Não sei que título dar para essa obra prima

Se alguém da comum judaica quiser me convidar para uma festa, eu tô aceitando!

(Esse não é um vídeo de intenção antisemita, só achei extremamente engraçado e quis compartilhar com vocês)

EDIT: u/justonlyday, porque diachos o Barney é um ladrão???

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

u/AcropolisRunner — 11 days ago

Alguma alma bondosa ajuda o senhorzinho de idade?

Alguma alma bondosa poderia me explicar o que diacho é Agartha? Confesso que eu vejo os memes disso aí, não entendo nada dessa bodega e o que já vi por cima é que tem a ver com coisa supremacista.

Conseguem ajudar o idoso digital que vos fala?

u/AcropolisRunner — 15 days ago

Tendo a concordar

Não faço a mínima ideia de como outras religiões seriam nesse quesito de bebidas

u/AcropolisRunner — 16 days ago
▲ 61 r/Noticiasatrasadas+1 crossposts

Príncipe Sidartha Gautama anuncia que tornou-se aceta. Seu Pai, Vossa Majestade afirma que isto é só uma fase e isso só são más influências.

u/AcropolisRunner — 15 days ago

MULTIVERSO DO SUB

Senhoras e senhores, como havia falado em um post anterior, eis aqui o multiverso do BARTEOLOGIA!

Deixa eu apresentar os personagens a vocês:

- AcropolisWalker (AcropolisRunner): um ateu argentino de origem paquistanesa e que causa maior confusão no sub com o seu tom provocador e bastante cínico.

- Alol (Lola do u/Less-Independent9005): uma anarquista de carteirinha, bastante crítica de qualquer coisa e que não gosta nem um pouco de ficar parada em um único parada em paz.

- Eobard Thawne (u/BerryAllenn): um verdadeiro cavaleiro templário dos teclados. Defensor extremamente ferrenho do catolicismo e que é bastante crítico do pessoal que usa de mentiras para poder atacar a sua fé.

- Won't (Will do u/BackgroundRaise8083): eu não sei como descrever mas... Achei a foto parecida dele com o agente Smith da Matrix.

-Most Disvantage (u/Least-Advantage-5083): por trás dessa foto de perfil épica e bastante intimidadora, temos... um fã de Uma Musume que nem eu.

Acho que é isso por enquanto, não fiz mais por causa da minha cota gratuita da IA kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Um abraço!

u/AcropolisRunner — 16 days ago

Às vezes, dá vontade de descer a porrada na ateuzada...

(Não mudo o título não, acontece de vez em quando)

Fala meus bacanos, Acropolis aqui mais uma vez para resolver mais um clickbait.

O título é exatamente esse e eu me recuso a começar o texto com um moralismo hipócrita fingindo que essa vontade não cruza a minha mente. Tem dias em que você acorda, abre o Reddit ou o Twitter, lê a prepotência de quem acha que refutou dois mil anos de filosofia cristã com um meme de quinta série ou um argumento "jenial", e a única trilha sonora que faz sentido na minha cabeça para poder traduzir o que sinto é Break Stuff do Limp Bizkit... Música incrível inclusive.

A vontade carnal, primitiva e imediata não é sentar para um debate socrático, mas é virar o Fred Durst, vestir um boné vermelho para trás, deixar a música explodir no fone e resolver a dissonância cognitiva do mundo na base da marretada. Quando esbarramos no cinismo moderno, o sangue ferve de um jeito que a sua carne grita por violência e você só quer... Quebrar tudo na porrada.

E para vocês entenderem exatamente qual é o gatilho dessa raiva, eu quero usar um comentário real que eu li recentemente nesse mesmo site. Algo que aconteceu diretamente comigo.

Estava defendendo a minha escolha pessoal pela castidade e um membro da nossa autoproclamada "elite intelectual livre-pensadora" fez a seguinte análise extremamente competente do cristão:

"Para você ser virgem com essa idade, você precisa ser uma pessoa horrorosa e chata."

"Crescer numa família que tem controle sobre tudo e estudar em colégio de crente fundamentalista."

"Ter alguma insegurança violenta com o próprio corpo ou algum trauma sexual."

"Castidade e internet não combinam. Mas pelo menos essa sua postura aumenta o prazer, porque o proibido é mais gostoso."

Quando eu li esse atestado de arrogância e desrespeito, o meu primeiro instinto foi o ódio puro: a minha vontade era destroçar o sujeito nos comentários, humilhar intelectualmente e devolver a pedrada com o dobro da força. Mas é justamente nesse milissegundo de fúria que a teologia cristã te pega pelo colarinho, te joga na parede e te obriga a olhar no espelho.

Por que esse comentário me deu tanta raiva? Não é só pelo desrespeito gratuito, mas é porque ele deixa bem claro o abismo de escravidão que a nossa geração se enfiou.

A genialidade perversa daquele comentário é que ele revela como o homem moderno funciona, já que para a mente secularizada se você tem um desejo, qualquer que seja, você é OBRIGADO a satisfazer esse desejo. Se você tem um impulso sexual, você tem que consumar, senão você é um doente reprimido cheio de traumas. Se você sente raiva, você tem que explodir e "hablar mesmo", senão você é um covarde.

O homem moderno não consegue conceber a ideia que alguém possa sentir uma vontade avassaladora e por pura convicção moral e espiritual, dizer: NÃO. Como ele vive com uma coleira no pescoço, sendo arrastado para onde quer que os genitais, o estômago ou o fígado dele apontem, ele projeta essa mesma doença em todo mundo. A ideia que existe soberania sobre a própria carne aterroriza quem é escravo dela.

E aqui entra a rasteira da cruz na minha e na sua hipocrisia. A mesma musculatura espiritual que o rapaz casto precisa usar para segurar o desejo sexual, é a musculatura que eu preciso usar para segurar a minha raiva.

O pecado é um só e a raiz da depravação total é a mesma. Nós achamos que o cristão que cai em imoralidade sexual é fraco, mas justificamos a nossa fúria descontrolada na internet como "zelo pela verdade".

MENTIRA.

Quando eu deixo a raiva me dominar e vou para o teclado com a intenção de destruir o outro apenas para massagear o meu ego e provar que estou certo, eu estou me prostituindo com a minha própria vaidade. Eu estou cedendo ao impulso da carne do mesmo jeito que um viciado em pornografia.

O cristianismo não é uma lobotomia cósmica e o Espírito Santo não desliga o seu sistema nervoso para que você pare de sentir coisas. A raiva vai bater, a injustiça vai fazer o seu estômago revirar e o desejo sexual vai queimar nas veias.

O apóstolo Paulo solta uma bomba de realidade quando diz em Efésios 4:26: "Irai-vos e não pequeis". Sim, podemos ter a raiva, mas não podemos fazer da raiva o nosso Senhor e isso vale para qualquer sentimento, desejo ou impulso.

A doutrina do Domínio Próprio (Enkrateia) não é um fingimento que a fera não existe, não é olhar para o ateu cínico e sentir borboletas no estômago. Domínio próprio é reconhecer que a fera está dentro de você, rosnando, salivando e implorando para quebrar tudo... e ter a força sobrenatural de colocar uma focinheira de titânio nela, sendo que essa força advém somente da graça e da misericórdia de Cristo para com a frente.

O mundo moderno acha que a verdadeira liberdade é abrir todas as jaulas do zoológico mental e deixar os instintos devorarem o que quiserem, aplaudindo isso como "autenticidade", mas a teologia reformada nos ensina que liberdade de verdade é ter o poder e a autoridade para manter a jaula trancada quando a porta está destrancada.

O Evangelho não nos promete uma vida onde a vontade de descer a porrada desaparece magicamente, mas promete a força para segurar os próprios punhos. A tentação de ceder, seja na cama seja numa discussão de fórum, sempre vai existir enquanto estivermos respirando deste lado da eternidade.

A pergunta que separa os homens livres dos escravos não é "o que você sente?", mas sim: quando a sua carne grita, quem é que segura a coleira?

u/AcropolisRunner — 29 days ago

Sou um dos moderadores do sub e pretendo transformar a nossa comunidade em um livro. Me pergunte o que quiser.

(Gabriel Jesus sendo Jesus)

Bom, é isso mesmo que você ouviu: eu quero pegar os melhores textos daqui (incluindo os meus) e transformar em um livro para ser publicado. Como faço isso, eu honestamente não sei, mas... sejam bem vindos a mais um Acropolis Responde!

Recentemente tenho visto que o sub tem se esvaziado um pouco e que o pessoal não está aparecendo tanto nos comentários e nas postagens. Quero saber a opinião de vocês sobre isso e também sobre as postagens que eu faço ou dúvidas relacionadas a qualquer coisa.

Lembrando, sempre o respeito é importante e não adianta perguntar sobre Epicuro ou Aisha: eles estão de férias do sub e não sabemos quando eles voltam.

Sendo assim... Me perguntem o que quiserem e eu tento responder assim que possível.

u/AcropolisRunner — 30 days ago

Maior crossover do que esse não existe

Um dia o sub fica desse jeito. Não sei se estarei aqui para presenciar, mais fácil o Grêmio ser campeão de alguma coisa.

u/AcropolisRunner — 1 month ago

O maior duelo do século

Eu sou calvinista a propósito, nem tão convicto, mas sou kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

u/AcropolisRunner — 1 month ago

A aposta de Pascal é horrível e afasta as pessoas do cristianismo

(Como algumas pessoas dizem que os meus textos são escritos por IA, dessa vez acho que não vai ter como usar isso de argumento para mascarar uma possível falta de vontade em discutir)

Se tem um argumento que me dá vergonha alheia toda vez que vejo um cristão usar na internet é a famigerada Aposta de Pascal. Blaise Pascal foi um gênio incontestável da matemática e da física, mas quando resolveu aplicar a teoria dos jogos na soteriologia, ele não fez nada parecido com apologia cristã, mas agiu como se fosse um corretor de seguros picareta tentando vender uma apólice barata.

Sabe qual é o pior? Boa parte da igreja comprou essa ideia e continua repetindo essa besteira como se fosse o ápice da sabedoria prática.

Vamos relembrar as proposições da Aposta (que já estão na imagem):

Se você aposta que Deus existe e Ele realmente existe, você ganha tudo (vida eterna, recompensa infinita).

Se você aposta que Deus existe e Ele não existe, você não perde quase nada (apenas alguns prazeres terrenos finitos).

Se você aposta que Ele não existe e Ele existe, você perde tudo (condenação eterna).

Se você aposta que Ele não existe e Ele realmente não existe, você não ganha nada relevante.

Qual é a conclusão do Pascal? Racionalmente falando, a única jogada inteligente na roleta da vida é apostar que Deus existe e parece muito elegante à primeira vista. Só que é um lixo lógico e uma ofensa moral à fé bíblica verdadeiro por três motivos muito simples que eu elenco:

Primeiro: Crença não é um botão que você aperta por conveniência.

Na epistemologia, existe um conceito básico chamado involuntarismo doxástico (nunca pensei que ia usar isso) : a gente não escolhe ativamente no que acreditamos apenas porque queremos. Se eu te oferecer cem mil reais agora para você acreditar, com toda a sinceridade do seu coração, que a parede da sua sala é feita de queijo suíço, você simplesmente não consegue. Você pode fingir, pode declarar com a boca, pode até tentar se autoinduzir ao erro para pegar a grana, mas no fundo da sua consciência você sabe que é mentira.

A Aposta de Pascal assume então que a fé é uma decisão de investimento financeiro e parte da premissa ingênua de que um ateu pode simplesmente acordar, olhar para a planilha de risco-retorno e falar: "Nossa, é verdade, o custo de oportunidade é muito alto, a partir de hoje eu creio de coração que Jesus ressuscitou dos mortos". Isso não gera crentes, só gera um bando de fingidores, pessoas que adotam ritos externos por puro pavor do inferno, vivendo uma farsa psicológica.

Segundo: Trata Deus como um burocrata ingênuo.

Essa é a parte que me deixa mais perplexo do ponto de vista teológico e que me irrita de um ponto de vista pessoal. A Aposta de Pascal pressupõe que o Criador do universo, que sonda mentes e corações, é um senhor de idade meio senil que pode ser enganado por um contrato de adesão assinado na última hora.

Imagina a cena no Dia do Juízo: o sujeito se apresenta diante de um Deus infinitamente santo, justo e soberano, e diz: "Olha, Senhor, sendo bem honesto, eu nunca me arrependi de nada, achava a Tua cruz uma loucura e nunca Te amei de verdade. Mas como a matemática dizia que não valia a pena arriscar ir pro fogo, eu resolvi fingir que acreditava só por garantia. Cadê a minha chave do paraíso?".

A teologia bíblica esmaga essa palhaçada porque Deus não procura jogadores pragmáticos que querem usar o sangue de Cristo como airbag existencial. O Evangelho não precisa de um cálculo de risco, mas exige arrependimento, entrega, quebrantamento e reconhecimento da verdade.

Fé bíblica de verdade é uma confiança relacional e fidelidade, não uma aposta de cassino. Usar Pascal para evangelizar é rebaixar a glória de Deus a um esquema de pirâmide celestial.

Terceiro: A falácia gritante do falso dilema.

Qualquer ateu com dois neurônios funcionando derruba a Aposta de Pascal em trinta segundos com a chamada "objeção dos muitos deuses". Deixa eu explicar.

Pascal comete um erro primário de assumir que a escolha é binária: ou o Deus cristão tradicional ou o nada materialista. Só que a realidade religiosa da humanidade não é um cara ou coroa: e se o Deus verdadeiro for o Allah do Islã, que pune a idolatria de quem chama Jesus de Filho de Deus? E se o universo for governado por uma divindade que odeia covardes pragmáticos e reserva o pior castigo justamente para quem apostou por conveniência em vez de buscar a verdade com honestidade intelectual?

Quando você coloca todas as religiões e deuses possíveis na matriz de decisão, a matemática de Pascal colapsa completamente e o risco deixa de ser zero e passa a ser infinito em qualquer direção errada que você tomar.

Dito isso, porque a aposta de Pascal afasta as pessoas do cristianismo?

Porque quando um cristão apela para a Aposta de Pascal numa conversa séria, a mensagem subliminar que ele passa para o interlocutor é devastadora e extremamente babaca: "Eu não tenho boas razões históricas, filosóficas ou experienciais para defender a verdade da minha fé, então estou apelando para a sua covardia".

Isso valida o pior espantalho que a modernidade construiu sobre a religião: a ideia que o cristianismo é apenas uma muleta psicológica alimentada pelo terror da morte e pela chantagem emocional da fogueira. Ao invés de apresentar a beleza e a coerência da cosmovisão bíblica, o crente que usa a aposta de Pascal entrega um ultimato mercenário e sem sentido.

Se o cristianismo for verdade, ele é verdade porque Cristo realmente viveu, morreu e ressuscitou na história, inaugurando a redenção de um mundo caído. Ele merece a nossa vida porque Ele é o Senhor, e não porque a gente fez uma conta rápida no Excel e achou prudente não arriscar.

Com todo respeito ao pessoal que usa, mas vamos parar de usar argumento covarde para tentar defender a verdade. A cruz não é um bilhete de loteria e nós conseguimos ser bem melhores do que um bando de covardes que estimula um outro bando de covardes a não ter um relacionamento real com Cristo.

u/AcropolisRunner — 1 month ago

O que o meme do Kasinão tem a ver com a farsa do cristianismo moderno?

Antes de começarmos, um rápido desabafo: acho engraçado como aqui no sub o pessoal reclama tanto de que os assuntos são os mesmos ou estão repetidos, mas postam e engajam com as mesmas coisas sempre. E quem tenta inventar ou sair da caixinha um pouco, acaba penalizado. Vamos rever isso aí.

Se você viveu os anos 2000 no Brasil, a sua memória afetiva pode guardar uma das cenas mais surreais da história da televisão aberta: Gilberto Barros, em pleno sábado à tarde na Band, berrando descontrolado enquanto um rapaz de óculos escuros balança a cabeça, mexe em botões de uma mesa de som desligada e finge cantar em inglês com um fone claramente desplugado.

Vai, Kasinão!

O meme é engraçado demais, mas se você tirar a piada da frente por dois minutos, vai perceber que o Sabadaço de 2006 é a representação mais precisa do estado espiritual da igreja contemporânea.

O que torna o episódio do Kasino incrível não é a música eletrônica genérica, mas a dinâmica da farsa. Você tem um cara no palco cuja única função é a estética: ele se veste como DJ, finge que tem o domínio dos instrumentos, gesticula como uma estrela internacional, mas não produz absolutamente nada ao vivo, porque o som vem de uma fita pré-gravada. E para garantir que ninguém na plateia repare no absurdo da encenação, você precisa de um apresentador hiperativo gritando por cima da faixa a cada cinco segundos, pulando, forçando a barra e exigindo animação do auditório.

Com isso, habemus a mecânica da religiosidade moderna. Nós construímos uma cultura evangélica baseada inteiramente no playback espiritual: Nós temos palcos milimetricamente iluminados, pads de teclado para induzir o choro no momento da oração, discursos motivacionais pronto e uma estética impecável de santidade. O líder religioso de palco se parece com o homem de Deus, gesticula como um profeta e usa o vocabulário correto, mas se você desligar a tomada da produção audiovisual, não tem substância alguma sobrando.

Não existe uma vida de oração e santificação secreta, não há peso de santidade, não há profundidade bíblica... só uma fita vagabunda gravada de um cristianismo herdado que toca no automático enquanto ele mexe em botões cenográficos.

E para sustentar uma congregação que vive de playback, a igreja moderna é obrigada a inventar a figura do seu próprio Gilberto Barros gospel: o pastor animador de festa. Como a liderança sabe que, lá no fundo, a glória de Deus não está operando de forma viva e espontânea ali dentro, ela precisa gritar o tempo todo para maquiar o vácuo.

São os berros ensaiados de "tira o pé do chão", "diga para o seu irmão", "quem tem vitória dá um glória", "receba a unção agora!". Se o apresentador do culto calar a boca e deixar a igreja em silêncio por trinta segundos diante da realidade verdadeira, o auditório inteiro percebe o constrangimento de estar adorando uma farsa ruidosa e ser mais vazio do que vácuo.

O profeta Isaías já havia tinha avisado a gente dessa histeria de auditório há milênios quando registrou a denúncia divina: "Visto que este povo se aproxima de mim com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens" (Isaías 29:13).

Deus odeia o playback. Ele prefere o choro gago, desafinado e sincero de um pecador quebrado no fundo da sala do que a coreografia perfeita de um ministério que precisa de gelo seco e gritaria para fingir que tem vida.

O entretenimento gospel só se sustenta enquanto o apresentador estiver berrando para abafar o barulho do próprio vazio. A pergunta que eu deixo para vocês é: quando a música de fundo desliga e o grito de guerra acaba, a sua fé tem som próprio ou você só está fingindo mexer nos botões de um coração que está desconectado da fonte?

u/AcropolisRunner — 1 month ago
▲ 30 r/UmaMusumeBrasil+1 crossposts

As Religiões são Garotas Cavalo?

Oi gente, Acropolis aqui de novo com a flair de humor ligada no talo. No meu último post, eu provei por A mais B que a teologia reformada é perfeitamente explicada por Uma Musume: Pretty Derby e que o apóstolo Paulo é, indiscutivelmente, o reitor espiritual da Academia Tracen. Como vocês não me baniram do sub e a maluquice aqui é livre, eu decidi dobrar a aposta.

Hoje nós vamos responder à pergunta que nenhum teólogo de seminário teve a coragem epistemológica de fazer: se as maiores personalidades da história das religiões, da filosofia e do ceticismo jogassem o gacha de garotas-cavalo, quem seria a waifu e corredora favorita de cada um? Puxem a cadeira, guardem a exegese árida na gaveta e preparem os corações para o puro suco da dissonância cognitiva.

  1. Paulo de Tarso: Silence Suzuka

O homem que escreveu "combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé" não aceitaria nada menos do que a personificação pura da velocidade implacável. Paulo seria o fã número um da Silence Suzuka por uma razão teológica muito simples: a estratégia de corrida dela é o 逃げ (Nige / Fuga/Liderança Absoluta). Suzuka não fica esperando no pelotão de trás negociando com o pelotão, ela dispara na frente desde o primeiro milissegundo e abre uma distância escatológica do resto do mundo. Isso é literalmente a vida de Paulo após o caminho de Damasco: o homem tomou um susto de luz celestial, levantou do chão e saiu correndo pelo Império Romano fundando igreja em Atenas, Corinto e Roma sem olhar para trás nem para respirar. Suzuka na reta final é a personificação estética de Filipenses 3: "esquecendo-me das coisas que ficaram para trás, avanço para as que estão adiante".

  1. Maomé e a Tradição Islâmica: Oguri Cap

Para o mundo islâmico medieval, a admiração estaria cravada em Oguri Cap, o lendário "Monstro Cinzento". Primeiro, porque a tradição dos povos árabes com a linhagem e o respeito absoluto à força e à resistência dos cavalos no deserto é secular e lendária. Segundo, por causa da biografia de Oguri: ela vem da liga regional (Kasamatsu), um lugar periférico, sem pedigree aristocrático nenhum, e contra todas as probabilidades das elites de Tóquio, sobe ao topo e unifica o Japão com uma disciplina espartana e uma fome insaciável (literalmente comendo uma cacetada de baldes de arroz). A trajetória de sair da periferia tribal para consolidar um império com base em pura determinação e rotinas rígidas é um espelho poético perfeito para a expansão islâmica clássica.

  1. Maimônides e o Judaísmo Rabínico: Biwa Hayahide

O maior filósofo e legislador do judaísmo medieval, codificador da Mishné Torá, não teria olhos para corredoras emotivas ou caóticas e é óbvio que Maimônides escolheria Biwa Hayahide sem pensar duas vezes. A Biwa é a aluna prodígio, dona de uma mente hiper-racional, que calcula a velocidade do vento, o atrito da grama, a cadência dos passos e a física da curva antes de dar uma passada, ao ponto dela correr com óculos, cadernos cheios de anotações e um rigor metodológico absoluto.

Para a mente rabínica, que passa séculos debatendo o Talmude vírgula por vírgula em busca da exatidão da Lei moral e da harmonia entre fé e razão, ver uma garota-cavalo vencer na base da pura lógica e da disciplina talmúdica faria Maimônides chorar de orgulho intelectual.

  1. Friedrich Nietzsche e os Ateus do Sub: Gold Ship (Golshi)

Os ateus niilistas do barTEOLOGIA juram que são frios e calculistas, mas a verdade é que um dos patronos deles, Nietzsche, só teria uma escolha possível: Gold Ship. Golshi não segue a moral de rebanho, não respeita o árbitro, chuta a câmera da transmissão, se recusa a entrar no portão de largada se estiver sem vontade e, de repente, resolve ultrapassar dezoito garotas na última curva só porque achou engraçado.

Ela é a personificação do Übermensch nietzschiano: vontade de potência pura, caos dionisíaco, gargalhando da ordem estabelecida e quebrando o bom senso da moral burguesa. Se o ateu materialista precisa de um avatar para o absurdo cósmico de um universo sem Deus e sem regras prévias, Golshi é esse profeta.

  1. O Helenista Pagão: Symboli Rudolf

Para o sujeito que acende vela para Atena e sonha com a República de Platão ou a virtude cívica da Grécia clássica, a resposta é monárquica e unânime: Symboli Rudolf, a "Imperatriz" e presidente do conselho estudantil. Rudolf é a personificação viva da Arete (a excelência grega) e da justiça ideal de um monarca filósofo. Ela nunca perde a postura, corre com uma dignidade aristocrática impecável, profere discursos impecáveis de liderança cívica e faz piadilhas secas de tiozão quando ninguém está olhando. Para o devoto pagão grego, ela seria uma estátua de mármore esculpida por Fídias que tomou vida para demonstrar que o cosmos tem ordem, harmonia e proporção.

  1. Agostinho de Hipona: Mejiro McQueen

Santo Agostinho passaria metade da sua biografia escrevendo as Confissões sobre o peso do passado e a outra metade treinando Mejiro McQueen, que carrega a angústia eterna do peso da herança da família Mejiro (o paralelo perfeito com o Pecado Original e o peso das expectativas) e a luta constante para não ceder aos prazeres imediatos (o doce favorito que ela tenta desesperadamente não comer para não engordar).

Agostinho olharia para a disciplina trágica de McQueen, lutando contra as próprias fraquezas carnais e perseverando em corridas de longa distância com pura graça e elegância, e diria: "Eis uma alma que compreende o que é gemer sob a disciplina até encontrar descanso na reta final".

No final das contas, o ecumenismo pode ter falhado nos concílios históricos, mas ele claramente atinge a sua harmonia final no portão de largada da Tracen. Agora, eu quero ver quem é que vai ter a coragem teológica de discordar das escolhas nos comentários do bar agora.

Ótimo domingo.

u/AcropolisRunner — 1 month ago

Tava limpando a minha galeria e achei esse meme

Agora falando um pouco mais sério: como que os mulçumanos (tendo apenas dois mais "famosos" aqui no sub) vêem esse tipo de meme?

Acham graça, tanto faz ou é algo desrespeitoso?

u/AcropolisRunner — 1 month ago

Acredito, logo existo: porque as crenças nos fazem ser quem somos

Fala pessoal, tudo bem? Gostaria que vocês me acompanhassem em uma reflexão sobre a célebre frase de René Descartes: "Cogito ergo sum" ou para os mais íntimos "Penso, logo existo".

No século XVII, o francês se trancou em um quarto com uma estufa e decidiu duvidar de absolutamente tudo: da realidade material, dos seus próprios sentidos, da precisão da matemática e até da existência de Deus. E no fundo desse abismo cético, ele encontrou uma única âncora metodológica que julgou inabalável e que não tinha uma contradição aparente: se ele estava duvidando, ele estava necessariamente pensando. E se estava pensando, ele existia.

"Penso, logo existo" virou o pilar de toda a modernidade e nós compramos a ilusão vaidosa que o ser humano é, antes de tudo, um cérebro flutuante, uma máquina racional fria que avalia o mundo de forma neutra. Hoje, eu quero implodir essa arrogância cartesiana, jogando e colocando que a verdade antropológica e existencial mais dura de todas é radicalmente diferente: Acredito, logo existo.

A modernidade que estamos inseridos idolatra a razão, vendendo a mentira que as pessoas podem operar em um vácuo de pressupostos. Um ateu militante de internet bate no peito para dizer que não tem fé e que é guiado exclusivamente pela ciência e pela lógica empírica. O intelectual moderno pode desprezar a religião como uma muleta infantil para mentes fracas. Só que a filosofia contemporânea e a psicanálise já perceberam o erro fatal de Descartes. Qual é esse erro?

Nós não somos "coisas pensantes" que ocasionalmente sentem ou creem, mas somos criaturas desejantes. Nós somos o que nós amamos, e nós amamos aquilo em que acreditamos. Todo ser humano, sem nenhuma exceção, opera a partir de um sistema de crenças inegociáveis que não podem ser provadas em um tubo de ensaio.

Quando você levanta da cama de manhã, você exerce fé, crê que a sua vida tem algum propósito, mesmo que seja um propósito fabricado por você mesmo. Você crê que as leis da física não vão colapsar no próximo minuto e o cientista materialista tem uma fé dogmática e inabalável que a matéria é a única realidade existente e de que a mente humana é capaz de compreender essa realidade.

A crença não é um apêndice místico que algumas pessoas escolhem adotar no domingo de manhã, mas ela é o sistema operacional da nossa própria existência. As suas crenças não são apenas ideias que você tem, são as lentes através das quais você enxerga a realidade. Na prática, você não tem crenças: as suas crenças têm você.

E é exatamente aqui que a filosofia deságua violentamente na teologia e onde a visão de mundo bíblica vai mostrar que não está tão errada assim.

Muito antes da filosofia moderna descobrir que o homem é irracionalmente movido por seus pressupostos subconscientes, a tradição judaico-cristã já sabia essa tragédia: a teologia reformada, ao expor a doutrina da Depravação Total, destrói o mito da mente neutra.

O pecado não afetou só a nossa moralidade ou os nossos instintos físicos, mas ele também fraturou o nosso intelecto. Os efeitos noéticos da Queda significam que os nossos pensamentos são escravos dos nossos desejos corrompidos e com a tradição reformada diagnosticando com maestria... o coração humano é uma fábrica incessante de ídolos. Inclusive e principalmente o meu, para deixar claro.

Nós fomos criados com um abismo existencial desenhado com as exatas proporções da eternidade, mas passamos a vida inteira tentando entupir esse buraco com crenças menores. A crise de identidade da nossa geração, seja a ansiedade crônica, o niilismo moderno, a depressão estrutural, acontece exatamente porque a sociedade secularizou o absoluto.

Nós matamos a ideia de Deus e tentamos transferir a carga monstruosa da nossa existência para crenças frágeis; começamos a acreditar que o nosso valor está atrelado à produtividade da nossa carreira, à aprovação estética no Instagram, à nossa orientação, ao nosso capital político ou ao saldo da nossa conta bancária.

O elefante na sala e o problema de adorar coisas finitas é que elas quebram com o peso das nossas expectativas. Quando o mercado despenca, quando o diploma não traz o sentido prometido, quando a beleza desbota e o corpo envelhece, o indivíduo entra em colapso.

Até porque se você é aquilo em que você acredita e o objeto da sua crença desmorona, você deixa de existir. O Salmo 115 descreve a loucura da idolatria dizendo que os homens fazem deuses de prata e ouro, que têm boca mas não falam, olhos mas não veem. E a frase final do salmista é o resumo perfeito da psicologia humana: "Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam".

Você se torna a imagem exata do seu deus: se você acredita primordialmente no dinheiro, você se torna frio e transacional; se você acredita no poder ditado por ideologias, você se torna paranoico e tirânico; se acredita no prazer imediato, você se torna escravo dos seus próprios impulsos bioquímicos. A sua identidade é forjada à imagem e semelhança do altar onde você sacrifica o seu tempo, a sua energia e a sua mente.

O Evangelho de Cristo subverte a frase do Descartes e aniquila a crise de identidade moderna porque ele arranca o eixo da gravidade de dentro do ser humano e o coloca fora dele. No cristianismo, a verdadeira libertação não vem de fabricar uma crença melhor para si mesmo, mas de se render à única realidade que existe por si só.

Quando Deus se revela a Moisés na sarça ardente, o Seu nome é o ápice da filosofia existencial: EU SOU O QUE SOU. Deus vai continuar existindo independentemente de você acreditar Nele ou não. Ele não é uma projeção da necessidade humana, mas é a rocha irredutível da realidade, o motor imóvel, a fonte de todo o ser (Antes de me denunciarem, passei o texto inteiro argumentando do porquê entendo isso).

Quando a cruz entra na equação, ela demanda a morte da nossa crença autônoma: o verdadeiro cristianismo afirma que a sua identidade mais profunda não é moldada por aquilo que você pensa sobre si mesmo, pelas suas conquistas ou pelas pautas que você defende, mas pelo que o Criador pensa sobre você mediante o sacrifício do Filho.

A verdadeira existência, a vida eterna bíblica, não é um estado alterado de consciência moral: é conhecer e ser perfeitamente conhecido pelo Único que não muda, não falha e não morre.

No final das contas, não somos cérebros flutuantes tentando decifrar o cosmos de forma imparcial, mas somos altares. O fogo que queima de forma incessante no seu altar hoje está forjando a sua verdadeira identidade ou está consumindo a sua sanidade?

E se as suas crenças definem inegavelmente quem você é, quem é você quando as luzes se apagam e as suas certezas provisórias desmoronam?

Um abraço do Acropolis. E ainda meu texto está consideravelmente menor do que o seu exemplo, u/Schofield45Revolver.

u/AcropolisRunner — 1 month ago

Até nas chamas existe teologia.

Fala minha gente, Acropolis aqui e só de olho em vocês postando os mesmos assuntos.

Se você gosta de rock ou cresceu nos anos 90, você conhece a capa do primeiro álbum do Rage Against the Machine: uma fotografia brutal, sem nenhuma maquiagem de um monge budista sentado em posição de lótus no meio de um cruzamento, completamente envolto em chamas, enquanto carros e pessoas assistem ao fundo.

Essa não é uma montagem de computador, nem IA. É a mais pura realidade do dia 11 de junho de 1963, em Saigon, no Vietnã. E o nome do monge pegando fogo e que virou capa de álbum?

Thích Quảng Đức (aqui eu copiei e colei, confesso)

O contexto político e religioso dessa foto é o que a torna aterrorizante, já que o monge ateou fogo ao próprio corpo como um protesto final contra o regime do então presidente Ngo Dinh Diem.

E qual é o detalhe que a maioria das pessoas ignora: Diem era um líder católico fervoroso governando um país de maioria budista e usava a máquina do Estado para oprimir brutalmente quem não pertencesse à sua fé. O monge não gritou, não se debateu e não moveu um músculo enquanto queimava até a morte. O Rage Against the Machine usou essa imagem décadas depois para simbolizar a rebelião suprema e irredutível contra a "máquina" do sistema. Mas hoje eu quero olhar para essa foto e perguntar: o que realmente mudou de 63 para cá?

A resposta que ninguém quer ouvir ou aceitar é que nós ainda estamos queimando em praça pública, mas agora chamamos isso de debate. Nós olhamos para a autoimolação do monge como um choque histórico e aterrorizante, mas o que o homem moderno e religioso faz diariamente nas redes sociais e nas trincheiras políticas é uma versão espiritual da mesma tragédia.

A polarização política e a guerra cultural se tornaram as nossas novas divindades e elas exigem sacrifícios diários. Nós jogamos gasolina na nossa própria saúde mental, destruímos as nossas famílias e sacrificamos a nossa paz no altar de políticos, de ideologias de estimação e de debates inúteis. Nós nos incendiamos em praça pública achando que estamos salvando o mundo, quando na verdade estamos apenas virando cinzas para alimentar uma máquina que não se importa conosco. E nunca se importou.

Quando a religião se funde com a idolatria do poder político, exatamente como o regime de Diem fez no Vietnã, o resultado é sempre o derramamento de sangue e o desespero. A fé quando corrompida pela ânsia de dominar o outro através do Estado, deixa de ser sal da terra e passa a ser a faísca que incendeia a sociedade, seja religiões de cruzes, pedras negras ou de altares helênicos.

Para a cosmovisão cristã, a imagem do homem em chamas é um eco perturbador da nossa própria incapacidade de consertar um mundo quebrado. O sacrifício do monge foi o último recurso de um homem em um sistema sem justiça, tentando usar a própria destruição para forçar os olhos do mundo a enxergarem o mal. Só que o Evangelho inverte essa lógica de forma radical: o cristianismo anuncia que você não precisa atear fogo a si mesmo para provar a sua justiça ou para tentar consertar o cosmos.

Na cruz, foi o próprio Deus quem absorveu o fogo da justiça e da ira divina. O Cristo crucificado é o sacrifício definitivo que encerra a nossa necessidade doentia de nos imolarmos para tentar justificar a nossa existência.

A máquina política e cultural sempre vai exigir que você queime por ela. A pergunta que eu deixo para vocês hoje é: até quando a gente vai continuar oferecendo a nossa paz, a nossa fé e o nosso próprio corpo para alimentar um fogo que nunca vai nos salvar?

u/AcropolisRunner — 1 month ago

O Paradoxo de Epicuro está de volta ao sub! (+ uma nova flair)

Fala pesssoal, Acropolis falando por aqui e sim, o Epicuro estará de volta ao sub depois de umas férias forçadas e... de um jeito diferente.

Brincadeiras à parte, temos o prazer de anunciar que o Paradoxo de Epicuro tem agora um local especial para as suas discussões: a MegaThread do Paradoxo. Para acessar essa megathread, basta dar uma olhada nos nossos destaques no começo da sua rolada (lá ele) e achar o link que irá te redirecionar para a discussão. Como faz para participar?

Passo a passo para participar:

  1. Encontre a megathread: Elas geralmente ficam fixadas (pinned/sticky) no topo da página inicial do subreddit.
  2. Abra a megathread: Clique no título do post para entrar na discussão.
  3. Escreva seu comentário: Use a caixa de comentários principal da megathread para fazer sua pergunta ou relato.
  4. Adicione mídias (se necessário): Se precisar mostrar uma imagem ou link, use serviços como o Imgur e cole o link no seu comentário.

Viu só? Bem fácil e super simples!

Ainda estamos arrumando alguns detalhes sobre como a Megathread funciona e já iremos aplicar isso para outros assuntos recorrentes como a questão recente de Aisha e outros que virão. Caso tenham alguma dúvida, problema ou sugestão, pode contar com a moderação para poder resolver essas coisas, ok?

A outra novidade é a flair "Metapostagem". Basicamente essa flair serve para que todos nós aqui do sub possamos fazer os nossos memes, reclamações ou pensamentos sobre esse espaço que nós temos e para os mais atentos, já deu para perceber essa nova etiqueta em algum post novo do sub.

Essas são as novidades por enquanto e espero que gostem!

u/AcropolisRunner — 1 month ago

Esse sub não evolui por causa de vocês que preferem nadar na lama. CHANGE MY MIND

Confesso que dessa vez eu tô cagando para a qualidade do post e estou bastante chateado com uma galera inteira aqui. Eu odeio falar palavrões aqui e já que me considero bastante conciliador e leniente com todos, me sinto no direto de dizer: FODA-SE ESSA MERDA!

Parece que vocês têm um fetiche doentio por repetir os mesmos assuntos e as mesmas coisas, sendo que parece a porra de uma briguinha de escola toda vez que assuntos relacionados ao cristianismo e ao ateísmo aparecem nessa merda.

E isso sem contar na obsessão de vocês em repetir sempre a mesma coisa:

- Uma vez foi quase uma semana inteira falando sobre a porra do Paradoxo de Epicuro e uma galera spammando na linha do tempo essa desgraça. Sim gente, a gente pode discutir o problema do mal, mas quer discutir só isso, faz um r/barEPICURO cara!

- É a mesma com Aisha agora: ótimo que exista discussão sobre esse assunto, ótimo que exista defesa para isso e tudo mais! Só que fazer essa porra o único assunto do sub irrita demais, caralho! Já não basta o pessoal que generaliza o Islã e acusa os nossos dois contribuidores mulçumanos de "defensor de p*do" e enfiam islamofobia pesada no rabo dos dois, ainda tem os dois pesando a mão contra o pessoal que faz essa desgraça. Qual é o problema de vocês, ainda mais tendo que recorrer a thirsty trap para poder chamar atenção para uma discussão? Será que vocês não se garantem no argumento não?

Qual vai ser o próximo assunto, fala para mim? É um ataque gratuito ao cristianismo, ao ateísmo, aos muçulmanos ou vai sobrar para os judeus também nessa caralha? Nunca vi comentários (que pela misericórdia de Cristo são cada vez mais raros) tão antisemitas nesse sub.

Dá para separar perfeitamente quem vive em Israel e quem é judeu num âmbito religioso, dá para poder criticar o governo de Israel, mas pelo amor de Deus, vamos combinar: não enfiem nisso aí quem só quer viver o Hanukkah ou o Shabat em paz não. É muito difícil fazer essa porra?

E tem o pessoal de outras religiões, como a Wicca ou o Helenismo. Eu discordo completamente do sistema de crenças, da teologia ou qualquer sistematização de ritos, mas eu respeito o pessoal. Qual é o argumento de alguns jumentos aqui no sub? "Ah, mas isso aí é larp, isso aí é coisa de jovem dinâmico..."

A minha vontade é de dar um LARPADA na fuça desse pessoal que não sabe argumentar nem conviver em sociedade nessa porra. Quer descer pro play? Aguenta o rojão filho. Mas não fica de debochinho de religião alheia porque você não acha legal, beleza? Já tá avisado, quem ficar de putaria que nem essa, vai tomar aviso e vai ser banido dessa merda. Aqui é bar, mas tem regra também.

Outra coisa também: quem defender qualquer tipo de crime ou ser o energúmeno que cometer um, vai tomar gap também. Não é porque você vai argumentar de uma forma contrária a homossexualidade que isso te dá o direito de ser um babaca ou um homofóbico, beleza? Não é para chamar os outros de "viadinho", "gayzinho" ou qualquer outra coisa. Quer discutir e defender ou contra-argumentar? Na linha da bola, no argumento e somente no argumento, sem levar para um lado pessoal.

É isso que eu tenho para poder dizer. Podem me odiar, me xingar e achar que eu sou qualquer coisa, mas eu tento ao máximo promover um ambiente saudável e que o pessoal goste de estar aqui. Sou eu que estou geralmente interagindo mesmo que dando um comentário para poder engajar com o post, moderando quase que de pronto as denúncias que vocês fazem e tentando ouvir a todos.

Eu sei que eu não sou perfeito, eu sei que tenho um milhão de defeitos e sei que sou tão falho como qualquer outra pessoa, não vou fugir do rojão. Mas se eu consigo ter essa autocrítica e tentar fazer o que eu posso para melhorar o sub, acho que vocês também são capazes, vistos que tem gente aqui interessante e inteligente para caralho.

Basta que vocês queriam. Ou vocês preferem continuar nadando na lama e sendo que nem porcos?

u/AcropolisRunner — 2 months ago

Descobri que Paulo de Tarso era fã do Linkin Park

Fala pessoal, Acropolis de volta depois de umas férias do sub.

Voltando com grande estilo, sei que o título soa como uma piada idiota, mas quero que me acompanhem no raciocínio, porque hoje nós vamos cruzar o abismo entre o nu metal dos anos 2000 e a carta mais densa do Novo Testamento.

Graças a sugestão de alguém que não lembro o nome, vamos colocar Fighting Myself do Linkin Park e o capítulo 7 da Carta aos Romanos na mesma mesa de cirurgia para expor a mentira mais perigosa que a religião moderna tenta vender: o mito do crente perfeitamente santificado.

Lançada como faixa bônus do Meteora, Fighting Myself é um desabafo claustrofóbico sobre autossabotagem, já que a música descreve o peso insuportável de carregar as próprias falhas e de assistir ao desmoronamento de tudo pelas próprias mãos. No refrão, a confissão atinge o seu ápice de desespero: "Fighting myself, I always lose" (quando luto contra mim mesmo, eu sempre perco). Esse é a frustração absoluta em forma de música: você sabe exatamente o que está te destruindo, você quer parar, mas parece não ter controle nenhum sobre as próprias ações.

Se você der o play na música e ler Romanos 7 ao mesmo tempo, vai perceber que Paulo de Tarso escreveu a letra original dessa música faz dois mil anos e talvez os fãs mais assíduos do Linkin Park não tenham percebido isso.

A teologia popular de hoje tem um fetiche doentio por vender a conversão como um passe de mágica que desliga todos os seus instintos ruins na água do batismo. Se você tem dúvidas, lutas ou vícios, é porque "não orou o suficiente", tem "falta de fé" ou "sua conversão não foi verdadeira".

Mas o maior teólogo da Igreja primitiva estraçalha essa ilusão, já que em Romanos 7:19, Paulo compõe o seu próprio refrão de nu metal: "Pois não faço o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo". Ele admite, sem qualquer maquiagem bonitinha de church que existe uma guerra civil sangrenta acontecendo dentro do seu próprio crânio.

O pior inimigo de Paulo não era o império romano perseguindo cristãos ou os seus antigos companheiros de farisaísmo: era a própria carne, o seu próprio desejo.

A tradição reformada chama isso de mortificação do pecado e é uma batalha onde você frequentemente vai sair com a cara arrebentada pelo seu próprio reflexo. A religiosidade do Instagram odeia Romanos 7 porque ela quer te vender sete passos para a vitória e ela não suporta a ideia de um cristão genuíno chegando ao seu limite e gritar de exaustão, como Paulo fez no versículo 24: "Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo desta morte?".

Quando a igreja tenta varrer essa guerra interna para debaixo do tapete, ela cria uma geração de hipócritas e cínicos: Pessoas que fingem perfeição inabalável no domingo de manhã, mas que vivem em um desespero silencioso na segunda à noite, achando que são as únicas que ainda perdem para si mesmas.

Mas a verdadeira encruzilhada entre a música e a epístola está na linha de chegada. O lamento existencial de Fighting Myself termina na constatação pura e simples da derrota: você luta, você perde e o ciclo se repete.

Mas a teologia de Paulo não permite que o niilismo tenha a última palavra, já que logo após de declarar a sua própria miséria absoluta, ele gira a chave e entrega a única rota de fuga que funciona: "Graças a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor!" (v. 25).

O que Cristo traz como alívio não está na promessa que você finalmente vai ficar forte o suficiente para vencer a si mesmo pelo próprio esforço, mas é na certeza que o veredito final dessa guerra já foi assinado na cruz, por Alguém que esmagou o inimigo que você não conseguia vencer. Você ainda vai sangrar, você ainda vai falhar e lutar contra a sua própria sombra. Mas você deixou de lutar por uma vitória, para lutar a partir da vitória de outro, alguém muito maior que nós juntos.

A pergunta que eu deixo nesse domingo é: a sua teologia te permite ter a honestidade de dizer "miserável homem que eu sou" ou você ainda precisa sustentar e fingir que vence todas as batalhas?

u/AcropolisRunner — 2 months ago

A briga sobre a aparência de Jesus não faz sentido

(por algum milagre, agora podemos enviar mais de uma imagem, isso é incrível)

Bom, essencialmente é o que o título diz e faço do post o meu relato pessoal: de verdade, eu não entendo o porquê existe toda uma guerra sobre como Jesus era de fato, se Ele era parecido com um francês ou um árabe, sendo que a aparência Dele... jamais foi um destaque ou algo importante para o Evangelho.

O máximo que sabemos é que ele tinha uma aparência comum segundo Isaías 53 e só. Honestamente, não me incomodo de não termos uma descrição super aprofundada ou detalhada sobre Jesus e isso leva ao meu ponto principal que está ilustrado nas imagens: cada povo representou o Filho do Homem como se fosse um dos seus.

E essa ideia por si só é de uma beleza e magnitudes tão maravilhosas e incríveis que eu me emociono kkkkkkkkkkkkkkk. As várias representações de Jesus, sejam as europeias, as africanas ou as asiáticas, só mostram para mim que o Evangelho não escolhe etnia, classe social ou nacionalidade: as boas novas são para qualquer um que crer e seguir à Cristo.

Sim, nós sabemos que ele era um homem do Oriente Próximo e não era um cabeludo medieval, mas honestamente me pergunto: a aparência Daquele que tinha uma feição comum importa tanto assim?

Era só isso gente, joguei um texto bem menos formatado, mas com uma ideia que precisava tirar da cachola.

Ótima noite para vocês!

u/AcropolisRunner — 2 months ago

Jesus adoraria o estudo da matemática moderna

Exceto o seno, que é pecado (seno = sin = pecado).

Mas falando sério, acho que seria bem legal imaginar o Filho do Homem, o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores... ouvir Newton ou Pascal explicando cálculo numérico e integrais.

u/AcropolisRunner — 2 months ago