u/geira2025
Pertinente.
O assassínio de Henry Nowak deixa, para mim, três reflexões inquietantes.
Primeira. Em demasiadas ocasiões, a acusação de racismo, homofobia ou misoginia parece bastar para condenar alguém na praça pública. A acusação passa a valer como prova e o contraditório torna-se dispensável.
Segunda. Muitas instituições parecem agir cada vez mais condicionadas pelo receio de serem acusadas de preconceito. O resultado é uma cultura de sinalização de virtude em que, por vezes, a preocupação com a imagem se sobrepõe à procura rigorosa dos factos.
Terceira. A cobertura de parte da imprensa tradicional contribui para uma crescente perda de confiança. E, mais uma vez, são as redes sociais que nos dão a conhecer toda a extensão da vergonha que todo este crime desvenda.
Tudo isto revela um condicionamento que resulta num mecanismo quase automático: basta surgir uma determinada acusação para que se desencadeiem respostas reflexas, antes mesmo de existir uma tentativa séria de compreender o que realmente aconteceu.
Este condicionamento resulta, por sua vez, de um sentimento de culpa histórica que tem sido cultivado no Ocidente durante décadas. Um sentimento que leva muitos a recear mais a acusação de preconceito do que a possibilidade de cometer um erro de julgamento.
A questão é saber até quando esta lógica continuará a moldar o debate público.
Existe um momento em que podemos considerar cumprido esse exame de consciência? Ou estamos perante uma culpa sem prazo, transmitida de geração em geração, como uma espécie de pena perpétua cultural?
MEO, NOS e VODAFONE tremeram e ANACOM foi expulsa da APDC | VICIADO COMENTA
youtu.beComentários a notícia sobre suspeita de violação na Queima das Fitas de Coimbra
Comentários a uma notícia do Diário de Coimbra. É só triste o ponto a que estamos a chegar.
Apercebi-me agora que me esqueci de dizer que não fui eu que fiz o vídeo. Vi-o no instagram e pareceu-me pertinente partilhá-lo aqui também. O link para o post do instagram é https://www.instagram.com/p/DY4qrDPihDp/