
O que pensam do veganismo político?
Vídeo para chamar atenção, mas o que acham?

Vídeo para chamar atenção, mas o que acham?
Não consigo fazer meu canal ganhar tração, é educacional (acho o conteúdo ok).
Já mudei algumas vezes. Será que poderíamos trocar canais e dicas por aqui? (não conheço bem as regras).
Pessoal, estava estudando aqui sobre as transformações da sociedade industrial para a informacional e me deparei com uma dúvida sobre a análise de Manuel Castells, em Fim de Milênio. Ele argumenta que o poder e a riqueza hoje não dependem mais da posse física da fábrica, mas do controle dos fluxos de informação, capital e tecnologia. Para quem fica de fora desses fluxos, a exclusão não é apenas financeira, mas estrutural, criando o que ele chama de "Quarto Mundo".
Minha dúvida é se essa categoria de "desnecessariedade estrutural" ainda descreve bem a realidade urbana brasileira. Se na lógica industrial o exército industrial de reserva pressionava os salários para baixo, na Sociedade em Rede a desconexão parece gerar "buracos negros" de exclusão — bairros e contingentes populacionais inteiros que se tornam irrelevantes para o funcionamento do capital financeirizado.
Como vcs veem isso? pista errada?
Pessoal, estava estudando aqui sobre as transformações da sociedade industrial para a informacional e me deparei com uma dúvida sobre a análise de Manuel Castells, em Fim de Milênio. Ele argumenta que o poder e a riqueza hoje não dependem mais da posse física da fábrica, mas do controle dos fluxos de informação, capital e tecnologia. Para quem fica de fora desses fluxos, a exclusão não é apenas financeira, mas estrutural, criando o que ele chama de "Quarto Mundo".
Minha dúvida é se essa categoria de "desnecessariedade estrutural" ainda descreve bem a realidade urbana brasileira. Se na lógica industrial o exército industrial de reserva pressionava os salários para baixo, na Sociedade em Rede a desconexão parece gerar "buracos negros" de exclusão — bairros e contingentes populacionais inteiros que se tornam irrelevantes para o funcionamento do capital financeirizado.
Como vcs veem isso? pista errada?
Camaradas, estive refletindo sobre a imensa disparidade na disputa de narrativa digital no Brasil hoje.
É muito comum ouvirmos que a esquerda "comunica mal", mas raramente analisamos as determinantes materiais disso. A extrema-direita não domina o debate público apenas por agilidade de rede: existe um ecossistema financiado por mandatos parlamentares, verbas confessionais, concessões públicas de rádio e uma simbiose perfeita com a métrica de engajamento dos algoritmos (que lucram com a reação e o discurso de ódio).
Do outro lado, boa parte da comunicação progressista autônoma tenta travar essa batalha ideológica de forma atomizada, contando com vaquinhas ou limitada a grupos de transmissão no WhatsApp com alcance restrito.
Como vocês enxergam a saída para a reconstrução de uma infraestrutura de comunicação de massa à esquerda que não dependa exclusivamente do mainstream institucional?
estava estudando sobre a tradição geopolítica brasileira — teorizada por nomes como Mario Travassos e Golbery do Couto e Silva — sempre buscou uma posição de equidistância e mediação pragmática nos conflitos globais para garantir a integração do nosso próprio território.
O problema é que o mundo do século XXI mudou: a disputa não é mais apenas por fronteiras físicas, mas pela corrida do lítio, terras raras, soberania digital e militarização da órbita.
Diante dessa transição, vocês acreditam que a postura histórica do Brasil de não se alinhar automaticamente a nenhum bloco ainda garante nossa soberania, ou essa "neutralidade" corre o risco de virar passividade diante das novas pressões imperialistas?
No nosso grupo de estudos estávamos vendo o papel dos monumentos no meio ambiente e chegamos num debate sobre o cristo redentor que o professor resumiu aqui. O debate girou em torno de como a construção de grandes símbolos no espaço geográfico nunca é neutra, mas sim uma tentativa das elites de fincar controle territorial e ideológico sobre a população.
Usamos como ilustração o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, um monumento que sintetiza as contradições entre tecnologia de ponta e conservadorismo social, e cuja imagem é tão blindada pelo poder institucional que qualquer tentativa de reapropriação popular — como ocorreu na censura ao desfile do "Cristo Mendigo" na Sapucaí em 1989 — gera reação imediata das classes dominantes.
Qual simbolo da sua região passa por algo assim? Ou que é inegavelmente operario ou reaça?
Pessoal, estava estudando a estrutura de formação da nossa República e me chama a atenção como a historiografia liberal costuma romantizar ou simplificar o período de 1894 a 1930 como a mera "política do café com leite".
Quando a gente faz um corte de classe elementar, fica nítido que o encerramento da ditadura do exército (República da Espada) e a prieirra república nada mais foi do que a articulação de uma burguesia agrária exportadora capturando o aparato estatal para autofinananciamento — com o coronelismo atuando localmente como o braço armado e descentralizado desse controle territorial. O voto de cabresto não era jabuticaba; era tecnologia de dominação de classe.
Como vocês enxergam a permanência dessa estrutura oligárquica nas bancadas ruralistas atuais do Congresso? O "coronelismo" apenas trocou a patente pelo terno e pela emenda parlamentar?
Venho refletindo bastante sobre como a nossa academia e a grande mídia operam para desarmar qualquer debate sério sobre experiências socialistas de transição.
Sempre que o crescimento vertiginoso da China ou a erradicação da pobreza extrema por lá entram em pauta, a conclusão hegemônica parece vir pronta antes mesmo da análise dos dados: dizem que é fruto de uma "cultura milenar de submissão", de uma "disciplina oriental de trabalho exaustivo" (a tal japanização do sucesso alheio) ou de um capitalismo que milagrosamente deu certo sob o clima asiático.
Como vocês percebem essa barreira ideológica no cotidiano de debate de vocês? Sentem que o argumento culturalista se tornou a blindagem definitiva para inviabilizar que falemos de outras formas de sucesso?
Vocês já repararam como os espaços de lazer nas grandes cidades, as rádios e até os produtos nas prateleiras parecem exatamente iguais hoje em dia? A promessa oficial sempre foi a de que a globalização criaria uma "aldeia global" integrada e democrática. Mas, na prática, o que estamos vendo é o esvaziamento completo de tudo o que é autêntico.
queria ouvir a opinião de vocês . Como resistir a essa lógica?
*vIDEO DO GRUPO DE ESTUDOS QUE PARTICIPO QUE TROUXE ESTA REFLEXÃO
Ao aplicarmos a microfísica do poder de Foucault ao ambiente de trabalho contemporâneo, percebemos que o assédio moral e a pressão por metas não são apenas falhas de gestão, mas tecnologias que moldam quem somos. O sistema não apenas nos explora; ele produz a nossa identidade profissional através de métricas e normas que internalizamos.
A pergunta filosófica que fica é: Se a nossa própria subjetividade — o nosso 'eu' profissional — é um efeito construído por essas redes de poder, em que espaço resta uma resistência que não seja também apenas uma reação prevista pelo sistema?
esta pergunta durante uma sessão do GEMA - GRUPO INDEPENDNETE DE ESTUDOS DE MEIO AMBIENTE, quando bolavam o próximo video de debate.
Sempre ouvimos que o assédio moral nas empresas é resultado de um chefe tóxico ou de um RH ineficiente. Mas, analisando pela ótica da microfísica do poder de Foucault, será que não estamos tratando como uma exceção o que é, na verdade, a regra do funcionamento produtivo?
Gostaria de saber a visão de vocês: como vocês percebem esse controle no ambiente de trabalho de vocês? Alguém aqui já conseguiu romper com essa lógica de 'vigia a si mesmo'?
Meu grupo de estudos esta entrevistando novos pré candidatos da esquerda (corte ambiental) e é geral a observação da falta de espaço e dificuldade de apoio.
Por que vcs acham tão dificil a construção de novos quadrps?
Vídeo ilustrativo da ultima entrevista (1° no youtube)
Muitos debates contemporâneos tratam a crise ecológica como um mero desvio de conduta técnica ou falta de conscientização, propondo o "capitalismo verde" como síntese conciliadora. No entanto, o conceito esbarra em uma contradição ontológica insustentável.
Ao resgatar a crítica de Karl Polanyi sobre as mercadorias fictícias (terra, trabalho e dinheiro), fica evidente que o sistema opera convertendo o ecossistema em mero valor de troca. Mecanismos como créditos de carbono não passam de fetiches da mercadoria; eles não resolvem a fratura metabólica com a natureza, apenas adiam o colapso gerando lucro sobre a escassez. A racionalidade instrumental tenta nos convencer de que a técnica e o mercado podem gerenciar uma expansão infinita dentro de uma totalidade finita.
É teoricamente viável buscar a preservação da fysis através do mesmíssimo motor que exige a sua desintegração?
Muita gente ainda vê o "crédito de carbono", os "selos verdes" e os carros elétricos como o ápice da consciência ambiental, mas o chamado capitalismo verde é, na verdade, uma contradição em termos.
Ao analisar as bases estruturais fica claro: a engrenagem do sistema opera tratando a terra e a natureza como mercadorias fictícias (como já alertava Karl Polanyi). Não dá para negociar a preservação na bolsa de valores enquanto se mantém a exigência de uma acumulação infinita dentro de um planeta que é finito. Hoje, o mercado não quer que a gente questione o modelo de consumo e produção, ele quer apenas que a gente pague mais caro por uma ilusão de culpa aliviada.
O crescimento infinito em um planeta finito é biologicamente impossível. O capitalismo verde vai realmente salvar o planeta ou apenas gerenciar o colapso enquanto lucra com ele?
vídeo ilustrativo***
Acabei de assistir a um vídeo que argumenta que algumas grandes transformações tecnológicas tiveram motivações sociais e políticas tão importantes quanto as técnicas. O exemplo dado era a transição do carvão para o petróleo, apresentada como uma forma de reduzir o poder de barganha dos mineiros, e, antes disso, a própria industrialização associada ao deslocamento de camponeses de suas terras.
Isso me levou a uma questão mais ampla: até que ponto as inovações surgem para resolver problemas técnicos e até que ponto elas são formas de reorganizar relações sociais, econômicas e políticas?
Em outras palavras, a tecnologia é principalmente uma resposta a limitações materiais ou um instrumento de reconfiguração do poder social?
Pensando nisso, como vocês interpretam a atual onda de inovação em IA? Ela aponta para uma transformação genuinamente técnica, comparável a outras revoluções produtivas, ou estamos diante de um novo arranjo social que redistribui conhecimento, trabalho, controle e poder? Quais filósofos ou autores ajudam a pensar essa questão?
Acabo de ver um vídeo que traz uma correlação entre a mudança do carvão para Petróleo como uma ação de desmobilização dos Mineiros na Inglaterra e antes disso, a própria primeira revolução industrial estava ligada a desbancar os camponeses que estavam perdendo terras na Europa.
Onde eu quero chegar é a pergunta: Ate onde as inovações são técnicas e não arranjos sociais? E para onde aponta a atual inovação da IA?
Sempre que a mídia corporativa aborda conflitos geopolíticos, o debate é reduzido a um maniqueísmo barato: de um lado, o "Ocidente" racional e democrático; do outro, um "Oriente" exótico, violento e estático. O que quase ninguém questiona é quem realmente lucra com essa divisão. Ao apagarem deliberadamente a história material, a análise de classe e as forças sociais dessas regiões, os grandes veículos transformam povos inteiros em caricaturas ideológicas. Essa desumanização cultural cumpre um papel macroeconômico muito claro: criar o consenso necessário para justificar o complexo industrial-militar, as intervenções estrangeiras e, fundamentalmente, garantir o controle do fluxo de mercadorias e de recursos estratégicos (como o petróleo) pelas potências hegemônicas.
Fiquei pensando nisso após ver uma análise curta e cirúrgica do Professor Poiato obre como o conceito de Orientalismo de Edward Said foi herdado e sofisticado pelo imperialismo estadunidense. Diante disso, deixo a provocação para o sub: como nós, enquanto estudantes, professores e trabalhadores, podemos desconstruir esse aparato ideológico que molda desde os livros didáticos até o nosso feed, sem cair nas armadilhas de explicações superficiais que ignoram quem realmente se beneficia — os banqueiros ou os povos?
Muita gente ainda encara o trânsito caótico, as periferias sem infraestrutura e o custo absurdo da moradia como consequências de um "crescimento natural" das cidades. A história real é muito mais perversa.
Como Henri Lefebvre demonstrou, o espaço urbano não é um palco neutro; ele é um produto social, transformado em mercadoria pelo capitalismo para garantir a acumulação de capital. Quando você compromete 40% da sua renda com aluguel ou prestação, não está pagando pela qualidade de vida, mas sim alimentando a especulação imobiliária e a extração da renda da terra. Bancos, incorporadoras e o Estado planejam e impõem o espaço concebido — as zonas, os condomínios fechados, as novas centralidades financeiras — fragmentando a cidade de propósito. O resultado? Você trabalha em uma ponta, mora na outra, e o sistema lucra a cada hora que te rouba no trânsito.
Diante dessa fragmentação planejada, como vocês enxergam as possibilidades de a classe trabalhadora romper o controle dos planejadores e retomar o direito à cidade?
Muita gente acha que o Jordan Belfort "venceu na vida" porque cumpriu pouca cadeia e hoje ganha milhões dando palestras. Mas, olhando pela filosofia e sociologia, a derrota dele foi muito pior: ele foi engolido pelo sistema e virou uma mercadoria.
Se usarmos a teoria de David Harvey sobre o capitalismo pós-moderno, Belfort é o símbolo máximo da especulação. Ele não produz valor real, ele apenas transfere dinheiro através da audácia. Além disso, há uma clara questão freudiana: ele usa o dinheiro para tentar "comprar" a suspensão das regras civilizatórias, regredindo a um estado animal de excessos. Só que o colapso físico e a paranoia mostram que o preço cobrado pelo corpo sempre chega.
A maior ironia é que a estrutura atual não deixa espaço para legados. Hoje, Belfort virou um "Sísifo moderno": um produto que precisa repetir e espetacularizar os próprios erros e traumas do passado todas as manhãs para vender livros e palestras. Ele perdeu a própria humanidade para virar um objeto de consumo.
O sistema venceu quando nos fez parar de questionar o jogo para lutar por um "lugar à mesa" como os próximos lobos.
Vocês acham que esse "sucesso" bizarro do Belfort é o sintoma definitivo da nossa alienação atual? Como vocês enxergam essa redução do ser humano a uma mercadoria de si mesmo?