When did you realize that your parents live in a reality parallel to the one you live in?

I’m not going to write a massive rant here, nor am I going to badmouth the parents who are supporting me at age 19. But... it’s becoming pretty unbearable to keep pretending—after months of study—that they’re always right, or that I shouldn't question their "common sense" (even when that common sense would only have worked in the 90s or 2000s, and we’re in 2026). It’s simply unbearable how my parents flip-flop: they want me to disappear or spread my wings, yet they want to control my every move; they refuse to stand by what they said earlier, yet deny having said it at all just to pretend they didn't spout nonsense.

And on top of all that, I have to deal with being completely alone—social interactions are either hellishly toxic or painfully superficial ("liquid modernity")—and the burden of knowing that if I don't hustle, nobody cares whether I’m good enough or not, especially when factors like my appearance, voice, scent, and even parts of my personality come into play (the halo effect).

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u/JorginGamiplei — 2 days ago

Por que Modernidade líquida foi meramente reduzida a repertório de ENEM e eu não acho nada que não sejam os livros grossos do Bauman, que eu não ando com tempo e disposição pra ler?

O conceito de Modernidade Líquida talvez seja uma das interpretações mais contundentes sobre as transformações das relações humanas contemporâneas, justamente porque desloca a discussão do indivíduo para a estrutura social que molda seus comportamentos. A ideia de que tudo se tornou transitório, descartável e constantemente substituível ajuda a explicar por que vínculos parecem cada vez mais frágeis, por que o senso de comunidade se dissolve e por que uma lógica quase permanente de competição passa a orientar até mesmo a vida afetiva.

A impressão é que tudo precisa ser convertido em desempenho. Você já não toca violão para a sua namorada porque aquilo tem valor em si; existe uma pressão implícita para transformar esse momento em um vídeo para o Instagram, em uma narrativa de sucesso, em um ativo social. Até a espontaneidade parece precisar justificar sua própria existência através da exposição. As relações deixam de ser experiências compartilhadas e passam a funcionar como objetos de consumo.

Quando um relacionamento termina poucos meses depois, a resposta social dominante dificilmente é refletir sobre responsabilidades, pedir desculpas por uma atitude impulsiva ou compreender que o outro também erra em dias ruins. O discurso mais comum é simplesmente "parte pra próxima". Não porque as pessoas necessariamente tenham elaborado seus sentimentos, mas porque foram condicionadas a enxergar vínculos como recursos substituíveis. A permanência deixa de ser um valor; a reposição se torna o padrão.

O mais curioso é que existe uma enorme cultura de citar filósofos sem jamais ter lido suas obras. Freud, Schopenhauer, Nietzsche e tantos outros são reduzidos a frases de efeito que circulam nas redes sociais como slogans motivacionais. Enquanto isso, um conceito como Modernidade Líquida, que talvez dialogue de maneira muito mais direta com os problemas cotidianos do século XXI, raramente aparece no debate público com a profundidade que merece.

— Corrigido pela editora Cláudio dos Codes & Chat Gepeteca

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u/JorginGamiplei — 4 days ago
▲ 128 r/kyokushin

I don't know why, but i just love the aesthetic of this MFcker

He's just so humble, strong and chill. I have no doubt he inspired Ryu.

u/JorginGamiplei — 8 days ago

Tem que ter um equilíbrio

Essa música do Ethereal me dá uns negoço tão ruim e bom no coração.

u/JorginGamiplei — 8 days ago
▲ 44 r/faculdadeBR+1 crossposts

Estudar em "Uniesquina" por opção é a melhor decisão para quem é pobre e autodidata. A bolha das públicas de elite vive em uma realidade paralela

Encontrei na minha "uniesquina" de R$ 250 um Subtenente da EEAR formado em Química na UFRJ, um formando em Medicina de federal de elite e um cara cursando BMAC (vocês têm Google, pesquisem o que é) em federal. Detalhe: todos eles são bem de vida e resolveram cursar uma graduação extra por puro capricho.

Eu escolhi a minha "uniesquina" estrategicamente. Passei dois anos pesquisando sobre o ENEM, me recuperando do ensino médio merda que tive — para aprender a escrever melhor e entender para que serve uma fórmulazinha de matemática —, destrinchando o sistema de vestibulares, concursos e o TRI. Percebi como o ProUni é praticamente um sorteio para quem quer competir em universidade boa, estudei "Psicometria e Teoria dos Testes na Educação" (o ENEM é praticamente um teste psicológico) e notei que eu nem me encaixava no ProUni por causa da renda bruta da minha família (e não, não sou rico).

Além disso, descobri que a faculdade federal — mesmo as que não são de elite — é um literal INFERNO para quem é pobre e autodidata. Conversei com um amigo que está nessa luta e no estudo constante na federal há pelo menos 5 anos, e também com um Dev Sênior babaca naquele servidor podre da Rocketseat. Tudo isso para descobrir o óbvio: sem contatos (e não, faculdade pública não garante isso, pelo menos não do jeito que vocês romantizam!), um repertório técnico gigante e saber vender o que você faz, você vai ficar desempregado de qualquer forma.

Graças a tudo isso, preferi focar em projetos reais. Desisti do ENEM no meio da prova depois de ver o "Você entra Fernando e sai Pessoa" e ter uma crise existencial severa ao perceber que sou obrigado a reduzir minha inteligência a um sistema totalmente excludente, quase eugenista. Dei o azar de fazer meu primeiro em 2025, o que me ferrou ainda mais, e na cagada, peguei um curso bom na promoção em uma faculdade que tecnicamente é a "menos pior no EAD". Estou feliz aqui, com tempo para estudar e tirar minha CNH.

Se a "uniesquina" é uma merda, compensem isso estudando. Esses dias eu entrevistei um branquelo de uma universidade de elite — sim, há uma diferença brutal entre as públicas onde o perfil socioeconômico é mais humilde e aquelas onde você só acha branco loiro de olho azul — se formando em Ciência da Computação, e o cara não sabia (ou mal lembrava) o que era uma cossecante. Esse tipo de filho da catapulta fica falando bosta aqui no Reddit como se fosse o próprio Alexandre de Moraes comandando o Brasil. "Ah, não quero, não é problema meu..." — então não ferra a vida dos outros, seu infeliz fora da realidade do mundo :)

Na moral, vocês vivem em uma bolha simplesmente desgraçada aqui. Tem gente aí que nunca nem tocou numa arma, nunca fez um sparring para deixar o parceiro mancando, não aguenta um soco no fígado e tem uns que são até virgens, mas ficam pagando de lutador de teclado para cima dos outros. Fascinante.

Quando olho para o meu GitHub, meus projetos, meus 50 livros de Cálculo, meus cadernos, meus pendrives, meu notebook, minhas olheiras, meus 5 litros de café, portfólios, biblioteca virtual e contatos, e depois abro o Reddit para ver memes e me deparo com uma criatura que mal sabe escrever falando mal de uniesquina, eu me sinto exatamente como o morenão do meme: "Am I a joke to you?"

Ah, e só mais uma coisa: o Brasil não se resume à Grande SP, ok?

"Ah, mas o problema é o mimimi das uniesquinas, o avião que deu ré no ar..." — que se exploda. Se você está insatisfeito com gente formada em faculdade ruim trabalhando com você, arranje um jeito de compensar essa sua existência medíocre ajudando os outros: distribua material e curse uma graduação extra para ajudar quem não sabe nem o que é uma regra de três. Uai, você não é o "acadêmico"? Qual o problema de fazer uma nova graduação para ser útil?

Para fechar, sou totalmente a favor do autodidatismo e não da cobrança institucional. A cobrança de uma universidade boa deveria ser por projeto, dissertação e avaliação de resolução de problemas reais e pesados com consulta. Não com questõeszinhas merdas de marcar no modelo ENADE, ou provas de cálculo cheias de probleminhas idiotas onde você é obrigado a decorar 30 propriedades diferentes, criando heurísticas imbecis para depois esquecer tudo.

Sim, aceitem: nem eu, nem você vamos lembrar para sempre da tabela trigonométrica de nível superior 24 horas por dia. Somos seres biológicos plásticos movidos a eletricidade, não máquinas

Edit: a maioria aqui não leu meu texto, tá se doendo e ignorando argumentos cruciais, fingindo que não leu a parte do "o Brasil não se resume à Grande SP, ok?" e validando comentário merda com Upvote sendo que o comentário minimamente mais sensato ficou lá na casa do caramba. Simplesmente fascinante que hoje eu consegui realmente validar tudo que eu tava pensando com um único post. Vocês chegam a me lembrar terraplanistas. Meu amigo que "está há cinco anos" na universidade pública na qual o perfil socioeconômico dos alunos é extremamente humilde, focado no estudo e pé no chão, pegou e disse quando falei sobre a bolha daqui de "Uniesquina vs Reddit":

— aaaaaaaaahhhh, é porque você só viu perfil da USP, cara. Maldita foi a hora que eu não entendi o que é "perfil da USP". Jesus! Pelo menos eu me diverti e melhorei minha escrita com esse post.

Edit2: é 01:34 da manhã, eu tenho bem mais o que fazer e eu levei literalmente anos de pesquisa pra fazer esse post só pra ter a mesma reação de publicar um trabalho de física em um sub de terraplanistas, então muito obrigado, abraços, parabéns a quem respondeu com o cérebro, quem respondeu com o piru ou a xoxota que vá jogar minecraft, roblox, sair ou ler Senhor dos Anais — adeus.

u/JorginGamiplei — 9 days ago

Eu não aguento mais

​

O que que é ser """normal"""? Até o jeito que eu como é errado. Daqui a pouco vão dizer que eu respiro de um jeito que não está de acordo com as normas sociais implícitas

Quando não é um "você é normal, para com isso (afirmação)", é um "nada ver, você é normal, você tem é frescura"

Até meu pai come igual um esquisito quando tá sozinho e prefere ir mijar no mato do que mijar em banheiro — ele caçava muito na juventude —, mas até ele tem a audácia (seja por cultura ou não) de falar:

O que te custa agir normal?

....

Essa é a questão

O que CARALHOS é ser normal?????????????

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u/JorginGamiplei — 12 days ago