



Qual música você fica ouvindo no repeat? Tenho várias. Atualmente estou com November Rain do Gun’s and Roses. Quando começo a ouvir não paro mais.
Eu tenho muito dificuldade de distinguir amizade e intenções românticas. Tem um menino da faculdade que ele falou que se eu quisesse ver um filme que eu havia dito que nunca assisti a gente poderia ver o filme juntos no cinema.
Tipo, faz 1 mês só que a gente vem virando amigos.
Tipo, como posso saber se é na amizade ou não? Tenho dificuldade de interpretar situações e intenções.
Alguém do espectro teve experiências de sucesso na área? Conseguiram avançar mesmo em meio à toda socialização que é feita, especialmente como alguém com mais habilidades técnicas que sociais?
Ainda não fui diagnosticado, mas tenho minhas dúvidas fortes de se não sou autista mesmo, me identifico com o reconhecimento de padrões, restrição alimentar, hiperfocos...
Particularmente, me incomodo com esse obstáculo porque eu estou tecnicamente bem em um ponto de vista de habilidades, me considero talentoso até certo nível (no sentido de ter uma base forte desenvolvida cedo) consegui começar a estudar programação com em 2020 por puro interesse, não tive ajuda de professores, muito menos da familia e o contato com pessoas da área veio só uns 2 anos depois, estudei a caralhada de coisa que parecesse interessante e já fiz todo tipo de projeto.
Comecei a faculdade há uns 3 meses, e mesmo assim acho que tenho uma visibilidade baixa, me humilho demais em frente aos outros sem nem mesmo perceber por diversas vezes, acho que sou grudento demais com as pessoas que eu gosto de conversar, e ainda por cima, já afastei uma galera de mim com pouco tempo de interação... Alguém já passou por uma experiência parecida? Sabem como me direcionar? Agradeço pelo contato guys
Você já teve hiperfoco em alguém? Percebi que quando estou me relacionando com alguém costumo desenvolver hiperfoco na pessoa por certo tempo mesmo quando não estou apaixonada.
Bom, tenho TEA, 19 anos e Estudo medicina.
Há um tempo, percebi que eu estava extremamente lento mentalmente e com falta de foco. Então, minha psiquiatra depois de insistir, decidiu me receitado Venvanse/Venvanse Génerico para eu conseguir focar.
Minha mãe não quer comprar e disse incessantemente que é só estudar e que estou preguiçoso. E ela ainda disse que remédio é muleta.
Não sei o que fazer... Dicas?
Olá pessoal! Então eu queria saber como vcs percebem quando uma pessoa quer amizade, quer relacionamento sério ou só quer algo casual, porque eu tenho muita dificuldades em socializar e linguagem não verbal, geralmente não consigo fazer amizades, e quando meninos demonstram estar interessados em mim eu acabo descobrindo que eles só querem ficar e sexo e eu queria um relacionamento sério, mas por algum motivo é sempre quem não quer nada que chega em mim e pra piorar ainda mentem dizendo estarem apaixonados, e como eu tenho dificuldades em perceber mentiras eu acabo acreditando, então como vcs fazem pra saber se a pessoa que algo sério mesmo?
Recentemente obtive o laudo do psiquiatra, logo fui pesquisar para saber se eu estava apto a receber o BPC. Depois de algumas pesquisas, incluindo relatos desse sub, confirmei que não poderei obter esse auxílio.
Minha dúvida agora é: Tenho que ter o BPC, que pelo o que eu entendi é ''somente'' um auxílio finaceiro, para eu ter acesso aos outros benefícios como fila preferencial em estabelecimentos, vaga preferencial em estacionamento, IPVA isento, etc?
Desde quando era criança tenha uma relação complicada com o uso de computador. Por volta dos meus 8 anos de idade passei a usar computador e lá se vão 20 anos aproximadamente. Há 04 anos após uma tentativa de suícidio busquei ajuda psicologica e psiquiatrica. Nessa fase da vida já havia formado e já estava inserido no mercado de trabalho.
Lembro na primera consulta com o psicologo que ao final da sessão, eu naquele momento havia contudo quase tudo para ele sobre minha vida, exceto meu uso do computador. Durante grande parte da minha vida minha rotina era p ex. sábado: acordar 9 da manhã, ligar o computador e ficar lá até por volta de 00h, comia na frente do computador, vivia ali.
Após algumas consultas ele me pediu que fosse ao psiquiatria para termos uma avaliação, havia uma suspeita de transtorno bordeline. O psiquiatra com as consultas diagnosticou TDAH e autismo. Realizei testagem neuropsicologica que confirmou a possibilidade. Um dos testes me chamou atenção que era o nível de linguagem que tinha, esse item deu muito superior. O resto ficou na média, exceto organização espacial que ficou abaixo da média.
Desde a infância o uso do computador em 90% do tempo se resume a duas coisas praticamente: vídeos no Youtube e abrir fotos de pessoas do dia a dia com quais queria ter um relacionamento ou interação. Ao abrir várias dessas guias e juntamente com a música do Youtube, começo a criar cenários fícticios na cabeça. Como p. ex: interações sociais, conversas imaginárias, situaçoes que de alguma forma eu estava inserido e me divertindo com aquelas pessoas. Além disso, sempre procuro saber como a pessoa está, se mudou de emprego, se está se relacionando com alguém novo.
Ocorre que hoje quando olho o tempo desperdiçado "nisso" vejo o quanto foi prejudicial para minha vida em todas as áreas. Como poderia ter evoluido muito e ser bem melhor do sou hoje.
Reconheço que é de alguma maneira uma certa procrastinação.
Minha graduação é Direito e vejo relatos de pessoas com hiperfoco que conseguem passar horas e horas apredendo e/ou pesquisando sobre seu hipefoco. Não sei se posso chamar essa criação imaginária que tenha com as pessoas na minha cabeça de hiperfoco, mas eu adoraria que meu hiperfoco fosse no ramo jurídico.
Já me questinei diversas vezes se eu realmente gostava do ramo que escolhi. Na verdade por nunca ter me relacionado, não reconheço o que realmente gosto. Se me perguntarei não sei responder de bate-pronto, pois a única coisa que praticamente fiz em toda minha vida foi estar no computador e criando essas histórias imaginárias com pessoas que pouco me relacionei ou quase nunca falei, apenas conheço.
Após minha tentativa de suícidio fiz um curso de psiquiatria e nesse curso ouvi falar pela primeira de bordeline e me chamou atenção alguns pontos. Entretanto, ao procurar ajuda psicologica e psquiatria essa hipotese foi descartada. Tendo como diagnostico final o autismo, TDAH e depressão.
Hoje me sinto não satisfeito pois algumas vezes ainda perco muito tempo nesse hiperfoco ou passatempo completamente inútil em minha vida. Já me foi dito que isso foi uma forma de regulação emocional pela sensação de abandono na minha infância.
Com isso, gostaria de saber da comunidade se alguém passou por algo semelhante? Como canalizar toda essa energia disperdiçada nesse hiperfoco/passatempo inútil com algo realmente produtivo e focado na área profissional? Quais estratégias vocês usam no dia a dia?
Venho tendo mtas dúvidas nesse percurso de conhecer outros pcds. Por ex, não foi apenas 1 a vez que conheci menina com laudo de autista, com trocentas fotos seminuas no Instagram e vida pra lá de agitada, com direito à roles quase que semanais estilo baladas rodeada de muita gente, muito gliter e muita foto sorrindo...
Como isso é possível? Também um cara super extrovertido, pegando várias nas baladas e com descrição de autista!? Tipo ... isso pra mim é muito contraditório...como seria possível??
Olá.
Fui diagnosticada com TEA nível 1 de suporte há pouco mais de um mês pela neuropsicóloga. Fiz uma avaliação de oito sessões que apontou fortes indícios para TEA e TDAH. Sei que o laudo da neuropsicóloga "não conta" legalmente, que é preciso de um laudo médico. Então fui a um psiquiatra antes de ontem, levei o laudo neuropsicológico e meu prontuário psiquiátrico desde 2013 com CIDs de fobia social, ansiedade generalizada, depressão e transtorno bipolar (já descartado). A consulta durou 1h30, ele olhou os docs, me ouviu por um bom tempo e disse que o meu caso é TEA nível 2. É um psiquiatra com ampla experiência em TEA além de ter formação em psicologia, então como ele já meio que afirmou, pensei em pedir o laudo. O problema é que comecei a acompanhar agora com ele, tenho receio de ele achar que é "muito cedo" - afinal, só passei por uma consulta com ele - para emitir o laudo mesmo que tenham vários documentos que provem o que eu disse. Mandei até os atestados do meu último emprego com CID F41 e dois que tive episódio de sangramento nasal por aumento de pressão arterial porque pediram algo muito fora do que eu estava acostumada a fazer e fiquei nervosa...
Enfim, não sei como funciona a emissão do laudo, se tem número mínimo de consultas.
Estou tendo mais uma crise. Estou em burnout há alguns anos e tentando voltar ao mercado de trabalho, mas todas as tentativas eu não consigo mais performar mais e me levam a um extremo. Hoje pedi demissão e agora estou sem emprego, sem renda, sem nada...
Ainda estou com esperança de alguém me ajudar, mas a realidade é que quanto mais problemas eu tenho, mais as pessoas se afastam (e tudo bem).
Tenho a opção de recomeçar do zero, vender tudo, buscar um aluguel de 400 reais e é isso que tô fazendo. Mas ainda assim fico com medo de não conseguir novamente. Inclusive estou pensando na possibilidade de talvez até morar na rua. Vou comentar minha situação com alguns familiares, mas duvido que eles queiram ajudar, ou se ajudarem vai ser daquele jeito incompreensivo.
Não estou parado, estou buscando soluções, e sei que vai existir um jeito porque sou louco. Mas confesso que os pensamentos suic**** voltaram.
Alguém já esteve nessa situação e conseguiu dar a volta por cima?
Sou autista de grau de suporte 2, tirei meu diagnóstico faz uns 4 anos, atualmente estou no primeiro ano do colegial e na minha cidade está tendo chuvas bem fortes e com trovões, e nunca achei que o barulho fosse me afetar tanto, eu nem consigo descrever, não é medo, se parece com um desconforto...
Alguém tem alguma dica de como lidar com isso? (Eu muitas vezes evito usar abafadores de som em público, é desconfortável todos olhando pra você, principalmente num ambiente como á escola...)
Sou homem hétero de 24 anos, existe algum lugar que um autista teria alguma chance em achar uma parceira ? Porque imagino que um neurotípico da minha idade frequente festas e barzinhos, que são lugares terríveis pra mim pq fico muito desconfortável e tímido, não consigo gostar. Será que o único jeito é aplicativo ou existe algum lugar ?
Eu sou fluente em inglês e sou uma pessoa que consome muito conteúdo internacional online então é muito fácil pra mim ver diferentes perspectivas de algum assunto na internet e ver as diferenças culturais do Brasil e de outros países.
E me chamou atenção especificamente a forma de como o autismo é visto e tratado mundo afora e no Brasil.
Desde que eu fui diagnosticada, eu comecei a pesquisar muito a experiência de outras pessoas autistas na internet pra entender mais sobre mim mesma, e basicamente TUDO que eu achei foi em inglês, se você pesquisar em qualquer rede social ou fóruns na internet, você vai notar a discrepância absurda de gringos falando sobre isso e brasileiros falando a mesma coisa.
Um exemplo? Esse subreddit tem apenas 8 mil seguidores enquanto o r/autism tem meio milhão. E você pode pensar “mas o outro sub tem membros do mundo inteiro enquanto esse aqui so tem brasileiros”, e eu realmente pensei nisso mas também é preciso considerar como no Brasil poucas pessoas falam inglês fluentemente. Enquanto muitos franceses, alemães ou holandeses conseguem participar diretamente das comunidades globais em inglês, o brasileiro médio não consegue. Então a barreira linguística faz com que autistas brasileiros tenham muito menos acesso a discussões, informações e identificação.
E falando além do Reddit, se você analisar os vídeos sobre autismo na internet brasileiro você vai notar algumas coisas:
A maioria dos vídeos não são feitos por autistas, e sim por profissionais.
Raramente é um relato complexo de verdade, na maioria das vezes são só alguns slides simples ou um vídeo curto falando algo do tipo “sinais de autismo em crianças” e sem realmente se aprofundar em cada sinal.
Geralmente só se fala de autismo nível de suporte 3 e 2, raramente se fala do 1
A conclusão é que os vídeos sobre autismo na internet não são feitos pra autistas, e sim pra pessoas que querem entender o autismo de forma simples (geralmente familiares de autistas).
E é claro que isso é bom até certo ponto, saber identificar o autismo é algo essencial pra entendê-lo, mas não tem nada na mídia que ajude as pessoas autistas a entenderem elas mesma, principalmente pra autistas nível 1, que são as pessoas mais mal interpretadas de todas porque no Brasil o estereótipo é o autismo nível de suporte 3 e os autistas nível 1 só são vistos como estranhos ou mal educados.
Eu também me perguntei o porque exatamente a maioria dos brasileiros terem um ponto de vista tão limitado sobre o autismo:
O campo de pesquisa no Brasil sobre o autismo é escasso, então praticamente tudo que a gente tem aqui vem da gringa, mas as pesquisas da gringa não incluem o fator sociocultural brasileiro.
A crise literária no Brasil tem parte nisso. O autismo é extremamente complexo e não tem como explicar essa experiência através de 5 slides no Instagram, mas as pessoas não querem fazer o esforço de ler um artigo científico de verdade.
Autistas no Brasil são extremamente desumanizados. Quando se fala da “dificuldade do autismo” na Internet brasileira as pessoas falam mais como é difícil lidar com um autista, e nunca como é difícil SER autista. Dói dizer isso mas autistas de nível 3 ou 2 são vistas como animais ou crianças eternas e autistas de nível 1 são ignoradas.
Grande parte da visão brasileira sobre autismo ainda gira em torno de crianças pequenas. Quase não existe discussão sobre adolescentes autistas, adultos autistas, relacionamentos, faculdade, identidade, solidão, mercado de trabalho ou burnout
Enfim, é claro que o autismo na gringa não é uma utopia mágica onde todo mundo é empático e inclusivo mas quando a questão é a compreensão da experiência autista, lá é bem melhor. Mas no final das contas nós não vivemos na gringa, vivemos no Brasil e eu queria que as pessoas se aprofundassem mais no que é ser autista aqui. Muitos autistas brasileiros acabam aprendendo sobre si mesmos através de traduções culturais incompletas, tentando adaptar experiências estrangeiras pra uma realidade social totalmente diferente.
Um exemplo é como o masking é muito mais intenso e necessário no Brasil. A cultura brasileira é extremamente social e expressiva. Existe uma expectativa constante de simpatia, contato visual, conversa e sociabilidade. Então muitos autistas brasileiros aprendem desde cedo a mascarar comportamentos para não parecerem estranhos ou mal educados. Só que eu vejo pouca gente falando disso, e isso é muito importante porque é esse tipo de coisa que impede as pessoas de receberem um diagnóstico apropriado.
Conclusão final: é difícil esperar que as pessoas não autistas fiquem super conscientes e compreensíveis do nada, mas eu acho que a melhor forma de ajudar a nossa comunidade é compartilhando experiências que são consequências do autismo. Mesmo que não seja incentivado, não tenha medo ou vergonha de compartilhar sua história na internet, ao invés de usar esse sub só pra perguntar ou responder perguntas, use pra compartilhar experiências e acontecimentos mesmo que sejam pequenos.
Desde pequena sempre tive alguma dificuldade com o tema de socializar. Dos 10 aos 16 anos mais ou menos, chegava a ter vergonha de descer para comer com a minha família no verão porque não os via durante todo o ano. Muitas vezes nem descia por vergonha, mesmo tendo fome.
Nunca tive muitos amigos, ou melhor, na maioria das fases da minha vida praticamente não tive. Também não me apetecia combinar saídas e, quando me convidavam para aniversários, eu não ia. Quando saí da minha antiga escola tive de me adaptar pela primeira vez a socializar com pessoas que não conhecia e também não me correu mal. Mas nunca fui a amiga favorita de ninguém, e sempre que havia de fazer pares ficava sozinha.
Agora que sou mais velha e trabalhei em contacto com o público, percebo que já ajo de forma mais “normal”, mas muitas vezes quando estou com alguém que não conheço sinto que estou em modo manual, não sei se me entendes, ou seja, planeio todo o meu comportamento numa conversa, quantas vezes olho para o lado, o que respondo, etc.
Depois há coisas como, por exemplo, as normas sociais, que não entendo bem. Na minha empresa anterior tive problemas por não dar os bons dias ao entrar, porque eu pessoalmente não via sentido em dizer “bom dia” ao ar sem dizer diretamente a alguém.
Também preciso que me expliquem tudo sem ambiguidades; lido muito mal com ambiguidade e começo a ruminar porque não percebo bem o que me estão a dizer se não for algo completamente objetivo.
Também tenho alguma sensibilidade a pequenos ruídos, etc.
Não sei se isto são sintomas ou simplesmente se sempre fui muito introvertida.
Bruno é o seu nome
Ei gente! Estou passando por um momento terrível e gostaria de alguns pitacos. Tenho 25 anos, sou uma pessoa autista n1 e penso estar passando por um Burnout. Estou com uma exaustão extrema, tudo o que faço me consome muito (geralmente é assim mesmo mas agora está demais), minha seletividade alimentar piorou, não consigo lavar meu cabelo sem auxílio de tanto que é cansativo para mim, não consigo fazer tarefas básicas em casa então percebo que estou sobrecarregando meu noivo também, ainda que ele diga que não..
Já faço acompanhamento psiquiátrico e psicológico e estou pensando em contratar uma Terapeuta Ocupacional para ver se ajuda em algo.
O maior problema é que penso que preciso me recuperar e o meu trabalho envolve atender pessoas diariamente (já reduzi o número de atendimentos), sustentar uma escuta por 50 minutos por sessão é muito difícil nesse estado. Não consigo sentir empatia ao ouvir outras demandas e não posso parar de atender porque preciso de dinheiro, não conseguiria BPC. Penso que a psicologia não seja para mim mas não faço ideia do que gosto. A única coisa que tenho gostado de fazer é assistir Sex and the City. E tá acabando ainda.
Tá, mas vc guardaria uma MIGALHA
Uma POEIRA KKK sei lá oq é isso
Só pq ela brilha no escuro e vc gosta de coisas que brilham no escuro?
KKKK é por essas e outras coisas que a gente percebe a diferença de um gostar e de um interesse especial