Crinear Monolith
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Crinear Monolith

Impressões iniciais

MUITO subgrave e médio grave mas pelo menos por enquanto não me deram a sensação de que invadem o resto do espectro. Médios bem naturais e agudos surpreendentemente lisos, com um leve pico em mais ou menos 10-12khz que me soa menos agressivo do que os gráficos, mas a extensão sofre um pouco.

Visualmente absurdo já que tudo tem ouro. O cabo é bem mais pesado do que eu esperava. Até o momento, estou achando o fone bem confortável apesar do peso absurdo deles.

Por enquanto é isso, talvez eu escreva um review dele daqui um tempo

u/Potatozord — 8 days ago

Sennheiser HD490 Pro

Comprado por motivos de promoção absurda e impulsividade

Bom fone, confortável, extensão de graves bem legal, médios um pouco recuados demais pro meu gosto e agudos que não enchem o saco

u/Potatozord — 13 days ago

Moondrop Blessing 3 Aqua - O abençoado da terra do sol nascente

Disclaimer: Eu não sou reviewer de fones. Faço reviews com pouca frequência e assim, a estrutura desse texto e aspectos analisados do fone podem estar incompletos e/ou mal descritos.

A Moondrop já é uma velha conhecida de muitos aqui do grupo, tanto pelos seus fones baratos que serviram de porta de entrada para muitos no hobby tal como Chu/Chu II quanto pelos seus fones mais icônicos como Blessing 2 Dusk, Blessing 2, Variations, Kato, Aria e tantos outros fones que revolucionaram as suas respectivas faixas de preço em suas épocas de lançamento. Porém, na minha visão, a marca deu uma estagnada quanto ao lançamento de produtos marcantes e um dos últimos IEMs marcantes da gigante chinesa foi justamente o sucessor do lendário Blessing 2, o Blessing 3 que veio com um tunning mais moderno e atualizado para as tendências mais novas do mercado. Apesar disso, ainda foi um fone criticado por ser magro, frio, analítico demais. E é diante deste contexto que venho apresentar minhas impressões sobre esse fone.

O Moondrop Blessing 3 Aqua é uma edição especial do Blessing 3 vendida apenas no Japão, possuindo algumas diferenças em relação ao modelo original. A faceplate foi mudada para um azul absurdamente lindo e o tunning sofreu leves alterações, principalmente na região dos graves e médio-graves, onde o fone recebeu um leve incremento em relação ao Blessing 3 normal. Tanto pela sua demanda quanto pela limitação geográfica, esse fone é muito mais difícil de se ter em mãos em relação a maioria dos chifis, com filas de espera para pedidos que podem chegar a semanas e estoques que acabam rapidamente nas lojas japonesas.

Conforto e construção

O fone possui construção em resina sólida impressa em 3D com a faceplate grudada no corpo do fone, passando bastante solidez nas mãos. A faceplate de metal liso possui um tom azul levemente escuro que muda bastante conforme a luz bate nas facetas do fone e isso junto com o corpo totalmente transparente do fone fazem com que ele seja o IEM mais bonito do mercado (na minha opinião, claro).

Mas infelizmente o fit não conquista os elogios que eu tenho para a qualidade e beleza do fone. A shell é consideravelmente grande e acaba fazendo com que meus ouvidos doam após pouco tempo de uso do fone (2h no máximo). Além disso, o bocal é liso e relativamente grosso, o que atrapalha bastante na hora de escolher ponteiras para o fone. Outra coisa que pode incomodar é o cabo. Ele é bonito, bem construído, não possui memória e, fisicamente, é agradável de usar já que ele não embola. Porém, ele é um cabo de corda e possui transfere bastante ruído quando você encosta no cabo durante o uso.

Som

Agora falando sobre o mais importante, já adianto aqui que por mais que esse fone seja uma versão com mais graves do Blessing 3, esse não é um fone gravudo. Além disso não tenho em mãos a versão normal do fone para comparações, apesar de já ter ouvido ele brevemente. De maneira geral, este ainda é um fone que segue uma linha que puxa mais para o neutro, sem o clássico shelf de subgraves que muitos fones atuais implementam em seus tunnings. Aqui tudo é mais equilibrado e menos intenso, como explicarei a seguir.

Começando pelos graves, aqui a presença é moderada. Nada de boost exagerado nos subgraves que soam desconectados do restante da apresentação e nem presenças energéticas e divertidas pra empolgar qualquer basshead. Os graves do Blessing 3 Aqua possuem uma presença bastante equilibrada para os meus ouvidos. Aparecem com impacto quando a música pede e quando a música não necessita, os graves ainda continuam lá, dando chão para a música. Em comparação com o Moondrop Meteor, é uma apresentação que me soa mais natural e menos magra, principalmente devido uma presença ok de médio-graves no Aqua. Já em comparação com fones que segue a "nova meta" e principalmente IEF Preference do crinacle, o Blessing possui uma apresentação muita mais comedida de graves. Em comparação com o Crinear Meta, o Blessing 3 Aqua coloca coisas como bumbos de bateria com menos destaque na apresentação geral da música porém ainda presentes o suficiente de maneira que ainda consigo acompanhar com facilidade o ritmo da música. Essa presença mais comedida é algo que particularmente me agrada pois soa mais bem coerente com resto da apresentação quando comparada com outros fones que tenho e já ouvi. Os graves são bem texturizados e com rumble decente, porém não são os mais detalhados que eu já ouvi em um fone

Já os médios são bastante naturais e ligeiramente frontais de um jeito que me agrada muito já que dão destaque na medida certa para vocais femininos (bemsa hatsune miku e vtubers) sem se tornarem gritantes nem incômodos para os meus gostos. São médios bastante limpos, com corpo e textura nas guitarras, vozes e outros instrumentos. Além disso, a separação nessa região também foi um ponto que me agradou bastante. Costumo ouvir músicas bem precárias em mix/master e o Blessing 3 Aqua me entregou um excelente nível de recorte de instrumentos.

Agudos seguem uma apresentação que me soa neutra, talvez levemente abaixo, porém sem que isso faça com que a apresentação geral do fone se torne escura. São agudos que eu considero excelentes, com bastante extensão, sem nenhum pico que prejudique o timbre do fone e além disso, são bastante lisos, com pouquíssima granulação na sua reprodução. Cumprem de maneira excelente de trazer ar e detalhamento para a sonoridade do fone sem torná-la agressiva ou fatigante.

Separação instrumental, como já mencionado anteriormente, me soa excelente, recortando de maneira competente os instrumentos individualmente mesmo em mixagens mais bagunçadas. Detalhamento e textura são muito bons, apesar de não serem o destaque da apresentação. Palco sonoro, apesar de ser um aspecto que eu dou pouca importância em qualquer fone, é bem decente, com uma boa lateralidade mas sem muita altura. Imagem também é bastante boa, sendo fácil apontar de onde vem cada som.

Considerações finais

O Blessing 3 Aqua é um fone excelente com comforto que não me ajuda nem um pouco. Vale a pena se dar o trabalho de ter que importar um do Japão? Apenas por som, acredito que não. Até onde eu sei, é completamente possível usar um Blessing 3 normal para chegar no tunning do Aqua com poucos filtros de equalização. Além disso, dependendo da loja for comprar, é bem possível que as lojas demorem semanas ou até meses para os Blessing 3 Aqua sejam reestocados. Porém, pra quem quer um fone mais diferenciado na coleção, para quem coloca tanto peso na parte estética do fone ou até mesmo para quem esteja no Japão e consiga comprar um sem tanta dor de cabeça, esse é um fone que eu acho bastante interessante de se ter.

u/Potatozord — 26 days ago

Moondrop Blessing 3 Aqua

Just arrived today

Sounds very good but less bassier than I expected. Sounds neutral-ish with forward vocals to me. Bass presence is slightly boosted, midrange sounds full and textured, with tastefully forward vocals and treble is well extended and smooth with a more neutral presence.

They look absolutely gorgeous in person, it's almost ridiculous how good they look

u/Potatozord — 1 month ago

Crinear Meta

Fone ABSURDO. Em comparação com o Daybreak, sinto que os agudos são bem mais refinados e os graves são menos inchados, muito devido a uma menor presença de médio graves.

u/Potatozord — 2 months ago

Crinear Meta

I like these waaaay more than I was expecting to. I'll probably write a full review later

u/Potatozord — 2 months ago

Nectar HiveXS | Not every electrostatic need to sound like Stax

Disclaimer: I'm not a headphone reviewer. I don't frequently do reviews, so the structure of this text and the headphones' aspects analyzed here may be incomplete and/or poorly described. This unit was purchased second hand by me here in Brazil, where I live.

I think for everyone here, when you think of electrostatic headphones, the brand that immediately comes to mind is the Japanese Stax, a reference in electrostatics since.... forever. However, as much as it's still the main brand in the field, other companies also make this type of headphone, like Audeze, Dan Clark, Warwick, Hifiman, and our star of today, Nectar Sound.

Nectar Sound is essentially a one-man company. The headphones are all handmade by Sajeev, the man behind this very curious brand. The HiveXS is the most recent electrostatic model in his lineup, preceded by the HiveX and Hive. It costs US$ 699 without the energizer but Nectar Sound does sell a bundle with an energizer for an additional US$ 350. They can be bought by contacting Nectar Sound via e-mail. In addition, he also has the Ambrosia model, which uses a dynamic driver, and the design of the Agave energizer, which he doesn't sell but makes the design available so that other people can build it.

Build and comfort

The headphone is built almost entirely from 3D printed plastic, I believe, but it comes across as quite refined and robust in the hands; there isn't the same sense of fragility you get with the Stax SR-X1, and this is partly due to the headphone's more rigid design, owing to the thicker and higher-quality headband and earcups with limited movement, which does affect comfort as I'll talk about later and makes it less floppy. Despite that, the headphone's plastic creaks a little. The strap is made out of fabric and comfortably accommodates my stupidly big head, without any pressure hotspot on the top of the head. The headphone's earpads are soft and have an extremely interesting attachment mechanism, where on the inner part of the earcups there's a small gap that serves to fit the pads in. Regarding overall comfort, the headphone doesn't apply much lateral pressure, and at some moments I felt that the pressure on the lower part of the ears was quite small, which can be corrected by rotating the earpads.

Now an extremely important point: the headphone doesn't stay 100% with that gorgeous yellow stator exposed, because that leaves the tensioned Mylar diaphragm — the most important and delicate part of the headphone — completely exposed. Any dust residue, and especially moisture, that comes into contact with the headphone's diaphragm will alter the headphone's functioning and may even damage it. To protect the drivers, the headphone comes with foam inserts that are bizarrely acoustically transparent, thus not changing the headphone's sound. Also, it may be out of lack of luck but I did have some issues with them regarding channel imbalance, specially because it arrived by plane on a day that was both very rainy and cold, which I guess caused some moisture to condensate on the drivers. This was later fixed by leaving them on my dry cabinet at ~40% humidity for a couple days

Sound

Quick disclaimer here: I only have the Stax SRM270S amplifier with me and all of my impressions are with them. They seem to be a bit more power hungry than my SR-X1 but I still could't get the volume knob past 11 o'clock, even with a -10db preamp on peace.

Now to the most important part: the sound. And this is where this headphone gets really interesting. For anyone who has heard a Stax, you know it's a quite light, ethereal, and extremely detailed sound, and since they're the leading electrostatics on the market, it creates an image that every electrostatic should follow more or less this sound signature. Not here. Decidedly. The headphone was made by Sajeev so that it would sound different from the Stax, mainly using a different tensioning of the diaphragm, which gives the HiveXS a bass response that extends much further and with more ease and weight than the Stax.

Starting with the star of the show, the bass. Here it's surprisingly extended and with much more weight and impact than you'd expect from an electrostatic. The absurd detail and texture of this type of headphone are maintained, which are wonderful news. The presence, to my ears, is closer to neutral, perhaps with a slight shelf, which brings enough presence to be fun on any music I usually listen to. It isn't bass made to satisfy a basshead (and if you are one, I believe you'll be disappointed), but they sound amazing, giving a good amount of weight and body to the overall presentation without bleeding to the midrange.

In the mids, I have a few points to complain about. To my ears, especially during my first impressions, they were quite forward, bordering on aggressive. The pinna gain region in particular was more forward than I prefer. However, with more listening time, I got used to it and fell in love with the presentation. Here, I have the feeling of clarity. Everything is quite clear, with beautiful instrumental separation and almost physical textures to the instruments in general.

The treble follows the same line as the mids: forward. Here I had a fairly strong peak at approximately 6kHz that does bother me at some moments, especially when I turn the volume up a bit more, although I still hear it at low volumes. The presentation here sounds less airy to me, meaning less presence past 10kHz, than I expect from the Stax, which is not bad, just different. Here, the air region sounds more natural and neutral to me. On the other hand, for my taste, the 6-10kHz region is more forward than I'd like. Despite that, to my ears, the treble remains quite smooth, without any graininess.

Now on the technical aspects of this headphone, the HiveXS has a relatively large soundstage laterally, but it didn't sound very tall to me and the imaging seemed to be little diffuse. The detail retrieval of this headphone is absurd, comparable to the Stax, as you'd expect from an electrostatic, with extremely clear vocal and instrument textures here. The instrumental separation is also a standout point, being considerably better than my SR-X1.

Final thoughts

To me, this is a beautiful alternative to Stax. Distinct enough that they are their own thing and doesn't substitute or get substituted by Stax. And due to their not so prohibitive cost, I think they are a great entry point to estats. This is a headphone I will be keeping for a long time due to it's quite distinct sound signature that, in my opinion, competes very well against even some more expensive Stax headphones I tried. More information regarding how to buy them can be found here on Nectar's website. This is a headphone I'd personally recommend to people that want a bit more weight on the bass region compared to what they can find with Stax, specially entry-level ones.

u/Potatozord — 2 months ago

Final Audio B3 - A very special IEM to me

Some disclaimers: I'm not a reviewer and I don't usually write reviews so some aspects of the sound quality may be poorly explained. Also, English is not my main language so there may be grammar mistakes throughout the text as I won't be using any kind of translation software. Finally, it should be obvious but those are my own personal impressions. They may very well be different than yours.

Some additional info:

  • Sources used:
    • Hiby M500 "MikuDAP"
    • Fosi ZH3
    • Topping DX3 Pro+
  • Kinds of song I listen to
    • basically weeb
    • Vocaloid
    • Vtuber stuff
    • Mostly Pop EDM and J-Rock

Build and comfort

The Final B3 is entirely made out of metal, which feels extremely solid and well finished on the hands. I bought my unit on the second hand market so it has some signs of wear like small dents and scratches. It uses a MMCX connector that, at least, feels very solid too. The cable is very thin and doesn't hold much memory in my experience. Now, fit and comfort are exceptional to me. It fits extremely well without any discomfort and sits very flush in my ears, to the point that it's somewhat hard to hold the IEMs to adjust the fit or even to take them off.

Sound

The Final B3's are IEMs I first found out by talking to some friends and I did see their graph before. During those talks, one of my friends mentioned he regrets selling them at all and another one said that he didn't like them at first. That combined with the slightly weird graph made my interest over them dwindle very quickly. But then, I had the opportunity to listen to a pair of them and that's when magic happened to me.

I instantly fell in love with them, in a way that never happened to me with any headphone at all and not for a lack of repertoire. I have listened to several high end headphones, all of which are "better" tuned (take that as closer to JM1, so more natural) and/or technically more impressive such as Stax SR-X9000, ZMF Verité Open, Sennheiser HE1, Aful Dawn-X, Focal Utopia, Thieaudio Monarch Mk II, Sony IER-Z1R and the list goes on. The B3's simply has some "magic" to them that no other headphone had to me. To my ears, they sound an extremely well executed neutral-warm IEM that makes me want to listen to music rather than listen to equipment, if that makes sense.

Starting with the bass, it's a relatively neutral presentation to my ears, with enough presence to makes things fun and engaging. It gives enough body to the presentation to make things sound full and slightly warm, without really mudding the midrange. Bass here feels decently textured and it's more focused on the midbass, with very decent dynamics to my ears, without that rumble that IEMs with a more prominent subbass boost tend to have.

Midrange are incredibly natural to me, with just enough presence to give clarity and presence to instruments. Pinna gain feels very relaxed which I guess contributes to its warm and pleasing sound signature. Very detailed, without forcing details, textures and whatnot inside your ears.

Treble also feels very relaxed in general. Enough presence to give some air and detail to the overall presentation, without taking the main stage. It sounds generally smooth, without any peakiness nor graininess while having pretty decent extension. I will add that I get a peak at around 5.5khz, but I guess that's just something with my ears in particular as this region is a major pain point to me.

Soundstage is not something I particularly care about but here it feels fairly big, extending decently well laterally but not so much vertically. Imaging feels generally precise to me although a bit diffuse. Instrument separation though is great here. All of that combined makes the B3 a very special IEM to me.

Final thoughts

This is a very unique IEM within my headphone collection. It's not the best piece of audio gear that I own. I have headphones that are more "natural", more detailed, more impressive, etc. But none of them makes me want to listen to music more than this one. The Final B3's are truly my favorite IEMs of all time and one of the few pieces of audio gear that I'd happily use instead of my Stax or Nectar HiveXS.

u/Potatozord — 2 months ago

Nectar HiveXs | Nem todo eletrostático precisa soar que nem Stax

Disclaimer: Eu não sou reviewer de fones. Faço reviews com pouca frequência e assim, a estrutura desse texto e aspectos analisados do fone podem estar incompletos e/ou mal descritos.

Acho que para todos aqui, quando se pensa em fones eletrostáticos, a marca que imediatamente vem à mente é a japonesa Stax, referência em eletrostáticos desde.... sempre. Porém, por mais que ela ainda seja a principal marca no meio, outras empresas também fazem fones desse tipo, como a Auzede, Dan Clark, Warwick, Hifiman e a nossa estrela de hoje, a Nectar Sound.

A Nectar Sound é essencialmente uma empresa de um homem só. Os fones são feitos todos a mão pelo Sajeev, o homem por trás dessa empresa tão curiosa. O HiveXS é o modelo eletrostático mais recente da sua linha, sendo precedido pelos HiveX e Hive. Além disso, ele também possui o modelo Ambrosia, que utiliza um driver dinâmico, e o design do energizador Agave, que ele não vende porém disponibiliza o design para que outras pessoas possam montar.

Conforto e construção

O fone é todo construído em plástico, acredito que impresso em 3D, porém passa uma aparência bastante refinada e robusto nas mãos; não há a mesma sensação de fragilidade que se tem com o Stax SR-X1 e isso em partes se deve ao design mais rígido do fone, devido a headband mais grossa e de maior qualidade e earcups com movimentação limitada. Apesar disso, o plástico do fone range um pouco. A strap é de tecido e acomoda de maneira confortável a minha cabeça de caixa d'água, sem nenhum hotspot de pressão no topo da cabeça. As earpads do fone são macias e possuem um mecanismo extremamente interessante de encaixe, onde na parte interna das earcups, existe um pequeno vão que serve para você encaixar as pads. Em relação ao conforto geral, o fone não faz tanta pressão lateral e em alguns momentos, senti que a pressão na parte de baixo das orelhas era bem pequena, o que pode ser corrigido girando as earpads.

Agora um ponto extremamente importante: o fone não fica 100% com esse estator amarelo bonitão exposto pois isso faz com que o diafragma de Mylar tensionado, a parte mais importante e delicada do fone, fique completamente exposta. Qualquer resíduo de poeira e principalmente umidade que entrar em contato com o diafragma do fone vai alterar o funcionamento do fone e pode até mesmo danificá-lo. Para proteger os driver, o fone vem com inserts de espuma que são bizarramente transparentes acusticamente, assim não mudando o som do fone.

Som

Agora vamos à parte mais importante: o som. E é aqui onde esse fone fica realmente interessante. Para quem já ouviu um Stax, sabe que é um som bastante leve, etéreo e extremamente detalhado, e por serem os principais eletrostáticos do mercado, fica uma imagem de que todo eletrostático deva seguir mais ou menos essa linha de som. Aqui não. Decididamente. O fone foi feito pelo Sajeev para que ele soasse diferente dos Stax, utilizando principalmente de um tensionamento diferente do diafragma, o que faz com que o HiveXS tenha uma resposta de graves que extende muito mais e com mais facilidade e peso que os Stax.

Começando pela estrela do show, os graves. Aqui eles são surpreendentemente extendidos e com muito mais peso e impacto do que se espera de um eletrostático. Mantém-se o detalhamento e textura absurdos desse tipo de fone, o que é uma belíssima notícia. A presença, aos meus ouvidos é mais próxima do neutro, talvez com um leve shelf, que traz presença o suficiente pra ser divertido em qualquer música que eu costumo escutar. Não são graves para satisfazer um basshead (e se você for um, acredito que vá se decepcionar) mas são de boa qualidade e presentes, dando peso para a apresentação da música.

Nos médios, tenho alguns pontos para reclamar. Para os meus ouvidos, principalmente nas minhas primeiras impressões, eles foram bastante frontais, beirando o agressivo. A região do pinna gain principalmente foi um tanto mais frontal do que eu prefiro. Porém, com mais tempo de audição, me acostumei com isso e me apaixonei pela apresentação. A sensação é de clareza. Tudo é bastante claro, com uma bela separação instrumental e texturas quase físicas nos instrumentos de maneira geral.

Os agudos seguem a mesma linha dos médios: frontais. Aqui eu tive um pico bastante forte em aproximadamente 6kHz e que chega a me incomodar em alguns momentos, principalmente quando eu aumento um pouco mais o volume, apesar de ainda escutar em volumes baixos. A apresentação aqui me soa menos arejada, ou seja menos presença pós 10kHz, do que eu espero dos Stax, o que é de certa forma bom. Aqui, os agudos altos me soam mais naturais e neutros. Em compensação, para os meus gostos, a região dos 6-10kHz é mais frontal do que eu gostaria. Apesar disso, para meus ouvidos, os agudos continuam bastante lisos, sem nenhuma granulação

Falando sobre as tecnicalidades, o HiveXS possui um palco relativamente grande lateralmente, porém não me pareceu muito alto e a imagem me pareceu um pouco difusa. Detalhamento desso fone é absurdo, comparável aos Stax, como é de se esperar de um eletrostático, com texturas de vozes e instrumentos extremamente claras aqui. A separação instrumental também é um ponto de destaque, sendo consideravelmente melhor que o meu SR-X1

Considerações finais

Para mim, esse fone é uma belíssima alternativa para os Stax e um fone extremamente interessante de se ter numa coleção. Porém, recomendo que quem buscar adquirir um eletrostático, atente-se à umidade do seu local. Esse tipo de fone é extremamente delicado contra umidade e recomendo fortemente que compre também um desumidificador para câmeras caso esteja pensando em comprar um fone desse tipo. O modelo mais barato que eu encontrei custa aproximadamente 700 reais, é da marca Andbon, e deve comportar pelo menos um over ear com tranquilidade e você pode controlar o nível de umidade (recomendo 40-50%). Você pode também fazer uma caixa desumidificadora caseira com uma caixa com tampa, um higrômetro e saquinhos de sílica, mas nisso se perde o controle da umidade. 

u/Potatozord — 3 months ago

Final Audio B3 - um fone especial

Disclaimer: não sou reviewer e não costumo fazer reviews. Só gosto de fones e acho que seria interessante trazer minhas impressões sobre alguns fones que são menos falados e/ou de acesso mais difícil.

Construção e conforto

O B3 é um fone de corpo todo em metal, muito sólido e bem acabado. Minha unidade possui marcas de uso pois foi comprada usada. O fone, até por ser mais antigo (lançado em 2019), utiliza conectores MMCX. Já o conforto é excepcional pra mim. Extremamente ergonômico, encaixa muitíssimo bem no ouvido e devido ao seu tamanho mais reduzido, não salta para fora da orelha, ao ponto que fica meio difícil segurar o corpo do fone para retirá-los dos ouvidos.

Som

O B3 é um fone que já tinha visto alguns gráficos e conversado sobre com alguns amigos. Nessas conversas, me foi dito tanto que o fone não agradou de primeira e também que era um fone muito bom e que a pessoa se arrependeu de ter vendido. Devido a isso, minhas expectativas não estavam altas e acabei nunca mais pesquisando sobre o fone. Porém, aproximadamente um mês atrás, tive a oportunidade de ouvir o B3 de um amigo e foi aí que a magia aconteceu.

O fone simplesmente me encantou de um jeito que nunca tinha acontecido antes, e não por falta de repertório. Já ouvi muitos fones renomadíssimos, mais caros e tecnicamente mais impressionantes, lista essa que inclue modelos como Stax SR-X9000, Hifiman Susvara, Sennheiser HE1, ZMF Verité, Aful Dawn X, 64 Audio Volur e Focal Utopia. O B3 me encantou mais que todos esses e muito mais, algo que sinceramente nunca tinha ocorrido comigo com fones. O fone é absurdamente gostoso de ouvir. Pode parecer estranho e contraditório, mas esse fone me dá vontade de ouvir música e não equipamento.

Começando pelos graves, aqui temos uma presença relativamente neutra mas ainda capaz de divertir, sendo um pouco mais focado nos médio graves. Os graves trazem corpo o suficiente para dar corpo para as músicas com um leve toque de calor mas sem invadir os médios. São decentemente texturizados, com impacto legal, mas sem o rumble de um fone com subgraves mais proeminentes.

Médios são incrivelmente naturais, com presença muito correta, sem serem frontais ou recuados demais. O pinna gain também me soa levemente relaxado, o que tira um pouco da energia que alguns podem achar mais excessiva das assinaturas mais presentes nos chi-fi mais recentes. Detalhamento muito bom, mas sem escancarar nada.

Os agudos tem uma presença levemente recuada, mas ainda assim muito bem posicionados, recuados o suficiente apenas para que eles não tomem um espaço principal na apresentação das músicas.

Tudo isso, combinados com uma excelente separação instrumental, fazem com que o B3 tenha uma apresentação levemente quente absurdamente gostosa de ouvir. Pra mim, é um fone especial. Um fone que me faz simplesmente querer ouvir música.

u/Potatozord — 3 months ago

Nectar HiveXS - Eletrostático que não é Stax

Disclaimer: Esse fone é de impressões iniciais. Não passei muito mais que uma hora ouvindo de fato o fone.

Chegou em casa ontem. Provavelmente o único deste modelo no Brasil e, até onde consegui pesquisar, um fone bastante raro até mesmo na gringa

Eletrostático com um som bem diferente dos Stax que eu já testei. Infelizmente esse chegou com desbalanço de canal leve mas notável, acredito que causado pela combinação de frio e umidade alta durante o transporte. De ontem pra hoje, já teve uma bela melhora nesse quesito.

De maneira geral, é um som bem mais frontal do que o meu SR-X1 e do que eu lembro do SR-009S e SR-X9000. Agudos me pareceram ser um pouco mais frontais também. Isso faz com que eu não consiga aumentar tanto o volume apesar de eu ainda ouvir em volumes baixos. Onde esse fone se destaca em relação ao resto dos estats é nos graves. Eles vão bem mais fundo do que os Stax e tem mais impacto também mas a presença é bem neutra, sem faltar nem exagerar. Aos meus ouvidos, por enquanto, tudo me pareceu bem texturizado e separado, como eu espero de um fone desse calibre. Agora é esperar o burn in mental e torcer pro desbalanço sumir de fato.

u/Potatozord — 3 months ago