Acabei de aprender isso na escrita e me ajudou MT (Parte 2)
Oi! Boa noite. Vim aqui compartilhar algumas coisas que aprendi que eu adoraria ter lido. Dessa vez, sobre criação de personagens:
Acredito que a primeira coisa que faz um personagem real é o dilema dele. O dilema seria aquele problema social que existe na vida real. Enquanto o personagem seria a representação fiel desse dilema, assim ressoaria no leitor por ser algo verossímil. E a partir desse dilema, a gente cria a história do personagem, o conflito interno e externo relacional, as características que são consequências de tudo isso para cumprir a função dele no enredo.
Vou explicar tudinho:
- Se no meu livro a história é uma fantasia, eu vou primeiramente pensar a função do personagem no enredo.
Tá, tem uma protagonista querendo uma espada lendária pra derrotar um monstro, mas eu quero um personagem que seja o mentor dela nessa jornada (função no enredo). Vou botar o pai dela pra ensinar tudo sobre.
Agora, vou observar a vida real para colocar um dilema pro pai. Na vida real, muitos pais já viveram tantas coisas e n contam nem um terço do próprio sofrimento pros filhos, e isso é um problema que muita gente na sociedade já viu em seus pais. É um dilema social específico.
Com base nesse dilema, na história, o pai vai esconder uma coisa muito importante, o fato que já tentou pegar essa espada e falhou miseravelmente a ponto de tentar se mat*r, pois perdeu a própria família pro mesmo monstro, precisando ensinar sua filha a correr e se defender para evitar passar o mesmo. Aqui, eu já juntei o dilema com a função dele, e ainda criei a história por trás do dilema conectando com a história atual.
- O conflito interno é um problema individual que envolve a personalidade do personagem, sua maneira de pensar e viver. Ou seja, envolve escolhas. Normalmente escolhas ruins com base em mentiras q o personagem acredita.
Agora veremos o conflito interno dele: o pai n consegue dizer isso pra filha, pois até falar em voz alta dói por algo que n superou, e a própria jornada dele interna é tentar fazer isso. E o conflito interno é ligado diretamente ao arco do personagem.
- Agora, vemos o conflito externo relacional (chamo de relacional por envolver a palavra relação afetiva), aqui é sobre como o dilema, o conflito e a história afetam as relações com outros personagens. E essa é a melhor parte do personagem, é quando ele mostra quem ele é para outras pessoas. Melhor forma de fazer isso é sem dizer, apenas mostrando sutilmente através de ações.
Exemplo: o pai é superprotetor com a filha, está checando se ela respira todo dia e chega a brigar com ela sem motivo nenhum, apenas pq acordou de um pesadelo naquele dia.
- Agora vejamos as características, elas precisam ter 3 coisas:
Especificidade (tem que ter algo que só esse personagem faz/tem que diferencia ele se todos os outros da obra e do mundo inteiro, seja uma cicatriz, o jeito de falar com vícios de linguagem, um gosto estranho, uma mania, etc);
Contradição (pois a contradição torna o personagem humano. Justamente por n existirem pessoas perfeitas. Ent uma contradição de ele ser um homem gigante e sendo doce com a filha dele, a contradição de ele matar pessoas e dar abraços em todo mundo que conhece, etc);
Características q são consequências da história dele (Se ele sofreu algo, ent ele vai carregar gatilhos ou características que revelam seu passado, seja seu modo de pensar ou algo físico).
É isso! Eu espero ter explicado direito e ter ajudado alguém. E é claro que vc n precisa seguir isso se n quiser, eu que tô fazendo isso pq funcionou pra mim.
Obg por ler e desejo boa sorte a todos!