Músicos que fizeram sucesso estrondoso e caíram no esquecimento

Por que certos músicos, mesmo com sucesso estrondoso, acabam caindo no esquecimento do público geral? São simplesmente os tempos mudando? A estética não vingou? A morte precoce de alguns atrapalha?

Na ordem das fotos:

- Clara Nunes: foi uma das maiores vozes do país, a primeira mulher negra a ultrapassar a marca de 1 milhão de discos vendidos, mas apesar de hoje em dia canções como O mar serenou e Conto de areia serem lembradas, não muitas pessoas se recordam de quem as interpretou.

- Guilherme Arantes: fazendo shows até hoje, o homem simplesmente foi o maior compositor de músicas de novela da história do país, e conta com inúmeras regravações de outros artistas. O cara basicamente teve grande influência na estética pop da época, lançou grandes pedradas da música como Cheia de charme, Meu mundo e nada mais... hoje só os fãs da época que lembram.

- Nara Leão: basicamente só é lembrada por gringos e brasileiros que se aprofundam na bossa nova. Na época era uma das musas do movimento, juntamente com Astrud Gilberto, com uma voz maravilhosa, mas caiu no esquecimento.

- Flávio Venturini: o cara fez parte do Clube da Esquina, inúmeras parcerias com Milton Nascimento e Lô Borges, mas é muito menos lembrado que esses dois.

Que outros músicos citariam?

u/gigadude17 — 2 months ago

Extremamente específico: conhecem alguém que vende geladinho com a receita da Pense Gelado?

Nunca tomei geladinho gourmet, vejo o pessoal falando muito bem da receita e me atiçou a curiosidade.

u/gigadude17 — 3 months ago

2h da manhã na desempregadolândia. Aqui vão erros de português que me tiram do sério:

- Nada haver: Nível de irritação 8/10. Troque haver por ter e verá que não faz sentido algum. Correção: nada a ver.

- Agora a pouco: irritação 3/10. Não faz sentido o evento ter ocorrido no passado recente e empregar a preposição a, que denota futuro. Correção: agora há pouco.

- Mau uso do acento grave (crase): Irritação 6/10. Esse vai para o marmanjo que acha que sabe, mas não sabe. Só é uma regra difícil se você simplificar ou complicar demais na sua cabeça.

- Trocar X por CH (e vice-versa): irritação 9/10. Mecher, chingar, enchergar, enxer, pixar... todos esses são sal nos meus olhos. Curiosamente, não me irrito com a grafia bixo, em vez de bicho.

- Conjugações absurdas do particípio: tinha trago, tinha chego. Irritação 10/10. Bagulho feio da porra, totalmente sem lógica. Se você comete esse erro, considere voltar para a escola. Correção: tinha trazido, tinha chegado.

- Sessão/Seção: Irritação 9/10. Outro que me tira do sério pois são palavras completamente distintas. Etimologicamente a primeira significa "ato de sentar-se", usada ger. para coisas na qual você gastará tempo, enquanto se(c)ção significa "corte". Portanto, você não vai assistir a uma "seção de cinema", nem vai à "sessão de farináceos do supermercado".

Há outros erros que eu poderia listar, porém o que mais me irrita mesmo é quando alguém na internet comete um erro e vem um cabra não requisitado corrigir ERRADO. Chovem falsos Cegallas, Becharas e Napoleões dizendo que ser pagado seria incorreto, pois deveria-se empregar ser pago. Isso se trata de uma RECOMENDAÇÃO com várias gramáticas admitindo pagado como também correto, dentre outros terraplanismos linguísticos facilmente desmistificados fazendo bom uso da internet.

Edição: u/TheoBlanc lembrou-me dos songamongas que escrevem descente para caracterizar algo íntegro, aceitável, apresentável. Os infelizes conjuraram o S do nível mais profundo do inferno. Irritação: 9/10. Correção: decente = regular, aceitável, apresentável, dentro da norma; descente = movendo-se abaixo.

reddit.com
u/gigadude17 — 3 months ago

Tomemos, a princípio, filósofos como Platão, Descartes, Maquiavel, Agostinho de Hipona e Rousseau, e sua obra tida geralmente como compreensível. A leitura flui, as ideias fazem-se absorver por si próprias, e o leitor pode, por sua vez, rejeitar parte dos desenvolvimentos do autor, ainda que compreenda a lógica que os sustenta.

Aumentemos a dificuldade: Marx, Aristóteles, Tomás de Aquino. Aqui a leitura demanda esforço, ainda que não seja incompreensível. O leitor mata sobre o que lê, por vezes termina a um capítulo mais frustrado e cansado do que gratificado, mas compreende-se que o estilo convoluto vem ou da necessidade dada a natureza complexa do objeto de investigação, ou como recurso retórico, produto de épocas onde valorizava-se um estilo de escrita para provar o intelecto.

Por fim, chegamos a eles: Deleuze, Kant, Derrida, Hegel, Heidegger... a leitura agora virou labor, esforço. A compreensão não é mais uma consequência de passar os olhos pelas palavras, mas do trabalho que o leitor tem de reorganizar o que leu em sua mente para tentar extrair algum sentido. Decerto alguns desses filósofos investigam conceitos muito abstratos, mas até quando a complexidade justifica a má organização dessas ideias, ou ainda, quando a supercomplexidade de um texto passa a ser Parnasianismo filosófico (se é que isso existe)?

Podemos afirmar que nem todo bom filósofo é bom escritor? Será que poderíamos reescrever A Crítica da razão pura ou Ser e tempo de modo a serem mais compreensíveis de modo a transmitir o que o autor desejava de modo mais eficaz, ou as ideias já foram enunciadas na sua forma mais perfeita possível?

Obs.: Não li necessariamente todos os autores mencionados, apenas fiz o post baseado nos sentimentos gerais que verifico tanto em discussões em pessoa quanto na internet.

u/gigadude17 — 4 months ago