A queda do Body Positive, o mundo POP e afins ALERTA DE GATILHO
A tecnologia e a ciência estão evoluindo e isso é fato (e que bom).
Dentre os avanços recentes os que mais se destacam são a inteligência artificial e as canetas emagrecedoras.
O segundo provocou um particular impacto em diversos mundos, sobretudo no mundo da cultura POP.
Porém como nós sabemos o mundo da cultura pop estava produzindo uma cultura de positividade corporal, ora oscilando para neutralidade corporal (mais realista na minha opinião).
Não vou aqui entrar em debates delicados sobre “ romantização da obesidade”, se algumas celebridades que defendiam a bandeira anti-gordofobia passaram do ponto algumas vezes ou não e até que ponto, porque essa é uma discussão muito delicada.
Mas tivemos uma cultura muita positiva de representação e roupas para todos os corpos, aí surgiram figuras que não só representava isso mas falavam sobre isso.
ALEXANDRA GURGEL.
BETA BOECHAT.
CAIO REVELA.
THIAGO ABRAVANEL.
E as mais polêmicas como Thaís Carla.
Do nada com a ascensão das canetas todo mundo emagreceu. Até aquelas atrizes e celebridades mais gordinhas dos Estados Unidos, mas que não levantavam necessariamente uma bandeira anti-gordofobia ou de positividade corporal como a Rebel Wilson e a Melissa MC Carthy, ou a Oprah. A Lizzo e a Kelly Clarckson.
No Brasil todos os nomes que citei e até modelos plus size famosas como a Mayra Russi emagreceram.
A entrevista mais polêmica foi a da Alexandra Gurgel que revelou que hoje considera ter cometido exageros na sua militância, não se define mais como militante e quer continuar o seu processo de emagrecimento (porque ela já vinha emagrecendo muito antes da ascensão das canetas por conta própria ao adotar uma alimentação mais saudável e fazer exercícios físicos, mas não ao ponto de ser padrão).
Ao contrário de outros blacklashs como o da comunidade trans, que apesar de muitos pesares sinto que está avançando (o número de pessoas trans nas universidades e no legislativo só aumenta a cada dia, apesar dos muitos pesares que não estou negando), eu acho que esse é mais agressivo.
De certa forma levanta outros debates sobre poder fazer intervenções medicamentosas para a saúde e estética sem ser julgada(o) e sobre os avanços da medicina e o uso responsável desses mesmos e avanços e sobretudo a liberdade de mudar.