[Bate-Papo] O Que Você Está Lendo Essa Semana?
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Chegamos a quarta e última semana, corri com a leitura nos últimos dias mas deu certo!
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Logo após encontrar Pat, Joe começa se sentir muito mal, e diferentemente de Denny, Pat não dá a mínima para as condições de Joe. Denny vai buscar ajuda enquanto ela conta que tudo isso foi tramado junto de G. G. com os Hollis. Joe encontra o mesmo elevador de Al e começa ter um desejo incontrolável de ficar sozinho.
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Seu corpo vai se deteriorando enquanto ele sobe as escadas mas após muito esforço, chega ao seu quarto e encontra Runciter que logo despeja o spray Ubik em Joe que interrompe o processo de sua morte.
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Na conversa Runciter revela que é verdade que ele está vivo e todos os inerciais em Meia Vida interconectados. Ao desligar o vidfone, fica claro que a motivação de Runciter é escrever um relatório para que possam abrir uma ação contra Hollis. Antes de finalizar o relatório, ele liga para Ella.
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Enquanto isso, Joe se depara com Jory, tendo uma grande reviravolta nas coisas que começariam a se encaixar. Esse que diz ser o grande causador, que é quem cria o mundo e que engoliu os amigos inérciais.
Após uma luta, Chip anda pela cidade e encontra Ella, que o ajuda pensando que Joe pode substitui-la na sociedade.
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Joe tenta alterar sua própria realidade para sobreviver. Por fim, Runciter, ao se preparar para um novo contato com Ella, faz uma descoberta bizarra ao encontrar um objeto em seu bolso que desafia qualquer lógica temporal.
"(...) à minha queda, despessoal, sem voz própria, finalmente sem mim - eis que tudo o que não tenho é que é meu. Desisto e quanto menos sou mais viva."
A via-crucis de GH continua...num itinerário místico existencial de autoconhecimento e desconstrução do seu eu. Sua solidão confrontou-a com o vazio de sua vida e de sua identidade socialmente construída. Há uma preocupada insistência da narradora em se colocar diante da vida e diante de si mesma. Indagando-se e, ao mesmo tempo, tentando responder suas indagações. Contudo, a pergunta parece mais importante que obter uma resposta. As incompreensões começam a tornar relevante a partir do momento em que GH tem a revelação da ruptura e do desequilíbrio existencial. A incomunicabilidade coroa o conflito interior, abrindo-se o abismo. " (...)o indizível só me poderá ser dado através do fracasso da minha linguagem".
A jornada de GH revela a verdade sobre o amor, a morte, a vida e o divino. "(...)e o homem amado repousando, e o amor parado, era feriado e o silêncio no voo dos mosquitos...era amor delicado". Para a narradora o verdadeiro amor nu e primário exige superações da dualidade eu-outro. É uma força que assusta pois amar o essencial (inclusive o inseto asqueroso) exige se reconhecer no outro e perder sua individualidade separatista.
"Dá-me tua mão, não me abandones"(...) e para falar com Deus deve juntar sílabas desconexas." O divino não se encontra na moralidade humana ou em dogmas religiosos, mas na imanência da própria realidade. Deus é força bruta do cosmos, o Neutro e o Infinito. Encarar o rosto de Deus é aterrorizante para GH, pois revela que o reino de Deus é a própria excelência nua e crua do presente, isso destrói o conforto ilusório que ela tinha de si. Sua vida era uma crosta superficial feita de papéis sociais, rótulos e linguagem. A vida crua é atemporal e pertence à natureza. GH reconhece, agora, que viver de forma autêntica exige abandonar a rigidez cotidiana para habitar o mistério do presente. Para isso a morte não é o fim, mas um processo contínuo de transformação. A morte de GH ocorre quando ela perde suas máscaras e defesas. Morrer nessa perspectiva é esvaziar-se da falsa identidade para permitir o nascimento de uma nova consciência.
Ser humano e inseto enfrentam-se. A Paixão processa-se e é descrita como uma náusea e uma vertigem. Em um estado de transe e de extrema objeção GH engole a massa branca e viva da barata, união entre humano e não humano. A matéria viva permite a GH seguir rumo ao Tudo. Num momento de ausência...a redução do Nada do indivíduo e absorção do Tudo.
A redenção de GH corresponde ao deseroização e esvaziamento do eu, levando-a a aceitar a vida crua, transcendendo e libertando-se. "A vida se me é, e eu não entendo o que digo"_ _ _ _
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Boa noite, pessoal! O que estão achando da leitura até aqui? Muita confusão? Sigamos com o resumo:
Al e Joe percebem cada vez mais a deterioração rápida ocorrendo nos objetos ao seu redor, como um regresso ao passado. Eles recebem uma mensagem de Runciter, que indica que devem ir ao seu funeral, em Des Moine.
Os efeitos parecem ser mais rápidos em Al, que começa a se sentir cansado e pede para Joe ir sem ele. Runcinter se comunica com eles por meio de uma pichação, informando que não é ele que está morto mas sim todos os seus empregados. Eles estão em meia-vida.
Joe chega em seu condapto e encontra passando na TV uma propaganda de Glen Runciter, anunciando o spray Ubik, potente contra a deterioração mundial regressiva. Em determinado momento, ele parece falar diretamente com Joe, o que o deixa confuso. Ao final, o sr. Chip consegue chegar a Des Moine e encontrar o resto do pessoal, vivendo na década de 30.
Ao contar para a equipe que todos estavam mortos, Pat recebe a notícia com desconfiança. O grupo decide ir atrás de Edie, que estava se sentindo mal assim como Al. A ideia é que, se todos estiverem juntos, a deterioração poderia ser anulada.
Ao ser confrontada por não ajudar, Pat diz que seu talento não funciona mais desde a explosão. Mas, Joe recebe mais mensagens de Runcinter por diferentes meios (numa multa de transito e num frasco de produto Ubik), avisando que a srta. Pat está mentindo.
Denny é avisado desta situação por Joe, quando ambos são surpreendidos por Pat. Eles a confrontam e perguntam se ela é a causadora de tudo, se está trabalhando para a agência Hollis e os matando um a um, até que uma nova explosão acontece.
GH se afasta das "perspectivas baratianas" e começa a divagar olhando pela janela. A cidade parece seca, dura, deserta. O mundo perde a sensação de um lugar familiar.
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Depois, ela tenta entender o que aconteceu com seu olhar. Pensando que talvez não seja loucura, metaforizando como com um microscópio, coisas comuns ficam monstruosa quando olhadas de perto demais.
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A barata abriu uma fenda. Por ela, GH vê a vida sem graça. Uma vida nua, sem beleza, sem explicação... E essa nudez é tediosa, áspera, difícil de suportar.
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