Sem título
A chuva bate na janela,
e eu choro.
Derramo uma lágrima enquanto me consigo lembrar de ti,
do calor do teu abraço,
da pureza da tua voz,
do doce dos teus lábios.
Neste dia nublado,
nada mais importa a não ser as memórias.
Recordações de um homem,
em tempos completo,
a história de um amor que se desvaneceu.
O teu lado da cama ainda se encontra vazio,
o teu perfume perdura,
como se de uma tortura se tratasse.
Lembro-me da tua melodia,
da forma como mexias no meu cabelo,
e de quão seguro me sentia antes de adormecer.
Temo agora fechar os olhos,
com medo do que vou encontrar do outro lado,
sem a tua presença,
a tua luz a guiar-me
A chuva bate na janela,
e eu choro.
Lágrimas de um homem
que já não o é.