



O título é extremamente triste de se escrever, mas infelizmente é a realidade para muitos ainda hoje. Tenho 23, faço 24 em dezembro; mudei de curso 2 vezes, e agora estou no último ano do curso que mais queria entrar em desde sempre, com boas notas e com professores que já me convidaram para imensos projetos de investigação, pois acreditam em mim e no meu potencial, mas tive de rejeitar todos esses devido à minha fraca saúde mental na altura. O motivo? Os meus pais.
Atualmente trabalho, já tinha feito referência às minhas chefes que iria precisar de trocar o dia da semana em que costumava ficar a trabalhar, devido a ter uma aula nesse mesmo dia, e sugeri um dia que iria ter livre, e elas concordaram. Só preciso de esperar que a minha "chefe chefe" atualize os parametros com os RH e está mais que feito da parte deles. Sabia que vai demorar um pouco, o que é normal (burocracias momento), então não me chateia muito pois estamos ainda no início do ano letivo, não a meio de, como os meus pais acham.
Então, como é que os meus "pais" entram na equação? Para já, é preciso voltar imensos anos atrás, até durante a minha infância onde ainda me sentia amada, mas depois com a passagem para a adolescência, o bullying e depressão consequente de fez-me ver como eram de verdade: eu não conseguia estudar verdadeiramente na altura do 3º ciclo, devido ao forte bullying que sofria, tanto fisica como verbalmente, sendo que havia dias em que chegava a casa com manchas negras; professores que viam as agressões e faziam nada, excepto 2 que até hoje são quem mais gostaria de voltar a falar com; as minhas notas estavam baixas, até em disciplinas que amava, e poderia ter chumbado o 8ª devido a uma professora de portugues insensível que não entendia o que se passava. Os meus pais, na altura? Agressões físicas, ameaças e provocações, que só pioram o meu estado mental, e diziam que "os antidepressivos estão a fazer nada, era internar"
Uns anos depois, acabei o secundário com boas notas, e as melhores nos exames nacionais da minha antiga secundária, e entrei no meu primeiro curso que estava a gostar no início, e sentia que era algo que queria (ainda o é, mas com uma abordagem diferente). Cheguei a uma altura onde estava a sentir-me isolada de tudo e todos, as notas estavam baixas, e senti que perdi o amor "pela coisa". Adicionar também questões de identidade, que nessa altura sentia-as ainda mais, pois sempre soube que "não era rapaz ou homem", então a minha saúde mental voltou a como estava. Quando sai aos meus pais, foi dos piores dias da minha vida: fui gozada, humilhada, e rebaixada. "É só uma fase"; "Se ainda fosse gay como o primo ainda vá"; "Isto é só um fetichismo e nada mais que vai passar" e muito mais ainda pior, sendo que me forçaram a "consentir" adiar a primeira consulta para poder finalmente ser como eu sou, e até hoje nunca mais a consegui, e fazem pressão para não ir pelo privado e "começar a tomar coisas". Aos olhos deles, não sou uma adulta que consente, sou simplesmente uma criança de 4 anos.
Forçaram-me a tomar antidepressivos, que só me pioram desde então, sendo que a minha antiga psiquiatra era contra eu sequer os começar, pois tinha logo identificado qual era o meu verdadeiro problema, e o mesmo para a minha antiga psicóloga, que nem explicando tudo aos meus pais entenderam, sendo que o meu pai disse na altura "Nada que disse fazia sentido". Fugi de casa por uns dias há uns anos, e supostamente tinham dito que "aprenderam" e que "me iriam respeitar". Mentira: tudo à estaca zero, outra vez. "A fazer um esforço para não usar o nome legal, que cansativo que isto é" (sim, não usar a puta de um nome que a pessoa pede para não se usar é "cansativo", não tudo o que a pessoa passa e/ou passou); no ano passado o meu primo acabou com a própria vida devido à minha tia usar a religião para justificar a homofobia, e o recusar pois "a fé não deixa", e parece não questionar até hoje que, se calhar, era preciso apoiar e respeitar o filho que teve por ser quem era, e não uma imagem do que queria, e eu sou comparada desde então pelos meus pais que "vou acabar assim também". Só tenho, normalmente, 2 semanas por ano para mim, onde é quando me sinto verdadeiramente feliz, e dá um cheiro ao meu objetivo de vida: nunca mais ver estas pessoas.
Chega o dia de hoje, e ainda não tive os horários de trabalho alterados (normal, isto demora), e, quando digo isso, levo com mais ameaças e chantagem, sendo que "se não me alterarem até amanhã, eu não vou mais e meto a carta e ponto final" e "quero lá saber se descontam do teu ordenado por não ir, problema não é meu". Eu já me canso de pedirem extratos da conta, ver o saldo dela, ou perguntarem exatamente o valor que ganho a cada mês, pois o dinheiro é meu, e eu é quem o ganhei e decido como irei usá-lo, não como me fazem a obrigar a pagar "jantares de anos de casado" ou qualquer outra coisa parecida, como o meu pai ter esquecido de pagar a conta da luz e ligar com um "vá lá, paga que o pai depois dá o guito" - que me fez ferver o sangue de verdade nessa tarde, já que tinha saído do trabalho e só queria ir para casa descansar e ver filmes, algo que não aconteceu, pois estava mesmo irritada - , como se eu fosse uma conta poupança ou algo parecido aos olhos de todos.
Há pais e há quem se diz "pai", e infelizmente a primeira opção é cada vez mais rara, sendo que, devido a isto, desde que eu comecei a pensar em/por mim a 100% em primeiro lugar, só revelou que o melhor a fazer é não pensar em ter filhos, para não acabar como eles. Não quero acabar como quem me abusa/abusou, em "nome da família e da sua hierarquia", e dizendo que "é amor". Para mim, não é humano. Eu estou magoada e não quero magoar alguém; eu não quero que uma pessoa sinta a mesma dor que eu sempre senti ao fim de quase 24 anos, que me fazem questionar se às vezes vale a pena pensar no futuro, quando o presente parece um poço sem fundo
A6 is even more powerful, trust
Also I BETTER SEE An Akumura Rerun By The End Of The Month, I Have The Last 2 Ascensions Waiting For Me
I also paid 400 in total in May to get from A0 to A5 so I have the rights to spread the Bowmura agenda
also idk when I do Tamura Posting again, I've been feeling far too tired from work since I'm working almost everyday till September, LMAO
Sim, é mesmo como diz no título:
Como seria humanamente possível conseguir equilibrar um part-time de 20 horas (sendo que a maior parte das horas seria ao fim de semana), o último ano do curso (que felizmente não pede presenças obrigatórias nas aulas, e com matéria teórica não muito exigente) e um estágio curricular que irá abrir portas para entrar na área que desejo (sendo que já tratei de preencher todos os dados que me pediram na minha atual universidade, para depois formalizarem o meu pedido, quando renovar a matrícula perto do final do mês, às instituições que deixei na lista que pediram).
Não pergunto devido a "ficar ou não ficar com cansaço", é mesmo porque quero saber como seria humanamente possível.
fun fact: I'm the person who made the entire first trailer of 2023 into many gifs, so you can welcome me once again for this
made by me and u/Lukario06
Antes de mais, gostaria de avisar que não desgosto do trabalho em si, e sou uma sortuda enorme por estar a trabalhar num ambiente com bons colegas, supervisores e chefias que já demonstraram querer que continue cá por mais uns tempos, e que reconhecem o meu trabalho e até pedem para ensinar a malta que está a entrar agora. O problema é, sim, a porcaria que mentalmente se tem de passar com certas pessoas, que se acham "as maiores do seu bairro" ou acham que as pessoas que trabalham, por exemplo, nas caixas, são as suas criadas.
Só para começar com a mais recente experiência, ainda hoje, depois de ter realizado o meu último exame do semestre, sendo que tinham perguntado se queria fazer mais horas (que sempre aceitei, e foram sempre flexíveis com os horários), que estavam a correr muito bem, até chegar um autêntico idiota à minha caixa. Nem boa tarde ou boa noite, simplesmente não queria dizer-me nada. Só "era para usar os selos" e depois olhava para mim como se eu conseguisse fazer no momento. Peço para me dar o cartão; fica mais um pouco a olhar, mas finalmente deu. Depois, quando pergunto: "E seriam quantos selos?" levo com um fortemente rude: "Mas não consegue ver? Mas não sabe quantos tenho?" (Não, não se consegue; só conseguimos no talão, e isso é sempre no final da compra) e nem dizia quantos eram, simplesmente voltava a dizer o mesmo (eu não adivinho, LMAO), e porque "errei no desconto de um deles" (once again, NUNCA DISSE QUANTOS ERAM) começou a dizer que "era mau funcionário" e teve a lata de dizer o meu "nome" aos gritos, como se me conhecesse de algum lado, porque "ia ao balcão tratar disto". (as campanhas de selos são um scam enorme já agora, não consigo perceber a obsessão de gastar 1000€ em compras para ter uma tupperware de 10€ "de graça". E sim, tenho selos, e não os vou usar nem dar; é mesmo para arder até ao final no cartão)
E que tal quando o preço de um produto não está atualizado no sistema, e as pessoas, em vez de reagirem calmamente, avisando quem está a registar as suas compras sobre isso, para nós tentarmos resolver o mais rápido que possível, simplesmente mandam o produto e gritam como se fosse culpa da pessoa à nossa frente? Espero que saibam que gritar "não quero saber, resolva já!" ou mandar bocas passivo-agressivas a miúdos de 20 e poucos anos, enquanto estamos com idade para ser seus pais ou avôs, não é algo "fixe". Melhor que a última vez que aconteceu foi mesmo um casal a dizer "são 3 da tarde e ainda nem almoçamos e temos de aturar esta merda!", como se eu tivesse controlo das horas em que comem??? (Sabem que podem almoçar antes de ir às compras, certo? Os produtos não fogem)
Melhor nem falar dos cupões como os de 15%, que, graças a eles, algumas vezes já fiquei quase 1 hora a mais depois do meu fim de turno (mas no dia seguinte diziam para sair 1 hora mais cedo e descansar o máximo possível, pois isto acontecia sempre que ficava nos turnos de fecho e tinha um de manhã logo no dia a seguir), ou das dores de cabeça que as máquinas costumam dar quando ou não imprimem, ou avariam mesmo, e de o sistema ir abaixo e sermos nós a ser crucificados como se tivéssemos mexido em alguma coisa (Não, simplesmente é tanta gente a fazer o mesmo que vai acabar por causar até problemas para nós. E sim, o sistema é o mesmo)
Apesar de receber bem para um part-time, sendo que muitas vezes não fico longe de um salário mínimo, não sei se a minha sanidade e saúde mental recebem tão bem como a conta bancária em certos momentos.
I've been working a lot of hours the last few days, sorry
Also lost my monster delivery because they now call and I couldn't pick up because I was at the middle of my shift, but my sister was home so kinda dumb they now do this, lmao
Anyways, Barmura posting, thank you person who basically leaked the image I was to use for day 10
small rant for not posting the past few days: stupid teacher who always did everything to fail me basically didn't allow me to do my presentation and everything I had planned to do, which will grant me a very low grade, and might fail me since he does anything to make it happen, when next year is my senior and I want to finish my degree and follow my dreams, and it left me extremely sad and angry
so anyways, here's more tamura
Tomorrow's my last day of college for this semester, then finals by mid june (I will survive, I hope)
had the best concert of my life last night, and also barmura was to be today but someone basically spoiled it because I was gonna use that pannel, so...
Posting on my work break, because after I leave I go directly to the twice concert, so here's drunkmura
this one's dedicated to the number 1 mami fan of this fandom, who I don't think I have to share the @ of due to everyone already knowing them
if there is any haters of akemi-ya in here, I am hunting you down
also last post says it was 2 days ago, but it was actually on midnight when it was posted, so it's day 2 and we're keeping the streak alive