Se o Amor Fosse o Mar
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Se o amor fosse o mar,
eu não teria medo das ondas.
Entraria de peito aberto,
mesmo sabendo que algumas delas
poderiam me derrubar.
Porque amar nunca foi sobre
encontrar águas sempre tranquilas.
É também aprender a respirar
quando a tempestade chega,
é segurar a mão de alguém
mesmo quando o mundo inteiro
parece querer nos separar.
O amor é calmaria…
é o silêncio de dois corações
que se entendem sem palavras,
é deitar na areia ao lado de alguém
e perceber que, naquele instante,
não falta absolutamente nada.
Mas o amor também é tempestade.
É saudade que aperta o peito,
é medo de perder,
é vontade de ficar
quando tudo parece mandar partir.
E talvez seja isso que o torna tão bonito:
o amor não promete mares sem ondas,
ele promete alguém disposto
a atravessá-las com você.
Eu quero um amor assim.
Um amor que não tenha medo da profundidade.
Que mergulhe em mim
sem medo de se perder.
Que conheça minhas tempestades
e ainda escolha ficar.
Quero alguém para caminhar comigo na areia,
com os pés descalços,
as mãos entrelaçadas
e o coração sem pressa.
E quando o sol nascer diante de nós,
quero olhar para você
e entender que, depois de tantas ondas,
tantas marés e tantas tempestades…
eu finalmente encontrei meu porto.
Porque talvez o amor seja isso:
duas pessoas imensas como o oceano,
tentando encontrar uma na outra
um lugar onde finalmente possam descansar.