u/DarkNightSeven

[Matteo Moretto] Joao Gomes' move to Atlético from Wolves is practically a done deal for €45M. Atleti were also offered Roma's Manu Koné in recent days but he is not a priority
▲ 280 r/WWFC+2 crossposts

[Matteo Moretto] Joao Gomes' move to Atlético from Wolves is practically a done deal for €45M. Atleti were also offered Roma's Manu Koné in recent days but he is not a priority

estoesatleti.es
u/DarkNightSeven — 5 days ago
▲ 46 r/brdev

larguei tudo pra ser júnior numa adquirente azul e fui de F em 4 meses

saí do interior achando que tecnologia finalmente ia mudar minha vida.

família longe, amigos longe, aluguel absurdo em SP, marmita duvidosa, quarto pequeno, LinkedIn atualizado e aquele pensamento perigoso:

“agora vai”

entrei como júnior numa empresa grande do setor financeiro. uma adquirente azul aí. não vou citar nome porque aparentemente o RH das cores pode se cruzar no multiverso corporativo.

no começo parecia o pacote completo.

onboarding bonito, apresentação de cultura, gente falando de carreira, desenvolvimento, feedback, aprendizado contínuo, trilha técnica, squad madura, essas coisas que fazem o júnior pensar que caiu num lugar onde vão formar ele de verdade.

eu tava tentando fazer minha parte.

pegava card pequeno, quebrava a cabeça, perguntava coisa besta, errava nome de variável, tomava lapada de regra de negócio, corrigia PR, tentava entender sistema legado, descobria que “só ajustar esse campo” na verdade mexia em 4 fluxos, 2 integrações e um relatório que ninguém sabia explicar.

vida normal de júnior.

aí começou a entrar o papo de IA.

primeiro era:

“usem como apoio”

depois:

“a régua de produtividade mudou”

depois:

“com as ferramentas atuais, esperamos mais autonomia”

aí eu pensei: tranquilo, vou usar também.

comecei a meter Copilot, ChatGPT, Claude, tudo que desse pra fingir que eu era menos perdido do que realmente estava.

só que IA ajuda, mas ela não sabe que aquele método feio existe porque em 2018 alguém fez um acordo com o financeiro, o jurídico, a adquirência, o legado e Deus.

ela gera código bonito.

o sistema real responde com trauma.

e aí veio a call.

15 minutos.

título genérico.

RH na sala.

gestor com voz de quem já tinha repetido o mesmo texto 30 vezes no dia.

nessa hora eu já sabia que tinha tomado rollback na vida.

falaram de reestruturação, novo momento, produtividade, eficiência, IA, adequação do time, essas palavras que soam técnicas o suficiente pra ninguém chamar de “corte”.

resumo:

fiquei 4 meses.

4 meses pagando aluguel em SP pra descobrir que minha vaga era um experimento A/B contra um autocomplete.

o pior é que eu nem tive tempo de virar bom ou ruim.

mal tinha entendido onde ficavam as coisas. ainda tava naquele estágio de abrir o projeto, respirar fundo e pensar:

“beleza, hoje eu descubro de onde vem esse DTO”

agora tô aqui tentando decidir o próximo passo:

- volto pro interior e finjo que SP foi um delírio

- aprendo Java e aceito meu destino no enterprise

- faço um wrapper de ChatGPT hospedado na Vercel

- lanço um microSaaS pra prever layoff usando mapa astral corporativo

- ou viro pleno por decreto no LinkedIn

brincadeiras à parte, a dúvida real é:

empresa grande ainda quer formar júnior mesmo?

porque júnior sempre foi investimento. o cara vai errar, vai demorar, vai perguntar coisa óbvia, vai precisar de contexto, vai produzir menos que pleno. isso sempre fez parte do pacote.

mas agora parece que a empresa vende cultura de formação e mede o júnior como se ele fosse um pleno com Copilot no turbo.

IA realmente mudou a régua de entrada?

ou só virou um jeito elegante de cortar a base da pirâmide quando a planilha aperta?

queria ouvir principalmente quem tá em banco, adquirente, consultoria, ERP, legado, Java, essas trincheiras aí.

vocês acham que o júnior de hoje precisa chegar quase pronto?

ou empresa grande tá querendo colher pleno sem plantar júnior?

reddit.com
u/DarkNightSeven — 5 days ago
▲ 16 r/futebol

Em 2006, o Arsenal jogava sua primeira final de Champions League.

Henry era o cara. Wenger ainda parecia eterno. O Emirates estava nascendo. E o Barcelona ainda tinha Ronaldinho, Eto’o, Deco, Puyol e um Messi moleque no elenco.

Enquanto isso, fora do futebol:

iPhone não existia.

WhatsApp não existia.

Instagram não existia.

Twitter estava nascendo.

YouTube ainda era mato.

Orkut era rede social séria.

MSN era onde relacionamento começava e terminava.

Lan house ainda era ponto de encontro.

PS2 era o videogame do povo.

DVD pirata girava solto.

A gente baixava música no LimeWire com medo de vir vírus junto.

E “manda o scrap” era uma frase normal.

No Brasil, Lula ainda estava no primeiro mandato. O Pix era ficção científica. Streaming era baixar episódio em RMVB. E a Copa do Mundo da Alemanha ainda ia dar trauma com França, Zidane e Roberto Carlos ajeitando o meião.

No futebol, o mundo parecia outro.

Final de Champions ainda passava com outro peso. Camisa larga ainda existia. Meia pra fora do calção era normal. Ronaldinho era o melhor do mundo. Kaká estava no auge. Cristiano Ronaldo ainda era ponta firuleiro do United. Messi ainda estava virando Messi.

E o Arsenal, com um a menos desde cedo, quase fez história contra aquele Barça.

20 anos depois, o clube volta pra final.

Não sei se é roteiro bonito ou crueldade com torcedor, mas é pesado pensar que muita coisa que hoje parece óbvia simplesmente não existia na última vez que o Arsenal esteve aqui.

reddit.com
u/DarkNightSeven — 16 days ago

Vejo muita gente falando de marketing quase sempre como aquisição: tráfego, anúncio, criativo, lead, campanha.

Mas acho meio incompleto.

Tem uma parte do marketing que muita empresa trata como “coisa do comercial” e esquece: fazer quem já comprou voltar.

Um exemplo bom é a Adidas no atacado.

A cadeia não é só marca → consumidor final.

Tem marca, distribuição, varejo e depois cliente final.

No Brasil, por exemplo, a Alpar opera Adidas no canal de calçados, confecção e equipamentos.

E quando um lojista tem volume para comprar direto, o jogo muda.

Não é compra solta.

É coleção, janela, programação, volume, condição comercial e recompra.

Pelo que chega do mercado, em alguns programas o lojista pode acumular crédito/cashback sobre o volume comprado e usar isso para abater parte de compras futuras.

Ou seja: a marca incentiva o cara a manter relação e comprar de novo.

Isso também é marketing. Fidelização é marketing.

Recompra é marketing. CRM é marketing.

Condição comercial também comunica.

No fim, tudo que aumenta a chance do cliente certo comprar de novo faz parte do jogo.

O ponto que eu queria jogar aqui: muita empresa está gastando cada vez mais para trazer cliente novo, mas ainda trata cliente recorrente como se fosse qualquer um.

Isso não parece um desperdício gigante?

reddit.com
u/DarkNightSeven — 20 days ago
▲ 36 r/brdev

Uma coisa que sempre vejo em apps é a mensagem genérica tipo:

“Sua senha está incorreta ou esta conta não existe.”

Do ponto de vista de UX, parece meio ruim. Se a conta existe e só a senha está errada, seria mais útil dizer “senha incorreta”. Se a conta não existe, seria melhor dizer “não encontramos uma conta com esse e-mail”.

Imagino que seja por segurança, para evitar que alguém teste e-mails e descubra quais contas existem na plataforma. Mas queria entender melhor na prática:

- Até que ponto isso realmente importa hoje?

- É uma regra meio obrigatória de segurança ou depende do tipo de produto?

- Existem formas melhores de equilibrar UX e segurança nesse caso?

Por exemplo: mostrar mensagem genérica no login, mas no fluxo de “esqueci minha senha” orientar melhor o usuário?

Pergunta sincera mesmo. Fiquei pensando se essa mensagem genérica é sempre o melhor caminho ou se virou só um padrão copiado por todo mundo.

reddit.com
u/DarkNightSeven — 23 days ago

Pessoal, queria ouvir a opinião de quem atua com direito público/previdenciário.

Estou acompanhando uma situação envolvendo a Prefeitura de Campos dos Goytacazes/RJ e fiquei com uma dúvida sobre o lado jurídico e também sobre a contradição institucional.

Pelo que entendi, em 2015, no governo Rosinha Garotinho, foi criada a Lei Municipal nº 8.650/2015, que instituiu uma complementação previdenciária de R$ 200,00 para servidores aposentados e pensionistas dentro de certos critérios.

Depois, em 2019, no governo Rafael Diniz, o pagamento foi suspenso. O argumento envolvia irregularidades apontadas pelo TCE/RJ, especialmente sobre a forma de custeio.

O SIPROSEP (sindicato dos professores) entrou com ação coletiva para restabelecer a complementação. A ação teve decisão favorável, e posteriormente alguns beneficiários passaram a buscar o cumprimento individual.

O que chama atenção é o seguinte: em 2024, já no governo Wladimir Garotinho, a própria Prefeitura divulgou publicamente a retomada da complementação como uma vitória para os aposentados, dizendo que voltaria a honrar esse compromisso.

Só que depois o Município de Campos e o PREVICAMPOS entraram com ação rescisória tentando derrubar o acórdão da ação coletiva, alegando que a Lei 8.650/2015 seria inconstitucional por ausência de fonte de custeio, desequilíbrio atuarial etc. Pelo que vi, houve tutela provisória suspendendo os efeitos do acórdão coletivo e também as execuções individuais.

Minha dúvida é:

Como vocês enxergam essa situação?

De um lado, entendo que, se a lei realmente nasceu inconstitucional, a Administração Pública não deveria ser obrigada a manter um pagamento incompatível com a Constituição só porque uma gestão anterior criou mal o benefício.

Mas, de outro lado, é difícil ignorar a contradição: o próprio Município criou a lei, depois suspendeu, depois comemorou publicamente a retomada, e agora judicialmente sustenta que a base do pagamento é inconstitucional.

Para o aposentado/pensionista, parece que ele fica no meio de uma disputa de gestões: uma cria o benefício, outra suspende, outra comemora a retomada, e depois o próprio Município tenta derrubar tudo na Justiça.

Na prática, o que vocês acham que tende a prevalecer nesse tipo de caso?

A coisa julgada coletiva ainda tem força contra a ação rescisória? Ou, havendo declaração de inconstitucionalidade da lei pelo Órgão Especial, a tendência é a rescisória prosperar e os beneficiários ficarem sem receber?

E do ponto de vista jurídico-institucional: é comum/aceitável o Município comemorar politicamente uma retomada e, ao mesmo tempo ou pouco depois, atuar judicialmente para derrubar a base do pagamento?

reddit.com
u/DarkNightSeven — 24 days ago

Aprendizado meio óbvio, mas que eu apanhei pra entender em prospecção B2B: fit não basta. Tem que ter urgência.

Um erro que cometi foi abordar lead que, no papel, fazia sentido.

O cara tinha o perfil certo, comércio local, uma operação que poderia se beneficiar da solução, dores que pareciam conversar com o produto… enfim, parecia um bom lead.

Fui até o comércio, apresentei, expliquei os benefícios, tentei entender o cenário.

No final veio o clássico:

“vou falar com meu sócio”

Perguntei quando poderia ter uma resposta.

“ainda hoje”

Mandei mensagem no dia, depois na semana, depois até um mês depois.

Silêncio.

E aí caiu a ficha: talvez o problema existisse, mas não era prioridade.

O lead tinha fit em quase tudo, menos no timing.

Em B2B, isso muda tudo. Às vezes o negócio até se beneficiaria da solução, mas se o dono ainda não sente que aquilo está custando dinheiro, cliente ou crescimento, ele simplesmente empurra.

Hoje eu tento olhar menos só pra “esse lead tem perfil?” e mais pra:

“por que ele compraria agora?”

Porque se essa resposta é fraca, o follow-up vira só insistência educada.

Vocês já erraram nisso também? Como vocês identificam urgência antes de perder tempo demais numa prospecção?

reddit.com
u/DarkNightSeven — 26 days ago