Cansei de ser o departamento de iniciativa afetiva 😂

Vocês ficam correndo atrás de mulher?

Eu, desde que fiquei solteira (Sou mulher e lésbica) há uns 5 meses, conversei com algumas mulheres. Algumas conversas até renderam, mas estou assim: se falou, falou. Se não falou, não vou ficar correndo atrás tentando manter assunto ou fazendo esforço para engajar algum assunto.

Sei que, desse jeito, provavelmente vou acabar solteira, mas sinceramente? Cansei.

A vida inteira fui uma pessoa de atitude: puxava assunto, chamava para sair, tomava iniciativa, dava o primeiro beijo, fazia acontecer… Só que percebi que, quando a atitude não parte de mim, muitas simplesmente não se mexem.

Então resolvi experimentar uma coisa nova: ficar na minha.

Se aparecer alguma abençoada que queira demonstrar interesse, tomar iniciativa e mostrar atitude, ótimo. Será muito bem-vinda. Agora, se não aparecer, sigo tranquilamente no meu celibato.

Cansei de ser o departamento de iniciativa afetiva. Agora quero ver se alguém também sabe fazer acontecer.

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u/Abject_Show_8256 — 7 days ago

Lembram da Karol Eller? Serviu de propaganda para a extrema direita

Eu acompanhava ela muito antes de se envolver com política no Brasil. Na época, vivia nos EUA, tinha uma namorada e parecia feliz. Depois voltou ao Brasil, ficou noiva e passou a circular com a família Bolsonaro e figuras como Marco Feliciano.

No começo, eu até achava que algumas coisas que ela dizia faziam sentido, mas, com o tempo, ela mergulhou em um discurso extremamente conservador e heteronormativo, cercada por pastores e por pessoas que defendiam ideias como a chamada "cura gay".

Não sei o que realmente aconteceu com ela e deixo claro que essa é apenas uma impressão minha, só sei que ela se desviveu, mas sempre tive a sensação de que aquele ambiente fez muito mal para alguém que talvez ainda estivesse lidando com conflitos internos e com a própria identidade.

Isso me faz pensar em algo que continua acontecendo: pessoas gays e trans sendo usadas como vitrine política para transmitir a ideia de que determinado grupo é tolerante com a comunidade LGBTQI+. Mas, quando deixam de ser úteis para essa narrativa, são esquecidas.

Basta lembrar da Karol Eller. Hoje, nenhum desses políticos de direita no qual ela quis fazer parte se lembram dela.

É justamente esse o problema de transformar pessoas LGBTAI+ em instrumento político: elas podem acabar sendo usadas como massa de manobra por um grupo que, na prática, não as enxerga como iguais.

u/Abject_Show_8256 — 8 days ago
▲ 246 r/arco_iris

Os puxa-sacos de neonazistas não tiveram chances com os conservadores

>Chocando um total de 0 pessoas.

Sophia Barclay, candidata a deputada federal pelo PL em São Paulo, terminou com 17.346 votos. Yoyo Panda, candidata a deputada estadual pelo PL no Rio Grande do Sul, recebeu 21.464 votos. Já João Pedro Sastre, nome da direita LGBTQIA+ na Baixada Santista, sequer chegou ao fim da disputa após desistir da candidatura.

u/Abject_Show_8256 — 8 days ago

Um dia normal no Tinder:

Estava no Tinder esses dias, vi que uma mulher já tinha dado like em mim, dei match e mandei um simples “boa noite, tudo bem?”.

Depois de algumas mensagens, percebi que ela estava a mais de 50 km e perguntei: “Você é de qual cidade?”

Pronto. A mulher surtou. 😂

Aparentemente, eu deveria ter lido o perfil inteiro antes de dar match, porque a cidade estava aparecendo lá e eu juro que simplesmente não vi, somente vi o km.

Confesso: não faço uma perícia criminal no perfil antes de conversar. Dou uma olhada rápida, dou match e, se o papo passar das três frases, aí sim leio tudo com calma.

Porque, sinceramente, não vou estudar a biografia da pessoa antes de descobrir se ela consegue sustentar uma conversa.

Segundo ela, aparentemente o Tinder exige preparação prévia, leitura obrigatória do edital e prova de conhecimentos gerais antes do primeiro “oi”.

Mas fiquei curiosa: vocês leem o perfil inteiro antes de dar match ou também vão descobrindo as coisas durante a conversa?

u/Abject_Show_8256 — 15 days ago

Como vocês lidam com a ideia de quem um dia você vai morrer e as pessoas que vocês amam também?

Frequentemente me pego pensando na morte. Sei que não tenho controle sobre ela, mas o mais difícil para mim é encarar a perda de quem eu amo. Já perdi meu pai e foi devastador; demorou muito para a ficha cair e ainda sinto que ele se foi cedo demais. Minha mãe teve que enfrentar a dor de perder ele, casamento de mais de 40 anos e conseguiu seguir em frente, praticamente sozinha.

Sinto que sou muito frágil nesse aspecto, pois vivo com medo constante de perder as pessoas que me cercam e até meus animais de estimação. Acredito que carrego um certo trauma, pois presenciei o falecimento dos meus dois avôs, em momentos diferentes, mas isso já tem muitos anos, mas sinto que isso ainda me prejudica, por causa disso, hoje, quando vejo alguém próximo passando mal, entro em pânico. Penso seriamente em procurar terapia para conseguir processar tudo isso e lidar melhor com esse medo. Como vocês fazem para se desvincular de pensamentos assim e lidar com a finitude?

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u/Abject_Show_8256 — 18 days ago

Terminei há 4 meses e percebi que estar solteira é um alívio imenso.

Sempre tentei entender por que algumas pessoas saem de um relacionamento e já se jogam direto em outro. Cheguei a uma conclusão sobre isso há pouco tempo: terminei um namoro há 4 meses e cheguei a achar que queria alguém, mas, sinceramente? Quero não.

No começo tudo parece interessante e empolgante, mas depois acaba do mesmo jeito: cada uma pro seu canto, como dois estranhos. Papo de gente traumatizada? Provavelmente... Mas só de pensar em passar por toda aquela etapa de conhecer alguém, investir tempo, dinheiro e energia pra ver se vai dar em algo e, se der, conhecer família, amigos, se envolver totalmente pra depois terminar já me dá uma preguiça enorme. Acho que esgotei minha cota de romance, pelo menos por este ano. Estar solteira pra mim também é sinônimo de paz. A ânsia que algumas pessoas têm de estar sempre acompanhadas é muito subestimada.

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u/Abject_Show_8256 — 27 days ago

O mercado amoroso faliu? Tempos difíceis para os solteiros?

A pista não tá salgada, tá salgadíssima.

Saí de um relacionamento de 2 anos e, agora recém-solteira, resolvi voltar pros apps de relacionamento pra conhecer pessoas. Sinceramente? Só decepção.

A galera tá totalmente desinteressante. Conheci gente que não consegue fazer uma conversa render, por mais que eu puxe assunto e tente fugir do básico. Tem quem dá match e simplesmente não conversa. Tem quem quer atenção 24 horas por dia, demorei 9 minutos pra responder e a mulher deu piti. Teve uma que era totalmente dentro do armário e ainda queria me convencer a voltar pro armário junto com ela. E tem as que parecem antibiótico: respondem de 12 em 12 horas. 😅

Comecei a ver relatos nas redes sociais pra entender se o problema era comigo, e aparentemente não. O que mais vejo é gente falando de love bombing, ghosting e uma dificuldade enorme de simplesmente conversar como pessoas normais.

Juro que há 2 anos não era assim. O povo conseguia desenvolver um papo, marcar um encontro pra se conhecer e, mesmo quando não dava em nada, pelo menos o encontro acontecia.

Dito isso: quem tem alguém, cuide. Se não houve traição nem agressão, talvez seja melhor valorizar o que tem. E nem é meme. 😂

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u/Abject_Show_8256 — 1 month ago

Recusei uma mulher de 43 anos porque ela não é totalmente assumida. Estou sendo radical?

Sou mulher, tenho 36 anos, sou lésbica e estou assumida para a família desde os meus 17 anos. Já namorei uma mulher que não era assumida e prometi a mim mesma que nunca mais viveria um relacionamento escondido.

Essa semana comecei a conversar com uma mulher de 43 anos, bissexual. Ela me disse que teve um relacionamento de 10 anos com outra mulher e, até aí, tudo certo. O que me chamou a atenção foi quando ela disse que era "discreta".

Perguntei o que ela queria dizer com isso.

Ela respondeu que só algumas pessoas da família dela sabem sobre ela.

Aí eu falei, numa boa, que já tinha vivido um relacionamento com uma mulher não assumida e que não queria passar por isso de novo. Expliquei que o relacionamento em si não era ruim; o problema era ser apresentada como "a amiga", viver medindo as coisas, esconder quem eu era.

Ela começou a falar e a me questionar: "Mas suas relações assumidas deram certo?" "Não preciso me assumir pra todo mundo." "Você acha que contar para todo mundo seria diferente?" "Isso iria mudar a relação de vocês? Ou você não gostava dela o suficiente?"

Eu respondi que cada um faz o que quer da vida e que entendo perfeitamente quem acabou de se assumir, tem pais religiosos, depende financeiramente da família etc. Mas, sinceramente, uma mulher de 43 anos, independente, que já teve uma relação de 10 anos e ainda vive parcialmente escondida... pra mim não faz sentido.

E percebi uma coisa importante: não é preconceito meu com a forma dela viver. É um limite meu.

Eu já passei da fase de ser escondida. Voltar pra isso, pra mim, seria regredir.

No fim a conversa terminou de forma tranquila. Ela disse que respeitava meu posicionamento, eu disse que entendia o lado dela e que acho que só temos visões diferentes sobre isso. Ela reagiu com um ❤️ e ficou por isso mesmo.

A parte que me fez rir foi o dia seguinte.

Acordei e... a foto do perfil dela simplesmente sumiu. 😂

Agora fiquei pensando numa outra situação que conheço: um casal de mulheres que está junto há mais de 10 anos. Moram juntas, compraram apartamento, passam Natal e Ano Novo na casa dos pais de uma delas e, mesmo assim, para o pai ela continua sendo apresentada como "amiga". Elas até planejavam a gravidez.

Eu fico pensando: chega uma criança, moram juntas há anos, nunca apareceu namorado... como essa conversa acontece?

Sei que cada um vive como consegue, mas definitivamente percebi que isso não cabe mais na minha vida.

Acho que, pela primeira vez em muito tempo, fiquei orgulhosa de mim por ter identificado um limite logo no começo e não ter insistido só porque a pessoa parecia legal.

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u/Abject_Show_8256 — 1 month ago

Sou lésbica e digo: se relacionar com mulher é para os fortes

Pela minha experiência, algumas mulheres podem ser mais egoístas do que imaginam. E eu digo isso sendo mulher, lésbica e tendo vivido tanto um relacionamento heterossexual quanto relacionamentos com mulheres.

Não estou generalizando. Estou falando de um comportamento que vejo se repetir com frequência.

Muitas vezes, o desconforto aparece, mas não é comunicado. Em vez de conversar, a pessoa espera que o parceiro descubra sozinho o que está acontecendo, como se existisse uma bola de cristal. E, pior, parece que normalizamos a ideia de que, se o outro não adivinhar, então ele é o problema ou o relacionamento é tóxico.

Também vejo muita mulher que permanece em uma relação na qual já não está feliz, sem ser honesta sobre isso. Vai empurrando a situação, acumulando ressentimentos, enquanto o outro continua investindo sem saber o que realmente está acontecendo. Em vez de encerrar ou ter uma conversa difícil para tentar encontrar uma solução, deixa a relação se desgastar até o inevitável.

Tem cara fechada, silêncio, indiretas, imaturidade. Se a outra pessoa pergunta o que houve, incomoda. Se demonstra intensidade, é "demais". Se não demonstra, também não serve.

E, para mim, um dos maiores atos de egoísmo é ouvir, depois do término: "Essa relação já tinha acabado faz tempo. Você que não percebeu."

Como alguém perceberia aquilo que nunca foi dito? Se relacionar com mulher é desgastante muitas vezes.

Nem todo egoísmo é gritar ou controlar. Às vezes, ele aparece no silêncio. Em esperar que o outro adivinhe o que você sente, acumular incômodos sem conversar, mandar indiretas em vez de ser direta, fazer testes para medir o amor do outro, cobrar o que nunca foi comunicado, comparar com o passado e abandonar emocionalmente a relação antes mesmo de dizer que ela acabou. No fim, o problema não é ter defeitos, é fugir da responsabilidade de construir o relacionamento através do diálogo.

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u/Abject_Show_8256 — 2 months ago

Demorei 9 minutos para responder e fui cancelada

Conversando há dois dias com uma mulher, no segundo dia fiquei 9 minutos sem responder. Nove. Detalhe que ela disse que estava trabalhando, mas não saia do WhatsApp nem um segundo, que até cheguei a pergunta “você está trabalhando mesmo?“ kkkkk ficava me bombardeado de mensagens, uma atrás da outra

Ela tinha me contado que é judia, de família judia, mas não praticante. Perguntou se eu tinha algo contra e eu disse que não, apenas que não concordo com algumas coisas.

Do nada, ela mandou: “Você está agindo diferente do que você diz que prega.”

Respondi e ela encerrou a conversa com um “boa noite”. Nunca mais falou comigo. 😂

Sério, as pessoas estão ficando bravas porque você demora 9 minutos para responder?

Estou começando a pegar ranço de conhecer gente. É sempre aquele roteiro: conversar, agradar, corresponder às expectativas, medir cada palavra e agora até o tempo de resposta.

É muita burocracia para simplesmente conhecer alguém. Ninguém mais consegue agir de uma forma natural e normal, é sempre uma pressão desnecessária.

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u/Abject_Show_8256 — 2 months ago

Is there a strong possibility that I have *C. difficile*?

I took 500 mg of cephalexin to treat a urinary tract infection. About two weeks after finishing the antibiotic treatment, I developed watery diarrhea. I consulted a doctor, who diagnosed the condition as probable gastroenteritis and recommended hydration and probiotics; I followed this advice for a few days, and my stool returned to a normal consistency. I was going to the bathroom three or four times a day, alternating between watery diarrhea and normal stool, until everything eventually went back to normal. Now, six weeks after finishing the antibiotics, the diarrhea has returned, even though I haven't taken any more antibiotics. I have no vomiting or blood in my stool, no abdominal pain, and as far as I know, I don't have a fever. Is there a high probability that this is a C. difficile infection? I am worried about the return of the diarrhea. I am going through a very stressful period in my life and wonder if that is contributing to the change in my stool consistency.

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u/Abject_Show_8256 — 2 months ago

Eu sou babaca por não aguentar minha avó?

Tenho 36 anos e desde o término do meu relacionamento, há quase três meses, voltei a morar com a minha mãe. Ela mora com a minha avó, que tem 88 anos e diversos problemas de saúde. Porém, o que mais tem me desgastado não são as limitações da idade, e sim a convivência diária.

Minha avó é uma pessoa muito geniosa. Ela se mete em tudo, quer opinar sobre qualquer assunto, reclama o tempo todo, fala sempre gritando e faz drama por qualquer situação. Quando não está reclamando, está discutindo com a minha mãe.

Eu trabalho 100% em home office, então preciso fazer ligações, responder áudios, participar de reuniões e manter a concentração durante o expediente. Mesmo avisando diversas vezes que preciso de um pouco de silêncio em determinados momentos, ela simplesmente não respeita. É muito difícil conseguir trabalhar em um ambiente assim.

Minha mãe trabalha fora o dia inteiro, então quem fica em casa com a minha avó sou eu. Ela tem outras duas filhas, mas uma praticamente desapareceu para não assumir responsabilidades, e a outra também costuma se ausentar sempre que pode. No fim das contas, toda a responsabilidade acaba recaindo sobre a minha mãe e, indiretamente, sobre mim.

Desde que voltei para cá, faço questão de ajudar minha mãe financeiramente em tudo o que posso. Sei que estou morando na casa dela e considero isso uma obrigação e uma forma de retribuir tudo o que ela faz por mim.

Mas, sinceramente, estou chegando ao meu limite. A falta de paz e de sossego dentro de casa tem comprometido minha saúde física e mental. Já lido com meus próprios problemas, e viver diariamente em um ambiente de tensão, gritos e conflitos está sendo extremamente desgastante. Não é uma questão de falta de amor ou de empatia pela minha avó, mas de reconhecer que essa convivência constante está afetando profundamente o meu bem-estar.

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u/Abject_Show_8256 — 2 months ago

Pouco se fala sobre os relacionamentos abusivos entre duas mulheres

Todas as relações que mais me traumatizaram foram com mulheres. Cheguei a pedir a Deus que tirasse isso de mim, que eu deixasse de gostar de mulher ou até que me desse forças para viver em celibato. Em todas as relações que tive, saí profundamente machucada.

Sempre fui uma pessoa intensa, mas nunca desesperada. Quando gosto de alguém, eu cuido, dou atenção, faço questão de estar presente e naturalmente priorizo a pessoa. Sempre entrei em um relacionamento pensando em construir um futuro, em formar uma família, em casar. Não sou do tipo que conhece alguém hoje e amanhã já diz que ama. Eu preciso criar vínculos, confiar e me conectar de verdade.

Mesmo assim, vivi situações que me marcaram profundamente. Já morei com uma mulher que se recusou a me dar um copo d'água quando eu estava de cama, doente. Já passei por um relacionamento com agressões físicas e psicológicas. Já me envolvi com alguém que dizia ter responsabilidade afetiva, mas, no primeiro momento em que eu precisei de apoio, simplesmente foi embora. Também conheci quem fazia joguinhos, me colocava em segundo plano, dizia que me amava e, depois, me trocava como se tudo o que vivemos não tivesse importância. Mulher manipuladora que sabia dos meus traumas e usou tudo isso contra mim.

Às vezes me pego pensando se o problema sou eu. Tento mudar meu jeito, tento oferecer menos, criar menos expectativas, me proteger mais. Mas é difícil quando isso não é meu jeito. Eu gosto de demonstrar, de cuidar e de fazer a pessoa se sentir importante. O que mais dói é perceber que, enquanto eu a coloco entre as minhas prioridades, muitas vezes sou apenas uma opção na vida da pessoa. E ninguém fala o qual horrível é você construir um relacionamento com alguém e do nada a pessoa simplesmente sumir da sua vida, deixando um buraco e vários traumas.

Isso me faz questionar se amar com profundidade ainda tem espaço em um mundo onde tantas relações parecem superficiais. Sei lá, isso é um desabafo, e também para mostrar que não é só aquela relação hétero que te deixa toda cheia de traumas e quando aquela sua amiga hétero, falar que vai virar lésbica, que é mais fácil ser relacionar com mulher, ela realmente não sabe o que está falando.

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u/Abject_Show_8256 — 3 months ago

Vocês contariam uma traição ou deixaria quieto?

Conheci uma mulher em um app, casada com um homem trans, tudo anonimamente, mas fui atrás das informações e descobri várias coisas. Mais de 12 anos casada, filho pequeno e simplesmente trai o rapaz há bastante tempo, teve um longo caso com uma mulher e agora está à caça novamente. Dei corda para ver até onde ia a história. Disse que o marido é bunda mole, porém uma boa pessoa, que já chamou ele para viver, mas ele se recusa, que ele gosta apenas de trabalhar, que ela quis introduzir uma nova mulher na relação, mas o mesmo não aceitou, tentou abrir a relação, mas também não aceitou. Falou que com ele é o básico, arroz e feijão, mas que ela quer comida boa e diferente na rua. Que não se separa, porque tem muita coisa envolvida, família, amigos, dinheiro, propriedades, gosta dele, mas que a relação não tem mais graça. Nesse meio tempo, dois ou três dias de conversa, vi que ela trata a relação como um negócio e não com amor, que simplesmente tacou o fodase e foi viver. Não estou contando tudo, porque não vejo necessidade, mas a mulher está realmente cagando pro cara e pra família e se recusa a jogar claro com ele por comodidade e dinheiro.

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u/Abject_Show_8256 — 3 months ago

Menos de 2 meses do término, já está a procura de alguém

Namoramos por 2 anos, planos para casar em breve, ela terminou comigo e menos de 2 meses do término, ela está procurando outra pessoa para iniciar um relacionamento. Fiquei surpresa? Talvez um pouco. Mas parando para pensar hoje, quando a esposa faleceu, em 3 meses ela já estava procurando outro relacionamento e me encontrou. Sei lá, fazemos tantos planos, sofremos e a outra pessoa já está procurando alguém para preencher a vaga. Fico pensando se essas pessoas que falam que amam, amam mesmo ou é só a carência de ter alguém a todo custo?

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u/Abject_Show_8256 — 3 months ago

Por que tem mulher que é bissexual, mas só se relaciona com homem?

Essa é uma questão que me intriga. Já observei várias mulheres que se identificam como bissexuais, mas, quando estão solteiras, direcionam seus interesses afetivos quase exclusivamente para homens. No máximo, trocam alguns beijos com outras mulheres, mas não vai além disso. Quando se trata de um relacionamento sério, daqueles que se apresentam à família, a escolha é sempre masculina.

Entendo que, em muitos casos, isso está atrelado a questões familiares, religiosas ou à pressão social de viver dentro da heteronormatividade. Porém, em outras situações, parece que a bissexualidade é usada mais como um rótulo de descolamento, quase como uma "modinha" para se sentir diferente ou mais interessante. E há ainda aquelas que, mesmo casadas com homens, mantêm encontros às escondidas com mulheres, como se fossem segredos à parte da vida "oficial".

Fica a reflexão: até que ponto isso é expressão genuína da sexualidade ou um reflexo das conveniências e contradições do meio em que vivemos? E antes que falem que estou sendo preconceituosa, não é isso, pois queria muito que as mulheres passassem se relacionar com outras mulheres de uma forma natural. Está cheio de bissexuais lindas, que poderiam estar se relacionado com outras mulheres, mas sempre ficam "presas" em relação heteronormativa.

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u/Abject_Show_8256 — 3 months ago

Em algum lugar da Suiça 🇨🇭

Isso é na grande São Paulo, perto de um hospital, olha a sujeira disso... Fraldas de bebês, lixo de todos os tipos, ferro de passar roupa, entre outros. Só tem um cesto de lixo, mas mesmo assim, se o povo tivesse consciência, levaria o lixo para sua casa e jogaria, mas é mais fácil poluir todo o lugar, onde tem um lago, com vários bichos.

u/Abject_Show_8256 — 3 months ago

Será que fui otária?

Namorei uma mulher por 2 anos e, olhando para trás, sinto que fui muito ingênua por não perceber onde estava pisando. Os sinais de alerta (red flags) 🚩 estavam todos lá, mas eu não quis ver:

  1. O luto recente: Começamos a sair apenas 4 meses após o falecimento da esposa dela. O argumento dela era de que o processo de luto já tinha começado muito antes, porque a esposa tratava um câncer terminal. Hoje, pensando friamente, sei que ninguém supera a perda de um relacionamento de 10 anos em tão pouco tempo.

  2. O discurso do "fim do amor": Ela afirmava que não tinha mais nada com a esposa romanticamente e que a via apenas como amiga por conta da doença. Chegou a dizer que, se ela estivesse viva e saudável, já teria terminado. Claramente, o amor já tinha acabado.

  3. Cuidado ou interesse? Elas moravam no apartamento da esposa. Quando a doença se agravou, a esposa chegou a dizer que ela poderia ir embora viver a vida dela, desde que deixasse o imóvel. Mas ela preferiu ficar e cuidar dela até o fim. Hoje, questiono se esse "cuidado" não foi pura conveniência. Como ela mesma admitiu que não a amava mais e sempre demonstrou ser alguém muito apegada a dinheiro, fica difícil não pensar que ela ficou por interesse, já que acabou herdando o apartamento, economias e uma pensão por morte.

  4. A relação com a mãe e o descarte: Um mês antes do falecimento da esposa, a mãe dela foi para a casa delas para ajudar a cuidar dos gatos. Logo após a morte, ela disse que ficou perdida, sem saber se voltava para o apartamento ou se mudava. Passou um tempo na casa de uma amiga da mãe para se decidir e, quando finalmente resolveu voltar para o apartamento, a mãe continuou lá por mais um período. O que ela fez? Mandou a mãe embora, acusando-a de "fazer a casa de hotel", usar seus armários e comer sua comida. Depois desse episódio, ela ainda ficou dois meses sem falar com a mãe. Ps: A mãe dela mora em outro estado.

  5. ​O afastamento da amiga da falecida: Uma grande amiga dela (que na verdade era, originalmente, amiga da falecida esposa) foi a primeira a criticar a atitude que ela teve com a mãe. Essa amiga bateu de frente, dizendo que não deveria ter tratado a mãe daquela forma, ainda mais depois de toda a ajuda que recebeu. Para completar, bastou um mês de namoro comigo para essa amiga começar a se afastar, até colocar um fim definitivo na amizade. A justificativa que ela deu na época foi de que "sua verdadeira amiga era a falecida". Já se passaram dois anos do fim da amizade e os boatos que rolam é que a amiga se afastou porque ficou horrorizada ao ver a rapidez com que ela arrumou outra pessoa após a morte da esposa.

  6. Eu sou uma pessoa mais caseira, que gosto de ficar mais em casa e ter atividades mais tranquilas e quando conheci ela, ela dizia ser igual a mim, com o tempo, era praticamente todo final de semana era queria sair para casa dos amigos dela ou convidar pessoas para a casa dela, chegando a colocar 8 pessoas no apartamento pequeno dela. Às vezes eu só queria ficar de boa, vendo uma série com ela, mas isso começou a ficar cada vez mais raro. Fora que os gastos estavam ficando muito elevados, dividimos os valores, mas mesmo assim, os custos começaram a ficar elevados, e meus planos era juntar uma grana, para morar com ela, etc. Mas na real ela queria continuar gastando dinheiro, pra depois reclamar que estava sem dinheiro.

  7. O namoro a três: Havia uma amiga dela que, embora tivesse suas qualidades, era muito irritante, falava alto, gritava e não tinha desconfiômetro. No início, eu relevava por respeito à amizade delas. Mas a situação azedou de vez quando essa amiga virou a "sombra" do nosso relacionamento. Para onde quer que fôssemos, minha ex queria levá-la. Viagens que deveriam ser de casal, um café num domingo tranquilo ou até um programa simples em casa: a amiga tinha que estar junta. Começou a me incomodar profundamente ver como minha ex fazia de tudo para agradar essa menina o tempo todo, enquanto a garota, com uma tremenda cara de pau, aceitava todos os convites. Minha ex achava essa intromissão a coisa mais normal do mundo, ignorando completamente o meu espaço e o nosso namoro.

  8. O meu descarte (A história se repete): Quando começamos a namorar, eu praticamente vivia na casa dela e a ajudava em tudo. A situação piorou quando ela quebrou o pé e estourou os ligamentos: minha vida passou a girar em torno dela por dois meses. Eu a levava a consultas médicas, passei o dia com ela no hospital em uma suspeita de trombose, ia às sessões de fisioterapia, cuidava da casa e resolvia tudo na rua. Mas adivinha? Conforme ela foi se recuperando e não precisava mais de mim, começou a inventar desculpas frequentes para me mandar embora.

  9. O controle e o desmerecimento: Como se não bastasse tudo isso, ela exercia um controle doentio. Chegou a colocar câmeras dentro da própria casa para me monitorar. Além disso, menosprezava o meu ganha-pão: como eu trabalho em regime de home office, ela dizia na minha cara que eu "não trabalhava".

  10. total falta de empatia: Quando passei por uma fase difícil e precisei de um ombro para desabafar, a resposta dela foi um soco no estômago. Me criticou dizendo que "o mundo não ia parar por causa dos meus problemas" e que eu não deveria tratá-la como prioridade. Ou seja, eu tinha que anular a minha vida pela dela, mas os meus sentimentos eram um estorvo.

  11. ápice da crueldade (O término): O fim foi a cara dela. Ela simplesmente me expulsou da casa dela no meio de um temporal, me mandando pegar a estrada de carro. Disse que, se eu não quisesse dirigir na chuva, que fosse para a casa da minha tia que era ali perto, mas que ali eu não podia ficar porque ela iria receber pessoas. Fui descartada no meio de uma tempestade para dar lugar aos convidados dela. E eu sei que isso não é nem a metade de tudo o que vivi.

Um desabafo, apenas.

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u/Abject_Show_8256 — 3 months ago