Moradores de Belém protestam contra falta de água da Águas do Pará, do mesmo grupo da Águas de Manaus
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Moradores de Belém protestam contra falta de água da Águas do Pará, do mesmo grupo da Águas de Manaus

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Na quarta (7), moradores do Parque Verde, do Tapanã e de conjuntos da região da avenida Augusto Montenegro, em Belém, fizeram protesto em frente à fábrica Hiléia pedindo água. Eles contam que várias áreas estavam sem abastecimento desde sábado (3) e que algumas comunidades chegaram a ficar cerca de 15 dias sem água recentemente. Nos conjuntos Ruy Barata, Orlando Lobato e Pedro Teixeira, segundo os moradores, a água só aparece de madrugada.

A Águas do Pará, que é do grupo Aegea, o mesmo dono da Águas de Manaus, disse que a interrupção daquele dia foi por manutenção eletromecânica no sistema de produção de água. Os moradores ouvidos pelo Ver-o-Fato dizem que a situação piorou depois da privatização e que as contas continuaram chegando, até mais caras. A Polícia Militar impediu que a avenida fosse interditada.

Pra ser justo, o problema ali é antigo: o mesmo portal registrou em 2022 um protesto parecido no Ruy Barata, bem antes de a Aegea assumir o serviço em setembro de 2025. Só que agora a pergunta é outra, é saber se melhorou como se prometia ao assumir uma concessão de 40 anos em 126 municípios.

Na minha opinião, parte dessa discussão é sobre soberania. Água, esgoto e Amazônia nas mãos de um grupo privado que cuida de um serviço essencial da gente, e quando falta água a única porta pra bater é a da própria empresa. Em Belém, em Manaus ou em qualquer lugar da região, quem mora aqui merece ter voz de verdade nisso.

Li isso no Ver-o-Fato, do dia 7 de outubro, e conferi os detalhes no Portal Viggo: https://ver-o-fato.com.br/belem-povo-perde-a-paciencia-com-a-aguas-do-para-e-protesta-na-augusto-montenegro/

u/hibridizado1978 — 4 days ago
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Nobel de Química 2026 vai pra dois químicos que explicaram como a química da vida escolhe um lado do espelho

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O Nobel de Química deste ano, anunciado na quarta (7), foi pro francês Henri B. Kagan, professor emérito da antiga Universidade Paris-Sud, e pro japonês Kenso Soai, professor emérito da Universidade de Ciências de Tóquio. O prêmio é pela descoberta dos efeitos não lineares e da autocatálise na síntese orgânica assimétrica. Parece grego, mas a ideia por trás é muito bonita.

Muita molécula existe em duas versões que são o reflexo uma da outra no espelho, igual mão direita e mão esquerda. Os aminoácidos são assim. Só que nas proteínas das nossas células aparece praticamente só uma das versões, e isso tem nome: homoquiralidade. Quando os químicos faziam essas reações no laboratório, saía sempre metade de cada, e por mais de um século ninguém conseguia explicar como a química da vida acabou escolhendo um lado só.

Kagan deu o primeiro passo em 1986, quando descobriu um jeito de mexer na reação e conseguir um excesso de uma das versões maior do que se achava possível. Soai foi adiante: em 1995 publicou o desenho da primeira reação com potencial de ser homoquiral, e em 2003 apresentou uma reação em que só uma das duas imagens de espelho se formava. Segundo a Academia Sueca, fora a própria vida, ninguém tinha conseguido isso antes. E não é só curiosidade de laboratório: em remédio, muitas vezes só uma das versões da molécula tem o efeito que se quer, então isso pesa direto na fabricação de fármacos.

Gosto demais quando o Nobel vai pra uma pergunta básica dessas. E pra quem vive aqui, com tanta molécula de planta amazônica sendo estudada pra virar remédio, esse tipo de química não é coisa distante. Detalhe que o O Globo lembrou: Kagan, nascido em 1930, tinha ficado de fora do Nobel de 2001 sobre síntese assimétrica porque o prêmio só pode ser dividido entre três pessoas. Demorou 25 anos, mas veio. Li isso no O Globo e no comunicado do próprio Nobel, do dia 7 de outubro: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/10/07/quem-sao-os-ganhadores-do-nobel-de-quimica-2026.ghtml

u/hibridizado1978 — 7 days ago
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Ozônio formado pela fumaça das queimadas reduz a capacidade da Amazônia de absorver carbono, aponta estudo

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Saiu na quarta (7), na revista Communications Earth & Environment, um estudo sobre um estrago das queimadas que quase ninguém coloca na conta. Quando a floresta queima, os gases da fumaça reagem com a luz do sol e formam ozônio perto do chão. Lá em cima o ozônio protege a gente, mas aqui embaixo ele é poluente: entra pelos estômatos, que são os poros das folhas, danifica as árvores que sobreviveram ao fogo e faz elas tirarem menos CO₂ do ar.

O trabalho é liderado pela pesquisadora Flossie Brown, da ETH Zurich e da Universidade de Exeter, com gente da Universidade James Cook, na Austrália, do Met Office britânico e o Paulo Artaxo, da USP. Eles rodaram um modelo de vegetação com dados de 1997 a 2024 e estimaram que o dano do ozônio faz a floresta deixar de guardar carbono numa quantidade equivalente a uns 24% do que o próprio fogo emite direto. Ou seja, além do que queima, tem quase um quarto a mais de prejuízo escondido. Segundo a autora, na seca de 2023/24 esse dano quase dobrou em relação à média da década anterior.

Agora, o que tá provado e o que não tá. É simulação de computador, não medição direta. Os próprios autores dizem que o número deve ser lido como ordem de grandeza, com faixa de 18% a 35% dependendo de quão sensível cada espécie de árvore é ao ozônio, e reclamam que quase não existe medição contínua de ozônio na Amazônia pra conferir. O dano mais pesado aparece no Arco do Desmatamento, no sul e no leste do bioma.

O que mais me pegou foi um detalhe: os autores lembram que quase todo fogo na Amazônia é colocado por gente, então esse prejuízo extra é em boa parte evitável. E a Flossie Brown disse que um El Niño relativamente forte parece estar se formando de novo este ano, e que teme a história se repetir. Daqui de Manaus, olhando o céu cinza dessa semana, não dá pra dizer que ela tá exagerando. Li isso na revista Galileu, do dia 7 de outubro: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/meio-ambiente/noticia/2026/10/poluicao-de-queimadas-esta-reduzindo-capacidade-da-amazonia-absorver-carbono.ghtml

u/hibridizado1978 — 7 days ago
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Seca leva o Amazonas a 27 municípios em emergência, com Rio Preto da Eva e Parintins na lista

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Subiu pra 27 o número de municípios do Amazonas em situação de emergência por causa da seca. Os últimos a entrar foram Parintins, Rio Preto da Eva e Nhamundá, que decretaram emergência pela descida rápida dos rios. No boletim de quinta passada (1º) eram 22. Fora esses, 14 cidades estão em alerta, 17 em atenção e só quatro seguem em normalidade.

Rio Preto da Eva é aqui do lado de Manaus, e a Defesa Civil estima cerca de 30 mil pessoas e 3.200 casas atingidas, com problema no abastecimento de água, na produção rural e no transporte escolar. Em Nhamundá são uns 9 mil afetados diretamente, com prejuízo na agricultura, na pesca, na aquicultura e na pecuária. Em Parintins, a estiagem agravada pelo El Niño já atrapalha a navegação e o acesso a serviço essencial. Segundo a Defesa Civil, já tem localidade isolada, com dificuldade pra conseguir água potável, comida e atendimento de saúde.

Lábrea também decretou emergência, mas por outro motivo: um vendaval forte que danificou casas, ruas, postes, árvores e prédios públicos. Lá a medida vale por 60 dias, até 25 de novembro.

Aqui na capital o Rio Negro marcou 18,24 metros na segunda (5), pela tabela do Porto de Manaus, e segue descendo uns 10 cm por dia. A gente da cidade sente no preço das coisas e na fumaça, mas quem tá no interior sente na água que bebe e no barco que não chega. E todo ano a sensação é a mesma: a resposta só engrena quando a lista de emergência já tá enorme. Li isso na BandNews Difusora, do dia 5 de outubro: http://www.bandnewsdifusora.com.br/categoria/amazonas/am-chega-a-27-cidades-em-emergencia-por-causa-da-seca-dos-rios

u/hibridizado1978 — 9 days ago
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Rio Negro se aproxima da cota que libera a taxa de seca no frete pra Manaus

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O Rio Negro marcou 18,59 metros no Porto de Manaus no dia 2, 14 cm a menos que no dia anterior. E tem um número que pouca gente tá olhando: 17,7 metros. É a cota que a ANTAQ, a agência federal que regula o transporte por rio, fixou pra 2026 como referência pra homologar a taxa de seca, aquela sobretaxa que as empresas de navegação botam no frete da região quando o rio baixa.

A novidade é que essa cobrança não sai mais no automático. Pela nota de 15 de setembro, publicada no Diário Oficial, a empresa que quiser cobrar tem que avisar a ANTAQ com pelo menos 30 dias de antecedência e mostrar os números técnicos e econômicos que justificam o valor. A agência pode homologar, homologar com condições ou negar. A própria ANTAQ disse que, de forma geral, as empresas não conseguiram comprovar com o detalhe necessário os custos extras que alegavam, e que agiu depois de denúncias de entidades do comércio e da indústria daqui sobre valores abusivos.

Pela conta do site Click Petróleo e Gás, que não é previsão oficial, se o rio seguisse caindo 14 cm por dia chegaria nos 17,7 m por volta do dia 8. Só que a descida tá desacelerando: era 18 cm por dia em 28 de setembro. E bater a cota não libera nada sozinho, ainda precisa do aviso prévio e do processo todo.

Pra quem mora em Manaus isso não é detalhe técnico. Muita coisa que chega no mercado e na farmácia daqui vem de balsa e navio, e sobretaxa no frete vira preço na prateleira rapidinho. Pelo menos dessa vez alguém resolveu pedir a planilha antes de deixar cobrar. Li isso no Click Petróleo e Gás, do dia 4 de outubro: https://clickpetroleoegas.com.br/rio-negro-desceu-a-18-59-m-no-porto-de-manaus-em-2-de-outubro-a-89-cm-da-cota-de-17-7-m-que-pode-antecipar-a-homologacao-da-taxa-de-seca-pela-antaq-btl96/

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u/hibridizado1978 — 10 days ago
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MP do Amazonas investiga cobrança de esgoto da Águas de Manaus onde não dá pra ligar na rede

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O Ministério Público do Amazonas tá apurando se a Águas de Manaus, do grupo Aegea, pode cobrar tarifa de esgoto em imóvel que não tem condição técnica de se ligar na rede pública. Quem conduz é a 52ª Promotoria do Consumidor. A discussão pegou força depois que a Ageman, no dia 26 de setembro, mandou suspender a cobrança onde a viabilidade técnica e econômica da conexão não estiver comprovada.

Um dos pontos do MP é bem direto: rede na rua, sozinha, não basta pra justificar a tarifa. Tem que dar pra conectar de verdade. Entram na conta soleira negativa, vila interna, fundo de lote, via sem coletor e lugar onde ligação por gravidade não rola.

A própria concessionária informou ao MP que, em 5 de agosto, tinha 2.619 matrículas classificadas como soleira negativa no sistema comercial, e disse que nessas não estava cobrando esgoto naquela data, por liberalidade comercial.

Eu mesmo já fiz um monte de denúncia contra a Águas de Manaus. Esse tipo de cobrança cinzenta, em que o serviço não chega de fato mas a conta chega, é exatamente o que me faz acompanhar cada notificação da Ageman e cada movimento do MP.

A empresa tem cinco dias úteis pra suspender cobrança sem viabilidade comprovada e dez dias pra entregar relatório dos imóveis. A 52ª Prodecon disse que vai continuar de olho. É uma vergonha o que a AEGEA faz por aqui.

Li isso no AM Post, do dia 28 de setembro: https://ampost.com.br/manaus/ministerio-publico-investiga-cobranca-da-aguas-de-manaus-em-imoveis-sem-ligacao-possivel-a-rede-de-esgoto/

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u/hibridizado1978 — 15 days ago
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Estudo na Science: proteger a floresta amazônica de fogo e extração de madeira rende mais que restaurar

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Um estudo publicado na Science no dia 17 de setembro, liderado pela Universidade de Lancaster com participação da Embrapa, comparou o que rende mais pra natureza na Amazônia: evitar desmatamento, proteger a floresta em pé de fogo e exploração de madeira, ou restaurar área agrícola. Analisaram mais de 3 milhões de hectares em Santarém e Paragominas, no Pará, entre 2010 e 2020, com imagem de satélite, 381 transectos de campo em 38 bacias, 499 propriedades rurais e modelos de 160 espécies de aves e 426 de árvores.

Evitar fogo e exploração na floresta que já existe foi o que mais protegeu a biodiversidade, teria evitado 68,5% das perdas estimadas. Impedir derrubada teve o maior efeito no carbono, com 60,8% das perdas evitadas. Restaurar sozinho compensou só 6,5% da perda de biodiversidade e 14,7% da de carbono, e ainda foi a opção mais cara.

Vale dizer o que o estudo é: são cenários contrafactuais, uma estimativa do que teria acontecido com cada estratégia, não um experimento no campo. E restaurar não é inútil, faz diferença onde quase não sobrou floresta. Ganho líquido de verdade só apareceu combinando evitar desmatamento e evitar degradação, e com restauração junto ficou melhor ainda.

Com esse El Niño forte e a fumaça que a gente tá respirando aqui em Manaus, o recado pesa mais: floresta em pé que queima também perde bicho e carbono. Li isso no Brasil Amazônia Agora, do dia 23 de setembro: https://brasilamazoniaagora.com.br/proteger-a-floresta-ou-restaurar/

u/hibridizado1978 — 18 days ago
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Audiência em Nova Iguaçu expõe queixas contra a Águas do Rio, com conta de até R$ 13 mil e caminhão-pipa atrasado

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Na Baixada Fluminense, a Câmara de Nova Iguaçu fez uma audiência pública na quinta (24) só pra cobrar a Águas do Rio. A concessionária é da Aegea, o mesmo grupo dono da Águas de Manaus, e a lista de reclamação parece que foi escrita aqui: conta chegando em imóvel que, segundo os moradores, nem recebe água, caminhão-pipa que não aparece no prazo de cinco dias quando o abastecimento para, e conta mensal de até R$ 13 mil.

Os vereadores também levaram falta d'água recorrente no Morro da Cruz, em Vila de Cava, e no Morro do Cruzeiro, no Centro, água que some quando chove, hidrômetro instalado em poço artesiano, buraco deixado na rua depois de obra, como na Rua Bernardino de Melo, e dificuldade até pra registrar reclamação nos canais da empresa.

A secretária de Assistência Social, Elaine Medeiros, lembrou que a cidade tem cerca de 230 mil famílias no CadÚnico e que a tarifa social precisa chegar nelas. A empresa disse que vai verificar as denúncias, que não permite hidrômetro em poço artesiano, e anunciou um Dia D de regularização e vans itinerantes de atendimento.

Qualquer manauara que já brigou com conta de água vai se reconhecer nessa lista. Li isso no Jornal de Hoje, de Nova Iguaçu, do dia 25 de setembro: https://jornalhoje.inf.br/wp/camara-cobra-respostas-da-aguas-do-rio-sobre-problemas-no-abastecimento-e-atendimento-a-populacao/

u/hibridizado1978 — 18 days ago
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Águas de Manaus não é capaz de fazer manutenção preventiva ou preditiva

Novo rompimento de adutora na Torquato Tapajós, sentido bairro, nesta terça (22/09). Mesmo ponto do rompimento de domingo (20/09). Em dois dias, o mesmo trecho volta a estourar.

Áreas afetadas na zona Centro-Sul: Alvorada, Ouro Verde, João Bosco, Duque de Caxias, União, Parque 10, Eldorado e bairro da Paz. Em paralelo, a Ageman também acompanhou reparo emergencial de outra adutora no São Francisco (Valério Botelho de Andrade com Tito Bittencourt).

Diante da reincidência, a Ageman notificou a Águas de Manaus pra, em 48 horas, explicar causas, por que o mesmo ponto falhou de novo e quais medidas vão impedir a repetição. O diretor-presidente Ebenezer Bezerra disse que a agência fiscaliza e cobra providência pra prestação adequada do serviço.

Ontem o tema era o histórico de rompimentos e o inquérito do MP. Hoje o fato novo é reincidência no mesmo ponto e cobrança formal da reguladora com prazo. Rede que estoura duas vezes em 48h no mesmo lugar não é imprevisto. É falha recorrente sob fiscalização.

Usei como fonte o Correio da Amazônia: https://correiodaamazonia.com/ageman-acompanha-reparos-em-adutoras-e-monitora-abastecimento-nas-areas-afetadas/

u/hibridizado1978 — 22 days ago
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Dia mais quente do ano em Manaus de novo

Sim, hoje de novo foi o dia mais quente do ano em Manaus. Bateu 38,6°C às 15h (Inmet), a maior temperatura de 2026 até agora. Pela primeira vez no ano passou dos 38°C. O recorde anterior era 37,6°C, no dia 1º de setembro.

Por que ficou insuportável, segundo o Inmet e a cobertura do G1: estamos no auge da estiagem (menos chuva, mais sol direto); clima equatorial já puxa temperatura alta; a cidade segura calor com menos área verde, asfalto e concreto; e com o solo e a vegetação mais secos, menos energia do sol vira evaporação e mais vira calor perto do chão. Previsão do dia ainda falava em umidade baixa à tarde (faixa em torno de 37% a 65% em algumas matérias), o que seca a garganta e piora a sensação.

Tá foda e promete piorar.

Ranking do ano até aqui: 22/09 38,6°C; 1º/09 37,6°C; 31/08 37,3°C; 25/08 37,1°C.

Fonte: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/22/pela-primeira-vez-no-ano-manaus-passa-dos-38c-e-bate-novo-recorde-de-temperatura-nesta-terca-feira.ghtml

u/hibridizado1978 — 23 days ago
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Cobrar aumento sem homologação da agência reguladora e depois dizer que está no contrato - Águas de Manaus

Cobrar aumento sem homologação da agência reguladora e depois dizer que está no contrato. Em Manaus isso virou liminar. Em 11 de setembro de 2026, a juíza Etelvina Lobo Braga, da 2ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu o reajuste de 5,52% que a Águas de Manaus (grupo Aegea) vinha aplicando desde as faturas de março, sem homologação da Ageman. A decisão manda a concessionária voltar à estrutura tarifária anterior, parar qualquer cobrança com esse percentual e, em cinco dias úteis, cancelar e reemitir sem custo as contas já emitidas com o aumento e ainda não vencidas. Multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 1 milhão, se descumprir. A Ageman diz que se posicionou formalmente contra a majoração e agora abre processo sancionatório administrativo. A Justiça ainda não mandou devolver o que a população já pagou com o reajuste. Isso ficou para fase seguinte. Serviço essencial não é cardápio de autoaplicação. Quem regula, homologa. Quem cobra sem isso responde.

Usei como fonte o Portal de Doduro de 11/09/2026: https://portaldedoduro.com/2026/09/11/justica-suspende-reajuste-de-552-da-tarifa-de-agua-em-manaus/

u/hibridizado1978 — 22 days ago
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Plantas mudaram estratégia para procurar fósforo no solo

Perto de Manaus, o experimento AmazonFACE testou o que acontece quando sobe o CO₂ no sub-bosque, aquelas plantinhas debaixo das árvores grandes. Em resumo: as plantas usam CO₂ pra fazer fotossíntese, tipo comida de ar. No curto prazo, fotossíntese e crescimento ganharam um impulso. O porém é que carbono sozinho não constrói folha nem raiz. Precisa de fósforo. E solo amazônico antigo costuma ter pouco fósforo solto. Pra sustentar o ganho, raízes e microrganismos mudam o jeito de caçar esse nutriente. Ou seja: mais CO₂ não é fertilizante grátis. Tem custo. O estudo saiu na Nature Communications e reforça que, se os modelos climáticos esquecem o fósforo, podem superestimar quanto carbono a floresta vai continuar engolindo no futuro. Resposta rápida não garante décadas. Em tempo de seca e El Niño isso importa: a floresta do nosso entorno não é máquina simples. É orçamento biológico apertado, raiz por raiz.

Usei como fonte a Revista Amazônia (17/09), sobre o AmazonFACE: https://revistaamazonia.com.br/floresta-perto-de-manaus-recebeu-mais-co2-e-cresceu-no-curto-prazo-mas-plantas-mudaram-a-estrategia-para-buscar-fosforo-no-solo/

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u/hibridizado1978 — 25 days ago
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Qualidade do ar péssima em Manaus

Ontem a fumaça em Manaus não foi brincadeira. Pelos sensores do Selva, na Compensa a qualidade do ar chegou a nível péssimo: 129,5 µg/m³.

Bom seria até 25. Em Manaquiri 126,8, também péssimo. Manacapuru 114,7 e Iranduba 107,4, muito ruins.

Terceira vez em menos de dez dias que a capital amanhece encoberta. A prefeitura aponta queimadas na região metropolitana, sobretudo Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru. Parque Dez, Morro da Liberdade, Cachoeirinha e outros bairros também amanheceram ruins.

Amazônia bonita no discurso, ar pesado na prática. Semsa pede pra reduzir exposição, evitar exercício ao ar livre, hidratar. Criança, idoso, gestante e quem tem problema respiratório sentem primeiro.

O mundo digital pode esperar; o ar que a gente respira não. Parece que a Amazônia só serve pra retórica mesmo, no mundo real não vejo ações concretas para corrigir isso.

Usei como fonte o g1 AM (17/09):

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/09/17/qualidade-do-ar-piora-em-manaus-e-chega-a-nivel-pessimo-na-manha-desta-quinta-feira-17.ghtml

u/hibridizado1978 — 27 days ago
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Fumaça de novo

Manaus amanheceu de novo coberta de fumaça nesta quinta (17). Quem mora aqui já conhece esse céu esbranquiçado, o cheiro de queimado e aquela sensação de ar pesado.

A impressão que eu fico parece que a amazônia Só serve para retórica política e marketing.

Ontem à noite a fumaça já tinha encoberto várias zonas da cidade, e hoje de manhã o monitoramento da IQAir apontava qualidade do ar moderada, com AQI de 79 e PM2,5 em cerca de 24 µg/m³. Não é o pior índice que a gente já viu nesta estiagem, mas crianças, idosos e quem tem problema respiratório sentem na hora.

A origem costuma ser queimadas na região metropolitana e também fogo trazido pelo vento do sul do Amazonas, Rondônia e norte de Mato Grosso.

Nos últimos dias os sensores do Selva, da UEA, chegaram a marcar níveis muito ruins ou péssimos em pontos da capital. Vale reduzir tempo ao ar livre, evitar exercício forte e hidratar. O mundo digital pode esperar; mas e o mundo real? Sinceramente nessa época do ano a gente já até espera essa fumaça, e parece que nada nem ninguém percebe, ou se importa com o impacto disso.

Usei como fonte o Portal do Holanda (17/09) e o Planeta 92 (16/09):

https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/fumaca-volta-a-encobrir-manaus-nesta-quinta-veja-como-esta-a-qualidade-do-ar

https://planeta92.com.br/fumaca-encobre-varias-zonas-de-manaus-na-noite-desta-quarta-feira-16/

u/hibridizado1978 — 28 days ago
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A Síndrome do Pequeno Poder na Era da Hiperconectividade

Você já parou para pensar nas dinâmicas de poder, controle e silenciamento que ocorrem diariamente nos grupos de WhatsApp?

Acabo de disponibilizar no Zenodo o meu mais novo artigo: 'A Síndrome do Pequeno Poder na Era da Hiperconectividade'. Nele, faço uma análise sociotécnica e jurídica de como a arquitetura do aplicativo favorece práticas autoritárias e a formação de verdadeiros 'feudos digitais'.

Utilizando como base um estudo de caso do mega-grupo de futebol 'Máquina Rubro-Negra', o trabalho investiga como a cultura de arquibancada migrou para o ciberespaço, onde a moderação arbitrária frequentemente se mistura com violência simbólica e até interesses econômicos informais.

Também discuto o atual vácuo regulatório e a responsabilidade civil de quem administra essas comunidades.

Convido colegas pesquisadores, profissionais do Direito, da Sociologia e todos os interessados no tema para a leitura e o debate!

🔗 Leia o artigo completo aqui: https://zenodo.org/records/22714171"

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u/hibridizado1978 — 1 month ago
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Geolocalização de árvores a favor das pessoas.

Gosto quando a tecnologia chega pra reforçar quem já cuida da floresta, não pra substituir. Em Lábrea (AM), 18 grupos de extrativistas da Fazenda Nova Fronteira passaram a usar mapas digitais com milhares de castanheiras-da-amazônia geolocalizadas. A ferramenta roda no celular até sem internet e mostra a árvore com endereço próprio. Por trás disso está o Netflora, da Embrapa Acre: drones e inteligência artificial pra inventário aéreo. O pesquisador Luciano Ribas explica que dá pra planejar safra, achar árvore perto das trilhas antigas e compensar ano fraco. O mapa amplia a visão além dos cerca de 70 m que o coletor enxerga na mata, chegando a uns 200 m de cada lado da trilha. O projeto (Embrapa Acre, Future Climate e Fazenda Nova Fronteira) ainda está ligado a créditos de carbono no Projeto Rio Madeira REDD+, em 52 mil hectares na região Amacro, com meta de evitar mais de 15 milhões de toneladas de CO₂ em 30 anos. Castanha, renda e floresta em pé andando juntos. Isso é Amazônia que funciona.

Usei como fonte a Embrapa Acre:

https://www.embrapa.br/web/acre/busca-de-noticias/-/noticia/146883540/extrativistas-acessam-mapa-digital-de-trilhas-de-coleta-de-castanha-da-amazonia-na-palma-da-mao

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u/hibridizado1978 — 1 month ago
▲ 18 r/CRFla

Bruno Henrique

O que eu acho mais fantástico no Bruno Henrique nas entrevistas após o jogo de ontem, é que ele não deixou de mencionar e exaltar o grupo acima de si mesmo, a todo momento.

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u/hibridizado1978 — 1 month ago
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Manaus não precisa de IPÊS

A gente se derrete quando o ipê explode de amarelo ou rosa na avenida. Eu também acho lindo. O que me incomoda é outra coisa: em cidade amazônica, muita floração “de cartão-postal” veio de fora. Espécie exótica (ou de outro bioma), plantada pra cidade parecer Brasília, São Paulo ou o interior do Sudeste. Em botânica o termo técnico é esse: exótica ou introduzida, não nativa daqui. Tem gente que fala “exógena” no mesmo sentido.

Um levantamento em 35 cidades da Amazônia mostrou que cerca de 59% das espécies usadas na arborização urbana eram exóticas. As mais comuns: oiti (Mata Atlântica), mangueira, jambeiro e Ficus benjamina (Ásia). Em alguns municípios da região metropolitana de Manaus a participação de exóticas chegou perto de 70% a 100% em trechos inventariados. Beleza importada, biodiversidade local de lado.

A botânica Daniela Zappi (UnB/ITV), incomodada com ipê-rosa (Tabebuia rosea) e mangueira no sudeste do Pará, selecionou dezenas de nativas amazônicas com potencial urbano. Critérios: porte, raiz, floração ornamental, atrativo pra fauna. Moradores, quando perguntados, quase sempre citavam o ipê. Ou seja: o desejo de floração existe; a resposta não precisa ser forçar a paisagem alheia. Tem pau-sangue (Swartzia), goiaba-de-anta (Bellucia) e outras com flor e função ecológica.

Aqui em Manaus a Embrapa e a arborização urbana já apontam o pau-pretinho (Cenostigma tocantinum), nativo da Amazônia: flores amarelas boa parte do ano (mais no seco), copa frondosa, raiz pouco agressiva, rusticidade em solo ácido, baixa praga. O próprio Plano Diretor de Arborização de Manaus prioriza nativa. Agrônomos da área lembram o óbvio técnico: espécie daqui costuma se adaptar melhor ao clima equatorial, ao solo e à fauna local; regula melhor microclima; alimenta polinizador nativo; e evita o pacote “figueira que estoura calçada + baixa diversidade + risco de invasora”.

Não é guerra ao ipê. Tem Handroanthus nativo na Amazônia também. É recusar a ideia de que só fica bonito se parecer outro lugar. A Amazônia tem floração própria, às vezes mais intensa e o ano inteiro, e ainda segura sombra, abelha e identidade. Cidade amazônica merece árvore amazônica.

Usei como fontes Pesquisa FAPESP (Zappi et al.), Embrapa (pau-pretinho) e reportagens/estudos sobre arborização em Manaus e cidades amazônicas:

https://revistapesquisa.fapesp.br/arvores-da-amazonia-para-cidades-amazonicas/

u/hibridizado1978 — 1 month ago
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AEGEA faz o que quer no Brasil

Fora da Amazônia o padrão se repete no Litoral Norte do RS, onde a Aegea opera a Corsan. Em janeiro de 2026 o MPF reuniu Aegea, Fepam e as prefeituras de Capão da Canoa e Torres por poluição das águas: extravasamento de esgoto bruto pra rua e pro ambiente. Em Capão da Canoa, cinco pontos impróprios pra banho. A empresa culpou mau uso da rede, óleo de cozinha e falta de energia; o MPF pediu dados de quando começou e parou cada extravasamento.

Em fevereiro a Justiça, em ação da Defensoria, mandou a Aegea Corsan mapear em 15 dias todos os pontos de vazamento em Torres, conter o que for emergencial e, em até 240 dias, fazer os reparos definitivos, sob multa de R$ 10 mil por item descumprido. Moradores descrevem o problema como crônico, pior no verão. De Manaus ao litoral gaúcho: saneamento privatizado sem controle fino vira esgoto na rua, na praia e no igarapé.

Usei como fonte o Sul 21 (reunião MPF em 13/01/2026 e decisão judicial em 24/02/2026):

https://sul21.com.br/noticias/meio-ambiente/2026/01/mpf-se-reune-com-aegea-fepam-e-prefeituras-para-tratar-da-poluicao-das-aguas-no-litoral-norte/

https://sul21.com.br/noticias/geral/2026/02/justica-determina-adocao-de-medidas-para-conter-vazamentos-de-agua-e-esgoto-em-torres/

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u/hibridizado1978 — 1 month ago
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Águas de Manaus e seu descaso com a cidade

Em Manaus a poluição de esgoto não é só “legado da cidade”: a Justiça já apontou falha na operação da própria concessionária do grupo Aegea. Em 5 de julho de 2026, a Vara Especializada do Meio Ambiente condenou a Águas de Manaus a pagar R$ 200 mil por danos morais coletivos e a adequar a ETE Augusto Montenegro III, na zona Norte.

A ação veio do MPAM depois de fiscalizações do Ipaam. Entre as irregularidades: gradeamento deficiente, tampas danificadas, ausência de desinfecção por cloração, desvio no lançamento de efluentes e falha na medição da vazão. Mesmo depois de notificada várias vezes, em fiscalização no fim de 2024 o Ipaam ainda achou efluente sem desinfecção adequada. A perícia no processo reconheceu melhorias (cloração retomada, licença válida), mas o juiz Moacir Pereira Batista lembrou: responsabilidade ambiental é objetiva. Corrigir depois não apaga o risco sanitário que a coletividade já correu. Também mandou plano contra cheias do Igarapé da Redenção, com multa diária se descumprir.

Pra quem vive aqui e vê igarapé fedendo, isso é sanidade pública e rio, não só briga de contrato.

Usei como fonte o Amazonas Direito (05/07/2026):

https://www.amazonasdireito.com.br/justica-condena-aguas-de-manaus-por-danos-ambientais-coletivos-em-estacao-de-esgoto/

u/hibridizado1978 — 1 month ago