Homens que falam, mas não fazem nada. Como confiar?

Ações valem mais que mil palavras.

O pior é quando mesmo assim, a sociedade faz tudo o que eles mandam. E esses mesmos homens viram as miúdas umas contra as outras.

Eu estava na escola e não podia escapar ao jogo social.

Pensem. Assim podem prevenir os fins de relacionamentos. Já alguém passou por isto?
Isto foi a minha vida toda, mais no início: recentemente acabei os estudos

A minha experiência nunca foi boa — com homens aleatórios tipo na escola/ facul (sempre achei que a escola fosse aleatória socialmente). Eu fui sempre um caso à parte: nunca liguei à escola, era a boa aluna quieta no canto, o perfeito bode expiatório para os jogos sociais dos outros

Tudo & sempre falavam mas não davam provas (exemplos)

• rapaz que insistiu para namorar — mas só p/ me culpar quando ele queria sair de um relacionamento naquela altura

• rapaz à toa, popular, do nada, a assediar-me durante anos, a intimidar e parece nem perceber isso

• rapaz colega demasiado sexual — nunca tem nada a ver c/ amor verdadeiro — e forçava amassos e toques

• 2 professores a olhar sem consentimento, assumiram que eu estava “interessada”

• rapaz, parente da minha colega amiga — ele queria namorar, mas era um plano para terminar — só para ficar ele no final, com a atenção toda dela

• rapaz anos a fio a olhar para mim, mas nunca se declarou diretamente, enviava gente/ intermediários

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u/pikkylog — 3 days ago

Vocês não acham que isto tem de mudar: a tóxica cultura hiper sexualizada dos dias de hoje?

Hoje existe uma quantidade de conteúdo sexual que seria praticamente impossível de encontrar tão facilmente há 20 ou 30 anos; e mesmo presencialmente com ambientes mistos nas escolas. A diferença principal é a escala, acessibilidade e repetição.

Como é que uma sociedade consegue manter limites éticos quando a sexualização está tão presente na cultura, enquanto continuam a existir diariamente casos reais de assédio e violência sexual?

Perdeu-se a ideia de comunhão: de saudável união ao coletivo.

Quero dizer, eu vejo filmes no cinema +12/+16; hoje em dia, que mais parecem “pornográficos” no verdadeiro sentido da palavra: que desvalorizam a ética e moral. Clipes de música a mesma coisa. Tabu. Mts filmes contemporâneos, a própria linguagem cinematográfica — provocação, humilhação, traição, fetiches, relações de poder — parece aproximar-se cada vez mais da linguagem do conteúdo sexual para adultos. Tirar fotos fetiche de pés seria bem mais suave.

Porque é que parece que a nossa cultura ficou muito boa a representar desejo, mas não necessariamente muito boa a ensinar responsabilidade?

Porque é uma urgência:

• O algoritmo on-line recompensa aquilo que prende a atenção. Sexualidade, choque, violência, transgressão e tabu

• Escolas, que são a parte mais séria: os adultos envolvidos (aqui, fora e depois)… ficam com medo de corrigir miúdos que fazem “listas de violação/ rape lists” e múltiplos outros assédios e ameaças variadas

• A apresentação elegante de Hollywood, pode tornar determinados comportamentos mais normalizados do que uma representação grosseira conseguiria. E a linha desvanece-se.

Os jovens precisam de ferramentas para interpretar aquilo que veem: que não é suposto acontecer na vida real.

Notícias e Referências

RTP — APAV: aumento no século de casos de abuso sexual de crianças (mais do que duplicam em quatro anos)

DN: Machismo Tóxico

Estudantes: frequentemente vítimas de cyber violência/ bullying (PT)

RTP: Assédio e Abusos Sexuais Aumentaram Muito no Século (PT)

Portuguesas são Principais Vítimas de Ciberviolência/ Bullying

Existe muitos outros da UNICEF e RTP. Há uma coisa especialmente relevante na reportagem do DN:

O artigo não descreve simplesmente “rapazes que dizem coisas ordinárias”. Há relatos de usar a força e pressão: comportamentos de grupo. Uma educadora social entrevistada diz que os adultos os banalizam como “coisas de rapazes”.

Won’t Let Go of Rape Fantasies in Porn: Younger Generations

The Guardian: Why are Movies so Obsessed With Sex?

u/pikkylog — 7 days ago

Porquê óculos pra eclipse? Só p/ ver um mano que te “pode” cegar todo — e é melhor nem arriscar

Não entendi.

O meu moto: sopa e canja de galinha nunca fez mal a ninguém. Não, não entendo como o pessoal vai atrás disso. Não há mais óculos e ainda bem.

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u/pikkylog — 9 days ago

Rape lists nas escolas: a moda que cresce (post p/ alunos e profs.)

O novo normal

Partilho isto porque gostava que professores e outros adultos refletissem sobre a forma como reconhecem e interrompem estes comportamentos antes de eles se agravarem.

Não sou professora formal, mas trabalho com coaching online e tenho interesse em questões de educação e segurança mental (escolar neste caso).

Deparei-me com relatos sobre ‘rape lists’ nos USA, Reino Unido, ou em Itália e queria partilhar esta informação.

Rape lists” são listas com nomes de raparigas que rapazes dizem querer violar ou atacar sexualmente, muitas vezes disfarçam como só “brincadeira”. Mas existem relatos de ameaças.

Os rapazes teriam ordenado os nomes das raparigas conforme aquelas que diziam querer violar “mais” ou “menos”.

Isto não é apenas “brincadeira” ou humor ofensivo: é misoginia, objetificação e uma forma de ameaça sexual. Em Portugal escondem e “deixam andar”.

Isto fez-me pensar na minha própria experiência escolar. No meu caso, não houve uma agressão física explícita, mas existia muita pressão verbal: piadas e comentários sarcásticos, humilhação disfarçada de brincadeira, perguntas íntimas e invasivas, pressão para me envolver romanticamente e alguns toques (e houve olhares de profs sem consentimento). Usualmente são rapazes, e desde o ensino médio até ao superior

E honestamente, da forma como todos andam, preferível serem os profs do que colegas de turma.

Notícias & Referências Relacionadas

BBC: as rape lists que alunas enfrentam nas escolas

Misogenia nas Escolas não é uma Surpresa

Público: Violência Sexual Nas Escolas: Números Preocupantes

Alunos que sempre olham para conteúdo adulto e se satisfazem em frente às raparigas

meninas sexualizadas forçadamente desde cedo na escola

Mulheres Portuguesas estão no Top das Vítimas de Cyberbullying

Rádio Regional: Assédio em Escolas de Condução

DN: Violência Sexual entre Ambos Menores de Idade

u/pikkylog — 10 days ago

As pessoas me tratam pior, ou é só impressão minha?

Sinto que tenho tido azar nas interações sociais. Parece-vos plausível pela minha descrição; ou interpretei mal? Outras pessoas também sentem isto msm quando tentam ser cordiais?

Exemplos

• qnd criança, a minha mãe reparava que — os stores com outros arredondavam para cima — comigo, arredondavam p/ baixo.

• Na faculdade, profs injustos a prejudicar (a faltar a avaliações minhas, gritar; depois culpam no ano seguinte em q repito a cadeira etc.). Tinha amizades c/ colegas mas havia sempre 1 bully. Não fiquei com amigos relevantes após o curso.

• No dia a dia, episódios desagradáveis em cafés, restaurantes e farmácias — nem sempre mas acontecem: preços cobrados erradamente (as vezes simbólico tipo 30 cts a mais, eles de trombas; usualmente corrigem) + pedidos recusados (“não vendemos isso aqui” mentira; ou quando falta 1h p fechar… dizem que já não fazem algo simples por preguiça ); tentam sempre encomendar de fornecedores mais caros cmg… e funcionários impacientes ou desconfiados.

• Não sorrio abertamente e sou educada, mais ao estilo da Alemanha talvez, mas, cumprimento ou digo “sff.” e “obrigada”.

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u/pikkylog — 14 days ago

Injustamente transformada no bode expiatório. Alguém?

Sou mulher e isto já me aconteceu várias vezes, embora só uma ou duas tenham envolvido triângulos amorosos

Sempre fui reservada e sossegada, por isso talvez fosse um alvo fácil. Bastava sair uma vez com um rapaz comprometido, como amigos, para ele começar a provocar-me, tomar iniciativa ou declarar-se. Depois, ele seguia em frente rapidamente, enquanto eu ficava com a fama de vilã (situações de escola)

Nem sempre eram situações amorosas: muitas vezes também fui culpabilizada ou ridicularizada sem razão. O sentimento é igual. As pessoas aceitavam a versão exagerada dos outros porque era mais fácil repetir a história do que questioná-la.

Acho tabu e bem insano evitarem muito quando existe um homem envolvido a provocar e a tomar iniciativa.

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u/pikkylog — 15 days ago

Mulheres, em que área académica/ profissional há mais assédio?

Sondagem saúde mental para todas as mulheres, já que se ouve estatísticas de metade de mulheres a ser assediadas em trabalho (relatos principalmente de escolas: assédio, pressão, gozo, falta de limites ou desrespeito)

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u/pikkylog — 23 days ago
▲ 2 r/Lilith

How to improve Lilith in Aries in the 2nd House?

Birth chart positioned Black Moon Lilith in 2nd/ Aries.

Extra info about my own full context:

• Sun in Capricorn, 12th house: serious, self-contained, private, and often more powerful behind the scenes than in the spotlight.

• Jupiter in Scorpio, 9th house: deep-minded, intense beliefs, attraction to hidden truths, psychology, finance, or taboo subjects.

• Saturn in Aquarius, 1st house: a reserved outer style, strong self-control, and an identity that grows through independence and distinction.

• Uranus in Capricorn, 12th house: unusual inner world, private rebellion, and sudden shifts that are often kept hidden.

• Neptune in Capricorn, 12th house: strong intuition mixed with realism, plus a private dream life and symbolic imagination.

• Pluto in Scorpio, 10th house: intense public presence, deep transformation through career, and a powerful need to have impact.

• North Node in Sagittarius, 10th house: growth comes through visibility, truth-telling, ambition, and building a meaningful public direction.

• Lilith in Aries, 2nd house: bold self-worth issues, strong instincts around money, value, and independence.

• Part of Fortune in Virgo, 7th house: luck and ease come through useful, balanced, dependable relationships.

• Vertex in Virgo, 7th house: fated encounters often come through practical, analytical, or service-oriented people.

• Midheaven in Scorpio: career path wants depth, control, transformation, and emotional or strategic impact.

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u/pikkylog — 26 days ago