▲ 3 r/Livros

Li A Sonata À Kreutzer, comecei a repensar sobre Tolstói

Olá a todos, e obrigado por decidirem desperdiçar seu tempo para ler essa resenha :)

Aqui vai um pouco de contexto : eu li A Morte de Ivan Ilitch à uns meses atrás e achei incrivelmente boring (mesmo sendo um livro de menos de 100 páginas), e acabei ficando um tempo receoso com Tolstói. Até que há uns dez dias, um amigo meu me incentivou a ler Senhores e Servos (porque ele achava Tolstói incrível e ficou um pouco indignado por eu dizer que Tolstói era chato kkkk).

Fui procurar e ao invés de encontrar Senhores e Servos, acabei encontrando A Sonata A Kreutzer (que eu não tinha ouvido falar antes), o título me chamou bastante atenção por referenciar de uma das melhores sonatas de Beethoven. Fui pesquisar um pouco online e vi pessoas falando que o livro era perturbador, isso (logicamente) acabou atiçando a minha curiosidade (não só isso, mas a referência a Beethoven pelo fato d'eu ser músico) e decidi ler o livro.

O livro é MUITO melhor que A Morte de Ivan Ilitch, mas muito mesmo. Eu gostei muito da construção da história, sobre como passa o contexto >!onde o narrador (ou primeiro narrador) da história está em um trem e está tendo uma grande discussão sobre casamentos entre um casal e um velho, até que chega o Pózdnichev após o fim da discussão e começa a narrar para o narrador a história de como ele chegou ao ponto de matar sua esposa!<. Eu achei esse recurso genial; embora sei que A Morte de Ivan Ilitch usa de algo parecido, acho que A Sonata A Kreutzer usou desse recurso de uma forma mais coesa do que A Morte de Ivan Ilitch.

Dito as partes boas, vamos agora para as partes estranhas....

Esse livro ele tem uma visão e reflexão bem estranha sobre relacionamento e em algumas partes até beira a misoginia; inclusive descobri que Tolstói tinha umas opiniões meio “diferenciadas” sobre as mulheres e isso foi meio chato de descobrir. Alem disso eu descobri na pesquisa sobre o livro que o presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt (junto serviço postal dos Estados Unidos) tentou proibir a obra nos Estados Unidos e inclusive chamou Tolstói de pervertido (o que achei bem engraçado kkkk) mas acabou sendo barrado.

Eu entendo a porque esse livro é tão controverso e “mal visto”, porém eu gostei muito dessa leitura e com certeza voltarei a ler algum dia e esse livro melhorou a imagem de Tolstói pra mim (como escritor, como pessoa aí já é outra história).

Nota : 4,5/5

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u/hyper_hysteria — 14 days ago
▲ 10 r/Livros

Decidi reler Camus e me surpreendi

Olá povo do bem, bem vindo à ler mais uma review porca.

Há 5 dias eu fiz uma resenha sobre o livro O Estrangeiro de Camus, e recebi umas opiniões mistas sobre; e um dos comentários dizia para eu ler O Mito de Sísifo.

Depois de terminar O Estrangeiro, eu acabei lendo dois livros nos últimos dias : Perestroika do Gorbachev (que não vou fazer resenha por ser um livro político, >!mas já adianto que foi chato pkrl!<) e O Mito de Sísifo. Decidi ler O Mito de Sísifo porque tinham me indicado e eu estava mais interessado do que nunca em ler, tinha que aproveitar o interesse; Comecei e finalizei ontem mesmo. E a minha opinião após ter lido é que o livro é BEM melhor que O Estrangeiro.

Sério, eu fiquei impressionado com esse livro; eu gostei de como ele discorreu de uma forma aprofundada sobre sua filosofia e ao mesmo tempo conseguiu manter o dinamismo na obra.

Todos os capítulos foram interessantes, mas meus favoritos foram o que Camus fala sobre Chestov, Jaspers e Kierkegaard; o “A Comédia” onde ele fala sobre Shakespeare, “Kirilov”; só pelo fato de ser sobre Dostoiévski (e sobre meu personagem favorito de Os Demônios, embora eu tenha passado rápido quando havia menções sobre Ivan e Aliocha Karamazov), o “capitulo adicional” sobre Kafka e o capítulo final sobre Sísifo.

Achei a escrita de Camus aqui melhor que em O Estrangeiro especialmente com o final :

“A própria luta para chegar ao cume basta para encher o coração de um homem. É preciso imaginar Sísifo feliz.”

Essa conclusão depois de ler umas 130 páginas é realmente impactante

Gostei do fato de ter mais referências não só a filósofos, mas a outros escritores como Joyce e Goethe e até uma pequena referência a Sartre (além dos capítulos sobre Kafka e Dostoiévski); me lembrando um pouco o capítulo dedicado a pintores em Homem e Seus Símbolos de Carl Jung.

Acho que talvez o único “defeito” no livro está no capítulo >!“Suicídio Filosófico”!< onde é mais uma opinião pessoal; onde eu acho que a análise dele sobre Kierkegaard foi um pouquinho superficial. Tipo, ele fez uma excelente análise dos personagens de Os Demônios e do Próprio Dostoiévski no capítulo “Kirilov”, embora ele não necessariamente concorde com as visões de mundo de Dostoiévski, isso eu respeito. Mas achei a análise de Kierkegaard meio fraca; ele cita que Kierkegaard defendia “o sacrifício do intelecto” e então coloca uma frase dele que não encontrei em lugar algum, então deve ser (pelo menos presumo) uma citação falsa; além da própria análise de excluir um pouco a teologia de Kierkegaard e quando o cita é quase para dizer que Kierkegaard era um covarde (pelo menos pelo que eu entendi da leitura).

Mas tirando isso, eu realmente gostei muito do livro e com certeza irei ler de novo um dia.

Nota : 4/5

Se quiserem podem comentar o que acham do livro ou o que concordam (ou discordam) sobre a minha opinião :)

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u/hyper_hysteria — 1 month ago
▲ 0 r/Livros

Terminei o Estrangeiro e achei... Bem meh

Olá a todos, bem vindos a mais uma Review Porca

O título do post é bem exagerado, mas acho que ele reflete um pouco uma decepção minha. Eu tava ansioso pra ler O Estrangeiro de Albert Camus por ser um livro tão elogiado e muitas pessoas compararem Camus à Dostoiévski; mas acabou que eu achei o livro “legalzinho” da mesma forma que eu achei A Semana de Machado de Assis legalzinho (embora A Semana seja até um pouco superior).

Eu pretendo não dar tantos spoilers aqui (porque depois eu esqueço de colocar a tag de spoiler kkk), mas achei a história muito boa e até dinâmica; só que dinâmica até demais. Sinto que daria pra fazer um livro de até 300 páginas com essa história, mas isso eu relevo porque O Estrangeiro foi escrito em 1 mês (embora eu vi que ele levou 2 anos para elaborar o conceito, se isso estiver errado e uma boa alma quiser corrigir eu acharia de bom grado c:).

Uma coisa que eu gosto é a comparação de Mersault com Raskolnikov (de Crime e Castigo) sobre como suas histórias são contrárias; porque enquanto depois que Raskolnikov >!cometeu um assassinato e ficou sentindo culpa, remorso e não conseguia viver direito tendo diversos surtos!<; Mersault acaba conseguindo viver de consciência limpa e “de boa” >!enquanto está na prisão por ter assassinado o árabe!<. E também todo o negócio do Mersault >!ser condenado mais por não ter chorado no enterro da mãe do que realmente por causa do assassinato!<; ninguém realmente consegue entendê-lo (igual >!o Salamano diz em um julgamento!<) e ao invés de buscarem entendê-lo preferem matá-lo. Em partes o Mersault até me lembrou uma “versão racional” da Macabéa de A Hora de Estrela (embora acho que deve ser só devaneio mesmo), já que todos o acham um esquisito; e também eu depois percebi porque o Mersault >!ficou revoltado com o padre no perto do fim do livro!<, não é pelo fato dele ser um padre ou de ser religioso (embora um pouco seja isso também), mas pelo fato fato de se ele ouvisse e aceitasse o que o padre dizia, isso seria reconhecer que a vida teria um sentido e isso seria a pior coisa possível para ele; já que na visão de Camus : “a vida é absurda”.

Embora eu tenha gostado do livro, eu achei ele bem “de adolescente” em algumas partes e também queria que a história fosse menos corrida e tivesse mais diálogos (uma coisa que eu valorizo bastante).

Se quiserem, comentem o que vocês acharam do livro e suas opiniões sobre meu “take” :)

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u/hyper_hysteria — 1 month ago
▲ 6 r/Livros

Terminei O Cortiço, eis o que pensei - Resenha porca n°2

Olá a todos

Eu de início tava achando o livro um pouco entendiante, mas depois de toda a questão envolvendo a Leocádia o livro começou a ficar mais interessante.

Acho interessante a forma como o livro retrata todos os personagens, não há ninguém bom, todos são gananciosos, egoístas, aproveitadores, violentos, etc. Gostei do estilo como foi escrito, com o Cortiço sendo o protagonista (assim como tá no nome) e contando diversas histórias de personagens.

Diversas histórias nesse livro me marcaram, especialmente algumas que vou citar :

A história de Jerônimo e Piedade é uma história tão triste, como >!a Piedade basicamente depositava tudo nele e ele basicamente foi ficar com a Rita como se ela não valesse nada;!< A história de como >!a Pombinha foi de uma jovem puritana que esperava o casamento para uma garota de programa junto com Léonie;!< e principalmente a história de João Romão e Bertoleza. A história já começa com Bertoleza colocando as felicidades nele e vendo nele uma boa pessoa que poderia confiar, pra no final ele (no auge do egoísmo e da ganância) >!chamando o dono dela de volta e a polícia matando ela por resistir.!< A Bertoleza era basicamente a única personagem boa (a única coisa “ruim” foi >!ter fugido do dono dela, mas ela fugiu porque o João Romão mentiu pra ela!<, então não é culpa dela) e a >!morte dela!< realmente me deixou reflexivo.

Eu realmente gostei da história e do estilo do livro; dito isso, eu realmente gostaria que o livro tivesse mais diálogos, acho que se o livro tivesse mais diálogos ele seria ainda melhor, porque achei os diálogos bem curtinhos (e eu valorizo muito diálogos); Mas no geral esse livro é muito bom e eu entendo porque ele é esse clássico altamente elogiado.

Nota : 4/5

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u/hyper_hysteria — 1 month ago

Se Adão e Eva não tivessem pecado, então eles seriam parte de Deus ?

Olá a todos

Já peço perdão se a pergunta for simplória e admito que é fruto de eu ser novato nos estudos religiosos e já fazer tempo que eu não revisito Gênesis (além disso não sei se a flair tá certa por ser minha primeira vez aqui).

Bom, eu sou cristão, então eu acredito na Santíssima Trindade, embora ainda tenha uma pequena dificuldade de entender completamente.

Um argumento que eu vi recentemente a favor da Trindade por alguns cristãos pessoas é que “tudo o que Deus cria é Deus”. Só que pra mim há uma pequena incongruência nesse argumento : Se tudo o que Deus faz é Deus, então Adão enquanto não pecou também era Deus ? E Eva é uma criação direta de Adão então se Adão era Deus Eva também era ?

Eu realmente queria entender pois desde que eu vi esse argumento eu pensei nesse ponto sem parar. Se puderem me ajudam a “solucionar” essa questão.

u/hyper_hysteria — 2 months ago

A principal força motriz humana é a fixação à ideia

Olá a todos. O título talvez seja meio clickbait, mas vou tentar discorrer acerca desse meu ponto.

Eu estou lendo muito Dostoiévski recentemente e tenho percebido um padrão em sua obra : personagens morrendo por “amor à ideia”.

Uma das principais críticas de Dostoiévski que está em em sua obra era direcionada à quem amava e colocava coisas mundanas em um pedestal acima de Cristo; como quem tinha o amor ao dinheiro, o amor ao respeito e entre esses o amor à ideia. Isso era uma crítica de Dostoiévski aos niilistas e ocidentalistas de seu tempo; Com os personagens Kiríllov de Os Demônios e Raskolnikov de Crime e Castigo sendo os principais exemplos da visão de Dostoiévski sobre o amor à ideia (não coloco um personagem de Irmãos Karamazov aqui pois ainda não li).

Recentemente eu tenho pensado muito sobre esse ponto, mas minha visão sobre isso é um pouco diferente da visão de Dostoiévski; enquanto Dostoiévski acredita que o amor à ideia é uma coisa terrível e que isso acaba levando a morte, acredito que a principal força motriz humana é a “fixação à ideia”.

“ideia”, nesse caso, não é só uma visão politica ou filosofica; é o que colocamos acima de nós mesmos e que nos esforçamos para por em prática, quase como se fosse o propósito, o plano, aquilo que você deixa te guiar ao longo da vida. Acho que todos nós temos isso à certo ponto, seja algo mais simples como um sonho, família, fé, ou a coisas como opinião política, uma filosofia, ou qualquer outra coisa.

Além dos exemplos disso na obra de Dostoiévski, há alguns exemplos na história, como Sócrates; Sócrates morreu bebendo um cálice com veneno de cicuta e tudo isso por “amor ao conhecimento”. Esse, pra mim, é um grande exemplo de fixação à ideia, a ideia de Sócrates era o conhecimento, e estava tão fixado ao ponto de morrer por ele. Além de Sócrates há outros exemplos (que estão nas fotos) como Joana D'arc que foi condenada a fogueira porque consideravam suas visões divinas falsas e sua insistência em usar roupas masculinas, essa era a sua “ideia”; Martin Luther King foi assassinado pela sua defesa dos direitos dos afro americanos através da não violência, era era sua “ideia”, os mártires religiosos (vou usar de exemplo os mártires cristãos no império romano) morreram por causa da “ideia”, a “ideia” no caso era a crença de que Jesus Cristo era Deus.

E falando em Jesus Cristo, acredito que a sua história possa entrar aqui (já vou deixar claro que sou cristão então essa parte vai ser mais parcial a fé em Jesus Cristo e vai talvez um pouco mais teológica)

Jesus, de acordo com os evangelhos e a fé cristã no geral, ele é Deus Filho e teria vindo a terra como humano e morrido pelos nossos pecados; era esse o seu objetivo. E também de acordo com a fé cristã, Jesus tem duas naturezas : uma divina e uma humana. Jesus tem uma natureza humana, logo Jesus tem sentimentos, emoções e... ele tinha uma fixação pela “ideia”; com a ideia, no caso de Jesus, sendo morrer pelos nossos pecados.

Se o próprio Deus antropomorfizado teve uma fixação pela “ideia” então acredito que a “fixação pela ideia” seja a única coisa que conecta o mundo humano (o nosso) com o mundo transcendental (no caso cristão o céu). E não só no cristianismo que está presente a fixação a ideia, mas em outras religiões e mitologias há casos semelhantes, como Prometeu na mitologia grega, que tinha fixacão à ideia, com a ideia no caso sendo a compaixão com a humanidade, e esse é o mesmo caso do Deus da mitologia polinésia Maui, dos deuses Suiuren e Nuwa na mitologia chinesa e Matarisvan na mitologia Indiana

u/hyper_hysteria — 2 months ago
▲ 0 r/libros

Estoy leyendo *El adolescente* y vaya giro acaba de ocurrir.

Hola a todos:

Estoy leyendo *El adolescente* y voy por la página 171. Necesito hablar con alguien sobre lo que acaba de pasar.

Vaya, no me esperaba que >!Kraft intentara quitarse la vida, como dijo Katerina!<. Estaba leyendo en el autobús y casi grito de la impresión; no me lo veía venir para nada. Había notado que estaba algo sombrío, pero madre mía... >!había dicho que se iba a América; ¿era eso un código para decir que se iba a suicidar?!<

Cuando iba por la página 150, publiqué algo en r/dostoevsky diciendo que el libro me parecía flojo y «aburrido», pero este giro de la trama —y todo el diálogo entre Dolgoruki, Katerina y Tatiana, además de la conversación entre el maestro y Versílov— me hicieron cambiar de opinión.

Hablando de la conversación entre el maestro y Versílov... qué granuja es Versílov. Dolgoruki es algo arrogante y claramente parcial en su narración, pero Dios mío, Versílov es un padre pésimo y un ser humano terrible. Fue un «padre» pésimo para Dolgoruki y, al parecer, >!iba a tener otro hijo, pero el parto salió mal!< (por lo que entendí). Además, parece que >!se estaba aprovechando del maestro para «deshonrarla» (lo cual yo interpreto personalmente como que se acostaba con ella).>! Qué persona tan horrible.

Eso es todo; solo necesitaba hablar de esto con alguien, y ahora estoy en la universidad. Joder, Dostoievski es increíble. Por eso es mi escritor favorito.

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u/hyper_hysteria — 2 months ago
▲ 0 r/Livros

Tô lendo O Adolescente e...MEU DEUS O QUE ACABOU DE ACONTECER ?

Olá a todos

Tô lendo o adolescente e estou atualmente na página 171. E eu preciso falar com alguém sobre o que acabou de acontecer.

Nossa, não esperava que o Kraft fosse “atentar contra si mesmo” como a Catierina falou, Tava lendo no ônibus e quase gritei de choque; Não esperava de nenhuma forma. Percebi que ele era meio tristão mas nossa; ele tinha dito que ia pra América, isso era um código pra se matar ?

Quando ainda tava na página 150 fiz um post no r/dostoevsky sobre como tava achando que o livro era fraco e “boring”, mas essa reviravolta e todo o diálogo de Dolgorúki com Catierina e Tatiana; além do diálogo da professora com Viersílov mudou a minha opinião.

Falando no diálogo da professora com Viersílov, como o Viersílov é um canalha; o Dolgorúki é meio arrogante e claramente parcial na narração da história, mas meu Deus como o Viersílov é um pai e ser terrível. Ele foi um “pai” terrível pra Dolgorúki e aparentemente ele ia ter outro filho mas o parto deu errado (pelo que eu entendi) e também ele aparentemente tava se aproveitando da professora para “desonrá-la” (que eu pessoalmente interpreto como ele dormindo com ela). Que pessoa horrível.

É só isso, precisava falar disso com alguém e agora tô na faculdade; puta merda como Dostoiévski é foda. Por isso ele é meu escritor favorito

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u/hyper_hysteria — 2 months ago
▲ 6 r/Livros

Alguém tem recomendação de livros de psicólogos para um iniciante que não sejam livros introdutórios ?

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Olá a todos

Eu faço a faculdade de psicologia e estou no segundo período nesse instante.

Eu já li 4 livros de psicologia no total : um livro introdutório de Jacques Lacan e o livro Psicologias da Ana Bock(não terminei), O Homem e Seus Símbolos de Carl Jung e Em Busca de Sentido de Viktor Frankl. Eu gostei de todos eles e os entendi.

Queria saber um livro escritos por psicólogos, onde eles mostram suas ideias e um simplório como eu consiga entender. Pode ser de Psicanálise e as suas áreas, Behaviorismo, psicologia Humanista; não tenho uma abordagem específica em mente pra isso, só quero que não seja introdutório e que eu irei compreender o que vou ler.

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u/hyper_hysteria — 2 months ago
▲ 3 r/Livros

Terminei A Semana e Machado de Assis; eis o que achei

Olá a todos

Na semana passada comprei uma coleção de livros do Machado de Assis, decidi começar por A Semana puramente pelo título.

Eu pensava que o livro seria uma obra tipo Memórias Póstumas ou Dom Casmurro; mas acabei vendo que o livro é uma crônica; nunca li uma crônica antes então minhas “criticas” devem ser terríveis.

Eu achei a escrita do livro ótima e o livro em momentos é bem engraçado eu diria; e como fã de história, acabei gostando muito de algumas informações; desde coisas sobre a política do início da república até coisas como 5 ninfetas do imperador otomano morrendo por inveja dos eunucos.

A parte de maior destaque foi, na minha opinião, o diálogos foram o destaque, especialmente em partes como a do dia 18 de dezembro de 1892, onde ele tem uma conversa com um velhinho, ou quando ele começa a dar notícias velhas como se fossem novas para irritar pessoas que tentavam irritar ele.

Meus “capitulos” ou “dias” favoritos foram o que o Machado de Assis sonhou que estava no céu, o que ele sonhou que estava com personagens de A Odisseia (inclusive Homero é muito mencionado no livro) e um onde basicamente o Machado ridiculariza uma anarquista.

Dito isso, eu provavelmente não voltaria para o livro, principalmente porque em alguns momentos foi um pouco monótono; mas é um ótimo livro e valeu a pena ler e sinto que aprendi alguma coisa com o livro.

4/5

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u/hyper_hysteria — 2 months ago

O que vocês acham dessa ordem de leitura filosófica ?

Olá a todos que estão vendo esse post :)

Eu curso psicologia e o coordenador do meu curso disse que eu deveria me aprofundar em filosofia (o que eu já queria fazer a há muito tempo)

Tem um filósofo que eu queria muito, mas MUITO ler e estudar, que é Kierkegaard. Mas vejo muitas pessoas dizendo que Kierkegaard é uma leitura complicada (e eu sou apenas um leitor simplório que começou a ler muito há alguns meses atrás).

Eu decidi criar uma ordem de leitura do que devo ler antes de ler Kierkegaard. Essa é a ordem :

Começar com : A República de Platão (porque dizem que é um bom livro para iniciantes na filosofia, e também porquê Kierkegaard foi influenciado por Sócrates)

Depois :

Ler os principais livros de Camus (O Estrangeiro, O Mito de Sísifo, O Rebelde, A Peste)

Ler os principais livros de Sartre (Náusea, Existencialismo é um Humanismo, O Ser e o Nada)

Ler os principais livros da Simone de Beauvoir (Segundo sexo, Por uma Moral da Ambiguidade, Uma Morte Muito Simples)

Ler os principais livros de Schopenhauer (O Mundo como Vontade e Representação e Parerga e Paralipomena)

Ler os principais livros de Nietzsche (O Anticristo, Assim Fala Zaratustra, Além do Bem e Do Mal)

Ler um pouco de Gabriel Marcel e Karl Jaspers (que foram influenciados por Kierkegaard)

Talvez ler um livro introdutório ou biográfico de Wittgenstein de Heidegger (pq nem fodendo vou ler Wittgenstein e Heidegger)

E por fim :

Os principais livros de Hegel (Fenomenologia do Espírito e Enciclopédias das Ciências Filosóficas)

A Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant

Um livro introdutório de Kierkegaard (provavelmente o livro “Kierkegaard” do Jorge Miranda de Almeida)

E a partir daí começo a ler a obra de Kierkegaard

Eu sei que talvez pode ser muita coisa, mas é que eu também quero entender o que os filósofos influenciados por Kierkegaard acabaram “pegando” dele antes de ler as suas respectivas obras. Além disso, sou um iniciante na filosofia e pretendo entender esses pontos de vista e ideias diferentes que me parece muito interessante.

Enfim, O que vocês acham dessa ordem de leitura ? Se tiverem sugestão de adicionar (ou até de reduzir kkk) eu ficaria grato

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u/hyper_hysteria — 2 months ago