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É um mapa real e interativo que permite acompanhar jornadas literárias e fílmicas. Tem desde a Odisseia até Cidades Invisíveis.

É um mapa real e interativo que permite acompanhar jornadas literárias e fílmicas. Tem desde a Odisseia até Cidades Invisíveis.
No meu caso, provavelmente são a Companhia das Letras e a Ubu. A primeira, pelo amplo catálogo, edições sempre competentes, preços relativamente acessíveis. Já a segunda tem um catálogo bem menor, mas as edições trazem sempre projetos gráficos fabulosos (e que não são cafonas!), com boa fortuna crítica no caso de clássicos. É uma editora que trata o livro como arte, naquele conhecido filão que as editoras nacionais têm: como não somos um país de leitores, fazem-se belas e caras edições para sustentar o mercado. Sim, admito minha parcela de culpa por ajudar a transformar o que deveria ser exceção em regra.
Menção honrosa à 34, que se tornou sinônimo de qualidade. Eu também gostava muito da Aleph por trazer ficção científica do Leste Europeu, mas, de uns anos para cá, a qualidade decaiu muito. Basta comparar as capas das edições antigas com as mais recentes.
Uma editora que quero e certamente vou conhecer mais é a Pinard, especializada em América Latina.
Boa tarde, pessoal!
Iniciamos a vigésima votação do clube do livro. Ela ficará aberta até o dia 8 de julho (quarta-feira) à uma da tarde (13:00). A discussão dos livros vencedores começa nos dias 18 e 20 de julho. Portanto, participem da votação, quem sabe assim sua sugestão acabe ganhando. E sigam as regras por favor.
Conforme decidido desde a última votação, agora teremos dois livros vencedores. Todavia, seguimos alterações baseados no feedback demonstrado pela comunidade. Sendo assim, conforme decidido pela equipe, teremos um gênero fixo para um dos livros: ficção científica ou fantasia; enquanto o outro livro será gênero livre. Portanto, se tivermos dois livros de sci-fi ou fantasia com as duas maiores votações, APENAS O PRIMEIRO COLOCADO SERÁ LIDO.
Logo após termos o resultado dos livros, abriremos a chamada para mediadores da leitura.
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LISTA DE LIVROS LIDOS:
"A Metamorfose", por Franz Kafka;
"Capitães da Areia", por Jorge Amado;
"Admirável Mundo Novo", por Aldous Huxley;
"O Estrangeiro", por Albert Camus;
"Memórias do Subsolo", por Fiódor Dostoiévski;
"Memórias Póstumas de Brás Cubas", por Machado de Assis;
"A Morte de Ivan Ilitch", por Lev Tolstói;
"Manifesto Comunista", por Karl Marx e Friedrich Engels;
"Matadouro 5", por Kurt Vonnegut;
"Ensaio Sobre a Cegueira", por José Saramago;
"O Guia do Mochileiro das Galáxias", por Douglas Adams;
"Cem Anos de Solidão", por Gabriel García Márquez;
"Frankenstein", por Mary Shelley;
"Pais e Filhos", por Ivan Turgueniev;
"Mrs. Dalloway", por Virginia Woolf;
"Vidas Secas", por Graciliano Ramos;
"Os Despossuídos", por Ursula K. Leguin;
“Madame Bovary”, por Gustave Flaubert;
"Angústia", por Graciliano Ramos;
“O Sol É Para Todos”, por Harper Lee;
“Grande Sertão: Veredas”, por João Guimarães Rosa;
"Não Me Abandone Jamais", por Kazuo Ishiguro;
"Calibã e a Bruxa", por Silvia Federici;
"Ubik", por Philip K. Dick;
"A Paixão Segundo G.H.", por Clarice Lispector.
Apenas para ter uma ideia. Normalmente eu tenho uma ou duas faltas por ano, mas em 2026 já tive cinco faltas. Todas justificadas, por que tem sido um ano ruim para minha saúde (problemas no pé e gripes).
GH se afasta das "perspectivas baratianas" e começa a divagar olhando pela janela. A cidade parece seca, dura, deserta. O mundo perde a sensação de um lugar familiar.
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Depois, ela tenta entender o que aconteceu com seu olhar. Pensando que talvez não seja loucura, metaforizando como com um microscópio, coisas comuns ficam monstruosa quando olhadas de perto demais.
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A barata abriu uma fenda. Por ela, GH vê a vida sem graça. Uma vida nua, sem beleza, sem explicação... E essa nudez é tediosa, áspera, difícil de suportar.
Aproveitando uma discussão de outro post, quais livros mais fizeram aprender palavras novas? Sem incluir os livros de alfabetização, obviamente.
Recentemente tive uma situação que fica no limbo entre uma situação de indisciplina e desacato com uma certa aluna. Por não ser a primeira vez, a pedagoga responsável, que é uma pessoa mais tradicional, aconselhou a registrar o BO. Mas parando pra pensar melhor, a situação é limítrofe, como falei. Mas não é do meu caso particular que quero falar. Quero saber de vocês, o que motivou a registrar boletim de ocorrência? Ajudou?
"Este livro é como um livro qualquer.
Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada.
Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente - atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém."
Oi pessoal, boa noite!
Hoje iniciamos as discussões sobre "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector. Com certeza é uma das obras mais desafiadoras da Clarice e, por isso mesmo, acho que é um ótimo livro para lermos juntos e compartilharmos nossas impressões.
O livro é marcado pela sua temática existencialista, com questões sobre identidade, Deus, liberdade e vida humana. Tais questões são apresentadas de forma quase que sobrepostas e contínuas, associadas a um momento do dia anterior na vida da protagonista e que, aos poucos, vai sendo reconstruído.
A história não tem muitos acontecimentos narrativos, focando principalmente no aspecto instrospectivo e autoreflexivo, como se estivéssemos acompanhando a mente da protagonista e sua dificuldade em explicar o que lhe acontecera, a limitação de depender da linguagem para explicar a vida e a dificuldade de tirar de si o que foi vivido.
Nessa primeira parte da obra, começamos nos perguntando junto com a personagem: Quem é (ou era) G.H., e o que aconteceu com ela?
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