Experiência pessoal no Mercado Financeiro

Fala pessoal, vejo algumas pessoas despertando interesse em trabalhar no mercado financeiro e como sou da área, acho válido trazer um pouco das minhas experiências aqui, até para vocês conhecerem o que rola nos bastidores.

Só queria deixar claro que não estarei generalizando, apenas relatando o que meus olhos viram.

Feita a observação, vamos no início:

Quando eu era mais novo, além do sonho de todo garoto de ser o camisa 10 da seleção, eu vislumbrava a ideia de trabalhar em um banco.

Isso surgiu nas idas às agências com a minha mãe. Enquanto ela tentava um empréstimo com o gerente, eu ficava ali, sentado e quieto na minha cadeira, apenas admirando aquele rapaz de terno fino, relógio e sapato lustrado. Eu queria aquilo para mim. Já me imaginava andando elegante pelas ruas, com minha pasta de couro cheia de documentos importantes.

Enfim, o tempo passou e eu entrei no banco, mas sem minha mãe dessa vez, apenas eu com meu colete de estagiário.

Eu entrei no início da pandemia, pensem no caos.

Era fila enorme na rua, caixa eletrônico dando pau, e os idosos reclamando da demora (porque eles são sempre os menos pacientes, hein?)

Foi desafiador na época, mas vejo que cresci bastante com isso. Passei por todas as plataformas de atendimento, aprendendo a dialogar com autônomos, assalariados, concursados e empresários. Foi uma experiência riquíssima, porém eu não sentia que estava construindo algo realmente relevante para a vida de alguém.

Eu queria mais do que sentir o alívio de bater a meta de crédito consignado no final do mês.

Foi aí que descobri o universo dos investimentos, e me apaixonei de cara. Ter a chance de colaborar ativamente com o crescimento financeiro de uma família era a verdadeira realização que eu buscava. Estudei, fiz provas e me certifiquei como especialista na área.

Entretanto, a prática não foi como eu imaginava.

Aos poucos, fui notando que o foco principal não estava no cliente, mas sim na meta da instituição. COE, fundos com taxas abusivas e previdências que rendiam menos do que a inflação... esses eram apenas alguns dos produtos que quem está lá dentro precisa empurrar para os investidores.

Cheguei a duvidar da minha própria carreira. Mudei para as assessorias de corretoras, mas a essência continuava a mesma.

Presenciei desde colegas de escritório “bolando” erva na mesa enquanto falava com o cliente no telefone até cenas do próprio fundador da corretora aparecendo de mãos dadas com amante em programas fora da empresa.

Me sentia nas gravações do Lobo de Wall Street.

No fim, todos aqueles “valores da empresa” estampados nas canecas da firma me cansaram. Nada daquilo era vivido na prática.

Decidi juntar minhas economias e ficar um tempo off, me dedicando a estudar o que faria da vida.

Nessa busca por novas alternativas na rede, ouvi pela primeira vez o termo: Consultor de Investimentos Independente.

Resolvi dar uma nova chance para essa carreira, e desde então venho atuando neste modelo.

**Pontos positivos**

• Alinhamento real: Sem metas impostas, sem conflito de interesses e zero comissão por empurrar produtos ruins. Você trabalha focado exclusivamente em entregar o que há de melhor no mercado para a realidade do cliente. É uma relação ganha-ganha onde o profissional e o investidor crescem juntos.

• Liberdade de cobrança: Você tem flexibilidade total para adotar o modelo de remuneração que você considerar mais justo e transparente

.

**Pontos negativos**

• Desafio de escala: Se for o seu primeiro movimento no mercado e você ainda não tiver uma carteira fidelizada, o começo será árduo. A menos que já tenha uma rede de contatos muito forte, o ideal é amadurecer a base antes de dar esse passo.

• Exigência técnica (“Sabe-tudo”): Mesmo contando com especialistas de apoio, o mercado vai exigir de você um conhecimento sólido e holístico — da análise de renda variável ao planejamento sucessório e previdenciário.

• Sobrecarga operacional ("Faz-tudo"): Estruturas como MFOs ajudam bastante nas demandas de backoffice, mas a responsabilidade final e a condução da metodologia continuam nos seus ombros.

\-------------

Enfim, toda escolha vem acompanhada de suas vantagens e desafios, e financeiramente falando, é provável que esse movimento te faça voltar algumas casinhas no início.

Porém, é esse passo de coragem que te abre os olhos, e te faz perceber que a verdadeira realização na profissão nunca esteve na foto do Linkedin com a logo da empresa ao fundo, mas na tranquilidade de se deitar no travesseiro sabendo que o patrimônio do meu cliente cresce pelos motivos certos.

reddit.com
u/Formal-Spend-7697 — 8 days ago

Experiência pessoal no Mercado Financeiro

Fala pessoal, vejo algumas pessoas despertando interesse em trabalhar no mercado financeiro e como sou da área, acho válido trazer um pouco das minhas experiências aqui, até para vocês conhecerem o que rola nos bastidores.

Só queria deixar claro que não estarei generalizando, apenas relatando o que meus olhos viram.

Feita a observação, vamos no início:

Quando eu era mais novo, além do sonho de todo garoto de ser o camisa 10 da seleção, eu vislumbrava a ideia de trabalhar em um banco.

Isso surgiu nas idas às agências com a minha mãe. Enquanto ela tentava um empréstimo com o gerente, eu ficava ali, sentado e quieto na minha cadeira, apenas admirando aquele rapaz de terno fino, relógio e sapato lustrado. Eu queria aquilo para mim. Já me imaginava andando elegante pelas ruas, com minha pasta de couro cheia de documentos importantes.

Enfim, o tempo passou e eu entrei no banco, mas sem minha mãe dessa vez, apenas eu com meu colete de estagiário.

Eu entrei no início da pandemia, pensem no caos.

Era fila enorme na rua, caixa eletrônico dando pau, e os idosos reclamando da demora (porque eles são sempre os menos pacientes, hein?)

Foi desafiador na época, mas vejo que cresci bastante com isso. Passei por todas as plataformas de atendimento, aprendendo a dialogar com autônomos, assalariados, concursados e empresários. Foi uma experiência riquíssima, porém eu não sentia que estava construindo algo realmente relevante para a vida de alguém.

Eu queria mais do que sentir o alívio de bater a meta de crédito consignado no final do mês.

Foi aí que descobri o universo dos investimentos, e me apaixonei de cara. Ter a chance de colaborar ativamente com o crescimento financeiro de uma família era a verdadeira realização que eu buscava. Estudei, fiz provas e me certifiquei como especialista na área.

Entretanto, a prática não foi como eu imaginava.

Aos poucos, fui notando que o foco principal não estava no cliente, mas sim na meta da instituição. COE, fundos com taxas abusivas e previdências que rendiam menos do que a inflação... esses eram apenas alguns dos produtos que quem está lá dentro precisa empurrar para os investidores.

Cheguei a duvidar da minha própria carreira. Mudei para as assessorias de corretoras, mas a essência continuava a mesma.

Presenciei desde colegas de escritório “bolando” erva na mesa enquanto falava com o cliente no telefone até cenas do próprio fundador da corretora aparecendo de mãos dadas com amante em programas fora da empresa.

Me sentia nas gravações do Lobo de Wall Street.

No fim, todos aqueles “valores da empresa” estampados nas canecas da firma me cansaram. Nada daquilo era vivido na prática.

Decidi juntar minhas economias e ficar um tempo off, me dedicando a estudar o que faria da vida.

Nessa busca por novas alternativas na rede, ouvi pela primeira vez o termo: Consultor de Investimentos Independente.

Resolvi dar uma nova chance para essa carreira, e desde então venho atuando neste modelo.

Pontos positivos

• Alinhamento real: Sem metas impostas, sem conflito de interesses e zero comissão por empurrar produtos ruins. Você trabalha focado exclusivamente em entregar o que há de melhor no mercado para a realidade do cliente. É uma relação ganha-ganha onde o profissional e o investidor crescem juntos.

• Liberdade de cobrança: Você tem flexibilidade total para adotar o modelo de remuneração que você considerar mais justo e transparente

.

Pontos negativos

• Desafio de escala: Se for o seu primeiro movimento no mercado e você ainda não tiver uma carteira fidelizada, o começo será árduo. A menos que já tenha uma rede de contatos muito forte, o ideal é amadurecer a base antes de dar esse passo.

• Exigência técnica (“Sabe-tudo”): Mesmo contando com especialistas de apoio, o mercado vai exigir de você um conhecimento sólido e holístico — da análise de renda variável ao planejamento sucessório e previdenciário.

• Sobrecarga operacional ("Faz-tudo"): Estruturas como MFOs ajudam bastante nas demandas de backoffice, mas a responsabilidade final e a condução da metodologia continuam nos seus ombros.

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Enfim, toda escolha vem acompanhada de suas vantagens e desafios, e financeiramente falando, é provável que esse movimento te faça voltar algumas casinhas no início.

Porém, é esse passo de coragem que te abre os olhos, e te faz perceber que a verdadeira realização na profissão nunca esteve na foto do Linkedin com a logo da empresa ao fundo, mas na tranquilidade de se deitar no travesseiro sabendo que o patrimônio do meu cliente cresce pelos motivos certos.

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u/Formal-Spend-7697 — 9 days ago

Advogados da IBKR

Olá pessoal, tudo na paz com vocês? Espero que sim!

Bom, vamos ao contexto da forma mais transparente possível:

Eu atuo no mercado financeiro há alguns anos. Minha maior experiência foi em assessorias e gestoras.

Depois de um tempo nessa caminhada e já cansado da rotina de longas jornadas de trabalho e alta cobrança por vendas de produtos, decidi romper meu vínculo com a última corretora.

Tirei um semestre sabático, e destinei meu tempo unicamente aos estudos.

Isso foi um divisor de águas para mim, pois além do aprimoramento técnico, pude conhecer mais de perto o modelo de consultoria independente, que atuo hoje.

Aliás, se você que está lendo isso e pensa em seguir carreira nesta área, considere esse modelo, é o mais limpo e ético com o investidor.

Retomando e lincando com o título:

Como meu trabalho agora envolve sempre recomendar os melhores ativos e condições aos meus clientes, eu queria ouvir de vocês sobre a IBKR.

Por que grande parte de vocês decidiu optar por ela?

Já li alguns comentários falando sobre os custos de corretagem serem mais competitivos em relação a Avenue, por exemplo.

No entanto, esse custo é mais significativo para investidores de menor patrimônio, não é o meu perfil de cliente, fora que a Avenue é mais intuitiva ao público brasileiro e fornece relatórios auxiliares para fins de DIRPF.

Acreditem, essas facilidades são muito valorizadas por grandes investidores.

Sobre:

O tamanho do mercado ao qual a IBKR dá acesso;

A ampla variedade de opções para investir em outras moedas; e

O maior suporte para operações com derivativos.

Ainda não considero esses argumentos suficientes para justificar a escolha da IBKR. Também não vejo neles a principal razão pela qual muito de vocês optam pela plataforma, especialmente considerando que existe um consenso de que os principais ativos procurados já estão disponíveis na Avenue, como ETFs UCITS e de fatores.

Operações e trading pode interessar alguns, porém não fazem parte do escopo do meu trabalho, e portanto, não têm peso na comparação.

Para fechar, gostaria que desconsiderassem custos de conversão (spread e iof).

Eu já recomendo instituições mais eficientes para fazer essa intermediação, mas isso é pauta para outro post.

Desde já, agradeço pela contribuição.

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u/Formal-Spend-7697 — 10 days ago

Consultor de investimentos e planejador patrimonial, perguntem o que quiser.

Fique à vontade para trazer seu questionamento à tona.

Seja sobre Alocação, macroeconomia ou quem eu acho que vencerá a libertadores nesse ano,, você decide.

Só um disclaymer: Se você tem pouca grana, esse post não deveria ser para você, por dois motivos:

1 - Excesso de informação. É quando o investidor corre atrás de tanto conhecimento externo à sua profissão, que sobra pouco tempo para ele focar na sua carreira.

No início da minha profissão, cansei de atender esse perfil de investidor que conta os centavos que recebe com cada FII.

Amigo, perde tempo com isso não, deixa em uma caixinha qualquer e corre atrás da tua vitória.

2- FII não devem ocupar a maior parte da carteira de quem está começando.

Se você investe para longo prazo, pensando na multiplicação do seu capital, então faz mais sentido a exposição em classes com maior potencial retorno.

É uma questão regulatória, FII devem distribuir 95% dos seus lucros aos cotistas, isso limita a capacidade de crescimento de qualquer negócio.

Apesar disso, eu entendo que eles cumprem objetivos importantes em qualquer carteira, e que seu uso deveria ser mais recorrente.

Toda essa rejeição que alguns do mercado tem contra os FII, se deve unicamente a interesses financeiros.

Como as corretoras não costumam cobrar corretagem desses ativos, logo, eles não geram receita às assessorias.

Não tem nada de: "Risco de renda variável com retorno de renda fixa"

É só o bolso deles falando mais alto mesmo.

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u/Formal-Spend-7697 — 16 days ago

Pense como um bom agiota

Nos dias de hoje, somos bombardeados de ofertas de crédito privado.

São CRIs, CRAs e Debêntures Incentivadas com taxas de IPCA+10/11 pra todo lado.

Não tem como negar, é atraente para qualquer um.

Mas será que é uma boa mesmo?

Respondo: Pode ser que sim, pode ser que não.

Na experiência como investidor e atendendo investidores, percebo que o problema não está necessariamente no risco, afinal, tudo tem algum grau de risco né.

O erro está em você arriscar demais em troca de uma recompensa de menos.

O mercado nos acostumou a olhar apenas para a taxa, e menos para quem estamos emprestando.

Para solucionar essa questão, comecei a trabalhar em uma planilha que democratiza a análise de crédito privado.

A intenção é permitir que o investidor em poucos cliques, veja se aquele investimento vale ou não a pena.

Entender se a qualidade da empresa e do título são, de fato, compatíveis ao retorno prometido.

Você escreve o nome da empresa, prazo do vencimento, e marca algumas perguntas básicas sobre as garantias.

Pronto.

Em segundos, a planilha estima o real risco da operação e qual retorno mínimo você deveria exigir.

A depender do feedback, eu dou continuidade nesse projeto.

Pretendo até rodar tráfego em cima disso, mas para vocês, deixaria em anexo de algum post para download.

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u/Formal-Spend-7697 — 18 days ago

ETF Global é preguiça e não praticidade.

Fala meus queridos, bora para mais um confronto de ideias?

Primeiramente, queria deixar claro que o título é propositalmente provocativo, mas sem intenção de ofender.

Feita a observação, icem as velas rumo ao mar do conhecimento.

Percorrendo pelas discussões por aqui, eu tenho notado que qualquer dúvida sobre recomendação de investimentos é respondida com dois nomes: Tesouro Selic/IPCA e o nosso protagonista da discussão - o ETF global.

Tem quem prefira WRLD11, VWRA11 ou outro. Independente da escolha, o objetivo é "abraçar" o mundo de uma vez só.

Porém, esse abraço pode ser tão sufocante, que retira o ar da rentabilidade da sua carteira.

Desculpe pela filosofia barata.

O que quero dizer é: Você realmente compreende como funcionam esses ETFs e quais seus critérios?

Eu te explico: eles ponderam a carteira apenas apoiados em market cap (capitalização de mercado: n° de ações x preço de cada ação)

Isso significa dizer que, mesmo que a empresa apresente lucros consistentes, gestão eficiente e baixo endividamento, nenhum destes fundamentos influenciará seu peso, apenas seu tamanho no mercado.

Como consequência, conforme uma ação fica mais cara, ela passa a representar uma fatia maior do ETF. Da mesma forma, quando o preço cai, sua participação é reduzida.

É curioso, pois o efeito prático se parece muito com a estratégia do investidor emocionado: aumentar a exposição ao que mais subiu e reduzir ao que ficou para trás.

Aqui que mora o problema.

Essa ausência de critérios de qualidade pode ser especialmente prejudicial em mercados emergentes ou de baixo crescimento, onde o índice é inflado por empresas estruturalmente ruins e de baixo retorno.

Minha crítica não é contra a diversificação internacional, mas à diversificação indiscriminada e sem filtro.

Se eu fosse preparar um bolo, não seria melhor que escolhesse os seus ingredientes ao em vez de simplesmente misturar tudo o que tem no armário?

3 ou 4 ETFs com diferentes fatores mantêm a boa diversificação e melhoram muito a relação risco-retorno da carteira.

Um pouco de pesquisa e você adianta alguns passos em sua jornada.

Agora talvez seja o momento que você espera que eu cite alguns exemplos, afinal, apontar o dedo sem apresentar a solução é apenas ego.

Bom, como trabalho com isso, eu devo seguir o código de conduta que me proíbe de fazer recomendações sem conhecer previamente o investidor.

Entretanto, eu posso ajudar aconselhando que pesquisem com atenção os ETFs de gestoras como a Dimensional, Avantis, AQR Capital, entre outras.

Obrigado pela leitura e espero que o post tenha sido útil de alguma forma.

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u/Formal-Spend-7697 — 19 days ago

ETFS não substituem Stock Picking

Fala pessoal, eu vejo que esse tema tem gerado bons debates nos últimos tempos e creio que, como Consultor de investimentos e experiência em gestora, possa colaborar para a discussão.

Muito se defende a gestão passiva, aquela sem muito trabalho e que envolve apenas investir no índice que replica a média do mercado.

Você não precisa estudar nenhum fundamento, ler balanços e DREs ou acompanhar notícias. Basta escolher o seu ETF de preferência, aportar, fechar o app e voltar para sua rotina.

Fundo com baixa taxa de administração e sem cobrança por performance, a verdadeira democratização do bom investimento.

Mas será que é pra todo caso? Vale a pena abdicar de escolher individualmente as ações para deixar tudo nos ETFs?

A resposta é não. (segura o hate aí)

Observemos nossa realidade:

Mercado enxuto, onde setores sólidos e/ou com demanda inelástica são formados por monopólios e oligopólios.

Isso acaba sendo um filtro natural que já elimina boa parte das escolhas.

Há várias empresas boas que caem dessa peneira, não por fundamentos, mas pelo peso que carregam de estarem posicionadas em setores cíclicos de uma economia emergente de juros altíssimos.

E é esse mardito Juros que cria o famoso perfil híbrido: Conservador no Brasil e Arrojado lá fora.

O investidor adquire a crença que é impossível bater o CDI, e quem o faz é uma espécime rara a ser estudada.

E quer saber, eu não culpo quem pensa assim.

Se você olhar os fundos ativos, pouquíssimos superam o índice passivo.

E digo para vocês, não é porque o analista é burro, tem outras explicações para isso.

Primeiro que a rentabilidade desses fundos já larga em -2% devido a taxa de administração, e segundo, por experiência própria, que dentro de uma gestora você nunca consegue aplicar o que acredita, já que é pressionado a fazer movimentos desnecessários em busca de alpha para cobrar performance.

Acreditem ,isso é só a pontinha do iceberg, há muitas outras situações conflituosas que rolam lá dentro.

Inclusive, foi esse tipo de experiência que me fez ir para a consultoria independente, onde os mesmos filtros de fatores que você aplica para si, você exerce com quem atende.

Bom, voltando ao tópico central.

Quando pensamos na exposição internacional da carteira, não tem muito o que questionar né, os ETFs são os queridinhos por motivos bem claros.

Falando só das bolsas norte-americanas, são mais de 4.000 empresas listadas, o stock picking em um mercado tão fragmentado assim será cansativo e na maior parte das vezes, frustante.

Além de maior retorno no longo prazo, alguns ETFs, como é o caso dos irlandeses, oferecem vantagens tributárias e sucessórias em relação ao picking.

Eu queria poder sugerir alguns que gosto bastante de trabalhar, mas vai que alguém me denuncia por fazer recomendações em redes sociais haha.

Para fechar, e respondendo o título, em minha visão, ETFs nem sempre substituem, mas complementam a escolha individual.

É a famosa união de Índice e Tese que dá tranquilidade e acelera tua jornada.

Desculpem pelo textão e agradeço pela leitura.

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u/Formal-Spend-7697 — 24 days ago

Corpos reais importam.

9 anos de treino (musculação, calistenia, corrida e braço de ferro)

Foco: ganho de volume e qualidade muscular sem perder capacidade funcional.

u/Formal-Spend-7697 — 3 months ago

Aquele sorriso, aquele maldito sorriso..

Imagem que registrei da tela da tv pós vitória contra até então invicto Corinthians, onde nosso ídolo Paulão acabou com o jogo.

u/Formal-Spend-7697 — 3 months ago