
Moradores de Belém protestam contra falta de água da Águas do Pará, do mesmo grupo da Águas de Manaus
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Na quarta (7), moradores do Parque Verde, do Tapanã e de conjuntos da região da avenida Augusto Montenegro, em Belém, fizeram protesto em frente à fábrica Hiléia pedindo água. Eles contam que várias áreas estavam sem abastecimento desde sábado (3) e que algumas comunidades chegaram a ficar cerca de 15 dias sem água recentemente. Nos conjuntos Ruy Barata, Orlando Lobato e Pedro Teixeira, segundo os moradores, a água só aparece de madrugada.
A Águas do Pará, que é do grupo Aegea, o mesmo dono da Águas de Manaus, disse que a interrupção daquele dia foi por manutenção eletromecânica no sistema de produção de água. Os moradores ouvidos pelo Ver-o-Fato dizem que a situação piorou depois da privatização e que as contas continuaram chegando, até mais caras. A Polícia Militar impediu que a avenida fosse interditada.
Pra ser justo, o problema ali é antigo: o mesmo portal registrou em 2022 um protesto parecido no Ruy Barata, bem antes de a Aegea assumir o serviço em setembro de 2025. Só que agora a pergunta é outra, é saber se melhorou como se prometia ao assumir uma concessão de 40 anos em 126 municípios.
Na minha opinião, parte dessa discussão é sobre soberania. Água, esgoto e Amazônia nas mãos de um grupo privado que cuida de um serviço essencial da gente, e quando falta água a única porta pra bater é a da própria empresa. Em Belém, em Manaus ou em qualquer lugar da região, quem mora aqui merece ter voz de verdade nisso.
Li isso no Ver-o-Fato, do dia 7 de outubro, e conferi os detalhes no Portal Viggo: https://ver-o-fato.com.br/belem-povo-perde-a-paciencia-com-a-aguas-do-para-e-protesta-na-augusto-montenegro/