r/rapidinhapoetica

▲ 4 r/rapidinhapoetica+3 crossposts

O caminho da diferença

Como odeio falsidade

Detesto toda a maldade

Me revolto sem a verdade

E com ausência de bondade

Gente assim só traz tristeza

Trata os outros com frieza

Não possui a delicadeza

E trazem muita incerteza

Incerteza na minha crença

Mas não posso deixar que vença

Preciso da indiferença

Para me tornar diferença

Mesmo o mal trazendo a dor

Não posso ceder ao meu ardor

No fim, seja como tudo for

A melhor ação vem do amor

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u/Filipau — 1 day ago
▲ 6 r/rapidinhapoetica+4 crossposts

Mais um poema "Inseguranças". Opiniões e sugestões ajudam muito. Muito obrigado.

Inseguranças 

Insegurança me assombra 
Que me faz reagir de forma tonta 

Essa merda me atormenta, 
Me ausenta, e se torna minha sentença 

Mesmo que você me elogie e diga que me ama,
De alguma maneira minha mente me sabota, 

Dizendo que você vai achar alguém melhor 
E, de algum jeito estranho você vai embora. 
É tanto sinais, e mesmo que os ignoro isso tira minha paz, só peço que me responda.

Você pensa em mim como eu penso em você?

Traumas do passado feriram o coração imaculado.

Agora toda vez que eu me olho, 
Me vejo sendo um escroto, 
E de um jeito nervoso, me questiono:
Se sou do bem. 

Bem do jeito que visto, me assusto, 
Por me ver ao contrário disso.

Meu corpo me faz ter vergonha,
Mas você o viu de forma sem vergonha.

Vergonha na voz não me deixa expressar,
E de forma medrosa não sei oque falar. 

E assim o silêncio é o que reina, 
Reino que você peita
e queima

E assim me perco em pensamentos, 
Devaneios, de um incêndio,
no qual você enfrenta as chamas 
E eu luto com medo de me queimar.

Insegurança é foda.

Essa neurose que me devora  
E nem assim a fome passa. 

Talvez se eu dissesse que estou inseguro,
Poderia me sentir seguro, 
Mas não me asseguro de ser capaz disso.

Então peço desculpas pelos erros
E pelas vezes que te machuquei.

Mas meu bem, de forma idiota saiba que eu
Sempre te amei.

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▲ 5 r/rapidinhapoetica+2 crossposts

Avaliem, critiquem ou ajudem.

Minha primeira vez escrevendo poemas, é para uma competição escolar de baixo nível. Quem quiser dar alguma dica, analisar de forma mais técnica ou apontar erros, ficaria imensamente agradecido.

Procurei seguir a ideia da segunda geração do romantismo. Um detalhe importante, é apenas rascunho e, por ora, deixei de lado métrica, fiquei apenas na ideia.

Segue o poema:

RASCUNHO 02 – Flor semelhante a ti

Flor semelhante a ti, repleta de formosura,

Tão bela como o explodir de uma estrela,

Tão fascinante que deixa sequelas,

Encontro-te nitidamente nas mais belas pinturas.

És, para mim, imensidão e segredo,

Representação de amor e confiança,

Amor esse que não se mede na balança,

Contudo, um labirinto digno de um bom enredo.

Espero não muito relaxar e afastar,

Tendo que voltar-me a somente prazer,

Quão doloroso seria acordar e não te ver,

Tempos esses que rezo pra nunca encontrar.

Pensamentos estes carregam imenso temor,

Sendo trocados pela aliviante percepção,

De que todos os dias viajo pelo seu coração,

Onde durmo e acordo, pois digno sou do seu amor.

Presente mais valioso que recebi,

Há lutas e guerras inacabáveis,

Com tanques, aviões e espaçonaves

Somente atrás de uma flor semelhante a ti.

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u/GuilhermeBR821 — 2 days ago

Esse é um dos poemas que eu quero colocar no meu livro "quando ninguém está vendo" (aceito críticas)

Eu mudei por você

Troquei algumas roupas

Algumas músicas

Alguns amigos

E sem perceber

Troquei meu nome pelo seu

Achei bonito

Na época

Hoje eu não sei

Qual dos dois nomes

Ainda me pertence

Depois que você foi embora

Eu continuei mudando

Só que dessa vez

Não tinha ninguém

Para me dizer

No que eu deveria me transformar

Então virei um pouco de tudo

Um pouco do garoto

Que você amou

Um pouco do homem

Que eu queria ter sido

E muito daquele filho da puta

Que eu finjo não conhecer

Eu fiz coisas

Que não cabem em pedido de desculpas

E existem pessoas

Que eu gostaria de encontrar

Só para poder dizer

Que eu sinto muito

Mas talvez algumas portas

Tenham sido feitas

Para permanecer fechadas

E eu fui quem jogou a chave fora

Às vezes penso

Que poderia voltar

Não para consertar

Só para olhar

Por alguns minutos

Para aquele idiota

Que ainda não sabia

O estrago que estava fazendo

Mas o tempo é covarde

Ele deixa a casa de pé

E leva embora

Quem morava nela

Os porta-retratos continuam guardando fotos

As chaves continuam sendo apenas chaves

E eu continuo abrindo portas

Que não levam mais

A lugar nenhum

De madrugada

Minha cabeça vira uma casa abandonada

Cada pensamento acende uma luz

Eu entro

Um quarto

Uma lembrança

Outro quarto

Vejo apenas bagunça

E em todos eles

Sou eu

Me esperando

Com a mesma cara

De quem sabe

Que não pode voltar

Eu queria esquecer algumas coisas

Mas tenho medo

Porque esquecer o que fiz

Seria fácil demais

E talvez eu precise lembrar

Não para sofrer

Mas para nunca mais

Confundir mudança

Com virar outra pessoa

Porque quando ninguém está vendo

Eu ainda não sei quem sou

Só sei quem eu fui

E talvez

Por enquanto

Isso tenha que bastar

Por enquanto, sigo sozinho

Sigo porque o passado não aceita devolução.

Porque há erros que só podem ser carregados.

Porque pedir perdão não apaga o que aconteceu.

E porque, no fim,

Talvez crescer seja isso:

Olhar para todas as versões de si mesmo que você gostaria de matar, sentar ao lado delas e admitir,

Sem desculpa, sem orgulho, sem ninguém olhando:

Eu fui você.

E sinto muito.

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u/ManoDacruz — 3 days ago

O que acham?

Eu quero colocar fogo nessa casa.

Eu preciso sentir calor.

Eu preciso sentir.

Eu odeio esse sentimento,

de não estar acordado.

Sinto frio.

Como... Um não vivo.

Que lástima. Tragédia.

Preciso queimar este lugar.

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u/Optimal-Specific1742 — 3 days ago
▲ 4 r/rapidinhapoetica+1 crossposts

Acordar

É de Manhã * O sol apareceu de novo A lua eu nem vejo mais Levanto, no fim, tanto faz

O céu tá do mesmo jeito Azul, com nuvens e frio O mar também não mudou Cheio, fundo, já viu

O espelho tem as mesmas manchas O portão tem a mesma ferrugem A calçada ainda rachada As imperfeições são atadas

Por onde eu olho, já vi Onde piso, já conheci O que eu faço, se debaixo do Sol Não existe som que eu não ouvi?

Cansei! Cansei de tudo Vejo tudo e vejo nada Já corri, já pulei, Já joguei da sacada E nada! Se passa! Passou!

E de novo... Nem vivi

Não vivemos Pois a primeira coisa que fazemos Quanto acordamos É fechar os olhos. Os olhos sempre cansados

Pois dormi, virei, passei Acordei É de manhã *

O céu continua aqui Mas abri e vi As nuvens fizeram festa? Viraram, dançaram, e eu nem vi essa?

O mar ainda tá aqui Mas olhei e vi A festa desceu enquanto eu dormia? A onda canta e eu não ouvia?

O espelho tá de cara nova Esse portão tem tanta história Calçada maior do que lembrava Mas que brisa aleatória

A luz tem mais que três cores Na verdade não dá pra contar Eu gostei dessa nova rotina Porque não dá pra acostumar

Assim eu vejo, Assim eu ando Assim eu vou Pra todo canto

Mas abri, Agora eu vi E pode mais, já que É de manhã *

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u/Optimal-Specific1742 — 4 days ago
▲ 9 r/rapidinhapoetica+3 crossposts

Ñe'ẽ (Palavra guarani)

No idioma dos ventos e da terra,
ñe'ẽ é “palavra”, é “alma”.
Um homem sem palavra
é um corpo sem fogo,
é a sombra que o sol abandonou.

Falar é soprar o espírito,
é dar forma ao invisível,
é acender a pele do silêncio
com o fulgor da voz.

Se a poesia é um jogo de palavras,
não será também um jogo da alma?
Cada verso, um feitiço sussurrado,
cada estrofe, um ritual de luz e sombra,
o poeta, um xamã errante,
tecendo encantos na página vazia,
conjurando mundos com o hálito do verbo.

Uma biblioteca seria templo?
Um altar onde o tempo dorme,
onde os mortos murmuram segredos,
onde os livros respiram na penumbra
como estrelas de papel.

E o livreiro, alquimista de sonhos,
oferece antídotos de silêncio,
destila histórias como bálsamos sagrados.

O tradutor, um oráculo secreto,
que escuta o eco das línguas,
faz do estrangeiro uma morada.

E o leitor, peregrino e sacerdote,
  busca revelações ocultas
nas entrelinhas do infinito.

E o marca-páginas, meu rosário,
conta histórias como preces,
como se cada palavra fosse um astro
e cada livro, um universo por nascer.

Mas se a palavra é alma
e a estante repousa em silêncio,
não seria então a estante parada
um cemitério de estrelas apagadas?

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u/birdcleric — 5 days ago
▲ 11 r/rapidinhapoetica+5 crossposts

Mais um poema. Opiniões e sugestões ajudam muito. Estou meio mal, e por isso talvez não esteja como eu queira. Mas Obrigado!

Amigos de infância

Era uma vez uma criança eufórica,
aquela que pula e se alegra entre laços de amizades,
laçados entre duas tílias. 
aquela que vê as maravilhas 
das cores, 
Onde o azul encontra o amarelo, 
O verde encontra o vermelho, 
e sorrimos pelas histórias
que só nós sabíamos imaginar. 

Brincando em um carrossel
e olhando para o céu, 
protegido pelo véu dos anjinhos.

Amizades puras como as nuvens no céu. 

Sonhando em ser heroi,
heroi para proteger,
proteger para ser heroi.

Lembranças se perdem na mente emaranhada,
dissonância de uma infância colorida,
mas que se perdeu pela ausência 
das cores.

E o nó se desfaz.
Talvez a criança não tenha apertado o bastante.
Força... faltou força. 

Mas ainda amo todos vocês.
Ainda fazem parte da minha paleta de cores.

A criança que fazia as outras crianças felizes.
Essa criança era eu.

Mas agora eu me pergunto:
essa criança me reconheceria?

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u/ArmandoPintoPrimeiro — 5 days ago

Estou montando um poema para uma pessoa que eu amo

Eu só fiz uma única linha.

" Num período cinza, triste e de confinamento você foi o alívio do meu tormento. "

Alguém sabe algum poeta romântico/melancólico que eu possa estudar para melhorar minhas poesias?

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u/PayClean5473 — 7 days ago
▲ 6 r/rapidinhapoetica+2 crossposts

Péssimo

Odeio quando ele toca violão.

Quero chorar.

Odeio quando ele canta.

Sinto meus olhos enchendo d'água.

Porque ele faz isso muito bem. Muito bem.

E não quero me apaixonar mais.

Não quero sentir mais.

Odeio quando ele sorri.

Meus lábios estremecem.

Odeio quando ele usa seu óculos.

Sinto finalmente a lágrima escorrer.

E não quero sentir que não é meu, que não é pra mim.

Sentir que nunca será, e nada do que eu fizer vai mudar esse destino.

Ele não se importa de verdade, não exclusivamente comigo.

Ele é cuidoso.

E eu amo isso.

Seu jeito engraçado, descontraído.

Eu amo isso.

Mas esse amor dói. Dói muito.

Isso é péssimo.

Isso é péssimo.

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u/amante_de_abelhas — 6 days ago

Lua bela

olho pra ela, lua em sua fase mais bela, não sera para sempre aquela, então melhor de se aproveitar.

Olho em minha janela e vejo aquela, aquela que iluminará de forma bela, depende da luz dos outros pra se revelar, porem sempre estará á se destacar.

escrevo olhando para janela, noite bela, não há oq fazer ,queria ser como ela, na noite a mais bela

Não é a estrela do céu, mas a melhor em seu papel.

Hoje é dia de lua bela, espero um dia ser que nem ela.

(Escrevi isso enquanto reflito olhando para a lua, não sei como categorizar isso)

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u/LilithArtBR — 7 days ago
▲ 11 r/rapidinhapoetica+9 crossposts

Um dia em branco — PARTE I

Após meia hora de luta interna para ganhar coragem, consegui finalmente levantar-me da cama.

A noite fora mal dormida, inquieta, pesada. O corpo parecia colado ao colchão, espalmado pelo cansaço.

A luz que se infiltrava pelas frinchas da persiana denunciava um dia cinzento, baço, mas nada fazia prever o que me aguardava quando puxei o estore.

— Que nevoeirada…

Lá fora, o mundo desaparecera.

Não se via nada.

Absolutamente nada.

Fui tomar o pequeno-almoço, tentando afastar a estranheza daquela manhã suspensa. Quando terminei, porém, tudo permanecia igual — um vazio branco a engolir a rua.

— Hoje não vai ser fácil…

Arranjei-me para a entrevista de emprego marcada para o final da manhã.

Escolhi o meu melhor fato, de corte italiano, impecável.

A camisa branca realçava-lhe a elegância, e a gravata preta, fina, dava-lhe um ar clássico, mas seguro, contemporâneo.

Faltavam os sapatos.

Pretos, discretos, profissionais.

Os certos.

Diante do espelho, observei-me com atenção.

— Que categoria… — pensei, sentindo um sorriso insinuar-se.

— Casava contigo.

Saí confiante.

Mas, ao abrir a porta, o nevoeiro cerrado permanecia, impenetrável.

Não se via um palmo à

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u/LamentationsWall — 7 days ago
▲ 9 r/rapidinhapoetica+4 crossposts

Mais um poema. Esse aqui eu tentei fazer um pouco diferente, então qualquer opinião e sugestão ajudam demais. Muito Obrigado.

Gato Preto

Me olhou com esses olhos verdes
E notou que estou de preto
Passou do seu lado, como um gato preto

Ficou admirada com o meu feitio
Senti um arrepio, sumiu…
Afinal sou um gato preto

Olha o gato preto!

Olha como eu te vejo 
E não perca seu desejo
Já que o gato preto tem medo

Eita!

Olha seu olho verde
a clichê do gato preto
E não tenha medo.

No pelo preto se esconde meu medo
Como um gato preto

Gato!!

Olha o gato preto,
Olhando para seu medo
No fundo do peito
Ele carrega um peso
Então eu me sinto como um gato preto

Cadê meu gato preto ?
No pelo preto deixado na pele branca
sob o verde dos teus olhos. 
O gato corre em posição de brigar,
de ladinho
contra a bola de pelo preto
Que está há tempos no caminho do gato preto

Mas por trás da bola de pelo preto 
há aquilo que mais desejo: 
A pele branca,
o verde dos teus olhos

Então não perca seu desejo 
por aquele que está 
Por trás do gato preto. 

Mas… 
Pode me chamar de Gato preto.

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u/ArmandoPintoPrimeiro — 8 days ago

Dois Estranhos Que Ainda Se Amam

Eles não terminaram porque deixaram de se amar.

Talvez esse tenha sido o pior.

Tudo começou com um desentendimento pequeno. Uma palavra dita no momento errado, uma mensagem interpretada de forma diferente, um orgulho que nenhum dos dois quis engolir.

— Depois a gente conversa.

Foi o que disseram.

Mas o "depois" nunca chegou.

Os dias passaram.

Depois, semanas.

E o silêncio começou a ocupar o espaço onde antes existiam conversas intermináveis.

No começo, os dois esperavam que o outro procurasse.

Ela esperava uma mensagem.

Ele esperava uma ligação.

Nenhum dos dois teve coragem.

E, com o tempo, o orgulho virou distância.

A distância virou costume.

E o costume virou uma vida onde fingiam não sentir falta.

Eles continuaram vivendo.

Ela postava fotos sorrindo.

Ele curtia algumas em silêncio.

Ele aparecia bem nas fotos.

Ela olhava por alguns segundos a mais do que deveria.

Às vezes, cruzavam pelo mesmo lugar.

E era estranho.

Duas pessoas que um dia sabiam exatamente como o outro gostava do café agora mal conseguiam dizer "oi".

Ela sabia o jeito que ele sorria quando estava nervoso.

Ele sabia quando ela estava triste apenas pelo jeito como escrevia "estou bem".

Agora eram estranhos.

Estranhos que ainda se reconheciam um ao outro de longe.

Certa noite, ela abriu a conversa antiga.

Leu mensagens de anos atrás.

"Boa noite, meu amor."

"Chegou bem?"

"Estou com saudade."

"Promete que não vai embora?"

Ela chorou.

Não porque tivesse deixado de amar.

Mas porque percebeu que ainda amava exatamente a mesma pessoa que havia aprendido a perder.

Naquela mesma noite, ele também abriu a conversa.

Digitou:

"Eu ainda amo você."

Ficou olhando para aquelas palavras.

O dedo pairou sobre o botão de enviar.

Mas ele apagou.

Porque tinha medo de descobrir que ela já não sentia o mesmo.

Ela fez exatamente a mesma coisa.

Escreveu:

"Eu nunca deixei de te amar."

E apagou.

Talvez aquele tenha sido o momento mais triste da história deles.

Não quando se afastaram.

Mas quando os dois, separados por uma tela, disseram a mesma coisa em silêncio.

Ainda se amavam.

Ainda sentia saudade.

Ainda pensavam um no outro.

Mas nenhum dos dois sabia como voltar.

E talvez algumas histórias de amor não terminam quando o sentimento acaba.

Algumas terminam quando duas pessoas que ainda se amam ficam esperando uma pela outra... até que o medo seja maior que a coragem.

Anos depois, quando alguém perguntou a ele se havia amado alguém de verdade, ele respondeu:

— Sim. Mas nós nos perdemos por causa de uma coisa pequena demais para destruir um amor tão grande.

Ela, quando fizeram a mesma pergunta, respondeu:

— Eu também.

E os dois seguiram suas vidas.

Com outras pessoas.

Outros lugares.

Outros momentos.

Mas, de vez em quando, quando ouviam uma música antiga ou passavam por algum lugar conhecido, lembravam.

Não do fim.

Do começo.

Da época em que ainda eram tudo um para o outro.

E talvez essa seja a forma mais dolorosa de saudade:

amar alguém que ainda está vivo, que ainda pode estar pensando em você, mas que hoje passa por você como se vocês nunca tivessem sido casa um do outro.

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u/Desconhecidosr3 — 7 days ago
▲ 13 r/rapidinhapoetica+5 crossposts

Fragmentos sobre amor, apostas e (in)conformidades

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Pesquisa de campo

Dê um rolê por aí e observe os casais.

Repare: sozinhos, assim como você, porém a dois. Alguns, certamente, sustentando algo que talvez já não valha a pena. Uma relação suspensa por aparelhos: filhos, rotina, medo de se dar mal em um divórcio.

“O que seria, para você, a coisa mais insuportável se tivesse de voltar a estar solteiro?”, você poderia perguntar a eles.

“É para um trabalho acadêmico.”

As mais variadas respostas virão, mas ninguém saberá ser tão certeiro admitindo que é:

“Não ter mais com quem compartilhar suas solidões.”

Considerações acerca da teimosia

Não há sinal algum de uma regra ou lei em vigor nesta realidade que prometa a sorte aos que a “merecem”.

Perante essa constatação, muitos amargam, enquanto outros muitos podem fazer as pazes com sua existência (“O que não tem solução, solucionado está”).

Acontece que a razão resolve a questão em si, mas não o indivíduo.

O incômodo não cessa nunca.

O mantra “Eu mereço!”“Eu mereço!” não precisa ser entoado em voz alta ou mentalmente para dirigir sua vida.

Assim, teimamos, pois é mais forte que nós.

Do vício em caça-níqueis

Certa vez, num cassino clandestino de fundo de bar — nosso ponto de encontro —, virei-me para meus companheiros e cometi o que fui descobrir ser uma heresia. Expressei em voz alta:

“Lavaram nossos cérebros para pensarmos no amor como alinhamento do cosmos, como ressonância de almas... ou qualquer outra baboseira messiânica de mesma estirpe. Tudo para que continuemos escravos em vícios feito este, amigos. Tudo para que vivamos nessa busca incansável por um jackpot.”

Nesse dia eu tomei um cacete.

Nenhum discurso antivício poderia ser expresso naquele lugar.

No limbo

Queria voltar ao tempo em que escutar o quanto eu era “bom” me envaidecia...

Uma vez mais ela atraca no cais.

Uma vez mais... e eu sinto todo resquício de honra que eu ainda tinha escoar

enquanto tento negociar minha passagem.

“Só quero atravessar. Tanto faz se irei para o céu ou o inferno.”

Como quem pede desculpas, ela diz o quão bom e o quão incrível sou, enquanto rema a barca para longe novamente, até mais uma vez desaparecer no nevoeiro.

...

Concluí, desta vez, que tenho que investir em qualidades imediatamente opostas às que construí até aqui.

Só para ser destinado a algum fim, vou ser mais canalha.

Eu era um sujeito bem mais romântico num passado não muito distante. Verdade! Nem sempre fui esse cínico “pós-romântico” que escreve coisas como esta:

“Prezados(as): se é preciso, todo santo dia, conquistar alguém que você chama de ‘seu’ ou ‘sua’, então você não conquistou #@$💀 nenhuma.”

Esta:

“Só o amor mesmo para fazer alguém dizer, com orgulho, que está ‘comprometido’, ou seja, avariado, danificado, sem salvação.”

Ou esta:

“’Fazer amor’ é apenas sexo enfeitado — romantizado e mascarado como transcendência.”

Não me considero, embora possa lhe parecer, um amargurado. Na real, sinto que estou bem longe disso.

Hoje estou solteiro — como sempre estive, aliás. A falta de perspectiva de sair desse estado civil algum dia dói, mas consigo achar consolações nessa condição. Quem me garante que, se eu hoje estivesse namorando ou casado, estaria mais feliz? Menos estressado? Relacionamentos não livram ninguém das aporrinhações e infortúnios da vida. E, já que, vivendo, querendo ou não, eu vou ter que sofrer, que ao menos eu saiba transformar minhas desilusões em matéria para minhas artes e reformas pessoais.

_robsings

Post original feito no Substack
https://zonasliminares.substack.com/

u/rob_sings — 9 days ago

carta de amor aberta

eu sei, nós não se conhecemos, apenas sabemos o nome um do outro. mas é notável, meu amor. é evidente. eu vejo você me olhando, vejo a admiração. vejo que você fica nervoso quando fala comigo… até minha colega notou seu sorrisinho falando comigo. aqueles sorrisos que você deu só pra mim enquanto me olhava no meio da sua apresentação… melhoraram tanto meu dia… foi a confirmação de que você sente as coisas, só não sabe por onde começar.
você hesita quando estou com meus amigos homens, como se tivesse ciúmes. isso só te deixa mais fofo. nossa, eu não posso esperar até a hora de eu te abraçar… imagina: nós dois de casaco dando um abraço quentinho no gelado da sala… clichê, mas eu gosto. eu amo, na verdade. quero ser chamada por apelidos, mas vamos fazer uma tier list dos melhores :)
eu realmente sinto muito a sua falta quando você não vai pra escola, eu te noto, eu te percebo, eu consigo sentir mais ou menos o que você sente, e realmente fico feliz sabendo que você se sente confortável perto de mim (ainda que esteja tímido), que eu faço você se sentir visto e especial em meio a muitas outras pessoas que você fala, mas não tem tempo o suficiente na maioria das vezes.
eu saberei por onde começar na oportunidade certa. vou me planejar pra dar tudo certo, mas a partir de certo ponto nós seremos reciprocamente naturais. sem vergonha, sem hesitar, sem esconder nada. o tempo não importa agora. esperar ou não é irrelevante, eu quero só sentir que te amo, mesmo te conhecendo pouco.
e sim, minha empatia escalonou para paixão, sinto muito, mas quem mandou ser tão solitário? os melhores são os mais sozinhos ;3

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u/audhdgirlcalledsono — 7 days ago
▲ 4 r/rapidinhapoetica+3 crossposts

Escritor de Livro romance/ ficção

Olá, pessoal!
Sou **Pedro L. A. Rodrigues**, escritor de ficção científica e apaixonado por histórias que misturam tecnologia, inteligência artificial, arqueologia e os grandes mistérios da humanidade.
Minha experiência com a escrita começou com **Espelho:2042**, um livro que me levou a explorar temas como inteligência artificial, manipulação da informação e os limites entre realidade e percepção. Foi também uma experiência de aprendizado sobre todo o processo de criação de um livro — da construção dos personagens e da história até a revisão e publicação.
Agora estou trabalhando na divulgação de **Ruínas do Primeiro Mundo — O Enigma das Origens**, meu segundo livro. Nele, procurei ampliar essa experiência, construindo uma narrativa que une ficção científica, arqueologia, textos ancestrais e uma grande pergunta sobre nossas próprias origens.
A história começa quando o degelo provocado por uma alteração no eixo da Terra revela as ruínas de uma civilização desconhecida, muito anterior à nossa.
A partir daí, os personagens descobrem que talvez a história da humanidade seja muito diferente daquilo que imaginamos.
Espero poder trocar experiências com outros autores e leitores por aqui e, principalmente, conhecer pessoas que também gostam de histórias capazes de provocar perguntas depois que terminamos a última página.

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u/GuaranteeDesigner309 — 8 days ago
▲ 12 r/rapidinhapoetica+4 crossposts

Culpa sua

Era doce menino, mas tinha um defeito:
nunca errava, visto que, para corrigi-lo, 
não podia ter errado.

Premissa simples, e de simples aplicação:
como podia o professor corrigi-lo 
se, no seu terno, ainda faltava abotoar um botão? 

a diretora o chamou, 
Por que não entregou a lição?

Olha, diretora, a senhora deixou sua bolsa no chão.

Qualquer trabalho em grupo 
não precisava fazê-lo
já que seus colegas
catavam meleca com o dedo.
Anos passaram 
Os colegas já não catavam mais melecas
Quando conversava com chefe:
Mas todo o dia você chega atrasado

Entendo, chefe. Mas e o Joaquim, que faltou por causa do resfriado?

Por fim outros anos se passaram
Já não havia chefes ou empregados
Com a médica dizia
Estou doente por causa desses remédios que me deram. Sempre tive saúde ótima. Vocês que me adoeceram.

E, quando a hora chegar, diante de Deus
com certeza vai encontrar algo fora do lugar

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u/0_monomania_0 — 8 days ago
▲ 9 r/rapidinhapoetica+5 crossposts

Mais um poema "Solidão". Opiniões e Sugestões ajudam muito. Muito Obrigado!

Solidão

Na amizade encontrei felicidade
Mas foi na saudade
Que conheci a Solidão

Da solidão encontrei a imaginação
Da imaginação imaginei amigos
Dos amigos imaginei e amei

Sonhei.
Gostei.
Pensei.
Pensei…

Um mundo mágico, eu e eu
Eu e você, você e a Solidão
Solidão, eu e você
Foi o'que eu imaginei

Mas quando percebo que imaginei até demais
Você não tá lá
Ninguem ta la 
Sozinho eu tô

A angústia de viver só 
Preso em um Nó
Sentindo dó de mim

Mas tinha paz e nada para se preocupa
Sentimentos e emoções novas que nunca vivi
Enquanto se divertem, eu me divirto com eu
1…2…3…4…5…10… Anos … Sem ninguém
Porque o mundo é tão injusto ? Eu era apenas uma criança

Inseguranças e medos. Porque você não me protegeu
Solidão?
Talvez me apeguei demais a você
Na escuridão do meu quarto 
Eu sorrio… De mim mesmo

Porém sempre que preciso você está aqui
Do meu lado
Do lado meu 
Meu amigo, minha solidão
Obrigado! 

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u/ArmandoPintoPrimeiro — 9 days ago
▲ 13 r/rapidinhapoetica+3 crossposts

O Balde Furado

​

Zé acordava antes do galo

e só parava depois da lua.

Mas chegava o fim do mês

e o bolso continuava mudo.

— Eu ralo e não sobra — dizia.

— O mundo é injusto comigo.

Um velho na feira,

mãos grossas de quem já cavou muito poço,

vendeu pra ele um balde furado.

Três furos no fundo,

um bilhete em cada um.

**Furo um:**

*O vazamento que você não vê.*

Café. Cigarro. Mototáxi.

— É só cinco reais.

Cinco, cinco, cinco —

no fim da semana

viravam cento e oitenta.

Cento e oitenta

que podiam ser gás,

comida,

ou uma reserva guardada.

Dinheiro miúdo

é gota d'água:

sozinho não pesa,

mas enche o chão.

**Furo dois:**

*O vazamento que você empresta.*

— Me empresta até sexta.

— Me adianta aí.

Zé devia pra todo mundo.

Todo mundo devia pra Zé.

Ninguém pagava ninguém.

Dinheiro que sai

e não volta

não é ajuda.

É vazamento com sotaque de gentileza.

**Furo três:**

*O vazamento que você troca por tempo.*

Três horas de tela,

rolando a vida dos outros

pra não sentir a própria parada.

Três horas

que podiam ser trabalho,

estudo,

descanso,

ou pão na mesa.

Tempo gasto não volta.

E o relógio, diferente do dinheiro,

não aceita empréstimo — nem juros, nem prazo, nem fiador.

O velho pegou barro

e tampou os três furos com os dedos,

devagar, como quem cose um corte.

— Enche agora.

Zé encheu.

E, pela primeira vez,

a água ficou.

O velho limpou as mãos no calção e disse:

— Escuta, Zé.

Ninguém fica rico

só porque começa a ganhar mais.

Primeiro aprende a não perder

o que já tem na mão.

Conserta o pequeno

antes de procurar o grande.

Seis meses depois,

Zé não virou rei.

Mas pagou a dívida.

Comprou o gás.

E passou a vender marmita

na hora em que antes entregava a tela.

Na porta da casa dele

ficou pendurado o balde velho.

Sem água.

Só três marcas de barro

onde antes havia os furos.

Quando alguém perguntava

o que aquilo significava,

Zé sorria:

— Não é falta de sorte, não.

É balde furado.

E balde furado

a gente conserta.

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Anota o miúdo. Cobra o emprestado. Valoriza tua hora.

Dinheiro que entra não adianta muito se encontra um furo antes de chegar ao fundo.

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u/Final-Shift- — 9 days ago