ENTRE AGÊNCIA, LOGOTIPOS E COISIFICAÇÃO ANIMAL: TENSIONANDO OS LIMITES DA TEORIA DE ALFRED GELL A PARTIR DA VEGANTROPOLOGIA
Por que os animais nos logotipos parecem tão felizes quando o produto depende de sua exploração?
Publiquei um artigo em que articulo Alfred Gell e a Vegantropologia para analisar como marcas transformam animais em personagens simpáticos, dóceis e até felizes enquanto seus corpos são convertidos em mercadorias. A proposta é pensar esses logotipos como índices especistas: dispositivos que não simplesmente apagam o animal, mas administram sua presença e domesticam a agência que podemos inferir dele.
O artigo discute casos como O Rei dos Cabritos, Rede Frango Assado e Porco Feliz e conduz a uma questão central: quando um animal sorri em um logotipo de carne, que tipo de agência estamos sendo levados a enxergar — e qual realidade está sendo retirada de cena?