Vale a pena cursar Psicologia se o meu único interesse é Neurociência, Evidências e Pesquisa com Psicodélicos?
Tenho me interessado profundamente pela literatura internacional sobre neuroplasticidade, psicofarmacologia e as pesquisas com terapias assistidas por substâncias (como MDMA e Psilocibina em contextos clínicos rigorosos, a exemplo da MAPS, Johns Hopkins e UFRN). Se eu tivesse que escolher um assunto para estudar a vida inteira, seria esse. Me fascina bastante.
Entendo perfeitamente que o uso recreativo não tem nada a ver com o setting terapêutico. Como imagino que alguns possam perguntar sobre isso, já esclareço que não faço uso recreativo e não estou aqui em busca de validação pessoal para uso dessas substancias, sei que existem riscos sérios de quadros psicóticos induzidos e que o foco da saúde mental precisa ser a evidência científica
Tenho acompanhado também as iniciativas aqui no Brasil, como o trabalho do Instituto Phaneros em pesquisa e formação clínica, além dos avanços internacionais (como a TGA na Austrália autorizando prescrições de MDMA/Psilocibina por psiquiatras e os ensaios de Fase 3 nos EUA). Vejo esse ecossistema não apenas como uma paixão teórica, mas como uma tendência e aposta de mercado muito forte para o futuro
A minha dúvida é sobre a graduação em Psicologia em si
Gosto de ciência, neurobiologia e processos de integração/mudança de padrões comportamentais. Tenho certo receio de o curso de Psicologia ter uma carga muito pesada de teorias mais abstratas e distantes da biologia/dados — que são as áreas com as quais tenho afinidade em humanas. Porém, entendo que para as pós-graduações que almejo, preciso de uma graduação na área da saúde e parece que essa esse é um caminho na qual mais me encaixo
Para quem quer atuar no futuro com pesquisa, neuropsicologia, psicofarmacologia etc
A Psicologia é a melhor porta de entrada para essa área de saúde mental/neurociência ou valeria mais a pena outro curso?