
Vale e Petrobras estão segurando a queda do IBOVESPA
Ao analisar a cotação do Ibovespa desde 01/09/2025, temos o gráfico a seguir, em que a cotação de fechamento atingiu o pico em 14/abril.
Em 6 meses e meio, o índice subiu quase 60 mil pontos e, agora em pouco mais de 1 mês, devolveu 25 mil pontos.
Comparado com o pico, foi uma queda de apenas 12,5%. Porém, em comparação com a volatilitade recente, os 25k pontos de queda frente aos 60k do ciclo de alta representam uma devolução de 41%.
Quando comparamos as performances das ações de forma individual, vemos que muitas delas estão nas mínimas dos ultimos 12m ou 24m, com quedas bem superiores à esses 12,5%. Obviamente que não estamos falando daquelas que estão passando por eventos específicos, como por exemplo o caso Cosan/Raizen.
Somadas, Petrobras e Vale possuem uma participação superior à 20% no IBOVESPA, de modo que as performances delas tendem a suavizar ou piorar o comportamento do índice.
Para validar a tese do título deste post, o gráfico a seguir mostra as cotações normalizadas pela cotação do ativo em 01/09/2025:
Cotações normalizadas pela cotação do ativo em 01/09/2025
E a tese de que ambas as empresas estão ajudando a segurar a performance do IBOVESPA fica evidente também comparamos as curvas de rentabilidade acumulada:
Comparação de rentabilidades acumuladas a partir de 01/09/2025