O que religião tem a ver com política? Mais do que você imagina.
O que religião tem a ver com política? Mais do que você imagina.
Política não é só eleição.
Toda atitude é política!
Toda atitude é política porque vivemos em sociedade. Nossas escolhas, nossos comportamentos e até nossas omissões podem reproduzir ou questionar normas, valores e relações de poder.
Mesmo quando não temos intenção política, nossas atitudes têm impacto no coletivo e ajudam a manter ou transformar a realidade ao nosso redor.
Você não vive isolado.
Você vive dentro de uma sociedade que já possui regras, valores e hierarquias. Toda ação ou inação gera uma reação, uma consequência.
Política é tudo aquilo que envolve a organização da vida coletiva e as relações de poder dentro dela.
Mas onde entra a religião?
Religião também é política porque a fé não existe isolada da sociedade.
Quando uma religião estabelece valores, organiza pessoas, influencia comportamentos ou questiona e reproduz relações de poder, ela participa da construção da vida coletiva.
E isso é política.
Uma pessoa acender uma vela, fazer uma oração ou participar de um ritual pode estar simplesmente praticando sua fé, **mas a religião como fenômeno social** está inserida em relações de poder, normas, instituições e disputas sobre como a sociedade deve ser.
E a eleição? Onde fica?
Aqui, junto com o seu voto. Para que possamos continuar a ser agentes políticos e religiosos é importante escolhermos e votarmos em projetos que nos preservem, que nos deixem livres para sermos quem somos em nossa totalidade.
Se falarmos em especial de religiões de matriz afro-indígena que foram e ainda são, alvo de repressão, preconceito e tentativas de apagamento, praticar e preservar essas religiões, também envolve o direito de existir, cultuar e transmitir uma tradição. A mesma lógica se aplica a religiões e práticas não cristãs.
As propostas eleitorais, te incluem ou te extinguem? Elas te reconhecem como legítimas ou te marginalizam?
A religião e o voto exercem a mesma função na sociedade, são formas de participar da organização da vida coletiva e também são formas de exercer nossa agência política.
Lembrem-se que muita gente lutou, sangrou, morreu, sumiu para que hoje o Brasil possa contar com uma estimativa de 20 a 30 mil terreiros de religiões de matriz afro-indígena.
Lembrem-se que muita gente lutou, sangrou, morreu, sumiu para que hoje você pudesse vestir o branco.
Essas pessoas fizeram política.
E agora é a nossa vez.