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Terceiro pão de fermentação natural

Oi, pessoal!

Fiz um post um tempo atrás perguntando como sair do looping de ficar alimentando o levain e finalmente se organizar para fazer pães de fermentação natural.

Hoje trouxe o resultado do meu terceiro pão com levain e vejo que já melhorou muito. Coloquei a foto do interior do meu primeiro pão para comparação.

Entrar nesse mundo dos pães, assim como qualquer hobby hoje em dia, exige uma dose de paciência e simplicidade. Muitas vezes me vejo ansiosa, querendo tudo do bom e do melhor para fazer meus pães: as melhores farinhas, banneton, forno holandês, pedra para assar, alça de pão etc e acabo perdendo o foco no processo e no que depende da minha atenção e habilidade, trabalhando com o que eu já tenho.

Infelizmente, o consumismo nos contamina, ainda mais quando vemos tantas pessoas fazendo coisas tão lindas na internet e queremos fazer igual. Mas tenho me esforçado para não ficar refém disso tudo e estragar algo que é para ser prazeroso. Alguma frustração ao ver algo que você dedicou tanto tempo fazendo dar errado é natural, mas o foco não deve ser sempre no resultado perfeito, até porque são muitas técnicas e etapas envolvidas: criação e manutenção do fermento, preparo da massa, a fermentação, o descanso, a modelagem, os cortes, o preparo do forno. O único jeito de aprimorá-las é praticando, errando e acertando.

Enfim, falando sobre o pão: por enquanto, ainda fiz com a farinha Renata Premium, segui a dica de outra pessoa do sub de ir adicionando a água aos poucos e observar a massa, ao invés de adicionar toda a água da receita.

Alimentei meu levain na noite anterior e, quando acordei, ele tinha triplicado de volume. Preparei a massa, fiz a autólise, deixei fermentar por 4h, fazendo sessões de dobras a cada 30 minutos, modelei e deixei descansar por mais 4h à temperatura ambiente. Assei a 250 graus com vapor dentro do forno por 20 minutos e, apesar da receita sugerir só mais 20 minutos sem vapor, demorou uns 40 e mesmo assim não ficou tão dourado. Acredito que talvez o forno não estivesse na temperatura correta.

Ah, a foto é ele depois que eu já tinha comido um pedaço kkkk ficou bom, mas mais cascudo do que eu gosto.

Para meus próximos pães, pretendo começar a adicionar sabores na massa.

u/ceilini — 3 days ago

Primeiro pão com levain

Oi!

Fiz um post esses dias pedindo instruções de como sair do levain para o pão.

Bem, eu tentei fazer e esse foi o meu resultado. Eu não sou totalmente leiga, já fiz alguns cursos e alguns pães em casa, mas não é uma arte culinária que eu domino.

Em relação ao levain, acho que deu tudo certo. A massa fermentou, ficou com um azedinho bom, chegou a formar umas bolhas de ar grandes, mas acho que minha massa não foi bem trabalhada ou não aguentou a hidratação. Quando coloquei no banneton de um dia para o outro, vi que ela tava esparramando muito, daí só dei uma última modelada quando tirei da geladeira hoje, deixei fermentar e o resultado foi esse aí.

Obrigada mais uma vez a todo o mundo que compartilha conhecimento aqui!

Agora é ir em busca da pestana perfeita e do miolo bolhudo.

u/ceilini — 24 days ago

Como se organizar para fazer um pão com levain?

Boa noite, pessoal!

Depois que segui o tutorial desse sub, finalmente meu levain parece estar dando certo. Apesar de simples, eu ainda acho o processo confuso.

Coloquei a foto de dois levains diferentes que eu tô fazendo. Um parece estar no pico de atividade e o outro já desceu um pouco.

Minha dúvida é: como sair disso para um pão? Eu devo usar o levain só quando ele estiver no pico? E tenho que saber o tempo que meu levain demora para dobrar de volume?

Outra dúvida: eu não tô conseguindo pensar como adaptar as receitas que eu já faço para versões com o levain. Por exemplo: eu faço uma focaccia com quatro series de dobras, em intervalos de 20 minutos, deixo na geladeira durante à noite e depois 1h30-2h à temperatura ambiente antes de ir ao forno. Nesse caso, eu faria o mesmo processo ou faria as dobras e depois deixaria direto à temperatura ambiente de 8-10h até dobrar de volume?

u/ceilini — 26 days ago

15 anos do adeus à Amy Winehouse

Em 2006, Amy lançava Back to black, álbum que a consagrou como uma das artistas mais autênticas e talentosas desse século. Infelizmente, cinco anos depois do sucesso estrondoso, a jovem cantora falecia de forma trágica. Uma carreira meteórica, com final prevísível e inevitável, esse era o pensamento geral em 23 de julho 2011, quando saíram as notícias de que Amy havia morrido.

Ela teve sua vida pessoal exposta por paparazzis, foi ridicularizada enquanto lutava contra o vício em drogas e, apesar de suas músicas fazerem sucesso, os escândalos recebiam mais atenção que seu talento. Hoje, 15 anos após a sua morte, seu legado é de uma artista completa, original, que expunha toda a fragilidade em suas composições e entregava tudo de si para a música. Amy não é o que a mídia tentou fazer dela.

Seu primeiro álbum, Frank, lançado em 2003, recebeu esse nome em homenagem a Frank Sinatra, um de seus grandes ídolos, mas também para deixar claro desde o começo sua principal característica: ser franca. Com composições sarcásticas, passionais e críticas, principalmente sobre sua relação com os homens, mas sem deixar de ser leve e escrever sobre outros temas, como fumar maconha, sua relação com seu violão e uma homenagem a um passarinho, esse álbum contrasta e muito com a versão melancólica de uma mulher passando pelo luto de um amor, os vícios e a solidão em Back to black.

Com uma discografia pequena, um álbum póstumo, alguns covers e músicas não lançadas oficialmente, Amy entrou para a história e continua atual, sendo lembrada pelos motivos certos: sua genialidade artística.

* Músicas da Amy que eu acho que todo o mundo deveria ouvir:

1. Tears dry (versão do Lioness: Hidden Treasures)
2. Fool's gold
3. Wake up alone
4. Half time
5. You sent me flying
6. Procrastination
7. What it is
8. My own way
9. Long day
10. Take the box
11. Like smoke
12. I heard love is blind
13. When my eyes

u/ceilini — 28 days ago

C’est absurde! Não vão mais servir álcool para menores de 14 anos nas escolas

Agora as escolas não vão mais servir vinho, nem cerveja e nem cidra na merenda para os menores de 14 anos.

Todo o mundo sabe que o álcool mata as bactérias, além de aquecer as crianças. Fico me perguntando o que vai ser da saúde delas sem o álcool no intervalo.

i.redd.it
u/ceilini — 2 months ago
▲ 15 r/Livros

Por onde começar a ler Julio Cortázar?

Boa tarde!

Pensei em comprar O jogo da amarelinha, do Julio Cortázar, mas estou com receio de acontecer o mesmo problema que eu tive quando tentei ler Borges: comecei por Ficções e tive muita dificuldade. Não conhecia muito sobre o autor, estilo e achei a leitura difícil. Depois vi aqui no sub mesmo que talvez fosse melhor começar com O Aleph.

Queria saber de alguém que já leu obras do Julio Cortázar se tanto faz começar por esse mesmo, é uma leitura tranquila, ou recomendam iniciar por outro?

Obrigada desde já!

reddit.com
u/ceilini — 2 months ago
▲ 103 r/filmes

19 de junho: dia do cinema brasileiro

Dia 19 de junho é o Dia do Cinema Brasileiro.

Os filmes que eu mais gosto são os que mostram o cotidiano, pessoas comuns e a riqueza de vida por trás de uma aparente simplicidade, como em ”Que horas ela volta?” e “Central do Brasil”.

Apesar de não gostar de muitas cinebiografias, acho que elas cumprem o papel de homenagear e manter vivo o legado dos nossos músicos, mas acho que o cinema ainda não encontrou uma forma bem feita de tornar esse tipo de filme interessante (não só no Brasil).

Para mim, outro ponto forte são os documentários, tanto os históricos, quanto os de temas variados. Gosto muito de “Uma noite em 67” e “A loucura entre nós“.

Acho que é um cinema que valoriza muito também a literatura, a história e a diversidade cultural do país.

Concordo com algumas críticas sobre fetichização da pobreza, excesso de sexualização das mulheres, esteriótipos sobre o norte e o nordeste, falta de protagonistas negros em filmes que não falam de escravidão e favela.

Mas hoje em dia, pelo menos, vejo mais atenção sobre essas críticas. Recentemente assisti ao filme “O novelo”, que é adaptação de uma peça e, na versão do filme, foram escolhidos atores negros como protagonistas e a história conseguiu se aprofundar em temas mais gerais e não ligados a questões de raça. Outro que eu gosto muito é “Marte um”, em que existe a questão da raça e da classe social, mas o filme aborda isso com personagens bem desenvolvidos e foca na relação da família. Enfim, o problema não é ter filmes sobre favelas ou com violência, mas é importante termos outras representações também, só que elas geralmente não ganham destaque.

Acho que o Brasil ter participado do Oscar nos últimos dois anos também trouxe mais atenção pro cinema brasileiro, tanto de fora, quanto dos próprios brasileiros e que talvez a gente veja ele se desenvolver mais nos próximos anos.

E independente de qualquer análise, o filme sendo bom ou ruim, a ou b, acho que o papel dos filmes é nos marcar de alguma forma, marcar uma época, uma geração, ou, na nossa individualidade, um momento. Eu coloquei até o filme “Minha mãe é uma peça”, porque apesar de ser uma comédia pastelão, foi um filme que me marcou muito.

Quais os seus filmes nacionais preferidos? Cenas/diálogos inesquecíveis? Quais é a sua opinião sobre o cinema brasileiro em 2026? O que é bom, o que tem que melhorar?

u/ceilini — 2 months ago
▲ 20 r/clubedolivro+1 crossposts

[DISCUSSÃO] A paixão segundo G.H., por Clarice Lispector - Semana 1

"Este livro é como um livro qualquer.

Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada.

Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente - atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém."

Oi pessoal, boa noite!

Hoje iniciamos as discussões sobre "A paixão segundo G.H.", de Clarice Lispector. Com certeza é uma das obras mais desafiadoras da Clarice e, por isso mesmo, acho que é um ótimo livro para lermos juntos e compartilharmos nossas impressões.

O livro é marcado pela sua temática existencialista, com questões sobre identidade, Deus, liberdade e vida humana. Tais questões são apresentadas de forma quase que sobrepostas e contínuas, associadas a um momento do dia anterior na vida da protagonista e que, aos poucos, vai sendo reconstruído.

A história não tem muitos acontecimentos narrativos, focando principalmente no aspecto instrospectivo e autoreflexivo, como se estivéssemos acompanhando a mente da protagonista e sua dificuldade em explicar o que lhe acontecera, a limitação de depender da linguagem para explicar a vida e a dificuldade de tirar de si o que foi vivido.

Nessa primeira parte da obra, começamos nos perguntando junto com a personagem: Quem é (ou era) G.H., e o que aconteceu com ela?

reddit.com
u/Chrono1984 — 3 months ago
▲ 7 r/filmes

Harold and Maude (1971)

Ou “Ensina-me a viver”, em português, é uma comédia romântica de humor negro. Acredito que uma definição melhor seria: um filme otimista para pessoas pessimistas.

Harold é um jovem rico e melancólico que se sente atraído pela morte, simulando tentativas de suicídio, que são ignoradas por sua mãe, e indo ao velório de pessoas desconhecidas.

Em um desses velórios ele conhece Maude, uma mulher de quase 80 anos excessivamente alegre e otimista com a vida, que o estimula a viver e a descobrir coisas novas, fora de sua realidade baseada em status e convenções sociais.

O contraste entre uma juventude depressiva e reprimida e uma velhice que aprecia o lado bom, livre e simples da vida, que vem do prazer que, em partes, é alcançado por já ter vivido e superado o pior, nos permite sonhar e nos faz acreditar no futuro.

A lot of people enjoy being dead, but they’re not dead, really. They’re just backing away from life.”

Os diálogos são simples e esperançosos, e a atuação do Bud Cort é perfeitamente equilibrada entre o humor e o drama necessário para a história. Eu fiquei hipnotizada com ele em cena.

No geral eu achei um bom filme, com uma fotografia muito bonita e ótimas atuações, mas com uma história um pouco clichê e superficial. Mesmo assim, senti que valeu a pena a experiência e fiquei com vontade de assistir a outros filmes do mesmo diretor.

u/ceilini — 3 months ago

sugestões de músicas para um dia frio e melancólico?

esse frio dá um desânimo, uma tristeza… o que vocês costumam ouvir em dias assim?

edit: caramba, muitas músicas. rs
vou precisar de uns três dias pra ouvir tudo o que foi recomendado, mas não vou deixar de dar uma olhada. obrigada a todos! ♥️

u/ceilini — 3 months ago

Marina… hoje gosto muito mais de cinema do que naquela época e sinto falta das tuas recomendações, do teu brilho no olhar, da tua paixão pela vida, mesmo tentando morrer o tempo todo, do quanto você era apegada à sua família, das nossas fotos. Você é linda, te amo pra sempre.

Camila… você se tornou mulher e eu não. A idade nos mostra como somos preconceituosos sem saber, pois apesar de toda Simone de Beauvoir, Maya Angelou, Clarice Lispector e Rosa Montero, hoje me vejo como uma fracassada e você como uma mulher bem sucedida. Você se casou, construiu uma carreira, é poliglota e uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci. Eu nem sei o que fiz da vida nesses 15 anos. Mesmo assim, por algum motivo, você me amou, e eu te amei também. Me perdoa, me perdoa, você é a única que eu realmente preciso pedir perdão. Que você seja feliz, sempre muito feliz.

Vinicius… me arrependo de ter me aberto tanto com você. Você não fez de maldade, mas eu que era muito ingênua para perceber os sinais. Você para mim era a minha versão masculina, um complemento, eu entendia o seu humor e todos os seus desabafos, mas superestimei minha importância pra você e nunca consegui lidar com isso. Que vergonha, que vergonha. Eu nem sei o que sinto por você, mas espero não te desejar mal.

Julia… até hoje não consigo entender você. Quando nos encontrávamos, eu sentia que você era a pessoa mais simpática, generosa e amiga do mundo, mas quando você saía pelo portão, eu nunca mais ouvia falar de você. eu não tinha twitter, mas ficava olhando o seu e vendo você falar sobre tudo e mais um pouco ali. séries que você nunca me recomendou, sentimentos que você nunca compartilhou, torcida no BBB, relacionamentos que eu nem sabia que existiam. a sensação era de uma facada no peito, sempre que eu via que você passou no meu bairro e não pensou em me chamar, que você morava tão perto e mesmo assim não me procurava. marquei um encontro uma vez, desabei e te perguntei “por que? por que?”. quis saber se eu fiz algo de errado, se eu precisava me desculpar por alguma coisa. no fim não era nada. e até hoje eu não consigo te entender. sempre acho engraçado pensar que se nunca tivesse existido redes sociais, hoje já seríamos melhores amigas há 18 anos. que pena, né?

obs: esse adeus não é para soar suicida. rompi definitivamente com todas essas pessoas em 2022, num momento de surto em que eu me vi sozinha e as pessoas as quais eu mais me importava não estavam lá para me ajudar ou sabiam alguma coisa da minha vida naquele momento.

isso me traumatizou em termos de amizade. não me sinto confortável com essa palavra, nem sei o que significa. passei os últimos anos tentando entender o que é um amigo: alguém que você gosta? alguém que você pode contar? alguém que frequenta a sua casa? alguém que te inclui nos planos dela? que faz planos com você? que sabe da sua rotina? eu não sei mais.

esse ano eu faço 30 anos e cansei de carregar fantasmas. escrevo isso para pessoas que já devem ter mudado tanto, que nem existem mais.

reddit.com
u/ceilini — 4 months ago