
r/Tuga

É preciso colhões para ser de Direita
É por isso que em Portugal não há direita. Pelo menos, não direita económica. E é por isso que o Chega votou contra o Pacote Laboral.
A principal diferença entre direita e esquerda é que esquerda resume-se a gratificação instantânea. Ver shorts, por exemplo. Comer chocolate. É fácil de entender. É natural querer. É viciante. Não exige conhecimento nem inteligência para se entender. A direita é mais como fazer dieta e pensar no futuro da tua saúde.
Em democracia as políticas que são apoiadas são aquelas que são fáceis de entender e mais apelativas aos nossos instintos primitivos. Se me disseres que me vais dar mais 500 euros e mais 20 dias de férias, e o patrão tem de comer e calar, isso é fácil de entender. É fácil de querer. E é natural querê-lo. O patrão não gosta, mas o patrão é a minoria, e como tal não importa.
Políticas económicas de esquerda pressupõem que uma economia cresce a agradar direta e imediatamente o proletariado, que é a maioria. Ou seja, aumento de ordenados por decreto, mais férias, menos dias de trabalho, mais privilégios laborais, mais benesses, no geral. É apenas isto que a maioria entende. Tudo o resto é visto como uma agressão.
O problema disto é que limita o nosso desenvolvimento, pois nem tudo aquilo que o país precisa resume-se a gratificação imediata. Por vezes bem-estar e riqueza originam-se, não de receber mais coisas, mas sim de abdicar de coisas.
Podemos estabelecer um paralelo com a nossa vida pessoal. Imaginem que a economia de um país é como a vossa vida. O que mais vos apetece é comer merda e não fazer um caralho. É a via mais rápida para o prazer. Queres comprar merdas, viajar, gastar, aproveitar ao máximo. Mas muitas vezes o que te trará crescimento e estabilidade é exatamente estares disposto a ter menos durante uns anos, para eventualmente teres mais. "No pain, no gain". Este ditado existe por alguma razão, certo?
Lembrem-se: A Suíça fez um referendo sobre o rendimento básico universal e 76% votou contra. Isto é um povo que sabe uma coisa ou outra sobre uma coisa ou outra.
A verdade é foda. Causa sintomas como: Espumar de raiva
Calor em carruagens volta a atormentar passageiros do Porto
Passageiros frequentes e ocasionais do Metro do Porto voltaram a ser atormentados pelo calor excessivo no interior das carruagens no verão, já que o ar condicionado não cumpre o seu propósito, tendo a transportadora lamentado o desconforto causado.
O cenário repete-se há vários anos: chega o calor do verão e os passageiros do Metro do Porto, especialmente os das linhas que servem Gaia, Matosinhos e Gondomar, que utilizam os veículos mais antigos (Eurotram, de 2000), aquecem e transpiram no interior das carruagens.
A utilização de leques ou a tentativa de encontrar um lugar alternativo nas carruagens tornam-se imagens comuns no metro, tendo a Lusa constatado que, por vezes mesmo dentro da mesma carruagem, o funcionamento do ar condicionado varia: umas vezes deita ar frio, outras à temperatura ambiente e noutras mais quente.
Em Matosinhos, Clementina Santos, de 69 anos, cliente ocasional, disse à Lusa que nos últimos dias tem sentido “um calor enorme dentro do metro”, alertando que “as ondas de calor cada vez serão maiores, é de facto muito incómodo viajar”, e em dias de calor, como os atuais, “a impressão que dá a um leigo na matéria é que [o ar condicionado] estará desligado”.
“Nunca presenciei ninguém a sentir-se mal com o calor, mas é muito possível que aconteça”, adverte a reformada, lembrando que “segundo todas as orientações, quer da Direção-Geral da Saúde, quer da Organização Mundial da Saúde, de facto há populações mais vulneráveis e as mais vulneráveis são as crianças, as pessoas com doenças crónicas e aqueles que têm mais idade”.
Tiago Silva, jovem de Vizela (Braga) que estava a utilizar o metro para ir para a praia de Matosinhos, observou que estava “um calor ridículo, a um ponto que dentro do metro chega a feder um pouco a suor”.
Rumo à mesma praia, a também jovem veraneante Maria Beatriz, de Santa Maria da Feira (Aveiro), relata que, da sua impressão, o ar condicionado “por norma não funciona”.
“É uma concentração de muita gente e depois pode acabar por pessoas mais velhas e mesmo nós até nos sentirmos mal”, relata.
Em resposta à Lusa, a Metro do Porto diz estar “ciente das falhas verificadas no sistema de ar condicionado de algumas das composições Eurotram (ET) e lamenta o desconforto que estas situações têm causado aos seus clientes”, mas não respondeu sobre a assunção de responsabilidades no caso de haver algum problema de saúde dos seus passageiros.
“Os sistemas de climatização das composições do metro funcionam com controlo automático em função da temperatura exterior e seguem as normas internacionais que regulam o funcionamento destes equipamentos”, o que “não permite que o ar condicionado seja desligado em nenhuma circunstância” e, em caso de avaria, “o veículo em causa é sujeito a uma intervenção para reparação da anomalia, normalmente, logo no próprio dia”.
Segundo a transportadora, “nenhuma composição inicia a operação sem o sistema de ar condicionado operacional”, garante, mas, “apesar de todos os procedimentos referidos, em relação aos quais a Metro do Porto não transige em nenhum momento, as especificidades dos ET, decorrentes sobretudo da sua antiguidade e da dimensão das suas áreas envidraçadas, impedem a completa resolução das anomalias nos seus aparelhos de ar condicionado”, reconhecendo que em casos de maior calor “o sistema de refrigeração pode atingir o seu limite de capacidade”.
Se os portugueses, mais habituados ao sul da Europa, sofrem com o calor no interior dos veículos, Benjamin Hale, turista galês de 38 anos que viajava com a família, estará menos acostumado, ainda por cima estando “habituado a ar condicionado ligeiramente melhor nos comboios de Londres”.
“É um dia quente, mas acho que poderia ser melhor. Parece ser um comboio recente, portanto seria de esperar que tivesse melhor ar condicionado”, refere, contando que já esteve no Porto no inverno e é “bastante confortável”, mas no verão “é mais duro andar de metro”.
Para o turista, isso significa acabar “por apanhar um Uber” em muitas ocasiões.
“Era o que estávamos a decidir: apanhar um Uber no regresso da praia. Vai custar-nos mais. Provavelmente regressaríamos de metro se fosse um pouco mais fresco”, concluiu.
A Metro do Porto recorda que “os 72 veículos Eurotram foram adquiridos há 25 anos, numa altura em que não eram expectáveis as ondas de calor contínuas como aquelas a que, hoje, a população está sujeita”, e à data da sua aquisição, “com base nas projeções então definidas pelo Instituto Português da Meteorologia e da Atmosfera (IPMA), foi definido um referencial térmico máximo na ordem dos 35 graus centígrados”.
“Uma vez ultrapassada esta temperatura, o ar condicionado desliga-se devido à alta pressão”, refere a transportadora, que tenta “adotar medidas de curto e médio prazo” para mitigar os impactos, como a aquisição de 22 novos veículos melhor preparados para esta circunstância.
Para já, a Metro do Porto “reforçou a manutenção preventiva do sistema de ar condicionado e continua a avaliar e testar soluções complementares para os dias de temperatura mais elevada”, sendo uma dessas medidas implementada já esta quinta-feira “no arranque do serviço de todos os veículos que iniciarem a marcha a partir da estação Senhor de Matosinhos (referente à Linha A)”, ao “fazer injeções de ar frio para o interior das composições”.
Em agosto do ano passado, fonte oficial da transportadora tinha reconhecido que “é difícil” melhorar o ar condicionado nos veículos antigos, já que uma renovação total do sistema implicaria ou a diminuição da lotação ou o custo de descontinuar os 72 comboios.
Menos proteções sociais e laborais, mas mais emprego e melhores salários
Estranho, não acham? Por cá acreditamos que o caminho para a prosperidade é dar coisas por decreto, e sempre que alguém sugere ir ligeiramente na direção oposta para equilibrar um pouco as coisas é visto como estando a cometer uma grande agressão contra o povo. No entanto, parece que é preciso os salários subirem bastante e a economia ser muito mais forte sem 1/3 do protecionismo.
Não estou com isto a dizer que os EUA são um país perfeito. Mas isto deve pelo menos servir para refletirmos um bocadinho sobre as nossas certezas sobre o que realmente precisamos para atingir a prosperidade que desejamos.
De notar que há vários países na Europa que são vistos como socialistas (ninguém sabe o que é o socialismo, aparentemente), mas na realidade têm economias muito mais liberais que a nossa. Vale também não esquecer aqueles que costumavam ser muito mais pobres do que nós, mas que depois de liberalizarem as suas economias ultrapassaram-nos.
Portugal precisa de uma mudança de mentalidade se quer chegar a algum lado. Políticas sistémicas de vitimização e um modelo económico baseado no antagonismo aos mercados não funciona.
Jovem de 19 anos encontrado morto no rio Douro após desaparecimento no Porto
O jovem de 19 anos que tinha desaparecido no Rio Douro, na zona do Porto, foi encontrado morto pelas 16h30 desta quarta-feira, segundo confirmou a Capitania do Douro. De acordo com o comandante-adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens, o corpo foi localizado perto do local onde o jovem tinha saltado para a água, junto [...]
O jovem de 19 anos que tinha desaparecido no Rio Douro, na zona do Porto, foi encontrado morto pelas 16h30 desta quarta-feira, segundo confirmou a Capitania do Douro.
De acordo com o comandante-adjunto da Capitania do Douro, Pedro Cervaens, o corpo foi localizado perto do local onde o jovem tinha saltado para a água, junto ao Palácio do Freixo.
O óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital de São João. O corpo será posteriormente encaminhado para o Instituto de Medicina Legal do Porto.
As buscas estiveram a cargo da estação salva-vidas e de mergulhadores dos Sapadores do Porto, mobilizados após o alerta dado pelas 15h25.
Segundo as autoridades, o jovem integrava um grupo de cerca de 12 a 15 pessoas que se encontravam a saltar para o rio quando ocorreu o desaparecimento.
Portugal teve maior subida da UE dos preços das casas com 17,8% no 1º trimestre
Portugal foi o Estado-membro da União Europeia (UE) em que o preço das casas mais aumentou na variação homóloga (17,8%) e o segundo em cadeia (3,8%), no primeiro trimestre, divulga esta quinta-feira o Eurostat.
Na zona euro, comparando com o mesmo trimestre de 2025, o indicador subiu 4,7% e, na UE, acelerou 5,1%, segundo o serviço estatístico europeu.
Já na variação em cadeia, o preço das casas aumentou 1,0% na área do euro e 1,2 na UE.
Moradores dizem que centro de pernoita para sem-abrigo em Lisboa vai aumentar problemas
cmjornal.ptIdoso de 90 anos detido em casa de repouso no Estoril para cumprir oito anos de prisão por abuso sexual de crianças
Um idoso de 90 anos foi detido, na passada sexta-feira, numa casa de repouso, no Estoril, em Cascais, para cumprir uma pena de oito anos de prisão pela prática de onze crimes de abuso sexual de crianças.
Em comunicado, a PSP esclarece que a detenção foi emitida pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte - Unidade Central de Loures.
"Os polícias da equipa de Mandados da Divisão Policial de Cascais, depois de desenvolverem várias ações de deteção de suspeito, vieram a localizá-lo em Casa de Repouso, conduzindo-o depois ao Estabelecimento Prisional de Lisboa", revela aquela força policial.
Iates de Putin saem da Rússia e estão na Dinamarca e Turquia
Superiates que pertencem a Vladimir Putin estão a navegar em águas internacionais e saíram dos portos da Rússia. Um está neste momento a passar pela costa da Dinamarca, enquanto outro está a caminho da cidade costeira turca de Bodrum.
Segundo avança o canal estatal dinamarquês DR, três navios russos estão a navegar pela costa do país, incluindo o superiate Graceful — que pertence ao Presidente russo. A embarcação entrou nas águas da Dinamarca na noite desta segunda-feira. Está a ser acompanhada por um contratorpedeiro e um navio-patrulha.
O superiate Graceful tinha o transmissor desligado desde agosto de 2022, não se sabendo do seu paradeiro até agora. Ainda assim, tinha sido avistado, segundo a DR, no porto de São Petersburgo recentemente. As Forças Armadas Dinamarquesas, juntamente com a Guarda Costeira alemã, estão a monitorizar a passagem dos navios.
Além disso, esta terça-feira, foi revelado que outro iate que pertence a Vladimir Putin — o Victoria — saiu, a 26 de junho, do porto russo de Krasnodar rumo à Turquia. Segundo dados da Marine Traffic, está a caminho da estância balnear de Bodrum, tendo ancorado antes em Istambul.
Baby-sitter filma abusos sexuais a duas crianças em Portimão
Um homem de 19 anos que trabalha como baby-sitter (toma conta de crianças) foi detido pela Polícia Judiciária de Portimão por abuso sexual de duas crianças de 7 e 8 anos, crimes que ocorriam nos quartos das vítimas e que foram gravados com telemóvel pelo suspeito, foi esta terça-feira divulgado.
De acordo com a PJ, estão em causa vinte crimes de abuso sexual de crianças, praticados entre maio e o dia 24 de junho, em Portimão.
"O suspeito, valendo-se da confiança gerada nos progenitores, começou a desempenhar funções de baby-sitter, a tempo inteiro, em regime de coabitação com as vítimas, duas crianças de sete e oito anos. Os abusos eram praticados quando os pais se ausentavam, ocorrendo no quarto das crianças, sendo as agressões sexuais gravadas através do telemóvel do suspeito", descreve a PJ.
"Para convencer as crianças, o suspeito dava-lhes doces e deixava-os jogar videojogos além do tempo estabelecido pelos pais, comprando assim o silêncio das vítimas", assinala a mesma fonte.
A investigação, iniciada após denúncia efetuada por um dos progenitores, esta segunda-feira, permitiu "a recolha de relevantes elementos probatórios que culminaram na detenção do suspeito, em Portimão, com a colaboração da GNR local".
O detido irá ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.
As maravilhas do controlo de rendas
A primeira maravilha é a redução da oferta. Adoro. Como temos muita, convém arrefecer uma beca as cenas e reduzir um pouco a oferta, senão o povo passa a viver demasiado bem e torna-se mimado.
Podemos começar logo com o congelamento das rendas em Portugal. A OCDE diz que o congelamento de rendas em Portugal desincentivou o investimento. Ups...? Mas o que é que isso importa? Não queremos saber dos investidores. Quem manda é o trabalhador! Esse é que cria valor!
Parece que quando o Estado limita a renda que o proprietário pode cobrar, o arrendamento torna-se menos atrativo e as pessoas deixam de...arrendar? Ao que parece as pessoas não costumam investir por altruísmo, mas sim em troca de benefícios significativos para elas mesmas. Estou chocado. Eu, pelo menos, levanto-me todos os dias para ir trabalhar de graça, apenas pelo bem da humanidade. Pensava que com senhorios era igual. Aliás, eu quando meto dinheiro em stocks não quero saber dos ganhos. Está ali só mesmo para ajudar as empresas. Não sou nenhum egoísta
Depois temos o estudo de Rebecca Diamond, Tim McQuade e Franklin Qian que concluiu que o controlo de rendas reduziu a mobilidade dos inquilinos em cerca de 20% e levou também os senhorios abrangidos a reduzir a oferta de casas para arrendamento em 15%.
Basicamente, alguns inquilinos protegidos beneficiaram, mas o mercado como um todo ficou com menos casas disponíveis para arrendar. E isto também aconteceu em Portugal: O congelamento foi muita bom para quem ficou a viver quase de graça, claro, mas o mercado fodeu-se e quem não estava já abrangido também.
Há ainda outro problema, que é: quando uma renda fica muito abaixo do preço de mercado, o inquilino tende a permanecer na mesma casa mesmo quando ela já não corresponde às suas necessidades ou expetativas. O gajo que vive agora sozinho pode continuar no seu T4, enquanto uma família que precisa de um T4 não o encontra.
Também segundo a OCDE numa análise à Dinamarca, a conclusão é que controlo de rendas reduz a mobilidade e gera correspondencias defeituosas entre necessidades habitacionais e casas disponíveis
Há muito mais, mas para não me alongar demasiado acabo apenas com a menção de um outro problema, que é a degradação dos imóveis, visto que quando as rendas são comprimidas mas os custos de manutenção geral da casa continuam a subir, o proprietário tende a adiar reparações e a reduzir o investimento geral na sua habitação. É assim que acabas com casas todas arrebentadas onde ninguém toca há 30 anos. Vivem lá, mas não arranjam merda nenhuma
Antigamente era muita fácil comprar casa
Em 1960 era muita fácil comprar casa, mas cagavas na rua. Aí cerca de 60% das casas nem instalação sanitária tinham:
>Previa-se, em
meados da década de 1960, que seriam necessários cerca de 500 mil fogos para realojamento de
famílias que viviam em casas superlotadas e – mais de metade deste número – para alojamento
de famílias que viviam em verdadeiros “tugúrios que se [impunha] urgentemente demolir”
Na realidade, era comum teres uma dezena de pessoas a viver num t2. Múltiplas gerações sob o mesmo tecto. Mais do que agora, e de forma muito mais caótica.
Em 1970 52% dos alojamentos não tinham água canalizada. 39% não tinham esgoto. Sim, havia casas "para toda a gente", mas era toda a gente a viver que nem porcos no mesmo t1, e sem o mínimo de conforto. 67% não tinham duche nem banheira.
https://www.ccdr-n.pt/storage/app/media/files/pnpot_habitacao_15_marco_apres_tsm.pdf
Mais de um terço também não tinha luz elétrica:
https://www.bportugal.pt/napp_wrapper/203420
Em 1970, segundo o Banco de Portugal, menos de metade dos alojamentos eram habitados pelos seus proprietários e cerca de 45% eram arrendados. Em comparação internacional, Portugal tinha uma das percentagens mais baixas de famílias proprietárias da sua habitação: 49,3% em 1970.
Ainda gostava de saber de onde vem este mito de que antigamente toda a gente comprava casa facilmente. Davam o cu durante 3 semanas e na semana seguinte tinham uma vivenda com piscina em Vale do Lobo. Mas pronto, continuando:
Em 1981 28% ainda não tinham água canalizada. 22% continuavam sem instalações sanitárias
Nos anos 90 também havia crise habitacional, mas era mais uma crise de carências habitacionais, barracas, bairros clandestinos, degradação urbana, fraco arrendamento e transição para a compra com crédito.
No inicio dos anos 90 perto de 15% continuava sem água canalizada. 17% ainda não tinha retrete privativa. Ligação à rede pública de esgotos atingia apenas cerca de 48%
Nas áreas metropolitanas era ainda pior. Muitos bairros de lata em Lisboa. Muitas barracas. Metia nojo.
https://www.bportugal.pt/page/como-eramos-e-como-mudamos-portugal-em-construcao
O acesso ao crédito tornou-se mais fácil. Começou tudo a querer comprar casa, o que veio foder o mercado do arrendamento. Em alguns contextos o mercado do arrendamento praticamente desapareceu
Hoje temos uma grande crise de acessibilidade, mas regra geral, as pessoas vivem melhor habitadas. Se és alguém que em 2026 não consegue comprar casa, é quase garantido que ainda assim vivas em melhores condições habitacionais do que o português mediano de há umas décadas atrás.
Vejo muita gente a dizer "a minha avó com dois tostões comprou uma casa" e a glorificar esses tempos, mas essas pessoas deixam de fora muitos dados factuais relativos a essas épocas. Não se elogia o passado sem entender todas as variáveis.
Agora pela Europa já se bane filmes que vão contra a narrativa dos pseudo-democratas
Estão a aprender com a China:
Action thriller "Citizen Vigilante," starring Armie Hammer, has been banned in Germany for its extreme violence and alleged anti-migrant message, according to director Uwe Boll. The film, billed as a modern-day riff on "Death Wish," is being released in the U.S. on Friday by Quiver.
"The rating system refused to give us a rating [in Germany], so now you can only watch it if you bring in a Blu-ray from Austria or Switzerland," Boll told the Daily Telegraph. "And I think they did that on purpose. It was a deliberate censorship decision. I hired a lawyer to complain about it, but we lost in a six-two vote as I was told that the film was inciting violence against migrants."
Variety has reached out to Germany's rating agency FSK for comment.
"Citizen Vigilante," which begins with a mother being stabbed to death by migrant criminals in front of her son, features Hammer as Sanders, an ordinary man who is enraged by the breakdown of law and order and decides to deliver vigilante justice to criminals and the corrupt officials that protect them. His targets are mostly, but not exclusively, migrants.
Preventiva para homem que esfaqueou mulher em centro comercial de Leiria
Após ter sido presente ao juiz de instrução criminal no Tribunal Judicial de Leiria foi-lhe aplicada a medida de coação de prisão preventiva, destaca a mesma fonte.
O homem, de 37 anos, que esfaqueou uma mulher num centro comercial de Leiria, pôs-se em fuga de imediato e acabou detido em Lisboa, confirmou à Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP), na quinta-feira.
Numa nota de imprensa enviada hoje, a PSP acrescenta que o homem, que está indiciado pela prática do crime de homicídio qualificado na forma tentada, agrediu a mulher no parque de estacionamento subterrâneo de um centro comercial de Leiria.
Os factos ocorreram cerca das 13:15, quando o homem, "na sequência de um desentendimento, desferiu vários golpes com uma faca na vítima, uma mulher de 46 anos de idade, com quem mantinha uma relação amorosa".
Segundo a PSP, após a agressão, o homem abandonou imediatamente o local, recorrendo a um táxi que o transportou até ao terminal rodoviário de Leiria, onde viajou de autocarro com destino a Lisboa.
Acabou detido cerca de duas horas após o alegado crime.
O suspeito deixou o seu veículo estacionado no parque subterrâneo, automóvel que foi apreendido para ser alvo de perícias.
"Em estreita articulação entre o Comando Distrital de Leiria e o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, foi possível localizar e intercetar o suspeito na Estação Rodoviária de Sete Rios, em Lisboa, logo após a sua chegada à capital", acrescenta o comunicado da PSP, revelando que o suspeito ainda se encontrava "na posse da faca alegadamente utilizada na agressão".
Após ter sido agredida, a vítima foi prontamente assistida pelos meios de emergência médica no local, sendo posteriormente transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria.
A agência Lusa presenciou no local que a PSP encerrou uma das saídas do estacionamento do referido estabelecimento, logo após a agressão.
"A vítima não corre perigo. É ferida leve", reforçou a PSP na quinta-feira à Lusa.
Desde o alerta, a PSP "desencadeou um conjunto de diligências urgentes de investigação e recolha de prova, tendo sido determinante a análise das imagens do sistema de videovigilância do centro comercial, que permitiram reconstituir os movimentos do casal momentos antes da agressão, bem como confirmar o percurso efetuado pelo suspeito após os factos".
A PSP adianta que o detido possui antecedentes policiais relacionados com violência doméstica, nomeadamente "uma ocorrência participada em 2025 envolvendo uma anterior companheira e outra ocorrência registada já durante o presente ano, envolvendo a atual vítima".
Proibir pesados na VCI no Porto é opção mais rápida que portagens, diz Pedro Duarte
O presidente da Câmara do Porto explicou esta sexta-feira que o Governo decidiu proibir a circulação de pesados de mercadorias na Via de Cintura Interna (VCI), em vez de introduzir portagens, por ser uma opção mais eficaz e rápida.
"Devo dizer também que a opção foi pela proibição [de circulação de pesados de mercadorias] para poder ter uma eficácia mais rápida, porque a introdução de portagens implicaria, nomeadamente, a contratação pública associada a pórticos e outros procedimentos que levaria bastante mais tempo", afirmou Pedro Duarte, no final da reunião do Conselho Metropolitano do Porto, ao qual também preside.
Satisfeito com esta decisão do Governo PSD/CDS-PP, que foi anunciada na quinta-feira, o autarca, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, assinalou que os pesados de mercadorias têm agora a alternativa da Circular Regional Exterior do Porto (CREP), onde não pagam portagens.
"Aqueles pesados que queiram aceder à cidade do Porto para fazerem a sua atividade normal, esses poderão fazê-lo. Nós temos uma plataforma tecnológica já preparada para poder haver autorizações ágeis, que são dadas, desde que haja uma justificação para esses pesados poderem circular na VCI", revelou.
Pedro Duarte apontou ainda que esta é uma "aspiração de décadas" e que, em poucos meses de mandato, concretizou esta ambição.
"Congratulo-me por haver uma resposta tão rápida e eficaz por parte do poder central e, concretamente, do Governo",sublinhou.
A circulação de veículos pesados de mercadorias na VCI, no Porto, vai ser proibida nos dias úteis, entre as 07:00 e as 21:00, e vai arrancar a 15 de setembro.
O objetivo é descongestionar uma das vias nacionais com mais tráfego, anunciou o Governo.
"O que nós fazemos é um desincentivo e uma proibição do trânsito e circulação de veículos pesados de mercadorias nessa estrada, nos dias úteis entre as 07:00 e as 21:00 - as exceções estão reguladas - e com o objetivo de desviar esse tráfego para a CREP", anunciou o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro, em conferência de imprensa após a reunião do Governo, no Campus XXI, em Lisboa.
O Governo salientou que esta solução para diminuir o tráfego na VCI tem sido estudada desde 2025 e foi coordenada com a Câmara Municipal do Porto.
No final de fevereiro, o Governo tinha dito que a solução para descongestionar a VCI estava em "concretização técnica e processual", após ter entrado em vigor a isenção de portagens para pesados na CREP.
Especialista alerta para risco de mimetismo após homicídios de crianças em contexto de violência doméstica
A responsável pelo projeto APAV Hope alertou para o risco de "efeito mimético" dos homicídios de crianças em contexto de violência doméstica, defendendo que a sociedade não pode normalizar um fenómeno que já matou quatro menores este ano.
O alerta surge depois de o Jornal de Notícias ter noticiado que, nos primeiros meses de 2026, morreram quatro crianças em contexto de violência doméstica, igualando o número registado em todo o ano de 2022, considerado o mais mortal para menores desde 2019.
O caso mais recente ocorreu na madrugada de domingo, em Santarém, quando um homem de 33 anos, com antecedentes por violência doméstica, saltou de um oitavo andar com a filha de 4 anos ao colo, provocando a morte de ambos, dias depois do homicídio de uma menina de 8 anos pela madrasta em Valpaços.
Em declarações à Lusa, Carla Ferreira, responsável pelo projeto APAV Hope -- Apoio a Vítimas de Homicídio, Terrorismo e Vitimação em Massa, considerou que cada uma destas mortes deve levar a uma reflexão coletiva sobre as falhas na prevenção da violência: "Todos nós podemos ter falhado enquanto sociedade".
Sobre os casos registados nas últimas semanas, Carla Ferreira alertou para o risco de mimetismo associado à ampla divulgação destes crimes.
"Não é incomum que haja este efeito mimético", afirmou, explicando que a exposição mediática dos casos pode funcionar como fator adicional de motivação para pessoas que já tenham intenções violentas.
A especialista ressalvou que os crimes devem continuar a ser noticiados, mas defendeu uma abordagem responsável que evite transformar os casos em elementos de identificação para potenciais agressores.
Para Carla Ferreira, o principal risco é a sociedade começar a encarar estes homicídios como acontecimentos normais.
"Não podemos achar que é normal que numa semana tenham morrido duas crianças em contexto de violência doméstica", afirmou. "Não podemos dessensibilizar-nos relativamente a isto".
A especialista sublinhou que muitos homicídios de crianças em contexto familiar não resultam de atos impulsivos ou exclusivamente associados a problemas de saúde mental, mas antes de comportamentos deliberados e enquadrados nas dinâmicas da violência doméstica.
"Há muita deliberação, muitas vezes há ameaças prévias, muitas vezes há pistas que vão sendo deixadas por quem acaba por praticar estes crimes", explicou.
Segundo Carla Ferreira, estes homicídios estão frequentemente associados a relações marcadas pelo poder, controlo e violência, sendo as crianças utilizadas para atingir ou punir o outro progenitor.