NOTÍCIA: Flavio Bolsonaro não vai ao debate da Band se Lula não for

NOTÍCIA: Flavio Bolsonaro não vai ao debate da Band se Lula não for

Após Lula decidir que não vai aos debates, mesmo com a Band se propondo a mudar o dia, Flávio comunicou que, caso Lula não for, ele também não irá.

Como que o Homem vai jantá-los com batata e arroz se os dois indivíduos ficaram fugindo desse jeito?

poder360.com.br
u/kayfogo — 1 day ago

O que vocês acharam da abertura do ato público da Missão (16/08/2026)?

Eu queria fazer um resumão deste ato, tal como eu fiz no congresso, mas, infelizmente, a CLT me chama hoje, então só poderei assistir até aqui (14:20), então, deixo este questionamento para vocês: O que vocês acharam da abertura do ato público? Vou dar a minha visão pessoal sobre.

Sinceramente, o início deste ato foi, sem sombra de dúvidas, o pior de todos, nem sendo pela métrica de comparação, mas por que foi ruim mesmo; a abertura foi triste, dolorosa e sem impacto nenhum, a organização das falas, como a abertura de Aroldo, foram completamente cortados por mais dor e sofrimento auditivos, eu entendo que o propósito do ato não é discurso sério, é mais um “festival”, entretanto, que tivesse um rigor de qualidade que passasse aquela sensação de quando se escuta uma música muito boa pela primeira vez, mas só houve vergonha. Isso somado aos constantes erros técnicos em relação ao som foram o basta de minha decisão pessoal de tomar esta abertura como ruim, a opinião pública – ao que pode ser observado pela drástica queda de telespectadores do início da Live até as ~14:00, foi de ~75.000 para ~12.000 em pouco mais de meia hora – mostra que acorda com isso.

(isso é só minha opinião pessoal, por favor, não me crucifiquem, divide-se o seguidor cego daquele que acredita de fato num movimento a partir da capacidade de ter pensamento crítico e admitir quando algo é ruim ou errado.)

Os discursos que pude assistir, no caso, só o do Arthur, foi muito bom, e demonstrou de forma precisa as fraquezas e polêmicas da oposição, é claro, acompanhado do "temperinho" cômico da Missão, que todos conhecem.

reddit.com
u/kayfogo — 4 days ago

Tudo que aconteceu no congresso de hoje (01/08/2026)

O congresso do partido Missão foi um evento de grande carga emocional e conteúdo programático, iniciado com a apresentação do apresentador principal, Leonardo Siqueira, que deu as boas-vindas ao público e preparou o terreno para os discursos que se seguiriam. O primeiro a ocupar o palco foi o Tenente-Coronel Aroldo Medina, vice-presidente na chapa de Renan Santos, que fez uma intervenção profundamente emocionada, evidenciando seu compromisso pessoal com a causa. Aroldo destacou as qualidades de liderança e caráter de Renan Santos, mencionando as tentativas sistemáticas de desconstrução de sua imagem pela oposição como uma estratégia para desgastá-lo. Em um momento de maior densidade simbólica, ele recomendou a leitura do livro "O Homem que Calculava", utilizando a obra como metáfora para a sabedoria e visão estratégica necessárias ao governo, e fez uma analogia contundente entre uma vassoura espicaçada e o Brasil, afirmando que a troca do cabo da vassoura, ou seja, a mudança de governo, seria essencial para varrer a sujeira do país e promover a limpeza política e social sob a gestão de Renan Santos. Ao finalizar, convidou o público para encontrá-lo pessoalmente após o evento a fim de sanar dúvidas e fez um alerta direto às facções criminosas do Morro do Alemão, anunciando que uma grande operação seria realizada, reiterando em todo o seu discurso um aspecto de sua personalidade perceptível: a emoção genuína com a causa.

Leonardo Siqueira retomou o microfone para falar sobre os ideais do partido e sobre o famoso Livro Amarelo, antes de chamar ao palco Kim Kataguiri, que iniciou sua fala com uma crítica contundente à oposição, classificando suas propostas como vagas e utópicas, comparando-as a "cartas para o papai noel", enquanto afirmava que a Missão é o único partido com propostas reais e factíveis. Kim agradeceu e exaltou a importância de Pedro Deyrot e Orlando Lima na elaboração do Livro Amarelo, detalhando o alto rigor científico na criação da obra, com a participação de diversos pesquisadores, muitos dos quais trabalharam anonimamente por medo de retaliações profissionais. Orlando Lima tomou a palavra para descrever as três partes do Livro Amarelo: uma referência ao Estado Novo de Getúlio Vargas, as Reformas de Base e a visão do País do Futuro, enfatizando que o livro não é apenas um programa de governo, mas uma base filosófica e prática para as próximas gerações.

Kim retornou para ressaltar que a ascensão da Missão ao poder gerará um forte conflito com a oposição, justificando que "o remédio amargo é necessário" para curar os males do Brasil, e citou a criação de infraestrutura de base em todo o país como um pilar desse processo. Apresentou também a proposta do programa "Prendeu Matou", que prevê um pronunciamento semanal mostrando, em um mapa do Brasil, as regiões dominadas pelo crime e o número de criminosos mortos em operações, além de um sistema de estímulo para que os prefeitos melhorem seus indicadores sociais, rompendo com o modelo atual em que quanto pior os indicativos, mais dinheiro o município recebe. Pedro Deyrot assumiu o microfone para detalhar as Reformas de Base, criticando a ineficiência de programas sociais como o Bolsa Família e defendendo políticas que estimulem o emprego formal e tirem as pessoas da dependência do Estado. Apontou o abuso de órgãos como a FUNAI como um entrave ao desenvolvimento nacional, citando casos em que jazidas de potássio estão em terras indígenas desabitadas, o que, segundo ele, inviabiliza a exploração sustentável. Classificou a Lei Rouanet como ineficiente e criticou o sistema do SUS, defendendo um modelo de atendimento baseado na ordem de importância em vez da ordem de chegada, além de defender a criação de uma elite intelectual no Brasil, criticando o analfabetismo funcional, a progressão automática de alunos que não aprenderam a matéria e a necessidade de implementação do sistema fônico de alfabetização.

Citou a China como exemplo para a criação de zonas especiais de desenvolvimento e falou da importância do Brasil como "celeiro do mundo", alertando, porém, para a dependência do país na compra de fertilizantes e a não exploração de terras raras, defendendo que, sob o governo de Renan, essas riquezas seriam exploradas com intercâmbio tecnológico, evitando que empresas estrangeiras simplesmente roubem os recursos do país, ao passo que, se Lula ganhasse, as riquezas seriam entregues a essas empresas. Kim voltou a falar para anunciar a criação do Instituto Livro Amarelo, que terá como missão preservar a obra como o melhor programa de governo e formar milhares de quadros qualificados para o partido, e após uma breve fala de Orlando Lima, chegou o momento mais aguardado: a apresentação física do Livro Amarelo, com Leonardo Siqueira destacando suas características.

Em seguida, Leonardo chamou os responsáveis pelos bastidores da Missão, Vítor Couto, Rafael Almeida Rizzo e Oliver Delgado, e este último assumiu a palavra para apresentar os candidatos a governador, cada um com seu discurso. André Luiz, candidato ao Maranhão, falou sobre a visão da população local e como as propostas da Missão enriquecerão o estado; Ben Mendes, por Minas Gerais, enfatizou a honestidade do partido e o amor à pátria; Breno Barcelos, do Espírito Santo, destacou a necessidade de militância engajada e se propôs a ser o quebrador de metas no estado; Coronel João Jacques Soares Busnello, do Rio de Janeiro, falou sobre sua história e os planos para eliminar a corrupção e o crime organizado; o delegado Huggo Leonardo, do Ceará, trouxe sua religiosidade à tona, falando sobre a influência de Deus em sua vida e pedindo à militância que espalhe a missão; Luiz França, do Paraná, falou sobre sua trajetória e a "canalhice" da oposição, reafirmando sua fidelidade ao partido; Marcelo Brigadeiro, de Santa Catarina, discursou sobre a luta contra a oposição e como as previsões contrárias ao partido têm se mostrado erradas; Rafaell Milas, do Mato Grosso, defendeu a construção de uma malha ferroviária no estado para escoar a produção agrícola, criticou a corrupção da oposição e citou os processos judiciais contra membros da Missão; e Renan Hallais, de Pernambuco, falou sobre a corrupção da oposição e o projeto de tornar o Brasil uma das cinco maiores nações do mundo.

Após as falas dos candidatos, o público foi convidado a fazer um juramento solene e patriótico:

"Juramento por uma missão, perante a história, e diante de um futura que existe ser glorioso, juramos ser leais às nossas ideias, como somos leais na nossas famílias, prometemos não vacilar perante a hora decisiva, seremos aquele porque suas vozes ecoam, um êxito de milhões, encarnado em nove soldados, que com honra e coragem, levarão a frente a nossa missão, hoje somos nove homens preparados para a luta, amanhã seremos os nove que a história não há de esquecer, pela glória daqueles que acreditam, pela fé dos que nunca desistiram, juramos o nosso sacrifício pelo Brasil, uma missão que ansiamos cumprir".

Em seguida, foi exibido um breve vídeo, e Kim voltou ao palco para chamar a vereadora Amanda Vettorazzo e o deputado estadual Guto Zacarias. Guto falou sobre suas influências, incluindo Renan Santos, a situação de endividamento das famílias brasileiras, a falta de educação financeira e o programa "Jovem Capitalista", destacando seu desempenho como o deputado mais econômico de São Paulo e suas vitórias contra tentativas de cassação, enquanto Amanda divulgou o aplicativo do partido, exaltou Renan Santos como o "líder desta geração" e enalteceu a militância.

Após os discursos, foi exibido o vídeo denominado "Preâmbulo", que apresentou a vida pessoal de Renan Santos, com depoimentos de sua mãe e irmão, além de amigos como Kim Kataguiri e Amanda Vettorazzo, e que também relembrou sua trajetória em projetos como a Valete e o movimento pelo impeachment de Dilma Rousseff. Kim Kataguiri retornou para uma fala de transição, destacando a Missão como a "melhor opção" e não apenas o "menos pior", criticando o governo atual como um "império da barbárie" e reforçando a necessidade de militância engajada. Então, finalmente, Renan Santos subiu ao palco para o discurso mais aguardado do evento, considerado pela audiência como um dos melhores de sua carreira.

Renan falou sobre o destino da Missão em subir ao poder, o crescimento do movimento, originário do MBL, as dificuldades impostas pela oposição e pela manipulação midiática, as dificuldades econômicas e as ameaças da oposição, e acusou o governo do PT de destruir o Brasil, negando o rótulo de "terceira via" e afirmando ser a "única via" para a geração atual, citando os escândalos de corrupção da oposição e de ex-membros do MBL. Ele então estabeleceu quatro metas claras e audaciosas para seu eventual mandato: reduzir o número de homicídios para 10.000 por ano, comprometendo-se a não se reeleger caso não cumpra; garantir que o povo brasileiro possa se sentir seguro nas ruas; fazer com que o trabalho formal supere o número de beneficiários do Bolsa Família; e erradicar o analfabetismo funcional no Brasil. Para coroar o evento, Aroldo Medina presenteou Renan com um gesto de alto valor simbólico: entregou-lhe um par de luvas brancas, simbolizando mãos limpas, e o Espadim de Tiradentes – uma pequena espada tradicionalmente entregue a cadetes das Polícias Militares, que representa revolução, honra, dignidade e autoridade. O gesto selou o compromisso do partido com a luta e a renovação do Brasil, encerrando o congresso com um forte apelo à militância e à união, deixando claro que o partido Missão se vê como a vanguarda de uma nova era para o país.

Eu não vou descrever as perguntas dos jornalistas pois estou com dor no dedo e fome. Deixo isso para o resto da militância. Façam cortes.

O FUTURO É GLORIOSO!

reddit.com
u/kayfogo — 19 days ago

Guia de refutações contra os anti-Missão (5ª parte).

Bom dia.

Quinto dia, quinta parte, pau no cu da introdução.

(ATENÇÃO: o texto a seguir baseia-se em minha pesquisa e experiência pessoal, estando, portanto, sujeito a erros. Caso encontre alguma discrepância, avise aqui no chat, agradeço.👍)

1 – "A Missão é contra programas sociais (Bolsa Família, BPC, etc.)"

Esse argumento decorre da confusão entre propostas reformistas e propostas que visam à eliminação total dos programas sociais. O mesmo ocorre com a afirmação: "A Missão quer acabar com os direitos do trabalhador". No entanto, a realidade não é bem essa.

Segundo Renan Santos, os programas sociais devem atuar como instrumentos temporários de combate à pobreza e de reinserção econômica, e não como políticas permanentes que substituem o crescimento econômico e a geração de empregos. Nessa visão, a principal política social de um governo deve ser a criação de oportunidades para que as pessoas alcancem autonomia financeira por meio do trabalho e do empreendedorismo.

O plano da Missão é deixar de "distribuir" dinheiro de forma ineficiente e passar a utilizar os programas sociais com mais eficácia, oferecendo à população aquilo que esses programas deveriam ser de fato: auxílios, enquanto se desenvolvem, simultaneamente, oportunidades de emprego e infraestrutura nas regiões atendidas.

2 – "A Missão é contra universidades públicas"

Mais uma vez, esse ponto decorre da confusão entre "reforma" e "abolição". Em manifestações públicas, Renan Santos e outros integrantes da Missão defendem que as universidades devem priorizar a produção científica, a formação de profissionais qualificados e a excelência acadêmica. Também criticam o que classificam como politização excessiva do ambiente universitário, e defendem maior pluralidade de ideias e uma gestão baseada em resultados.

Além disso, o partido costuma propor uma maior aproximação entre universidades, setor produtivo e iniciativa privada, incentivando parcerias para pesquisa, inovação tecnológica e desenvolvimento econômico. Essas propostas são frequentemente interpretadas por opositores como um processo de privatização do ensino superior público — o que não é verdade. Trata-se apenas de uma aliança estratégica entre setores, com benefícios para ambos os lados. Algo semelhante já existe no Brasil, como o SENAI e o SESI (embora, na minha visão pessoal, essas instituições sejam bastante ineficientes e se sustentem mais pelo nome do que pelos resultados).

3 – "A Missão é antiambiental"

Essa crítica tem ganhado força nos últimos dias. Opositores apontam as propostas que envolvem a exploração do território e dos recursos naturais, bem como as metodologias ambientais do movimento, como sendo "antiambientais" e prejudiciais ao meio ambiente. Como essa crítica abrange vários pontos, vou dividi-los.

3.1 – Mineração

O partido Missão defende uma ampla exploração dos recursos minerais do território nacional. A oposição ambientalista argumenta que essa exploração prejudica os ecossistemas, associando-a a experiências mal-sucedidas, como a de Brumadinho. No entanto, essa comparação é injusta, pois não leva em conta o preparo, o rigor de segurança, da qualidade da estrutura e da tecnologia empregadas nesses projetos.

Até hoje, não há no Brasil projetos sérios de exploração 100% eficiente (se comparados ao potencial existente). O argumento de que "toda mineração destrói e prejudica o meio ambiente" é defasado e ignora inovações recentes, como a substituição do mercúrio nos processos de extração — uma das principais críticas à mineração tradicional.

Atualmente, já é possível explorar uma região com baixo impacto ambiental, gerando ao mesmo tempo infraestrutura, recursos, empregos e qualidade de vida, além de bilhões para a economia. O Brasil forma profissionais nessa área, mas sofre com a chamada "fuga de cérebros" — ou seja, além do desenvolvimento, poderíamos reter esses talentos e fazer com que os investimentos em educação voltem a beneficiar o país, em vez de serem direcionados a nações como EUA, China, Índia, Taiwan, Singapura, etc.

Quando se fala em Brasil e mineração, dois temas são inevitáveis: terras raras e urânio. No cenário geopolítico atual, as grandes nações não travam mais guerras com rifles, trincheiras e soldados. Seu poder militar vai muito além de porta-aviões, caças e mísseis: elas possuem a bomba atômica. Ao contrário do que alguns pensam, a bomba nuclear não é uma arma de ataque, mas de defesa. Se dois países com arsenal nuclear entram em guerra, sabem que, no momento da derrota, um deles pode acionar a bomba, e o mundo acaba. Por isso, guerras de conquista entre potências nucleares tornam-se inviáveis, e o mundo entra numa espécie de guerra fria permanente. Assim, o controle de minerais essenciais para a construção e operação dessas armas não é um assunto negociável ou dispensável. Em 50 anos, o país que não tiver minerais, principalmente terras raras ou urânio dificilmente terá chances de se tornar uma das maiores economias do mundo (considerando o cenário humano atual).

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com 23% das reservas globais — mas explora apenas 0,009% disso. Também detém cerca de 250 mil toneladas de urânio, posicionando-se entre os cinco maiores detentores do minério (aproximadamente 6% do total global) — contudo, extrai apenas 75 toneladas por ano, insuficiente até para atender à demanda interna. As usinas Angra 1 e Angra 2 (mal projetadas e subutilizadas) consomem 450 toneladas anuais, forçando o Brasil a comprar de outros países, como a estatal russa Rosatom.

Além de terras raras e urânio, o Brasil tem 34 bilhões de toneladas de ferro (uma das maiores reservas do mundo) e extrai apenas ~430 milhões por ano — dos quais 300 milhões são vendidos, refinados e processados no exterior, para depois serem comprados de volta a preços mais altos, gerando prejuízo. Temos 1,62 bilhão de toneladas de bauxita (alumínio) e extraímos somente 27 milhões de toneladas por ano — o que não atende à demanda, obrigando o país a importar ~15% do alumínio consumido, sendo que apenas 1,18 milhão de toneladas de alumínio primário são refinadas aqui. Esse padrão se repete com cobre, níquel, lítio, nióbio, manganês, grafite, silício metálico, titânio e diversos outros minerais. Não temos autonomia completa em nenhum ciclo de coleta, refino e uso mineral. Isso é vergonhoso: o país — talvez o país com mais riquezas minerais do mundo — não as utiliza.

A discussão não é apenas ambiental — até porque vemos que esse argumento não se sustenta. Trata-se de soberania, de qualidade de vida, de infraestrutura, de tirar o Brasil da posição vergonhosa em que se encontra e usar nosso potencial para nos tornarmos a maior nação do mundo. Lembrando que sequer concluímos os processos de avaliação do solo, muito menos do mar — portanto, certamente há muito mais recursos escondidos.

3.2 – Expansão da infraestrutura

Para um país se desenvolver, é preciso construir: prédios, rodovias, pontes, estradas etc. Ambientalistas afirmam que esse aumento da infraestrutura impacta diretamente o meio ambiente. No entanto, como na mineração, essa visão baseia-se em experiências fracassadas do passado e na distorção do que significa desenvolvimento estrutural.

Cerca de 95% do Brasil é composto por cidades orgânicas — formadas ao longo do tempo, sem planejamento. Essas cidades têm grande potencial de impacto ambiental. Porém, existe um modelo que concilia alta qualidade de vida, indústria, infraestrutura e preservação ambiental: as cidades planejadas. Atualmente, apenas ~0,60% das cidades brasileiras são efetivamente urbanizadas, e cerca de 30% do território nacional é apto para receber novas cidades. Isso mostra que o problema não é a urbanização, mas o péssimo planejamento.

Se, em vez de concentrar nossas principais cidades em regiões já saturadas como São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, planejássemos novos centros urbanos nos vastos espaços não povoados do Brasil, estaríamos plantando sementes de desenvolvimento. Esses novos centros atraíram profissionais sem oportunidades em suas cidades de origem, aumentando o livre mercado e a competitividade sem saturar os grandes centros.

As cidades orgânicas, como as periferias do Rio de Janeiro, expandem-se de forma desordenada e sem cuidados com o bioma — com falta de saneamento básico, pastos e culturas ineficientes. Já as cidades planejadas otimizam o espaço, são autossuficientes e crescem verticalmente, permitindo o manejo adequado do ecossistema (essa parte do manejo é muito importante; recomendo fortemente que pesquisem sobre ou, se quiserem, posso fazer um post específico sobre o assunto).

3.3 – Javaporco

O partido Missão já declarou a intenção de estimular o extermínio sustentável do javaporco — uma espécie invasora híbrida, resultado do cruzamento entre porco doméstico e javali europeu, responsável por grande destruição ambiental.

A oposição ambientalista argumenta que o abate não é a melhor solução, propondo em vez disso a captura, o isolamento e a alimentação desses animais. No entanto, diversas instituições, como a Embrapa Suínos e Aves e o Ibama, afirmam que o abate é a única solução viável.

3.4 - "A Missão odeia indígenas."

Esse argumento decorre principalmente de declarações de Renan Santos criticando protestos e a ocupação de uma estrutura de exportação da Cargill em Santarém (PA), associando povos indígenas da região do Tapajós a fraudes e alegando que eles atrapalham o desenvolvimento econômico do Brasil, geraram forte repercussão e denúncias de racismo por lideranças locais.

Renan argumenta que os tais indígenas da região vem de uma tribo declarada extinta a anos, acusando-os de estarem usando os direitos dos indígenas como recurso de reivindicação de terras, Renan criticou o impacto de embargos e manifestações na infraestrutura de escoamento de grãos e hidrovias na Amazônia, ele embasou estas alegações com vídeos e dados coletados de vários povos indígenas por todo o Brasil, cujo muitos afirmam que não querem viver como os “amigos da floresta” pregados por ambientalistas, eles argumentam que são a favor do desenvolvimento tecnológico e econômico dos povos indígenas, e que eles merecem ser tratados como cidadãos Brasileiros, não como “selvagens que vivem nas florestas”.

4 - "A Missão quer vender o Brasil para empresas estrangeiras."

Muitos críticos da oposição argumentam que as propostas do partido que giram em torno da abertura do mercado estrangeiro, redução da intervenção estatal e o estímulo à competitividade e à livre iniciativa no mercado internacional significam “entregar” o Brasil a empresas estrangeiras, entretanto, a conversação com iniciativas privadas estrangeiras tem como fim o estímulo à competitividade e o livre mercado, nenhuma parte destas propostas envolve a privatização ou a venda de empresas Brasileira, pelo contrário, a Missão expõe constantemente propostas que envolvem a proteção da soberania de empresas Brasileiras, como o impedimento da venda dos direitos de exploração de terras raras.

5 – "O partido cobra dinheiro da militância."

Essa crítica surge em razão da grande quantidade de produtos e planos oferecidos pelo partido. Seus defensores argumentam que isso seria antiético, pois um partido político não deveria ter a busca pelo lucro entre suas finalidades. No entanto, a Missão posiciona-se contra o uso do fundo eleitoral e, por isso, busca levantar fundos por meio da venda de produtos e de doações voluntárias.

O principal argumento da oposição, nesse caso, é o Livro Amarelo. Alega-se que o projeto de governo de um partido não deveria ser comercializado, mas sim disponibilizado gratuitamente. O que não se leva em conta, porém, é que todo o plano de governo e as propostas do partido já estão disponíveis em seus canais oficiais. O Livro Amarelo é apenas um documento que compila essas informações de forma mais robusta, detalhada e precisa, com uso muito mais amplo de dados e evidências.

Além disso, várias iniciativas citadas como exemplo — como a Revista Valete — não pertencem diretamente ao partido Missão, mas sim a outras iniciativas privadas que surgiram como braços do movimento, assim como a própria Missão, que é um braço do MBL — sendo atualmente o órgão mais forte desses movimentos. A existência desses braços não é evidência de "cobrança" da militância, mas sim reflexo da alta complexidade que esses movimentos alcançaram em tão pouco tempo, superando, em alguns aspectos, os principais partidos políticos brasileiros, como PT, PL e PSDB.

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Esta é a última e mais longa parte dessa sequência diária inicial, acabaram as polêmicas que meu cérebro de primata lembrou ao redigir a lista dos temas que abordei. Provavelmente terá um bom intervalo até que eu escreva uma nova lista. Também farei edições especiais, focando em uma coisa só, caso alguma polêmica grande apareça, também planejo escrever alguns outros conteúdos, um planejado é o resumo do congresso de sábado. É isso, boa noite.

Referências de todos os dados apresentados:

AGÊNCIA BRASIL. Terras raras: minerais estratégicos e críticos; entenda as diferenças. Brasília: EBC, 2026.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Áreas Urbanizadas do Brasil – 2019. Rio de Janeiro: IBGE, 2019.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Recursos naturais e meio ambiente. Anuário Estatístico do Brasil 2024. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cobertura e uso da terra. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Classificação Rural e Urbana: proposta metodológica para classificação dos espaços do rural, do urbano e da natureza no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.

BRASIL. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Prospecção de urânio no Brasil. São Paulo: Governo Federal, 2026.

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Javali e javaporco: manejo e controle da espécie invasora. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves.

IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Programa Nacional de Manejo e Controle de Javalis (Sus scrofa). Brasília: IBAMA.

UNITED STATES GEOLOGICAL SURVEY (USGS). Mineral Commodity Summaries 2025. Reston, Virginia: U.S. Geological Survey, 2025.

UNITED STATES GEOLOGICAL SURVEY (USGS). Mineral Commodity Summaries 2026. Reston, Virginia: U.S. Geological Survey, 2026.

WORLD NUCLEAR ASSOCIATION. Uranium in Brazil. Londres: WNA.

FOURIE, Elsabé. Rare Earths and Critical Minerals. Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), Paris.

INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). The Role of Critical Minerals in Clean Energy Transitions. Paris: IEA, 2021.

INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (IEA). Global Critical Minerals Outlook 2025. Paris: IEA, 2025.

WORLD BANK. Minerals for Climate Action: The Mineral Intensity of the Clean Energy Transition. Washington, D.C.: World Bank, 2020.

AZAPAGIC, Adisa. Developing a Framework for Sustainable Development Indicators for the Mining Industry. Journal of Cleaner Production, v. 12, n. 6, p. 639–662, 2004.

INTERNATIONAL COUNCIL ON MINING AND METALS (ICMM). Mining Principles. Londres: ICMM.

GLOBAL TAILINGS REVIEW. Global Industry Standard on Tailings Management. 2020.

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u/kayfogo — 20 days ago

A live do Inteligência Ltda de agora é uma evidência de que Renan não está com 9%.

Quem está vendo a live agora sabe, uns 80% dos comentários são de apoiadores do partido Missão; isso não é novo, na maioria do conteúdo digital que envolve a Missão, nós podemos ver que claramente há mais apoiadores do que opositores. A metodologia das principais iniciativas de estimativa de votos no Brasil é ineficiente, por muito utilizando vias não utilizadas pelo grande público, em especial, o público jovem, que são os principais eleitores de Renan. Eu não confirmo uma alta chance de vitória nestas eleições, mas um grande espaço já foi conquistado, em 2030, com mais quatro anos de retrocesso, seja do governo Lula ou Flávio e com a expansão da base eleitoral, haverá uma boa chance de vitória.

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u/kayfogo — 21 days ago

Guia de refutações contra os anti-Missão (4ª parte).

Bom dia,

Esta é a quarta parte do guia de apoio à militância do partido Missão que estou redigindo. Já estou sem criatividade para fazer introdução.

(ATENÇÃO: o texto a seguir baseia-se em minha pesquisa e experiência pessoal, estando, portanto, sujeito a erros. Caso encontre alguma discrepância, avise aqui no chat, agradeço.👍)

1 - "A Missão é uma seita" (Não achei que deveria ter que falar disso...)

Existe uma acusação que vem ganhando força esta semana (como eu não sei), vindo do jornalista e comentarista Alberto D’Ávila, em um de seus vídeos, segundo ele, a Missão seria uma seita que acredita que Kim Kataguiri é um messias profetizado dos maçons e que cultua Renan Santos, cujo objetivo seria conquistar poder político em brasília a fim de propagar símbolos pagãos como o encontrado na tatuagem das costas de Renan além de atrair espíritos e entidades para o Brasil, alegando que Renan mandou o "homem do faturamento da Missão" fazer uma reunião com os membros ocultistas para conseguir apoio e dinheiro.

O vídeo que ele usou como "prova", trata-se do episódio de um podcast disponível na rede social criado pelo MBL "Valete", com o título "Resposta aos ataques: Renan Santos satanista". Alberto fez um corte tendencioso tirado do contexto onde os membros do podcast fazia uma satira com a mesma "teoria" dita por ele, atos costumeiros dos membros do MBL/Missão, que possuem uma abordagem mais cômica com o público.

O dito "símbolo pagão" da tatuagem nas costas de Renan tratam-se do deus Mitra, vindo do Mitraísmo, uma religião do Império Romano que inclusive partilhou paralelos históricos com o surgimento do cristianismo primitivo, não tendo qualquer relação com o satanismo. Renan alega que, durante a juventude ele possuia um ceticismo e agnosticismo leve, muito influenciado por leituras de autores como Richard Dawkins. Para ele, a figura de Mitra representava um interesse de teor histórico, filosófico e mitológico daquela época da sua juventude, e não uma devoção religiosa atual a um deus pagão.

O "homem do faturamento da Missão" mencionado no vídeo é Ian Garcez, conhecido pelo apelido de "Ministro". que atua na arrecadação de recursos para o movimento, dai a maneira como o chamaram.

Vídeo original:

https://www.instagram.com/reels/DbEXuAAI_dt/

2 - "A Missão quer acabar com a CLT."

Esta é uma das críticas mais recorrentes dirigidas ao Partido Missão. Ela decorre de declarações de Renan Santos e de propostas do partido voltadas à reforma da legislação trabalhista. A oposição costuma resumir essas propostas afirmando que a Missão "quer acabar com a CLT".

Segundo as propostas divulgadas por Renan Santos, o objetivo não é apagar toda a Consolidação das Leis do Trabalho, mas sim, substituir o modelo atual por um novo marco regulatório das relações de trabalho, considerado pelo partido mais flexível e adequado ao mercado contemporâneo. Entre as medidas defendidas estão a flexibilização das formas de contratação, a redução dos encargos incidentes sobre a folha de pagamento e a ampliação da liberdade de negociação entre empregado e empregador.

Essa posição também aparece nas manifestações do partido sobre a escala 6X1. Renan Santos afirmou ser contrário à proposta de extinguir essa modalidade por lei, argumentando que tal medida poderia reduzir a competitividade das empresas, aumentar o desemprego e prejudicar justamente os trabalhadores que pretende beneficiar. Em sua visão, o problema central do mercado de trabalho brasileiro está na baixa produtividade e no elevado custo de contratação, e não na existência da CLT em si.

3 - "A Missão quer privatizar o SUS."

Outra crítica recorrente ao partido, especialmente em razão de suas propostas voltadas à reforma do sistema de saúde. Em redes sociais, é comum encontrar afirmações de que o partido pretende "acabar com o SUS" ou "privatizar a saúde pública". Contudo, até o momento, não há proposta oficial do Partido Missão defendendo a extinção ou a privatização integral do Sistema Único de Saúde (SUS).

A origem da crítica está no fato de que Renan Santos e outros membros do partido defendem uma ampla reforma da administração pública, incluindo mecanismos de gestão por desempenho, maior participação da iniciativa privada na prestação de determinados serviços públicos e mudanças na forma de financiamento e fiscalização das políticas públicas. Tais propostas são frequentemente interpretadas por opositores como um projeto de privatização do SUS.

4 - "A Missão faz política apenas pela internet."

Desde sua fundação, o Partido Missão e, anteriormente, o MBL, investiram fortemente na produção de conteúdo digital. Em razão dessa característica, opositores frequentemente afirmam que o movimento "faz política apenas pela internet", sugerindo que sua atuação se restringiria às redes sociais e à criação de conteúdo para plataformas digitais.

Entretanto, essa afirmação não corresponde ao histórico do movimento. Desde 2013, seus membros participaram da organização de manifestações de rua, atos públicos, campanhas de mobilização popular, eventos de formação política e iniciativas de articulação nacional. Entre os exemplos mais conhecidos estão as manifestações contra a PEC 37 (2013), os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, mobilizações contra o governo do PT, eventos como o Festival MBL e, mais recentemente, a campanha nacional de coleta de assinaturas para a criação do Partido Missão e o congresso sa Missão esse sábado.

A própria criação da legenda constitui um contraponto à crítica. A legislação brasileira exige a coleta presencial de centenas de milhares de assinaturas de eleitores para o registro de um novo partido político, procedimento que demanda organização territorial, equipes de rua, logística e contato direto com a população. Independentemente das controvérsias surgidas durante esse processo, a campanha de apoiamento evidencia que a atuação da Missão não se limitou ao ambiente virtual.

Além disso, candidatos e dirigentes do partido realizam regularmente viagens, palestras, encontros com apoiadores, visitas a municípios, campanhas eleitorais presenciais e participação em debates públicos.

5 - "A Missão odeia Enéas Carneiro."

Esta crítica decorre do corte de uma live em que Renan Santos destaca problemas do PRONA, incluindo a centralização da imagem do partido em Enéias e a falta de contribuição prática e real.

Entretanto, não há declaração oficial do Partido Missão defendendo que Enéas deva ser apagado da história política brasileira ou negando sua relevância. Pelo contrário, diversos membros do movimento já reconheceram publicamente qualidades do antigo líder do Partido de Reedificação da Ordem Nacional, especialmente sua inteligência, capacidade de comunicação e preparo técnico. Em determinados momentos, inclusive, apoiadores chegaram a comparar Renan Santos a Enéas em razão do estilo de comunicação e da postura de candidato outsider, ainda que a comparação tenha sido utilizada em sentidos distintos.

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Também estou sem criatividade para fazer uma finalização. Caso queira alguma polêmica específica, avise aqui no chat.

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u/kayfogo — 21 days ago

Guia de refutações contra os anti-Missão (3ª parte).

Bom dia,

Esta é a terceira parte do guia argumentativo que venho redigindo com o propósito de auxiliar a militância novata do Partido Missão. O presente texto tem por fim apresentar as mais diversas críticas dirigidas pela oposição, contextualizando os acontecimentos e oferecendo material argumentativo consistente.

(ATENÇÃO: o conteúdo a seguir foi elaborado com base em minha experiência e pesquisa pessoal, estando, portanto, sujeito a equívocos. Caso encontre alguma incoerência ou deseje acrescentar algo, peço que avise nos comentários abaixo, agradeço. 👍)

1 – Kim Kataguiri e a entrevista sobre o nazismo (2022)

Em 7 de fevereiro de 2022, Kim Kataguiri participou do Flow Podcast, ao lado de Monark e da deputada Tabata Amaral. Durante uma discussão acerca dos limites da liberdade de expressão, Monark afirmou que deveria existir um partido nazista legalizado no Brasil e que uma pessoa teria "direito de ser antijudia". Tais declarações provocaram enorme repercussão nacional.

Na conversa, Kim desenvolveu um argumento de matriz liberal sobre a liberdade de expressão. Em determinado momento, sustentou que a Alemanha teria errado ao criminalizar o nazismo, defendendo que ideias, por mais repugnantes que fossem, deveriam ser combatidas socialmente, e não por meio da proibição legal.

A oposição utiliza reiteradamente este episódio como evidência de uma suposta ligação do movimento com ideologias neonazistas. Contudo, como esclarecido por Kim em seu vídeo-resposta, ele não instigou a criação de um partido nazista, tampouco manifestou qualquer identificação com o nazismo. Seu argumento, conforme exposto, é o de que a criminalização não constitui a via mais eficaz para combater ideologias como o nazismo; segundo ele, o caminho mais adequado seria expor tais ideias à luz do debate público, qualificando-as como imorais e odiosas, além de facilitar a identificação de núcleos neonazistas em território nacional, afinal, como enfrentar um inimigo sem conhecê-lo? Um argumento informal que costumo usar neste ponto remete ao pensamento do Tenente Aldo Raine, protagonista do filme Bastardos Inglórios: ele não deseja que os nazistas retirem o uniforme, pois é justamente pelo uniforme que se os identifica.

Mais informações podem ser consultadas no Flow Podcast nº 545 — Monark, Kim Kataguiri e Tábata Amaral (07/02/2022) e no vídeo-resposta de Kim publicado em suas redes sociais em 08/02/2022.

2 – A Missão e o autoritarismo

Este ponto não se refere a um acontecimento específico, mas sim a uma crítica programática, isto é, fundada na interpretação das propostas e da retórica do partido. A alegação consiste em que suas propostas seriam autoritárias ou incompatíveis com a democracia liberal. Os críticos costumam fundamentar essa acusação em quatro elementos principais: o slogan "Prendeu Matou", a defesa do Direito Penal do Inimigo, referências a governos como o de Nayib Bukele, e o interesse demonstrado por alguns autores ligados ao pensamento dito "neorreacionário", como Curtis Yarvin.

Por se tratar de uma acusação construída a partir de um conjunto de propostas, este ponto pode ser refutado com os argumentos já apresentados anteriormente nas outras partes deste guia. Uma vez refutadas as propostas em que a oposição se baseia, caberá a ela assumir o ônus da prova.

3 – "A Missão só fala do Flávio, não critica o Lula"

Trata-se de outra crítica geral ao movimento, que não se sustenta. A Missão surgiu do MBL (Movimento Brasil Livre), cujo objetivo central eram as manifestações contra os governos do PT e o impeachment de Dilma Rousseff. Ao analisar os principais veículos do partido, incluindo os canais de seus membros, é possível verificar que há um equilíbrio entre as críticas dirigidas a ambos os candidatos e seus respectivos partidos. As críticas ao Lula/PT são, em sua maioria, materialmente mais completas e robustas, como o documentário “Não Vai Ter Golpe!”. Aliás, recordo-me de que já foi elaborado um gráfico comparativo entre as críticas aos candidatos, mas não consegui encontrá-lo em minhas pesquisas; caso alguém o possua, peço que o anexe aqui nos comentários.

EDIT: encontrei um vídeo do Arthur onde na minutagem 11:23 ele reage ao vídeo que aparece o gráfico.

https://www.youtube.com/watch?v=ugCgKWkodJo&t=1804s

4 – "A Missão é 'puxadinho' do PT"

Assim como o anterior, tal argumento não se sustenta. Em toda a trajetória da Missão e do MBL, o antagonismo ao PT sempre foi explícito e inequívoco. Use os argumentos do ponto anterrior.

5 – "O MBL/Missão é financiado por bilionários, empresários ou interesses estrangeiros"

Este é um dos argumentos que melhor evidencia a desonestidade intelectual de certa oposição à Missão. O fato de receber doações de indivíduos abastados não implica subordinação política negativa às elites econômicas. O que leva pessoas a realizar doações é tão somente a concordância com as ideologias do movimento, o qual abrange propostas que beneficiam tanto o contratado quanto o contratador — sendo essa, justamente, a natureza das contribuições.

Além disso, hoje, empresas não podem doar diretamente para campanhas eleitorais no Brasil desde a decisão do STF em 2015 e a legislação subsequente, visto isso, não existe nenhuma evidência de que o partido Missão tenha recebido financiamento de pessoas jurídicas, como sempre, o ônus da prova cabe à acusação.

6 – "As assinaturas do Partido Missão foram obtidas enganando a população"

Durante o processo de coleta de assinaturas para a criação do Partido Missão, opositores passaram a afirmar que parte dos formulários teria sido assinada por cidadãos que desconheciam estar apoiando a criação de uma nova legenda. Segundo essa narrativa, alguns coletores teriam apresentado os formulários como abaixo-assinados relacionados à saúde, à educação, ao combate à corrupção ou a outras causas populares, omitindo sua finalidade partidária.

A controvérsia ganhou força após reportagens jornalísticas veicularem depoimentos de pessoas que afirmaram não ter sido informadas, no momento da assinatura, de que estavam apoiando o registro de um partido político. Em alguns casos, os entrevistados disseram acreditar que subscreviam um abaixo-assinado de interesse público, e não uma lista de apoio à criação da Missão.

Com base nesses relatos, críticos sustentaram que a campanha de coleta teria empregado práticas enganosas para acelerar a obtenção das assinaturas necessárias ao registro do partido.

Todavia, ao examinar o documento de assinatura, verifica-se claramente o texto: “Declaro apoiar a criação deste partido político em formação e não ser filiado(a) a nenhuma agremiação”, logo acima da linha de assinatura, com o logotipo da Missão em destaque no canto superior do documento, a inscrição “Ficha de apoiamento Partido Missão” em negrito, e o endereço do site do partido ao lado.

A imagem pode ser conferida em:

https://preview.redd.it/he8ssg8o37gh1.png?width=555&format=png&auto=webp&s=140531d37cebf69feb320a262025a6f52a37e756

https://x.com/arthurmoledoval/status/1857053489173574078

Ademais, era possível a retirada das assinaturas, medida que foi fortemente incentivada pela oposição na época, e o resultado foi zero assinaturas retiradas. A Procuradoria Eleitoral concluiu que não houve fraude no processo.

7 – "O MBL usa bots para inflar sua popularidade nas redes sociais"

Este é O clássico, todos os apoiadores da Missão já foram, em algum momento, acusados de serem "bots". A refutação deste ponto baseia-se em um princípio simples: o ônus da prova. Não há qualquer indício, mínimo que seja, de que a Missão utilize bots; cabe ao acusador demonstrar suas alegações com provas concretas.

8 – "A Missão critica o fundão eleitoral, mas utiliza dele"

As principais candidaturas da Missão, como a de Renan Santos, não empregam um centavo do fundo eleitoral. Apenas candidaturas menores fazem uso desse recurso, com o intuito de evitar a cláusula de barreira. Candidatos como Renan Santos já declararam que nunca foram intrinsecamente contrários à existência de um fundo eleitoral; sua oposição dirige-se ao modelo vigente, que beneficia partidos que despendem enormes quantias de dinheiro público para realizar campanhas populistas ou para fins alheios à finalidade eleitoral.

O partido continua priorizando o financiamento por meio de doações e da comercialização de produtos próprios, utilizando o mínimo possível do fundo e propondo reformas que eliminem os fatores que compelem partidos como a Missão a recorrer a tal mecanismo.

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Finalizado aqui a terceira parte, aqui temos alguns pontos fáceis e outros que precisam de um pouco de pesquisa. Caso queira algum tema específico ou tenha alguma observação, peço que informe aqui em baixo.

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u/kayfogo — 22 days ago

Guia de argumentos aos anti-Missão (2ª Parte).

Bom dia,

Esta é a 2ª parte de uma coletânea de acontecimentos e contra-argumentos envolvendo o Partido Missão, o MBL e seus respectivos membros. O presente post tem por objetivo auxiliar nossa militância, oferecendo argumentos e contextos para os possíveis debates que enfrentarão ao longo da jornada política, contornando, assim, o problema da falta de um apoio em larga escala tal qual possui a oposição.

(ATENÇÃO: o texto a seguir baseia-se em minha pesquisa e experiência pessoal, estando, portanto, sujeito a equívocos. Caso encontre algo incorreto ou deseje acrescentar qualquer informação, peço que o faça aqui no chat; agradecido. 👍 )

1 – Renan Santos e o "voto familiar".

No sexto fascículo do Livro Amarelo, intitulado "Brasil Livre", de autoria de Orlando Lima, um dos ideólogos do grupo, discute-se o conceito do "voto familiar", uma construção teórica que propõe substituir o voto individual de cada cidadão pelo voto único de um representante de cada núcleo familiar. A polêmica surge quando a Bancada Feminina da Câmara dos Deputados acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) em julho de 2026 contra Renan Santos, argumentando que a "proposta" poderia reduzir a autonomia feminina, classificando-a como propaganda discriminatória e violência política de gênero. Entretanto, a Bancada Feminina não levou em consideração que o sexto fascículo do Livro Amarelo não se trata de uma proposta de governo, mas sim de um material de caráter reflexivo e ensaístico, sendo o trecho sobre o "voto familiar" parte integrante de um brainstorming — técnica de dinâmica em grupo focada em gerar soluções, priorizando a quantidade de sugestões em detrimento da qualidade.

Mais informações podem ser obtidas na documentação oficial do caso da PGR e no sexto fascículo do Livro Amarelo.

2 – Renan Santos e o "estupro da Bárbara".

Em novembro de 2018, veio a circular um vídeo de Renan Santos com alguns apoiadores na Rua Augusta, em São Paulo, no qual o grupo se dirigia ao bar Violeta para uma confraternização do MBL. No registro, Renan profere uma frase infeliz, por ele mesmo classificada como tal, envolvendo sua amiga e agente Bárbara Tonelli. A oposição, como era previsível, extraiu o trecho de seu contexto original e o transformou em peça de propaganda negativa, tentando associar o candidato à banalização da violência sexual.

Contudo, uma análise dos fatos revela que a narrativa construída pelos detratores não se sustenta. Bárbara Tonelli, visada pela fala, manifestou-se publicamente em defesa de Renan, afirmando que nunca se sentiu ofendida ou ameaçada, que sempre esteve ciente do tom jocoso do grupo e que a brincadeira jamais saiu do âmbito da camaradagem entre amigos. Sua declaração desmonta qualquer alegação de violência simbólica ou constrangimento real, uma vez que a única pessoa que poderia legitimamente reivindicar o status de ofendida negou qualquer espécie de dano.

Renan, ao ser confrontado com a repercussão, reconheceu imediatamente o mau gosto da fala e pediu desculpas públicas a Bárbara e a quem eventualmente se sentisse ofendido.

Mais informações podem ser obtidas nas notas oficiais das redes sociais dos participantes.

3 – Renan Santos e as acusações de estupro.

Em junho de 2021, uma ex-namorada de Renan registrou boletim de ocorrência acusando-o de estupro e violência doméstica, dando origem a uma investigação policial. Meses depois, a mesma mulher registrou novo boletim, afirmando que havia sido orientada por um parente a fazer a denúncia e que não havia lido corretamente o primeiro registro antes de assiná-lo. A defesa de Renan sustenta que a acusação foi falsa, que o Ministério Público pediu sua absolvição e que a denunciante passou a ser investigada por denunciação caluniosa. Ademais, há afirmações de que a mulher em questão estaria acompanhada de um advogado do MBL no segundo boletim, sendo esta afirmação, comprovadamente, uma fake news.

Mais informações podem ser obtidas nas notas das redes sociais de Renan Santos e na documentação oficial do caso.

4 – Renan Santos e o uso de cogumelos alucinógenos.

Em abril de 2026, foram vazadas mensagens privadas de um grupo no Instagram nas quais Renan relatava ter utilizado psilocibina — princípio ativo dos chamados "cogumelos mágicos" — e descrevia algumas de suas experiências. Posteriormente, Renan confirmou a autenticidade das mensagens e reconheceu que havia feito uso da substância.

Em entrevista posterior, Renan afirmou que experimentou a psilocibina em microdose porque um amigo lhe ofereceu a substância, e que a utilizou para "trabalhar mais" e "ficar mais produtivo". Acrescentou que seu consumo foi pontual, negou qualquer relação com o tráfico de drogas e sustentou que isso não compromete sua proposta de combate ao crime organizado. Declarou, ainda, ser favorável ao uso medicinal da cannabis e da psilocibina, diferenciando essa posição da defesa da legalização ampla das drogas. Renan afirmou, por fim, que pararia de utilizar a substância se o eleitorado assim o desejasse.

O caso em questão é bastante complexo; mais detalhes podem ser obtidos no vídeo do canal "Mamaefalei", de Arthur do Val: https://www.youtube.com/watch?v=ACJ4qJVy21E

5 – O "Tour de Blonde".

Em março de 2022, vazamentos de áudios de Arthur do Val revelaram que Renan Santos, ao viajar para países — especialmente do Leste Europeu —, tinha o costume de "pegar" mulheres. Segundo Renan, não há problema algum nisso, visto que, em suas próprias palavras: "se eu estou solteiro, com 23-24 anos, conheço uma moça, eu vou sair. Qual o problema?"

Mais informações podem ser obtidas no episódio 1835 do Inteligência Ltda, em vídeos resposta de Arthur do Val em seu canal “mamaefalei” e no canal de Renan Santos “renansantosmbl”.

6 – Os áudios de Arthur sobre a Ucrânia.

Em março de 2022, áudios vazados de Arthur do Val, gravados entre as fronteiras da Ucrânia e da Eslováquia durante sua missão humanitária — que doou R$ 275 mil ao presidente da Ucrânia e a refugiados —, foram alvo de centenas de críticas por parte da oposição. Como o áudio é extenso, deixo-o disponibilizado aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=GZip3Tpg-Ag

No áudio, Arthur profere falas sobre as refugiadas, destacando a aparência delas, afirmando que são "fáceis" por serem pobres e que "caem em cima dele". Arthur defende-se afirmando que os áudios eram de âmbito privado, destinados a amigos, e que não se relacionou com nenhuma mulher em toda sua trajetória pela Europa, usando o senso comum como evidência de que, no ambiente em que foram proferidos, os áudios não detêm problema algum.

Mais informações podem ser obtidas nos vídeos de resposta de Arthur do Val em seu canal “mamaefalei”.

7 – Guto Zacarias e o aborto.

Em abril de 2026, vieram a público áudios e documentos judiciais relacionados à gravidez de sua então namorada, Giovana Pereira. Nos áudios, ele sugere que ela interrompa a gravidez, afirma não ver motivos para manter a gestação e descreve um procedimento de aborto realizado em uma clínica nos Jardins, em São Paulo, tentando tranquilizá-la quanto aos riscos.

Após a repercussão, Guto publicou um vídeo ao lado de Giovana, no qual ambos afirmam que cogitaram o aborto por poucas horas, em um momento de desespero, mas que rapidamente mudaram de ideia e decidiram ter a filha. Ele classificou a cogitação como um "pensamento pecador", disse arrepender-se profundamente e afirmou que ter a filha foi "a melhor decisão" de sua vida. Giovana declarou no vídeo que nunca foi forçada a abortar, que se arrependeu do boletim de ocorrência registrado anteriormente e que já solicitou seu arquivamento.

Este é o caso mais sensível da Missão — e eu concordo que Guto, neste episódio, está errado, sendo essa também a posição de outros membros do partido.

Mais informações podem ser obtidas nas notas oficiais dos membros do partido e em vídeos de resposta.

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É isso por hoje, pessoal. Neste bloco, optei por abordar alguns temas mais simples e tratar dos mais complicados. Caso queiram alguma polêmica específica ou tenham quaisquer dúvidas, basta manifestarem-se aqui abaixo.

(Tag +18 por causa de polemicas sexuais e ao uso de entorpecentes).

u/kayfogo — 23 days ago

Refutações aos anti-Missão (1ª Parte).

Bom dia.

No decurso destas tortuosas eleições, deparei-me com inúmeras pessoas que se manifestam abertamente contrárias a Renan, ao MBL ou à Missão. Tais indivíduos apresentam três padrões facilmente observáveis: acreditar veementemente em notícias falsas, distorcer fatos e ignorar o senso comum em suas interpretações.

Lidar com essa espécie de sujeito pode revelar-se particularmente espinhoso. Por essa razão, resolvi compilar os argumentos que até então ouvi, acompanhados de seus respectivos contrapontos.

(ATENÇÃO: o guia a seguir baseia-se em minha experiência pessoal, não refletindo, necessariamente, com absoluta precisão a realidade dos fatos.)

1 – Renan Santos não possui experiência na política.

É fato que Renan jamais ocupou cargo governamental algum, o que, a princípio, poderia sugerir falta de preparo. Contudo, tal objeção não se sustenta como argumento refutatório, tendo em vista os pontos seguintes:

1.1 – Participação política.

Desde a juventude, Renan demonstra intenso apego ao exercício da cidadania, contribuindo ativamente para o processo democrático e para o progresso do Brasil.

1.1.1 – Protestos, revoltas e manifestações correlatas.

Renan possui extenso histórico de atuação na política popular, tendo comparecido a diversos protestos, entre os quais se destacam: a manifestação contra a PEC 37 (2013); o Movimento Renova Vinhedo; o Movimento Brasil Livre; a manifestação de 1º de novembro de 2014; as manifestações de 2015; o Comitê do Impeachment de Dilma; a manifestação de 13 de março de 2016; e os protestos contra a exposição artística Queermuseu. Em várias das mobilizações supracitadas, Renan atuou como organizador e mobilizador, evidenciando, assim, prática consolidada na política democrática, que é a base do sistema político de nosso país.

2 – Os movimentos são “vira-casaca”.

Ao longo da história dos movimentos, houve alternância entre apoios e repúdios a diversas pessoas e partidos, com constantes mudanças de posicionamento. Muitos empregam esse fato para rotulá-los de “traidores” ou para vinculá-los a determinado espectro político. Entretanto, a realidade revela-se mais complexa do que essa leitura superficial.

2.1 – O MBL e o bolsonarismo (eleições de 2018).

Nas eleições de 2018, o MBL indicou voto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Muitos interpretam essa recomendação como adesão intrínseca ao referido candidato. Contudo, conforme já explicitado por membros da Missão – como Kim Kataguiri, Arthur do Val e o próprio Renan Santos –, tal indicação consistiu em uma última tentativa de retirar o poder de Lula naquela ocasião, deixando claro que apresentariam candidato próprio, caso o tivessem, sendo esse candidato o próprio Renan Santos.

2.2 – O MBL e o voto nulo em 2022.

Findo o mandato de Jair Bolsonaro (2019-2023), o MBL declarou haver certa equidistância entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro, optando por abandonar a estratégia adotada em 2018 e pregar o voto nulo naquelas eleições. Muitos bolsonaristas afirmam que tal decisão teria “transferido votos a Lula”. Tal alegação, no entanto, mostra-se frágil ao se observar o posicionamento de equivalência entre ambos os postulantes – apoiar qualquer um deles seria, na prática, “escolher entre A ou A”. O raciocínio torna-se mais claro por meio da seguinte analogia: “Entre Lula e Haddad, em quem você votaria?”. A maioria dos bolsonaristas respondeu que não haveria nenhuma – ou quase nenhuma – diferença, evidenciando, assim, a lógica subjacente ao voto nulo preconizado pelo MBL.

3 – A Missão e o nazismo.

Os opositores do Partido Missão costumam argumentar com base em duas figuras: uma, popularmente conhecida como “The Phallic Man”, influenciador assumidamente nazista; a outra, o teórico político Curtis Yarvin.

3.1 – “The Phallic Man”.

O referido influenciador manifestou publicamente apoio ao candidato à Presidência da República Renan Santos. Tal endosso é constantemente evocado pela oposição para taxar o movimento e associá-lo ao neonazismo. Essa comparação, contudo, revela-se incoerente quando recorremos ao senso comum e à lógica elementar: não é porque um nazista declara apoio a fulano que fulano se torna nazista. Ademais, até que a repercussão chegasse aos ouvidos de Renan Santos, ele desconhecia por completo o indivíduo em questão, tendo repudiado suas ideias assim que tomou ciência do apoio.

3.2 – Curtis Yarvin.

Curtis Yarvin, também conhecido pelo pseudônimo Mencius Moldbug, é um blogueiro e cientista da computação estadunidense que foi convidado como principal palestrante internacional no Festival MBL, em novembro de 2025. O evento serviu de palco para o lançamento do braço partidário, o Partido Missão. Alguns sociólogos vinculam Yarvin a ideais tecnofacistas, daí a pecha atribuída ao MBL. Porém, como já esclarecido pela Missão, o convite visou absorver somente alguns aspectos do pensamento de Yarvin – como conceitos de gestão corporativa, táticas de guerra cultural e visões sobre segurança e soberania –, repudiando-se, de resto, suas ideias efetivamente racistas. Um bom paralelo para essa argumentação é o célebre físico Nikola Tesla, que defendia abertamente a eugenia e, em certa medida, o racismo; nem por isso se deve abandonar o uso da corrente elétrica alternada. O convite da Missão constitui, portanto, mero exercício de honestidade intelectual, que separa o útil do desagradável com o fim de maximizar o conhecimento.

4 – O bordão “Prendeu Matou”.

Essa crítica comparece em quase todos os debates acerca da Missão, segundo minha experiência pessoal. Ela decorre, na maioria das vezes, de amplo desconhecimento do real significado do bordão, sendo muitos os que o interpretam como permissão para que o partido elimine quem bem entender. Tal leitura, todavia, não corresponde à realidade. O lema “prendeu matou” refere-se a um conjunto de propostas partidárias, com destaque para o DPI (Direito Penal do Inimigo) e para a garantia do direito policial de neutralizar inimigos em operações de segurança. Tais propostas não se aplicam a quaisquer criminosos nem à oposição política.

4.1 – O Direito Penal do Inimigo (DPI).

Entre aqueles que sabem que o “Prendeu Matou” remete ao DPI, muitos presumem que isso implicaria a possibilidade de neutralizar qualquer um que a Missão considere inimigo. O DPI é uma teoria de política criminal concebida pelo jurista alemão Günther Jakobs, que divide as pessoas em duas categorias: cidadãos e inimigos. O modelo preconiza que indivíduos vistos como grandes ameaças perdem direitos e garantias fundamentais. No caso da Missão, o “inimigo” em questão são os integrantes de facções criminosas – não os de “baixo escalão”, facilmente substituíveis, mas sim os milicianos e terroristas já há muito identificados e mapeados pelas forças policiais. Ações de larga escala serão realizadas em todo o território nacional, com o objetivo de eliminar aqueles que oferecerem resistência e encarcerar os que se renderem, à semelhança das políticas adotadas em El Salvador.

5 – “As propostas da Missão são inconstitucionais”.

A objeção, embora recorrente, padece de um vício lógico preliminar: a constitucionalidade de uma proposta não se aferir a priori pelo conteúdo programático, mas sim pela forma e pelo processo legislativo que a concretizará. Um plano de governo é um documento de intenções e diretrizes, não um projeto de lei em tramitação. Taxá-lo de inconstitucional antes mesmo de sua formalização parlamentar equivale a confundir debate político com controle judicial abstrato. Ademais, o Partido Missão protocolou seu plano em conformidade com a legislação eleitoral vigente (Lei nº 9.504/97), o que atesta sua regularidade formal perante a Justiça Eleitoral. Se há vício material, este só pode ser arguido após a apresentação de projetos concretos no Congresso — ocasião em que o devido processo legislativo e o controle difuso de constitucionalidade atuarão naturalmente.

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Bem, creio que, até o momento, estas são as críticas principais e mais recorrentes que ouço (com exceção daquelas que envolvem Arthur do Val). Futuramente, pretendo redigir as demais partes deste guia, incluindo algumas edições voltadas especificamente a membros e polêmicas particulares. Caso tenha alguma dúvida ou deseje que eu acrescente algum tópico específico, sinta-se à vontade para perguntar.

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u/kayfogo — 24 days ago

Eu não consegui resgatar minha recompensa do último evento.

Gastei muitos Darwinius no evento da Atmosfere, ficando em décimo lugar, para quando eu acordar hoje de manhã e não ter ganhado nada.

Vi muitas pessoas relatando Bugs neste evento, como será que isso tudo vai proceder?

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u/kayfogo — 1 month ago

Quem vocês acham que vai substituir Lula como candidato da esquerda no futuro?

O Lula já está ficando velho, e os anos estão passando, a direita bolsonarista já colocou o Flávio como sucessor de Jair, outros nomes como Renan, Zema e Caiado já aparecem como alternativas da direita em geral.

Entretanto, a esquerda petista e a esquerda em geral não expuseram nenhum candidato que sucederá a esquerda no Brasil.

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u/kayfogo — 2 months ago

Século XVI: 20% = REVOLUÇÃO! / 2026: 44% = 67 e Brainrot

Um claro exemplo da decadência sócio-cultural Brasileira é o profundo antagonismo da população contemporânea com a revolta prática. Durante a Revolução Francesa de 1789, por exemplo, as massas não se limitaram a discursos ou abaixo-assinados.

É evidente que isto é um problema enraizado em nossa cultura, décadas de alienação do povo moldaram as mentes a estarem presas numa falsa dualidade de "nós contra eles", esta visão de guerra constante visa velar os reais problemas de nosso país tropical, assim como velar aqueles que regem estes problemas.

Não que não hajam revoltas, os protestos de 2013 reuniram milhões e as greves de caminhoneiros em 2018 pararam o país. Mas note a diferença: em todos esses casos, a revolta dependeu inteiramente de que o governo cedesse por pressão da mídia, do desgaste ou do medo de reeleição. A eficácia da revolta morre quando o método se tornou apenas pedir "por favorzinho".

Observe o debate público brasileiro nos últimos anos: enquanto a mídia e os políticos nos fazem escolher entre "petistas / comunistas" e "bolsonaristas / fascistas", o orçamento da União continua sendo saqueado por emendas de relator sem transparência, o acordo bilionário com a Vale após Brumadinho foi engavetado, e o lucro dos bancos públicos bate recordes históricos. A dualidade "nós contra eles" é uma cortina de fumaça: o "nós" e o "eles" mudam de cor a cada eleição, mas a corrupção permanece intacta.

Tese de: JÚLIA GOMES PINHEIRO

https://sigaa.ufrrj.br/sigaa/public/programa/defesas.jsf?lc=fr_FR&id=7859&noticia=

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u/kayfogo — 3 months ago

Século XVI: 20% = REVOLUÇÃO! / 2026: 44% = 67 e Brainrot

Um claro exemplo da decadência sócio-cultural Brasileira é o profundo antagonismo da população contemporânea com a revolta prática, durante a história da humanidade as massas se uniam em frente a uma cleptocracia, entretanto, hoje, não se vê mais este "fogo" de vontade que nos ligava.

É evidente que isto é um problema enraizado em nossa cultura, décadas de alienação do povo moldaram as mentes a estarem presas numa falsa dualidade de "nós contra eles", esta visão de guerra constante visa velar os reais problemas de nosso país tropical, assim como, velar aqueles que regem estes problemas.

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u/kayfogo — 3 months ago

A muitas luas, quando eu ainda tinha todos os fios de cabelo, precisava de um dinheirinho para não acabar morando debaixo da ponte. Então fui encontrar um antigo professor, que também era meu amigo, e perguntei sobre algum trabalho de um dia. Ele me indicou uma escola que precisava de um professor substituto de biologia por um dia. No começo fiquei pensativo: “minha sanidade vale uns trocados?” Aí olhei para a conta do aluguel na minha mão e tomei uma decisão: “Leve-me ao hospício”. Dito e feito. Um tempo depois, estou diante da porta escancarada de uma sala de 9º ano do fundamental.

Ao entrar, sem saber muito bem o que dizer, lembrei-me do tema que estavam estudando: “Educação Sexual”. Eu, sem muito medo de ser preso, fui até a frente de todos os alunos e disse a plenos pulmões: “Bom dia, alunos! Hoje iremos aprender sobre PÊNIS!” Nem preciso dizer que a sala inteira caiu na gargalhada no exato momento em que falei isso.

O resto da aula foi muito divertido. Respondi algumas perguntas bem estranhas. Alguns alunos até vieram me perguntar se eu voltaria a dar aulas. Bem, passaram-se alguns anos, e eu nunca mais pisei naquela escola, nem em qualquer outra, na minha vida.

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u/kayfogo — 4 months ago

(LEIAM TUDO, POR FAVOR).

As regras deles são o ápice do que se concebe como genérico, abrindo caminho para remover tudo aquilo que não agrade a eles.

Qualquer manifestação que fale o mínimo de mal deles e já metem um ban.

Não precisa ser nenhum gênio para perceber o quão absurdo eles se comportam.

Se este post for removido, ou qualquer outro post que fale sobre um comportamento como este de qualquer sub, só mostra como é a mais pura verdade.

(OBS: este post não viola a regra do "metadrama", pois não está promovendo ataques pessoais a usuários específicos nem incitando invasão ou assédio a outros subs. Trata-se de uma crítica institucional à moderação, com base na percepção de arbitrariedade e falta de transparência nas decisões, além de que a regra utiliza a palavra "evite", ou seja, não é uma regra absoluta, e visto que isso é uma opinião baseada em fatos e é pertinente para o "mundo do Reddit", se mostra como contribuinte para a liberdade de expressão, e como ação para que os problemas discutidos aqui se resolvam, o que será benéfico a todos ou usuários, se for de interesse de algum Mod remover este post, busque argumentar com aquele que voz fala, ao invés que só remove-lo).

u/kayfogo — 4 months ago