
Vocês não sentem que o envelhecimento mata o romantismo?
Na adolescência, por exemplo, tudo é mais intenso e passional. Há muito menos consciência das consequências, então você se entrega mais porque ainda acredita que o sentimento basta. Mas, ao entrar na vida adulta, existe uma tendência a racionalizar mais, manter distância, não demonstrar tanto, dosar afeto e interesse, controlar expectativas etc.
De todo modo, muitas das relações românticas adultas me parecem extremamente performáticas, calculistas e utilitaristas, atravessadas por toda uma lógica de compatibilidade, produtividade e gestão emocional. O relacionamento deixa de ser apenas uma experiência afetiva e passa também a ser algo que precisa ser constantemente administrado, avaliado e justificado.