Image 1 — From Brazil: Google's AI said it is false. Is it correct?
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From Brazil: Google's AI said it is false. Is it correct?

I bought this model on... well... Mercado Livre. The price wasn't *that* low, though it was a good deal (30% off). What made me suspicious was the "Made in China" mark on the back. I looked it up and saw that Casio does indeed manufacture some models in that country. However, the AI ​​told me there are strong signs it's a replica—such as potential text misalignment and the wrong module number on the back (A158 models should have number 3298, not 593, which is used on F91W models). That said, I performed the test where you hold down the right button, and "CASIo" appeared, just as it does on genuine models.

So, what do you think? Is it actually a replica?

P.s.: I'm Brazilian, and yes, there are fake Casios here. I don't know how common this is in other countries.

u/ew_ald — 12 days ago

Who are the star players from Uzbekistan?

I'm Brazilian and, well, I love any new team in the World Cup. I'm really curious about your team. Who are the star players and which teams do they play for? Also, what are your expectations for the campaign?

reddit.com
u/ew_ald — 4 months ago

O Jesus Histórico nas cartas (autênticas) de Paulo

Ontem publiquei algumas notas antigas sobre o Jesus histórico no Evangelho de Marcos. Aqui estão mais algumas delas, tão velhas quanto as que postei antes.

Novamente, optei por não alterar o texto original (que está ainda maior que o outro, perdão). Caso queira ler, sinta-se a vontade para tecer críticas nos comentários. Apenas lembre-se que estas não são análises teológicas das cartas, e sim históricas.

: )

1. Cartas autênticas

São os documentos cristãos mais antigos de que dispomos. Antecedem, inclusive, os Evangelhos canônicos. No entanto, nem todas as cartas atribuídas a Paulo no Novo Testamento são de fato do “apóstolo dos gentios”. As cartas paulinas autênticas são, em ordem cronológica:

  1. Primeira Tessalonicenses (50);
  2. Gálatas (52);
  3. Primeira Coríntios (53-54);
  4. Segunda Coríntios (55);
  5. Romanos (55-56);
  6. Filémon (56);
  7. Filipenses (56-57).

2. Primeira Tessalonicenses

Quando Paulo e seus companheiros estavam em Atenas, enviaram Timóteo para revisitar a igreja de Tessalônica e ver como estavam seus congregados (3: 1,2). Ao retornar, Timóteo dá boas notícias a Paulo (3: 1,6), que, em conjunto com o mesmo Timóteo e Silvano (1: 1), escreve a chamada Carta aos Tessalonicenses.

O objetivo da carta não é falar a respeito do homem Jesus - aliás, esse não é o objetivo de nenhuma das cartas paulinas. No entanto, Paulo dá algumas informações a respeito dele, como o fato de ter sido morto por um grupo de judeus:

>De fato, irmãos, vocês se tornaram imitadores das igrejas de Deus que na Judeia estão em Cristo Jesus. Porque vocês tiveram de sofrer da parte de seus conterrâneos o mesmo que aquelas igrejas sofrem da parte daqueles judeus que mataram o Senhor Jesus e os profetas, e nos perseguiram (1Ts 2: 14,15).

3. Gálatas

O tom dessa carta é inverso do da anterior. Os membros da comunidade cristã da Galácia pareciam estar descumprindo as orientações de Paulo (1: 6), que tinha sua autoridade como apóstolo questionada por não ser um seguidor original de Jesus (2: 6,8).

Ao que tudo indica, cristãos judaizantes orientavam os gálatas a cumprir mandamentos da Lei mosaica, como a circuncisão. Paulo, por isso, os repreendia, afirmando que justificação vem através da fé em Cristo, e não por meio da Lei de Moisés (2: 16 / 5: 4,6).

Essa é uma das cartas mais interessantes a respeito do Jesus Histórico. Paulo relata ter visitado os seguidores originais deste, que incluíam seu irmão Tiago:

>Então, após três anos, subi a Jerusalém para visitar Cefas, e com ele permaneci quinze dias. E não vi nenhum dos outros apóstolos, a não ser Tiago, o irmão do Senhor (Gl 1: 18,19).

Ou ainda:

>E reconhecendo a graça que me fora concedida, Tiago, Cefas e João, os notáveis considerados como colunas, estenderam a mão para mim e para Barnabé, em sinal de Comunhão (Gl 2: 9).

Sobre Jesus propriamente dito, Paulo diz que nasceu de maneira humana, de uma mulher[2], e dentro dos costumes judaicos:

>E quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido de baixo da Lei (Gl 4:4).

Também menciona, em diversos trechos, o fato de Jesus ter sido crucificado. Em um determinado momento, admite que a crucificação é vista como um escândalo por aqueles que ainda pregam a circuncisão:

>Quanto a mim, irmãos, se eu ainda pregasse a circuncisão, por que sou ainda perseguido? Nesse caso, o escândalo da cruz estaria eliminado (Gl 5:11).

4. Primeira Coríntios

O que conhecemos como Primeira Coríntios era, originalmente, um conjunto de várias correspondências entre Paulo e a comunidade de Corinto. Por essa razão, diversos assuntos são abordados no decorrer do texto (ou textos), como a presença de cristãos nos tribunais pagãos (6: 1-11), o casamento (7:1-16), a circuncisão (7:17-40), o consumo de carne oferecida em rituais e templos não-cristãos (8:1-13), o carismas ou dons do Espírito Santo (14:1-25), a ressurreição de Jesus (15), entre outros. Destaca-se, todavia, a ordem de Paulo para a união dessa comunidade, então imersa em discussões entre os congregados (1:10-16).

Há, portanto, muito “pano para manga” nesse documento, mas concentrarei minha atenção nas (possíveis) menções ao Jesus Histórico.

Em 9:5, Paulo fala dos irmãos de Jesus, que espalhavam sua Boa Nova junto de suas esposas:

>Não temos o direito de levar conosco, nas viagens, uma esposa cristã, como fazem os outros apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas?

Importante salientar: não se deve acreditar que Paulo estava se referindo a “irmãos” no sentido espiritual, pois se fosse o caso, o resto da passagem não faria sentido, uma vez que implicaria dizer que Pedro e os demais apóstolos não seriam “irmãos espirituais” do Senhor, já que são diferenciados daqueles que são, de fato, irmãos. Portanto, esses tais irmãos deveriam ser parentes sanguíneos do Nazareno.

Ato contínuo, Paulo também fala de um momento singular da vida de Jesus: a Última Ceia, quando ele, junto de seus discípulos e pouco antes de sua morte, repartiu o pão e o vinho:

>[…] Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus pegou o pão, e dando graças o partiu e disse: “Isto [e meu corpo, que é para vocês. Façam isto em memória de mim”. Do mesmo modo, depois de cear, pegou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Todas as vezes que dele beberem, façam isto em memória de mim (1Cor 11:23-25).

Este momento singular também é relatado em outras fontes que dispomos a respeito de Jesus de Nazaré, como os Evangelhos canônicos. Assim sendo, é seguro dizer que se trata de um evento histórico.

Paulo também conta sobre características do ministério de Jesus, como o fato d’ele ter tido vários seguidores em vida, para os quais apareceu ressurreto. Dentre esses seguidores estava um círculo mais fechado e íntimo conhecido como os “Doze” (δώδεκα):

>Antes de tudo, transmiti a vocês aquilo que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze. Em seguida, apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez. […]. Depois, apareceu a Tiago, e em seguida a todos os apóstolos (1Cor 15:3-7).

Há, neste trecho, algo a se notar: quando Paulo diz que transmitiu aquilo que ele mesmo recebeu, pode estar se referindo aos ensinamentos de Jesus que recebeu quando se encontrou pessoalmente com os “notáveis considerados colunas”, conforme relatado na Carta aos Gálatas.

No texto de 1Coríntios também se fala da crucificação de Jesus e de como ela é vista pelos “de fora” do Movimento de Jesus:

>Os judeus pedem sinais e os gregos buscam sabedoria, ao passo que nós anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para as nações (1Cor 1:22-23)

Em resumo: Jesus teve irmãos que se casaram e exerceram, junto de suas esposas, atividades missionárias; teve vários seguidores, dentre eles um círculo mais íntimo conhecido como “Doze”, no qual estava Pedro (Cefas) e, possivelmente, Tiago; administrou uma última ceia antes de ser entregue à condenação capital; recebeu uma morte de cruz, que era abjeta para judeus e gentios que não o seguiam.

Mas os indícios a respeito do homem Jesus não param por aí. O mesmo documento também faz possíveis alusões a ensinamentos do Messias Crucificado. Por exemplo:

>Aos que estão casados, ordeno, não eu, mas o Senhor: A mulher não se separe de seu marido. No entanto, caso venha a separar-se, que não se case de novo; ou então se reconcilie com o marido. E o marido não se divorcie de sua esposa (1Cor 7:10-11).

Paulo diz ser esta uma ordem do próprio Jesus (que ele pode ter tomado ciência quando se encontrou, em Jerusalém, com aqueles que eram apóstolos antes dele). E também vemos algo bem semelhante nos Evangelhos:

>Em casa, os discípulos fizeram de novo perguntas sobre isso. Jesus lhes disse: “Quem se divorcia de sua esposa e se casa com outra, comete adultério. E se ela se divorcia do seu marido e se casa com outro, comete adultério (Mc 10:10-11).

Se Paulo alega que essa diretriz vem do Senhor e não dele, e temos um ensinamento de Jesus aos apóstolos bastante parecido com esse em outros textos (critério da múltipla atestação), é bastante provável que isso tenha vindo do próprio Nazareno.

Há outra ocorrência semelhante. No capítulo 9 da carta, Paulo discute o direito dos apóstolos de receberem por sua evangelização. Ele mesmo é a favor desse direito, ainda que o abdique. Para sustentar sua opinião, diz:

>Assim também, o Senhor ordenou que vivam do evangelho aqueles que anunciam o evangelho (1Cor 9:14).

A recomendação de Jesus que os evangelistas vivam de sua pregação também é atestada na tradição evangélica:

>“Em qualquer casa onde entrarem, digam primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se aí houver um amigo da paz, sobre ele repousará a paz de vocês. […]. Fiquem nessa casa, comendo e bebendo o que tiverem, pois o trabalhador tem direito ao seu salário. Não fiquem passando de casa em casa. E em qualquer cidade onde entrarem e forem recebidos, comam o que servirem a vocês […]” (Lc 10:5-8).

Novamente: vemos Paulo dizer que essa é uma orientação do próprio Jesus, e temos um ensinamento bastante semelhante em outras fontes. Sendo assim, é bastante provável que se trata de algo vindo do próprio Nazareno.

5. Segunda Coríntios

Assim como Primeira Coríntios, esse documento parece ser um conjunto de cartas e bilhetes enviados por Paulo à comunidade de Corinto. Sendo assim, são diversos os assuntos abordados.

A respeito do Jesus de Nazaré, há pouquíssimas referências. A única, talvez, seja esta:

>Pois vocês conhecem a generosidade de nosso Senhor Jesus Cristo sendo rico, ele se fez pobre por causa de vocês, para com sua pobreza enriquecer vocês (2Cor 8:9).

Se este trecho realmente for uma referência ao homem Jesus, ressalta sua pobreza material, sua posição economicamente marginal na sociedade.

6. Romanos

Essa é a carta mais longa do Novo Testamento. Começa com Paulo afirmando que nem a situação dos judeus, nem a dos gentios, é otimista. Estes pecam pelas iniquidades oriundas do paganismo; aqueles, pela hipocrisia. Paulo afirma também: a Lei mosaica traz mais responsabilidades do que privilégios para os que estão submetidos à ela.

Mas quanto à salvação, de onde ela vem? A resposta de Paulo é imediata: pela fé - mais especificamente, pela fé em Jesus Cristo, “que foi entregue pelos nossos pecados e para a nossa justificação” (Rm 4:25). Portanto, todo aquele que “confessa com sua boca que Jesus é o Senhor e acredita em seu coração que Deus o ressuscitou entre os mortos, […] será salvo” (Rm 10:9), independente de ser de Israel ou das demais nações.

Para falar a respeito das referências de Paulo ao Jesus Histórico em Romanos, é interessante retomar, antes, o que o apóstolo diz em Gálatas:

>E quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido de baixo da Lei (Gl 4:4).

Aqui Paulo indica que a missão de Jesus era direcionada aos judeus, algo retomado em Romanos:

>Pois eu lhes digo que Cristo se fez servidor dos circuncisos para mostrar a fidelidade de Deus, a fim de confirmar as promessas feitas aos patriarcas (Rm 15:8).

Essa afirmação de que Jesus fez cumprir as escrituras é importantíssima, pois indica que Paulo sabia que o ministério de Jesus era, de fato, messiânico. Por isso a insistência do apóstolo de que Jesus descendia fisicamente de Davi:

>[…] Deus já havia prometido por meio de seus profestas nas Sagradas Escrituras, a respeito de seu Filho, nascido da descendência de Davi segundo a carne (Rm 1:2-3).

7. Filémon

Carta escrita enquanto Paulo estava preso. Na prisão, ele encontrou Onésimo (v. 10), escravo de Filémon, sendo este um membro abastado da comunidade cristã. Onésimo deve ter fugido de seu patrão após ter lhe causado algum prejuízo material. As autoridades romanas, reconhecendo-o como cativo fugitivo, o prenderam. Paulo, após reconhecer Onésimo como pertencente a Filémon, escreve a este, pedindo que receba seu antigo escravo como irmão em Cristo (v. 16); diz ainda que arcaria com quaisquer custos causados por Onésimo (v.18-19).

Não há nenhuma alusão ao Jesus Histórico.

8. Filipenses

Carta endereçada à comunidade cristã de Filipos. Apesar das dificuldades que Paulo vivenciava quando da escrita dessa carta (1:23), o tom é afetuoso, e o apóstolo se mostra contente com a retidão dos filipenses.

Talvez a única menção ao homem Jesus nesta carta seja essa, em forma de poema:

>rebaixou-se a si mesmo / fazendo-se obediente até a morte / e morte de cruz (Fl 2:8).

Notas das notas:

[1] A irmandade de Tiago com Jesus também é mencionada em Mc 6:3 “Este não é o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão E suas irmãs não vivem aqui entre nós?” E se escandalizavam por causa dele.

[2] Não sendo especificada como "jovem" ou "virgem": apenas "mulher".

[3] Há uma passagem parecida em Mt, o que indica que essa tradição vem antes, de Quelle.

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u/ew_ald — 5 months ago

Jesus Histórico: Análise (não teológica) do Evangelho de Marcos.

Encontrei essas notas perdidas no Notion. Elas devem datar de uns dois anos atrás, quando me interessei em estudar o Novo Testamento e seu protagonista, Jesus, a partir de uma perspectiva histórica. É claro que não tirei isso tudo apenas da minha cabeça: eu havia lido algumas coisas a respeito antes.

Quem se der o trabalho de ler (o texto é grande, perdão), sinta-se à vontade para criticar o que está escrito aí. Não mudei nada do texto original de dois anos.

PS: creio que o "ponto alto" seja o tópico 5. Então, se for ler, dê uma atenção a mais para ele ; )

1. De quem?

A tradição cristão atribui esse documento a Marcos, que teria sido secretário de Pedro e escritor das memórias deste. Ao que tudo indica, o primeiro a falar sobre a autoria marcana foi Papias de Hierápolis, por volta do ano 100 EC. No entanto, a abordagem histórico-crítica aponta que a autoria original desse documento é anônima.

Alguns especialistas defendem que o evangelista teria sido um cristão gentio, dado as frequentes críticas ao judaísmo e aos elogios às autoridades romanas ao longo da narrativa; outros argumentam que um ex-pagão não teria tido tanta influência em tão pouco tempo de história cristã.

Seja como for, pouco se pode dizer a respeito de quem escreveu Mc.

2. Para quem?

Quanto aos destinatários do Evangelho, tudo indica que eram membros de uma comunidade cristã gentia, haja vista as frequentes notas explicativas a respeito de práticas e crenças judaicas. Por exemplo:

>Os fariseus e todos os judeus, de fato, conservando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar o braço até o cotovelo. E quando voltam da praça pública, não comem sem antes se lavar. E muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal… (Mc 7: 3,4).

Ou então:

>Então foram até Jesus alguns saduceus - aqueles que afirmam não existir ressureição - e lhe perguntaram (Mc 12:18).

Ora, se os destinatários dessa Boa Nova fossem judeu-cristãos, não haveria necessidade de explicações tão detalhadas a respeito da cultura judaica.

3. Onde?

Não é possível saber o local exato em que o Evangelho foi escrito. A maioria dos especialistas, contudo, rejeita Jerusalém e Palestina, possivelmente por conta dos equívocos geográficos cometidos pelo evangelista.

4. Quando?

Em decorrência da alusão à destruição do Templo de Jerusalém (13:2), o texto é comumente datado como sendo próximo à década de 70 do século I EC.

5. Ministério do Jesus Histórico: um braço do Movimento de Batista?

O Evangelho começa com o anúncio de João Batista. A marca da pregação deste, além do apocalipticismo, era o batismo pela remissão dos pecados. Jesus, então, sai de Nazaré para se encontrar com Batista no Jordão, onde se reconhece pecador e se batiza (Mc 1: 4-5,9). Após seu mestre ser preso pelas autoridades herodianas, Jesus inicia sua pregação de maneira autônoma, anunciando a chegada do Reino de Deus (Mc 1: 14,15).

É de se imaginar que o apocalipticismo de Jesus é uma herança de Batista. Mas também outros elementos de seu ministério se assemelhavam com o de João. Tanto é assim que, em certas passagens, Jesus é confundido com ele. Mc 8: 27,28, por exemplo:

>Jesus partiu com seus discípulos para os vilarejos de Cesareia de Filipe. No caminho, questionava seus discípulos, dizendo: “Quem as pessoas dizem que eu sou?” Eles responderam: “João Batista. Outros, Elias. Outros ainda, um dos profetas”.

Ou ainda:

>Ouvindo essas coisas, Herodes disse: “João, de quem eu mandei cortar a cabeça, ressuscitou!” (Mc: 6:16).

O texto também indica que muitos seguidores de Jesus vieram originalmente do Movimento de Batista. Quando Jesus questiona as autoridades do Templo de Jerusalém, pergunta se o batismo de João era “do céu ou dos homens”. As autoridades recearam invalidar esse batismo ao ficar com a segunda opção - a de que o batismo era apenas “dos homens” -, pois

>Tinham medo da multidão [que estava com Jesus], porque de fato todos consideravam João um profeta (Mc 11:32).

O fato é que Mc nos dá a entender que existiu um Jesus antes do encontro com o Batista e um depois, completamente diferente. Aqui não há, como em Lc e Mt, estórias do nascimento ou da infância do Nazareno; este não era um jovem prodígio, que aos 12 anos debatia com doutores da Lei no Templo (Lc 2: 41-52). A verdade é que, quando Jesus retornou a Nazaré, seus conterrâneos não o reconheciam mais:

>Saindo daí, Jesus foi para sua terra, e seus discípulos o seguiam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos ouvintes ficavam admirados, dizendo: “De onde lhe vem tudo isso? E esses milagres realizados pelas suas mãos? Este não é o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, Joset, Judas e Simão E suas irmãs não vivem aqui entre nós?” E se escandalizavam por causa dele. E Jesus lhes dizia: “Um profeta só é desprezado em sua terra, entre seus parentes e em sua casa” (Mc 6: 1-4).

A própria família de Jesus se surpreendia negativamente com os seguidores que ele angariava:

>Jesus foi para casa. E de novo a multidão se aglomerou, de modo que eles não conseguiam nem comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus foram detê-lo, porque diziam: “Ele ficou louco!” (Mc 3: 20,21)

Ao que parece em resposta a isso, Jesus anunciou que sua família era, na verdade, seus seguidores:

>Então chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Ficando do lado de fora, mandaram alguém chamá-lo. Havia muita gente assentada ao seu redor; e lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram". "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? ", perguntou ele. Então olhou para os que estavam assentados ao seu redor e disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mc 3: 31-35).

5.1. Conclusão

Mc, o mais antigo dos Evangelhos neotestamentários, indica que o primeiro momento marcante na vida de Jesus, sentido até por seus familiares e conterrâneos, foi o encontro do Nazareno com Batista. Nesse documento, não há visita dos magos; não há fuga de seus pais para o Egito; não há apresentação de Jesus ao Templo; não há anúncio angelical para Maria ou José; não há nascimento virginal.

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u/ew_ald — 5 months ago

What books are considered classics for understanding your country?

I'm not necessarily referring to literature, but rather to works of non-fiction. In Brazil, for example, there are three great classics of social sciences, indispensable for anyone who wants to think seriously about the country:

  • Casa Grande & Senzala, by Gilberto Freyre (1933) - in english, The Masters and the Slaves;
  • Raízes do Brasil, by Sérgio Buarque de Holanda (1936) - in english Roots of Brazil; and
  • Formação do Brasil Contemporâneo, by Caio Prado Jr. (1942) - in english The Colonial Background of Modern Brazil.

I could also give honorable mention to O Povo Brasileiro(1995), by Darcy Ribeiro, and Formação Econômica do Brasil (1958), by Celso Furtado.

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u/ew_ald — 5 months ago

What is it like to live in this constellation of such small islands?

They are all very different, I know. But I'm really curious to know about the local culture, the economy, daily life, and the relationship between the islands and other countries...

u/ew_ald — 5 months ago

Kołakowski's critique of Marxism.

I read parts of the book "Main Currents of Marxism" by the Polish philosopher Leszek Kołakowski. The author provides a broad overview of the Marxist tradition, discussing various authors and exposing the problems in their reasoning – well, at least that's the book's premise.

Has anyone here read this work?

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u/ew_ald — 5 months ago