pela visão mais avantajada de um espírito em planos menos densos que o encarnatório, ele possa dizer por onde o rio vai correr. Mais ainda, se considerarmos que cada plano não é isolado e que o plano encarnatório leva grandes planejamentos por inúmeros grupos de espíritos, o espírito comunicante pode simplesmente estar se referindo a algo já pré-planejado que apenas se começa a montar no plano físico, mas que cujo esboço ou protótipo, mesmo um modelo fechado já existe no plano onde aquele comunicante vive.

Não vivemos no futuro, amigos, nem no passado, porque tanto um quanto o outro são mera percepção mental, não existem factualmente, só existem virtualmente. Vivemos o mesmo tempo que todo mundo, que é o único tempo que pode ser vivido: o presente. Por isso, mais comum do que previsões, mais comum do que avisos, mais comum do que qualquer outro fenômeno, os espíritos mais esclarecidos sempre dizem, ensinam e lhes pedem encarecidamente que vivam no presente, no momento de agora. Porque mesmo havendo mutações e alterações de todos os tipos, o único momento na linha do tempo que representa o universo inteiro é o presente, é o agora. O resto é puramente imaginário, é flutuação supérflua no campo mental que só faz o espírito ficar focando naquilo que atrapalha a vista, ao invés de focar naquilo que o faz ver além.

Queridos, fiquem todos em paz.

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Link para as demais comunicações.

reddit.com
u/aori_chann — 15 days ago

Cultura e Julgamento no Pós-Morte - Perguntas e Respostas

Pergunta u/kaworo0 :

Na literatura espiritualista e até em expressões culturais como livros, peças e filmes, vemos a descrição de “life reviews” que seriam como uma exibição e avaliação da encarnação que acabou de se encerrar pelo espírito recém chegado na espiritualidade. Essa espécie de acontecimento não é tão reportado no espiritismo até onde vai meu conhecimento. Poderia comentar à respeito desse fenômeno, suas origens e a expectativa que as pessoas devem ou não nutrir nesse tema? O que pensar desses relatos?

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Resposta Pai João do Carmo:

Queridos, voltamos ao tema, - porque já o abordamos antes - mas espero trazer um pouco mais de nuance do que na vez passada para abranger esses relatos com maior precisão e clareza.

Como disse antes, não existe oficialmente em planeta Terra nenhum mecanismo obrigatório, nem existe na espiritualidade (nas leis divinas, morais e físicas) algo que explicitamente force o indivíduo a ter a sua encarnação avaliada, revisitada ou de algum modo colocada na balança, sujeito a árbitros ou leis intrínsecas, que são forçados a irem para lá ou virem para cá, e sabemos por um estudo robusto e complexo de vários autores que, mesmo que se julgue por completo a vida de uma pessoa, não se poderá forçar a criatura ao céu ou ao inferno, nem em qualquer gradação meio-termo, se sua sintonia estiver em outro lugar. A única lei intrínseca que dita o destino do espírito, em qualquer planeta, em qualquer plano ou meio de existência, é pura e simples afinidade, lei de atração, o conteúdo de seus sentimentos e pensamentos e a soma de suas ações e atitudes. Se quisermos chamar tal afinidade de julgamento ou avaliação, assim o façamos, porém está longe dos relatos que o amigo menciona, em que a vida passaria diante dos olhos da pessoa ou em que uma entidade externa viria para lhe dar um parecer e decidir o seu destino.

O que acontece nesses casos é algo que também já mencionei em outros estudos, que é a propriedade das comunidades espirituais do planeta Terra se moldarem de acordo com as expectativas das pessoas encarnadas, fazendo uma cultura comunicante, ou ainda estendendo a cultura para a vida espiritual. Assim como, voltando ao exemplo que já dei, um grupo de pessoas encarnadas culturalmente criou a imagem dos orixás através das forças naturais e conceitos divinos, e os espíritos comunicantes, participantes, em contato com aquela cultura, moldaram seu jeito de comunicar e os espíritos mais elevados passaram a tomar a forma exterior referente à figura de cada orixá conforme a posição espírito-social que ocupavam, assim também nas sociedades e culturas onde está impregnada a ideia de um julgamento pós-morte, algum mecanismo relativo à ideia irá tomar forma por obra dos espíritos superiores e seus ajudantes, para encontrar o ser humano encarnado no passo em que ele mesmo julga ser apropriado para si. Ou melhor dizendo, em respeito ao encarnado, indo de encontro com o seu entendimento, valorizando sua visão de mundo, sem no entanto confundir fantasia com realidade, os espíritos que guiam um povo ou uma cultura irão, na medida do factível, seguir em conformidade com essa cultura e com esse povo.

Assim é que, vendo que uma cultura, por exemplo a cultura hebraica, que tem muito dessa ideia de um julgamento final, os espíritos que se relacionam com essa cultura irão dar forma e estrutura na vida espiritual dessas pessoas para que possam esperar pelo julgamento final, muitas vezes fazendo casas transitórias no astral, ou mesmo ajudando aqueles que querem a entrar num sono profundo esperando o momento oportuno, ou ainda dando continuidade aos zelos religiosos que lhes garantirão um bom julgamento no fim dos tempos. Ainda outras culturas, como a cultura grega antiga, na qual haviam deuses olhando diretamente para a vida de cada indivíduo e juízes pesando suas ações na hora do desencarne para decidir seus destinos, se formou no astral da época e da região espíritos de hierarquia maior que fossem capazes de aconselhar o povo fazendo o papel dos deuses, e espíritos afins, que tinham hierarquia social e eram tidos como sábios, como figuras de comando ou de importância em cada época da história da Grécia antiga, faziam o papel daqueles que julgavam a pessoa após a morte e decidiam se iam para o Asfódelos e outras regiões negativas ou para os Campos Elísios. No caso, em cada plano de existência se organizavam esses comitês de juri, que davam conta de revisar a vida da pessoa, do bom e do ruim, e ali lhe apresentavam onde já estavam, e a imaginação popular, junto com gostos e cultura, expectativas e hábitos, moldavam ao seu redor fossem os Campos Elísios, os Campos Asfódelos, o Tártaro e até mesmo, em ocasiões, o próprio Monte Olimpo. É claro que, quanto mais elevada a pessoa se encontrava após a passagem, menos enviesada era a sua visão do mundo espiritual e, ao invés de olhar para o mundo espiritual somente através da lente da cultura, a pessoa via também o lugar onde se encontrava através da lente da razão e da observação, que desfazia inevitavelmente alguns dos mitos, principalmente se chegavam a conhecer as grandes figuras espirituais que se apresentavam como os Deuses aos encarnados, no intuito de guiar o povo que lhes suplicava.

E isso acontece tanto nas culturas antigas quanto nas atuais e continuará acontecendo nas culturas futuras. Se um povo, mesmo que seja somente um grupo dentro de uma cultura ou uma população, acredita nessa ideia de um julgamento pós-morte, e que algo ou alguém decidirá seu destino, ou que a vida passa diante dos olhos, assim acontece, porque assim se organiza o astral para recebê-la. E veja, muitas vezes nem é preciso que a pessoa em si acredite fielmente nessas ideias. Às vezes isto está impregnado no inconsciente coletivo de tal forma que, somente por ter afinidade a essa egrégora, a esse grupo espiritual, numa experiência de morte ou de quase-morte, a pessoa passa por essa experiência ou por parte dela. Mas por exemplo, há coisas que são parte da experiência cultural independente da narrativa e da perspectiva da própria pessoa, mas acontece por conta da afinidade (como no caso de um julgamento pós-morte ou uma revisão da encarnação), mas também há coisas que dependem diretamente da ideia pessoal da morte e do que acontece depois que se morre , como no caso de ver a vida toda passando diante dos olhos no momento da morte ou então logo depois. Por isso poderemos ver céticos experienciando uma espécie de julgamento quando na sua morte ou quase-morte, mas nunca veremos o cético dizendo que viu a vida toda passando diante dos olhos. Pode dizer que uma entidade lhe mostrou sua vida toda, mas nunca que espontaneamente a vida lhe passou diante dos olhos.

Mas ainda há outros mecanismos psicológicos merecedores de nossa atenção. Quando da morte, não é que a vida passe diante dos olhos, mas o choque é tão grande em todas as culturas humanas e não-humanas no planeta Terra, porque os encarnados daqui ainda não têm uma boa relação com a vida pós-morte e com a fragilidade do corpo físico, que inevitavelmente as pessoas se pegam lembrando de tudo que, em questão de segundos nos quais aconteceu a passagem, imaginam ter perdido. Lembram-se de parentes, lembram-se de animais de estimação, lembram-se de vivências, lugares, escolas, hobbies, filmes, livros, brincadeiras... O choque da realização da morte faz com que a pessoa voluntariamente passe por todas as lembranças de sua memória como se tentando agarrar o passado com o pensamento. Isto causa, é claro, esse efeito de repassar a vida toda, como que num piscar de olhos, porque a pessoa não se conforma naqueles momentos iniciais de ter perdido tudo aquilo, até mesmo as chances, os potenciais, os famosos "assuntos inacabados", etc, passam pelo pensamento da pessoa de maneira avassaladora, tão avassaladora quanto os sentimentos que a pessoa nutre em relação à morte.

Esses pensamentos e memórias não levarão a pessoa a ser julgada de algum modo, mas podem influenciar o seu humor e a sua vibração, fazendo com que seu perispírito readeque a vibração e leve a pessoa a este ou àquele plano, mais ou menos agradável.

Ainda, mesmo que a pessoa não fique repassando no pensamento a sua vida de imediato, ao longo dos primeiros meses é inevitável, pela diferença entre a vida encarnada e a vida desencarnada, pelo rever de velhos amigos e velhos desaforos, pelas memórias de outras vidas e outros entre-vidas que vão chegando, pelo estímulo de pessoas e experiências a repensar qualidades e defeitos, acertos e erros, que a pessoa de todo modo ainda se veja pensando e repensando na vida encarnada que acabou de deixar. Neste caso temos o exemplo clássico de André Luiz, que nos próprios livros passou e repassou com o leitor momentos de sua vida encarnada, lembrando o que fez e o que não fez, conforme avançava na sua descoberta da vida espiritual. O contraste entre as duas formas de viver, e mesmo o caráter educativo e elucidativo da própria encarnação levam a pessoa a refletir sobre a encarnação pelo menos um pouco, ainda que tenham deixado já tudo para trás. Até mesmo espíritos mais avançados, ou muito bem estudados, ainda projetores experientes, para quem o mundo espiritual não é surpresa alguma, ainda assim, pelo próprio caráter educativo da encarnação, se voltam em memória aos momentos vividos para entender o bom e o ruim de suas ações passadas, o que conseguiram concluir e o que faltou concluir de seus objetivos encarnatórios e assim por diante.

Mas novamente, são mecanismos psicológicos atrelados a cada um de nós que nos fazem voluntariamente buscar na memória esses momentos vividos e a vida que acabamos de deixar para trás. Não há nada que nos force nem nos obrigue a rever nossa vida de maneira inevitável, não há corpus julgador que diga à pessoa quem ela é, o que merece e para onde deve ir. Quando encontramos esses mecanismos, eles são culturais, colocados diante de nós pelo grupo a que nos afinizamos, e podemos rechaçá-los sem peso na consciência.

Suponhamos que uma pessoa brasileira, envolvida nesse pensamento de um julgamento pós-morte, venha a fazer a sua passagem e encontre do lado de lá uma sala por onde deve passar para ter seu julgamento. Sendo a pessoa inteligente e entendendo com clareza a ideia da vida pós-morte, ou ainda recobrando rapidamente seu entendimento anterior, de antes da encarnação, pode simplesmente se recusar a passar pelo julgamento desnecessário e simplesmente se encaminhar para outro canto, onde mande sua vontade e permita sua afinidade.

Ainda, por fim, temos que nos lembrar que, dado o desencarne, o arco energético da afinidade, o puro e intenso magnetismo, muitas vezes arranca a pessoa dos laços da carne e a joga imediatamente no lugar em que seu magnetismo manda. Será impossível que, mesmo numa estrutura já bem montada e permeando toda uma sociedade, os espíritos responsáveis por forçar a pessoa a reavaliar a sua recente encarnação consigam filtrar todas as pessoas sem faltar uma. Grande parte principalmente das pessoas em maior desequilíbrio, ou pessoas mais avançadas que flutuam pelos planos espirituais com intensa leveza, não poderá ser pega pela mão para ser levada a julgamento, o magnetismo, forte como é, levará a pessoa a seu lugar de afinidade de imediato, no exato momento do desencarne, sem deixar brechas para intercepções ou interrupções. Se a pessoa não estiver afinizada mais ou menos com o nível do comitê de julgamento de sua cultura, ela vai passar pelo sistema como um foguete, sem tempo para deliberações. Ainda, há pessoas que desencarnam sem lucidez de pensamento, que não sabem onde estão, nem quem são, e mesmo que não enxergam o mundo à sua volta como realmente é, de tão envoltos que estão nas próprias ilusões, e essas não poderão nunca ir a julgamento ou rever suas vidas, porque estão presas ao seu próprio sistema mental.

Então mesmo que houvesse um sistema oficial do planeta Terra, colocado pelas diretrizes espirituais, feito com esforço e afinco por trabalhadores de todas as faixas vibracionais, ainda assim grande parte das pessoas não poderia nunca passar por esse sistema de julgamento. Até mesmo por isso, é extremamente raro, muito, muito raro mesmo, que as diretrizes espirituais de qualquer planeta coloquem em funcionamento algo do tipo. O próprio sistema de mentoria já é complicado o suficiente de implementar da maneira como se gostaria justamente por todas essas nuances e só se encontra presente de maneria hegemônica em todas as culturas e em todos os planetas até determinada elevação justamente pela grande necessidade de um norte e de um professor, um irmão mais velho que dê à mão a criança, ensinando a ela o básico da vida.

Queridos, espero ter esmiuçado melhor essas questões e deixado um pouco mais claro o porquê de tais e quais relatos que se veem, mas que não representam a totalidade do que se encontra no plano espiritual, e por que não pode ser verdade que essas experiências sejam em momento algum universais.

Fiquem em paz.

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u/aori_chann — 22 days ago

Laços Estreitos, O Espectro da Intimidade Mental e Emocional - Perguntas e Respostas

Pergunta u/aori_chann :

Queridos amigos espirituais. Eu sei que aqui na Terra, encarnados, somos praticamente obrigados a viver a individualidade, sem mais nem menos, somos uma pessoa, uma pessoa somente, isolada das demais, a não ser pelo contato físico ou interação social. Mas talvez até pela extensa falta desses dois fatores em minha vida, às vezes me parece que ser uma pessoa só, ter uma identidade única, uma mente única, estar à parte de maneira intrínseca é como se fosse algo completamente anti-natural, principalmente quando estou sentindo as fases mais profundas da minha espiritualidade, essa vivência como ser único isolado me faz sentir como se algo estivesse profundamente faltando, como se faltasse uma conexão muito mais profunda -- vinda daquela ideia de entidades que se unem formando uma "unidade plural" ou "unidade coletiva", quando os espíritos se unem em mente e essência numa coexistência harmônica (se é que isso existe da forma como eu entendi).

E é justamente aí que está a minha pergunta. Em algum momento na nossa evolução deveremos passar por essa conexão profunda, essa união mais estreita, em contato direto de espírito com espírito, como se unificados em pensamento e coração? Contando da nossa fase evolutiva humana, ainda falta muito para chegarmos a isso? É algo exclusivo de criaturas já muito elevadas, ou há a possibilidade de seres humanos desencarnados se unirem nessa profunda harmônia ressoante de ser? Ou ainda isso que estou pensando e sentindo se relaciona com outras coisas que ainda não conheço (e estou confundindo tudo)?

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Resposta Pai João do Carmo:

Salve, filho, sua pergunta é ao mesmo tempo intrigante, mas ao mesmo tempo complicada de responder. Acontece que, infelizmente, algumas partes da pergunta não têm resposta objetiva. Veja bem:

Por um lado, podemos dizer que o mais natural, sim, é a conjunção dos espíritos uns com os outros, se ligando por afinidade, se colocando em padrões de ligação dos mais diversos. Uma parte desses padrões passa por isso que você está falando, ou seja, de espíritos que se unem intimamente, praticam uma forma de vida como se pensassem juntos, sentissem juntos e tivessem esse laço entre si tão estreito que o conceito que temos de "eu" e de "outro" ficam... não diria intercambiáveis, mas diria que ficam muito menos distinguíveis, se pensarmos em como lidamos com essa dicotomia aqui no planeta Terra. Aqui, em nossas vidas comuns, sobretudo encarnadas, o eu é definido pelos meus limites e o outro é definido pelos limites do outro. Mas em determinados tipos de conexão, o limite do eu começa a se entrecruzar com o limite do outro e vice-versa.

Temos disso uma amostra na mediunidade, principalmente na incorporação. Não é exatamente isso, porque na mediunidade um espírito usa o veículo de manifestação do outro, fazendo com que o espírito que empresta o seu corpo fique como que submissivo, até mesmo porque a intenção é sempre ouvir a mensagem a ser passada, trazer a ação de um espírito distante para mais perto e a interferência nisso "contaminaria" o processo. Mas em algum sentido, os dois espíritos devem se ligar estreitamente, compartilhando fluidos espirituais, compartilhando sentimentos e pensamentos como se fossem uma única entidade, ao invés de duas. Não chega a ser nada tão profundo quanto chegam algumas outras formas de relacionamento que existem através do universo, mas, como disse, é um tipo de amostra do que podemos fazer de conexão mais profunda entre nós.

Mas por outro lado não podemos dizer que um jeito está mais certo e outro mais errado, nem podemos dizer que um jeito seja mais avançado ou mais atrasado, nem podemos dizer que de um modo é mais evoluído do que o outro. Esse nível de profundidade, de intimidade da conexão entre duas ou mais criaturas se manifesta em gradações. Aqui na Terra, enquanto na encarnação, estamos quase chegando perto da ponta mais extrema da separação entre os espíritos, vendo que sua relação transborda os limites entre o "eu" e o "outro" bem pouco. Mas existem também em outros planetas, mesmo em outros planos, comunidades, espécies, até mesmo espécies físicas, onde esses relacionamentos são mais estreitos, onde isso se mostra mais íntimo. É só olharmos, por exemplo, para algumas espécies de plantas e de fungos, nos quais muitas vezes se torna um desafio entender e perceber onde começa um indivíduo e onde o outro termina.

Claro, dentro de uma encarnação, com corpos pré-definidos pelos mecanismos biológicos, um ser humano, um cachorro, um gato, um peixe, não poderá biologicamente fazer esse estreitamento de intimidade no relacionamento, estará preso aos limites de sua biologia. E mesmo que se tente fazer isso de maneira somente espiritual, ainda assim o cérebro precisa filtrar a vivência, interpretá-la, colocá-la em contexto dentro da própria biologia e seus parâmetros humanos. Somente quando do desencarne, aí, sim, se poderá experienciar mais livremente o estreitamento dos laços.

Mesmo assim, para nós que estamos acostumados com essa dicotomia antes mais evidente do que menos evidente, teremos de andar lentamente e com algum esforço nesse espectro de intimidade mental e emocional. É preciso treino, deliberação... e sem falar que é preciso do consentimento e do esforço também do proverbial "outro", ou seja, achar outros espíritos que também concordem com a tal ideia. Sem esse esforço em mais de um sentido, de pelo menos duas pessoas, fica praticamente impossível fazer essa transição. Pode-se também fazer o estágio em outro planeta em outras espécies nas quais isso seja mais comum ou onde seja o padrão, mas ainda assim se terá de passar por um período de adaptação.

No entanto, por que digo que, para esse estreitamento de laços, não é necessário que haja uma grande evolução e está disponível para todos? Porque esse efeito que o amigo nos descreve é somente um efeito de afinidade, não de refinamento moral e emocional. O refinamento, aprofundamento da moral, do emocional e do racional é que caracterizam a evolução espiritual e colocam uns espíritos mais adiantados na jornada e outros menos adiantados, uns em relação aos outros. Mas quando dois espíritos, de qual elevação espiritual sejam, se encontram e têm afinidade entre si, podem decidir o grau de intimidade que quiserem entre si, de maneira livre. Para o espírito, o compartilhamento de sentimentos e pensamentos é uma habilidade inata, ou seja, algo intrínseco, assim como o próprio sentir e o próprio pensar; portanto quando duas criaturas de grande afinidade se unem e decidem se aproximar mais e mais, convergindo para um só pensamento e um só sentimento entre si, assim o podem fazer. Talvez sua união nesse sentido não seja tão harmônica, tão prazerosa, tão estável, ou mesmo tão duradoura quanto seria se dois espíritos de elevação considerável se unissem do mesmo modo, mas enquanto as duas partes voluntariamente assim o quiserem, estarão desse modo unidas. Ainda, se pensarmos que os espíritos mais avançados na jornada conseguem, com suas mentes, se aprofundar mais dentro do outro mesmo sem união nenhuma, somente por clareza de visão e de pensamento, por alta empatia e por conhecimentos avançados, por grande prática em se conectar com o seu próximo, essa conexão será de fato mais perfeita. Mas também a conexão com menos intimidade, num laço menos estreito, também essa será mais perfeita, porque o grau de perfeição está no espírito, não no nível de intimidade.

E do mesmo modo, quando dois ou mais espíritos se unem para formar, digamos, a outra ponta extrema do espectro da intimidade mental e emocional, eles convergem entre si, mas não perdem nem fundem suas essências, suas individualidades. Essa conexão, nesse extremo do espectro, coloca simplesmente as duas essências, as duas (ou mais) individualidades em sincronia, ambas agindo como uma única, mas podendo sair de sincronia por vontade própria. Mesmo que, por milhares de anos duas criaturas passem assim com laços tão estreitos e quase se esqueçam de suas próprias individualidades, sempre estará ali disponível, para ambos em muitos casos, as memórias anteriores de antes de sua união, como estará ali também, disponível para todos, o potencial do distanciamento dos laços de volta à individualidade como nós, humanos, a conhecemos, ou ainda mais distante.

E digo aqui sempre de "ambos" ou de "duas criaturas" para facilitar nosso entendimento. Até onde sei, existem, como disse, populações inteiras que se unem dessa forma, espécies inteiras e até mesmo, podemos extrapolar, nada impede que todo um ecossistema, todo um planeta, assim se una. Porque a soma sempre estará ali, disponível, e sempre será possível sincronizar-se uns com os outros. Pensemos em nossas mentes e nossas emoções como instrumentos musicais, como violinos. É possível sincronizar dois violinos, ou dessincronizá-los. É possível sincronizar três violinos, ou dessincronizá-los. É possível sincronizar dez, quinze, vinte, violinos, como numa orquestra, e também é possível, se quisermos imaginar, unir todos os violinos do mundo e sincronizá-los numa mesma música, num mesmo tempo, numa mesma nota. Não o fazemos assim por simples e pura falta de interesse nosso, mas é de se esperar que alguém o tenha feito ou vá fazer.

Desse modo, eu peço ao nosso amigo que mantenha suas esperanças, mas não se inquiete, porque de fato é possível esse tipo de união entre as criaturas, na mais perfeita sincronia, mas o caminho até lá ainda exigirá esforço e um tempo mínimo, pelo menos, de se chegar ao fim de uma encarnação e de poder trabalhar em direção a esse objetivo. Na própria Terra há espíritos que preferem um ou outro lado desse espectro, e que, claro, se agitam quando se veem forçados pelas circunstâncias a transitar no lado menos preferido da balança; esses espíritos costumam se encontrar e se afinizar no astral e conduzirem juntos suas atividades de relacionamento, seguindo de acordo com os próprios interesses e satisfações pessoais.

Tenhamos em mente, por fim, que ambos os lados desse espectro de intimidade devem necessariamente fazer parte da jornada espiritual de cada um de nós a caminho da realização completa de nossa espiritualidade e de nossas evoluções. Até mesmo para darmos preferência a um ou outro jeito de ser, é necessário que se conheça ambos os modos de convivência.

Fiquem em paz, meus irmãos, se unam sempre com o coração limpo e a mente em paz. Não importa o grau de intimidade, contanto que tentem sempre fazer o melhor uns pelos outros.

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u/aori_chann — 28 days ago

Help me Choose between Fedora and Debian? I can't decide!

Hello peeps! So I'm really really torn between Fedora atomic (kde) and Debian. They both look like great choices so I thought I'd listen to other people's opinions

The long story why:

So what I do is I work homeoffice with dubbing and subbing production. I need a very solid system that has little to no chances of breaking, that allow for sparse updates (like once or twice a month), something that I can literally set it and forget it for idk years, as long as possible, as predictable as possible. My work is already very surprising, demand can literally pop up from one minute to the next and I need my pc steady and ready to fly at any moment!

Oh also worth telling I prefere HDDs rather than SSDs cause I need SPACE but speed is whatever in my use case (saying that cause I used Garuda, and BTRFS assassinated my disk in less than 5 years)

Right now I'm on Kubuntu with extended support... but now Canonical is starting with AI talk and honestly I don't think AI will be any good idea for the next 5 to 10 years (and I work with whisper mind you xD but directly in the system where it can hallucinate my files away? I don't think so). So I'm jumping out of here, even tho the idea of 10 years of support is really looking sweet.

But to keep things short, atomic + rollback versus Debian is really making me wonder which should be best. If they have equal degrees of stability, I'd choose Fedora because I do like newer software etc etc, I love the tech hype. But after years running around Arch distros, I don't like the idea that my machine could just stop working upon reboot just because xD

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u/aori_chann — 1 month ago

A Caixa de Pandora - Perguntas e Respostas

Bom dia e feliz sábado, pessoal! Hoje com muita alegria trago um texto falando do auto-conhecimento, colocando tanto o nosso interior quanto o nosso exterior em contexto diante da evolução espiritual, como uma ferramenta de dualidade que nos ajuda a saber quem somos, crescer como pessoa e continuar a jornada de uma vida de infinita evolução!

E quem também quiser fazer a sua pergunta, estamos sempre dispostos a ajuda em tudo o que pudermos. É só fazer seu comentário marcando o u/aori_chann ou o u/mestresparrow ou então enviar a um dos dois pelo chat privado!

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Pergunta u/prismus- :

Olá amigos, tenho uma pergunta sobre o "objetivo" da consciência. Gosto muito de pensar sobre a natureza do ser e da realidade, e isso me parece ser o objetivo da consciência, tornar-se consciente de si mesmo, e portanto saber quem é. Porém, vivo isso de tal modo que por vezes as outras coisas da vida, que não estão relacionadas ao conhecimento do Ser, acabam parecendo pra mim mais distrações da real essência e sentido do ser, por vezes até obstáculos, do que propriamente algo que eu queira viver de corpo e alma. Dentre essas coisas, me refiro à própria experiência humana: Estudar, trabalhar, aprender coisas da matéria, lazer, relações humanas, dentre outras. Não como se as detestasse, apenas parecem... Distrações.

Gostaria de levantar então algumas questões sobre isso:

- Podem por favor me mostrar o engano que estou cometendo ao colocar entendimento metafísico acima das experiências, como se um fosse o real e importante e outro fosse distração? Me ajudem a entender a experiência comum diária e os fatores humanos como relevantes a nível de entendimento de quem somos nós, por favor?

- Por que isso acontece? Por que uma pessoa entra nessas condições de sentimento de separação entre essência e forma, como se a essência fosse tudo, e a expressão, a experiência, a vivência fosse algo externo? Existe uma explicação conhecida para isso nos estudos de vocês?

- O que fazer para se conectar com a vida cotidiana, direta, real, e não se perceber como diferente dela?

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Resposta Pai João do Carmo:

Salve meu querido amigo, sempre bom ter você conosco conversando. E engraçado o seu problema, porque ele vai no sentido oposto do que a maioria dos encarnados têm hoje em dia. A maioria das pessoas se identifica com as coisas, as experiências e as vivências e negligência a parte interna, o auto-conhecimento, o aprofundamento da essência, a busca pela realidade interior da consciência. Não é engraçado que esteja você num extremo enquanto se vê rodeado de tantas pessoas no outro extremo? Não existirá nisso tudo uma oportunidade de contra-balanço mútuo onde você aprende uma vida mais exterior para encontrar a sua harmonia e as pessoas ao seu redor, dentro do seu próprio campo social, aprendem um pouco com você a aprofundar? Digo isso principalmente como forma de te mostrar que não há que temer a experiência vivida e que não há tampouco nada de errado nem em estar num extremo nem estar no outro, contanto que se esteja buscando o equilíbrio necessário para viver.

Possamos então explicar brevemente o porquê deste extremismo acontecer, e depois posso tentar ilustrar em que sentido o engano ocorre.

Primeiro de tudo, é preciso entender que, em nossa fase evolutiva, ainda somos muito inexperientes, digamos assim, não conhecemos muita coisa, não temos muita vivência, nossa capacidade de entendimento está só começando a despontar. Não é possível para nós, ainda, compreender o todo de nós mesmos, nem de nenhuma área do conhecimento, quanto mais de todo o Cosmos onde vivemos, de toda a Criação e da Realidade Absoluta do Ser. Precisamos necessariamente, como a criança, ir explorando uma parte aqui, outra parte ali, nos encantando com um pequeno pedaço do universo de cada vez, muitas vezes até mesmo fixando completamente a nossa atenção naquela uma única coisa da qual queremos desesperadamente saber tudo, entender, absorver e até mesmo nos tornarmos aquilo se formos capazes; pensem numa criança que vai ao cinema e se encanta com o universo de um desenho: ela só pensa naquilo por um tempo, quer se vestir como a personagem, finge até que é a personagem, vive e revive as aventuras assistidas à sua maneira e fantasia um milhão de coisas na sua cabeça.

Nós como espíritos, podemos não achar, mas somos ainda muito crianças, muito infantis, estamos praticamente ainda descobrindo o universo. Se algo nos encanta! Que perdição! Não podemos pensar em mais nada até esgotar completamente o assunto, seja para bem ou para mal; enquanto o assunto não estiver esgotado, não conseguimos abrir mão! Chegando a vários extremos inclusive. Uns se tornam especialistas, outros se tornam mestres na área, alguns se tornam obsessivos, outros vivem num mundo imaginário, e diversas gradações de todas essas coisas, do mais intenso ao menos intenso.

Então quando uma pessoa vai ao extremo da identidade enquanto uma ideia externalizada, o "eu sou" aquilo que vejo, aquilo que possuo, aquilo que toco, aquilo que os outros percebem, aquilo que falam de mim, é porque a pessoa se encantou com alguma ideia que lhe era externa. Por exemplo, muitos se encantam com o dinheiro, com o poder, com o glamour, com a fama, com o amor que recebem de uma pessoa... e de uma coisa vão à outra, hora se encantando com isso, hora se encantando com aquilo... E acabam sempre buscando o próximo encanto em algo externo, porque aprenderam em suas experiências que é o externo que é atrativo, que o externo lhes traz satisfação e brilho no olhar e **razão de ser**. Quando a pessoa vai ao extremo da identidade internalizada, é a mesma coisa, somente que no sentido oposto. Ela se encanta com o ego, ou com a inteligência, ou com o auto-conhecimento, ou com os mecanismos internos de seus sentimentos ou pensamentos, com a conexão interna que existe com a fonte da vida, e com inúmeras outras coisas. E tendo aprendido a se encantar com o externo, indo de um objeto de fixação para outro, a pessoa continua nesse ciclo, seguindo se encantando com tudo o que há dentro dela, das fases mais rasas às fases mais profundas, do mais simples ao mais complexo.

O mecanismo por si só, amigos, é este. O encanto, o brilho no olhar. Aquela ideia, aquele sentimento que te engolfa, que te perpassa por inteiro e parece que te levanta do chão, fazendo você se sentir vivo, fazendo parecer que toda a sua existência está ali, justificada, plena, perfeita, diante de você, e que aquele estado é superior a tudo, e que aquela ideia ou sentimento é o que te dá razão, sentido e significado: identidade. E de novo, como infantes do universo que somos, estamos ainda numa imensíssima necessidade de saber quem somos, de firmar uma identidade, de nos colocar diante do universo e dizer "este sou eu". E pela nossa imaturidade, pulamos às conclusões, sempre que achamos um novo objeto de fixação, ali dizemos "agora, sim, este sim é que sou eu!".

Então veja, como espero ter deixado claro desde o início fazendo essa ponte entre o externo e o interno: tanto uma coisa quanto a outra são ambas partes da pessoa. Não podemos esquecer que, conquanto tenhamos origens cósmicas e raízes essenciais na não-dualidade do Absoluto a que chamamos Deus, nós, enquanto indivíduos, pessoas, gente, espírito, somos de natureza dual, vivemos uma vida dual, todo sim terá seu não, o acima terá o abaixo, e o interno terá o externo. Não é possível que um lado exista sem o outro, assim como não é possível, na dualidade, que existam sombras sem luzes, ou luzes sem sombras. As duas coisas são uma mesma ideia, vinda do absoluto, que se divide em duas fases quando se manifesta em nossa realidade dual. Até mesmo o corpo físico é dividido em dois lados, esquerdo e direito, e não é por uma pessoa ser destra ou canhota que a mão contrária atrofia ou que deva ser esquecida ou deliberadamente descartada. O conjunto é mais importante do que a parte, porque é o ***conjunto*** e somente o **conjunto** que irá revelar o todo, em forma E em essência. Como conhecer o Todo, mesmo que seja somente o Todo que há dentro de nós mesmos, olhando só para uma parte.

Pensem, irmãos, que uma pessoa é como uma caixa. Uma caixa tem o lado de dentro, onde coisas muito importantes estão guardadas e se revelam ao abrir da tampa. Mas a caixa também tem o lado de fora, com demarcações úteis, sinalizações (por exemplo, "cuidado, produto frágil"), ilustrações do conteúdo, muitas vezes descrições técnicas... E é também pelo lado de fora da caixa que se protege e se maneja o interior sem danificá-lo. Claro, é só um exemplo, uma ilustração, mas para entendermos melhor que tanto o interno quanto o externo são partes da mesma caixa. Não existe uma caixa que tenha só o lado de fora ou que tenha só o lado de dentro. Existem caixas que são vazias e existem caixas que não tem absolutamente rótulo nenhum, mas toda caixa, para ser caixa, tem o lado de dentro e o lado de fora.

Assim, quando pensamos em nossas vidas, devemos estar atentos igualmente ao que é externo e ao que é interno. Como eu disse, às vezes ficamos fascinados com um único aspecto e ficamos insistindo naquele único ponto à exaustão. Isto é próprio de nosso nível evolutivo. Mas não precisamos, por isso, deixar completamente de lado todo o resto, não precisamos deixar de prestar atenção a uma coisa só porque gostamos muito de outra coisa. O equilíbrio ideal encontraremos bem mais à frente, na fase adulta de nossas almas, mas podemos já começar a exercitar nosso balanço desde já, nos ajudando até mesmo a ter uma qualidade de vida melhor no processo, e a fazer um progresso menos lento e demorado em nossas evoluções.

Por exemplo, quando pensamos no externo, ele sempre vai indicar algo relacionado ao interno. Não existe por exemplo um pintor que coloque na tela algo que ele não esteja pensando ou sentindo. Não existe também ninguém que se vista com roupas que não goste; nem existe ninguém que se destaque completamente de sua cultura, fazendo absolutamente tudo que esteja de fora da cultura à qual pertencem. O exterior demonstra o interior. Entender as suas ações, por exemplo, é entender os seus pensamentos. Vocês já se pegaram fazendo alguma coisa que vocês não imaginavam que iam fazer? Gritar com alguém sem razão, ou ajudar alguém de quem não se gosta? Ou talvez ir a um lugar de maneira inconsciente, chegar numa loja e pensar "minha nossa, mas o que é que eu estou fazendo aqui?". Isto acontece muito, e acontece porque nem sempre estamos conscientes dos mecanismos internos que estão nos levando a esta ou àquela ação, mas a ação se manifesta independente de estarmos conscientes dela ou não. Independente de nossa vontade voluntária.

E então olhamos para os tipos de pessoas com quem buscamos nos relacionar, nossos amigos, nossos familiares, nossos parceiros românticos... olhamos para a decoração de nossas casas, olhamos para a cor da parede que escolhemos... olhamos para o tipo de carro que escolhemos ou que queríamos escolher. Olhamos para as atividades do nosso dia e analisamos para o que é que dedicamos tanto tempo, e para o quê dedicamos menos tempo. Olhamos para as nossas palavras favoritas, nossas atividades favoritas, as comidas de que menos gostamos... olhamos a quem agredimos e a quem fazemos carinho e às vezes notamos que agredimos muito uma pessoa que amamos infinitamente, mas agredimos diariamente sem perceber, enquanto tomamos todo o cuidado de jamais, nunca em qualquer hipótese agredir alguém que nem conhecemos.

Filhos, vejam, quantos indicativos do auto-conhecimento ali! Quantas manifestações colocamos para fora, quanta vida estamos vivendo externamente que são o nosso próprio interior colocado fora da nossa mente! Construímos um mundo ao nosso redor! Vejam as casas, os prédios, os carros, as ruas! São ideias, são sentimentos, são sensações, são pensamentos, apenas que externalizados! O propósito do mundo externo é justamente podermos olhar para quem somos.

Vocês ainda se lembram do primeiro texto que o pai-velho fez o filho postar aqui no grupo? O que falei ali? Que o dinheiro era como um espelho, o material era como um espelho no qual podemos nos observar com maior exatidão. Como o espírito não pode olhar para seu próprio interior como se estivesse fora dele (por exemplo, um psicólogo pode olhar e analisar os sentimentos de um paciente com maior clareza porque aquilo tudo lhe é externo), então colocamos para fora, através de um milhão de maneiras, essas coisas que estão dentro da gente. Querem maior exemplo disso do que o fato de que no plano astral o pensamento toma forma e cores, e se move de acordo com a pessoa que o está pensando? O que é isso se não a mais pura e cristalina oportunidade de se conhecer?

E as atividades que fazemos, por exemplo, o trabalho de ganha-pão, atividades de caridade, vivência em família, saídas com os amigos, namoro e casamento, hobbies, obrigações civis, e tudo o mais, são oportunidades, são momentos em que somos forçados a externalizar alguma coisa. Somos forçados a mostrar aquilo que está dentro de nós. As atividades puxam do nosso âmago todas as coisas ali dentro guardadas, como se a mão da vida abrisse a tampa da caixa e pegasse um objeto ali dentro toda vez que falamos com alguém, toda vez que fazemos algo no trabalho, até mesmo dentro de uma academia, fazendo uma dança ou ainda mesmo dentro de um templo religioso colocando nossas ideias e intenções no divino. Ali está a mão da vida a puxar de dentro de nós alguma manifestação, qualquer manifestação, para que possamos olhar o que está dentro de nós, só que fora, pra podermos julgar cada um a si mesmo sem parcialidade, sem poder esconder a verdade, para que o processo de auto-conhecimento seja mais fácil, tenha mais clareza.

É fácil você fechar os olhos e dizer "sou uma ótima pessoa", o difícil é passar ao lado do morador de rua e deixar para ele um pão, tirado de dentro da sua própria sacola.

É fácil fechar os olhos e dizer "sou um com o universo", difícil é olhar ao seu redor, ver o quanto as pessoas são diferentes de você e não se sentir isolado, sozinho, à parte de todo o universo.

É fácil fechar os olhos e dizer "vejo dentro de mim mesmo um grande amor". Difícil é prestar atenção no seu cachorro enquanto vocês fazem uma caminhada juntos.

E filhos, não digo nada disso como crítica. Digo "é fácil fechar os olhos" porque quando analisamos o nosso mundo interior, ali encontramos as potencialidades, mas sempre iremos medir a potencialidade achando que ela é real, quando ainda, ao abrir os olhos, descobrimos que falta muito, muito que percorrer para tornar aquela potencialidade em algo real. Fechando os olhos, nos enganamos de muitas coisas, pensamos um milhão de coisas que, dentro da cabeça, parecem tão reais como qualquer coisa, mas abrindo os olhos, acabamos sendo obrigados a descobrir que não passava de um grande engano, tanto para o bem (quando achamos que uma grande catástrofe vai acontecer, mas nunca nem houve a possibilidade de acontecer na vida real), quanto para o mal (quando achamos que somos muito grandes e conhecidos, quando na vida real, de olhos abertos, mal somos uma pessoa bem-resolvida em qualquer aspecto da vida).

E tudo isso faz parte do nosso caminho de evolução. Como eu disse, eu repito, não existe o lado de fora da caixa sem ter o lado de dentro; e não existe o lado de dentro sem existir o lado de fora. Mas enquanto crianças cósmicas, nós só agora começamos a perceber que existe uma caixa, quanto mais a ter qualquer tipo de domínio sobre ela, seja do lado de dentro, seja do lado de fora.

Então como o amigo perguntou como fazer a ponte entre esses dois lados de uma mesma moeda, o que de mais importante eu posso dizer é que se façam sempre uma pergunta:

"O que esta ação diz sobre mim? Por que eu fiz isto?"

Se perguntando isso, sempre vão fazer a ponte entre externo e interno. Se estão muito focados no externo, vão poder olhar para dentro e descobrir de onde veio a ação. Se estão muito focados no interno, vão poder olhar pra fora e analisar a própria ação para descobrir o que ela significa em si mesma e o que ela indica dentro de você. Com o tempo e com a prática, buscando o balanço, essa pergunta pode se tornar uma grande aliada no trabalho do auto-conhecimento e portanto da evolução espiritual de todos nós.

Queridos, espero ter de alguma forma ajudado. Fiquem em paz, estou sempre à disposição.

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u/aori_chann — 1 month ago

A Urgentíssima Necessidade do Amor - Perguntas e Respostas

Feliz domingo, gente! Hoje trazemos um texto com uma reflexão profunda sobre a situação da vida em nossa Terra, sobre as ações necessárias para continuarmos em harmonia, para vivermos com compaixão, com saúde, seguindo rumo a uma vida melhor, respeitosa a todos independente de quem seja. Ete é mais um chamado de mudança, de profunda transformação, através de ações ativas, concretas, no dia a dia, que tocam no sacrifício pessoal em benefício do todo onde vivemos.

Quem também quiser envisar suas perguntas aos espíritos amigos da sub, é só fazer um comentário marcando o u/aori_chann ou o u/mestresparrow ou então enviar a um dos dois pelo privado!

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Pergunta u/prismus- :

Temos visto crescentes ataques ideológicos, de grupos que se endurecem contra as ciências, sobretudo as ciências humanas, e agem a partir da revolta contra pautas de cunho social e de dignidade a todos os grupos vivos, o que engloba tanto humanos quanto não humanos (como quando falamos da defesa de florestas, com seus rios, árvores, animais e outros). O revide a esses grupos, motivado também por raiva por parte daqueles que querem defender o que julgam correto e as suas concepções de justiça cria, como fermento pra massa, também um terreno odioso, que mais tarde se mostra sem nenhum efeito concreto positivo e nenhum convencimento e cultivo de empatia aos que agridem a ciência, estudantes, professores e as ideias de maior respeito à diversidade.

De forma mais direta, o fogo contra o fogo se mostra inútil. Poderia-se argumentar então que apresentar argumentos consistentes à essas pessoas poderia convencê-los, porém isso também já se mostrou ineficiente, pois mesmo em debates feitos de forma inteligente, sem tantas emoções explosivas, aqueles que creem que existem grupos de seres vivos que não devem alcançar direitos de igualdade e não merecem justiça social e econômica não se convencem por argumentos inteligentes, lógica embasada ou fatos da realidade - pelo contrário, mostram desprezo por essas coisas e as consideram como fraqueza e fragilidade excessiva dos que as apresentam.

Tendo isso em vista, qual é a recomendação prática da espiritualidade para lidar com a fúria e falta de empatia dos que almejam um mundo socioeconomicamente injusto, explorador e opressivo, e não são convencidos por inteligência e razão, e assim contornar essa situação de forma positiva?

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Resposta Pai João do Carmo:

Salve meu querido amigo, ótimas observações você nos traz de problemas profundos dentro do espectro humano, e sinto que devo mais uma vez desapontá-lo sem uma resposta certa. Afinal de contas a resposta certa, a única resposta certa, seria que fizessem como os mestres da espiritualidade há milênios lhes vêm ensinando através de um único simples e entendível ensinamento: amai-vos uns aos outros como nós vos amamos. Mas como poderíamos pedir às pessoas ainda endurecidas pela frieza do coração e pela falta de amadurecimento das emoções que tenham entendimento lógico da compaixão que se deve ter por todos os seres vivos. A compaixão é primariamente uma emoção, um sentimento, uma **resposta emocional**, não um argumento utilizado num debate. Se vocês entre si veem os pedintes nas ruas e se fazem de cegos, mesmo os mais bem intencionados, quanto mais aqueles que ainda mal compreendem tais sentimentos, como poderíamos exigir dessas pessoas que pensassem ainda em outras espécies ou num ecossistema como um todo? Não têm preparo nem mesmo para olhar no olho as pessoas dentro de suas casas e reconhecer nelas as necessidades emocionais e as dores do espírito. E ainda mais quanto a ideia de sociedade atual vende convenientemente que a solução dos problemas começa e termina no dinheiro ou no poder de inteligência de um indivíduo, de modo que a simples arrogância comum a todo homem, se encontrando com meios suficientes de subsistência é suficiente para servir de venda e tapa-olho a essas pessoas ainda em franco despreparo emocional.

A solução, meus queridos, por mais doloroso seja admitir isso, não é nem mais nem menos do que aquilo que a própria encarnação provê, ou seja, os desafios diários que somente se resolvem diante do desenvolvimento da ferramenta correta dentro do indivíduo. E se temos aí uma grande coletividade de indivíduos ainda incapazes de se relacionar com o mundo através da compaixão, temos então que ter ainda mais paciência, porque isso mostra não apenas um problema individual, mas uma lição coletiva do qual o planeta se dispõe a ser campo de aprendizado na esfera encarnatória. Não é coincidência que hajam tantas pessoas fazendo tão grande força contra os movimentos de respeito à biosfera (e quanto mais aos conceitos mais avançados como direitos às demais espécies); é que este é claramente em todos os aspectos o aprendizado da coletividade humana neste momento, neste século, nesta era quiçá. Os problemas se mostram claramente a vocês ano após ano, as soluções se fazem entrever dentre as nuvens como um sol numa manhã nublada, as ações concretas de progresso estão ao alcance de todos há décadas, pelo menos as ações mais imediatas, mas mesmo as pessoas mais engajadas no movimento ambientalista continuam se servindo da natureza mais e mais conforme a tecnologia e o conforto humano continuam avançando. Quantas reuniões ambientalistas não são tidas em largas salas equipadas com grandes máquinas de ar-condicionado? Vejam, o problema é sistêmico, mais do que isso, endêmico se posso me servir da palavra, e faz com que todos sejam coniventes mesmo contra seus melhores julgamentos. E isto digo das escolhas factíveis, das escolhas cujo um indivíduo tem pleno controle sobre; ou seja, sem contar o que as empresas das quais esta e aquela pessoa se servem no dia a dia fazem em larga escala sem contar para ninguém.

A melhor sugestão que o pai-velho pode dar no momento é que deixem de lado os discursos racionais, porque como disse, a simples arrogância intelectual comum a todo ser humano lhes impede a visão quando elevada socialmente aos mais altos níveis e valores. Mas falando de pouco em pouco ao coração, ensinando gradualmente o sentimento de compaixão, colocando a empatia em primeiro lugar, será um caminho de menor resistência diante da parede intransponível que se faz em seus corações.

É preciso admitir abertamente que a humanidade terá que fazer sacrifícios em prol do bem maior. É necessário admitir que não se pode seguir adiante rumo ao precipício sem antes acharem um caminho melhor. Melhor seria se todas as produções não-sustentáveis se detivessem ainda hoje, melhor seria se todo conforto não-sustentável fosse imediatamente abolido de todas as casas e apartamentos. Melhor seria se esses confortos fossem doados àqueles que nunca teriam de outra forma como experimentá-los. Melhor seria se a vida tivesse lugar central no palco da sociedade humana como objeto de maior valor, mesmo que consistisse num valor numérico quantificável, mas que a vida, do menor ser invertebrado até a vida do próprio ser humano ranqueasse em seus sistema acima do ouro, da prata, das terras raras, do diamante, acima da tecnologia, acima do conhecimento, que o valor de uma única formiga se elevasse acima do PIB das maiores potências mundiais, porque quando a menor das formigas sofre injustamente das impreponderências da sociedade humana, o planeta inteiro sofre junto dela a mesma dor. A única diferença é que os seres humanos em posições de alta influência e poder arrumaram para si mesmos fortes anestésicos e andam por aí alheios à dor que eles mesmos estão sentindo, quanto mais a dor de outros. Nunca repararam, meus irmãos, como no discurso dos grandes líderes da humanidade, desde sempre, esses homens e algumas raras mulheres parecem completamente à parte da realidade, à parte dos sentimentos comuns à humanidade, à parte das ideias normais e gerais de uma população? Não se nota a patente falta de vida nos olhos dessas criaturas? Não se nota como elas vivem vidas em plena e pura obsessão, como se uma meia-dúzia de objetos mentais lhes drenassem toda a vida e todas as ideias de suas mentes?

Mas o problema não é de hoje, queridos irmãos, o problema que hoje vemos existe desde sempre, desde que as primeiras espécies homo pensaram em conquistar seu meio-ambiente. O que vemos hoje é o pináculo, as últimas consequências de uma espécie que se deixou vencer pelo instinto em cada uma das escolhas feitas, apesar de todos os avisos em contrário. E isto ocorre hoje, nem ontem nem amanhã, mas exclusivamente hoje, porque hoje é que a espécie humana terrícola conseguiu pleno domínio de suas técnicas de produção; hoje é que a sociedade humana encarnada conseguiu o milagre de poder produzir o que quiserem, como quiserem, a hora que quiserem, do jeito que quiserem, pelos motivos próprios, sem restrições, sem julgamentos, somente com uma única diretriz máxima, que é o incentivo de seguir adiante para chegar a patamares nunca vistos antes. Mas eis a regra, que quem procura, acha. Estamos chegando dia após dia a patamares de produção nunca vistos antes.

E o que a criatura humana comum, sem grandes poderes, trabalhadora média, que cuida tão somente de suas obrigações, de sua casa e de sua família, pode fazer diante do estrondo que a humanidade faz no planeta com sua recém-descoberta força de criação? Primeiramente, como disse, entender dentro de si mesma a compaixão. Entender a compaixão a tal nível que a dor de uma formiga seja a sua própria dor; de tal modo que a dor do planeta seja como que dor física dentro de seus pensamentos. Não para que sofra, mas para que reconheça sem perder de vista o sofrimento do qual é conivente. E então, olhar para suas obrigações, para sua casa e para sua família e identificar os sacrifícios a serem feitos pelo bem maior. Ter honestidade com sua própria compaixão, ter coragem insuperável, resolução interna intransponível e fazer todos os sacrifícios necessários, como exemplo vivo da abnegação, como exemplo vivo daquele que ama até as últimas consequências. Não pretendam convencer ninguém antes que tenham se convencido a si mesmos. Não é esta a fé, aquela que enxerga a verdade e por ela vive? Enxerguem a verdade, meus irmãos, vivam por ela, façam de suas vidas sacrifício de crucificação, como Jesus nos demonstrou, como ele e muitos dos apóstolos quiseram nos mostrar. Morrer por amor não é morrer de maneira trágica, mas é sofrer junto com quem se ama, ainda que a última consequência seja de fato fatal.

Permitam que o pai-velho dê a vocês um último exemplo. Quando a mãe de vocês, ou do mesmo modo, quando um animalzinho de estimação de vocês fica doente e precisa ser internado, o que vocês fazem? Medem os gastos? Medem esforços? Ou será por acaso que apostam todas as suas fichas na pronta-recuperação da mãe ou do animalzinho? Será que vocês não vendem, quando chega a isso, o carro de vocês, objetos de casa que não são essenciais, será que não cortam os gastos que não são mais do que estritamente necessários? Vejam, vocês são, sim, todos vocês, extremamente capazes de amar até as últimas consequências. Vocês já fazem isso diariamente, sempre que o amor toca o coração de maneira profunda e a vida se encontra em risco extremo.

O que o pai-velho junto do amigo vêm dizer é que justamente a vida do planeta está em risco. A vida tanto da mãe de cada um de vocês, tanto a vida de cada animalzinho de vocês, tanto quando a vida de cada um de vocês, quanto a vida de seus pais, de seus vizinhos, de seus irmãos e de todas as pessoas quanto vocês conhecem está em risco. Todos estão por um fio de perderem suas vidas, e não só, mas também as vidas de seus filhos, de seus netos, de seus bisnetos, dos que ainda nem mesmo chegaram a nascer, já estão em risco, já estão em situação de internação. É só ver as comunidades animais dia após dia. Eles que não tem a anestesia humana contra as dores morrem violentamente todos os dias. Não sabem se estarão vivos no dia de amanhã. Os humanos com seus mecanismos de auto-proteção estão anestesiados, mas não são imunes. Mesmo que sobrevivam um pouco além, um internado sem cuidados não aguenta muito mais só na base da anestesia. Chegou a hora, meus irmãos, de podermos amar todas as pessoas que amamos, todos os animais que amamos, até as últimas consequências. Se não amarmos eles tanto, tanto que nos faça doer, pode ser que, como aos animais, o dia de amanhã nunca venha a chegar. Não encarnados, pelo menos.

Queridos e queridas, só pelo amor será salva a Terra. Não pela lógica, não pela tecnologia. Só pelo amor.

Estaremos com vocês a cada passo da jornada, leve ela aonde nos levar.

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u/aori_chann — 1 month ago